04 junho 2019

Mensageiros, Os (Livro Mediúnico)

"Os Mensageiros", pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, é o 2.º livro da coleção “A Vida no Mundo Espiritual”, cuja primeira edição data de 1944. Relata as experiências (e os malogros) de vários Espíritos que tinham reencarnado com tarefas definidas no campo da mediunidade. Há, também, instruções sobre o culto do Evangelho no Lar, os benefícios da prática do bem e a manipulação da energia mental.

Cinco exemplos de fracasso dos que renasceram com condições de êxito no campo da mediunidade:

1) A queda de Otávio (cap. 7). Depois do preparo para o reencarne, deveria estar solteiro (para fazer bom uso da mediunidade) e cuidar de 6 órfãos. Afastou-se deles; por uma ação menos digna, foi obrigado a casar-se pela violência.

2) O desastre de Acelino (cap. 8). Partiu também de "Nosso Lar". Resolveu cobrar por sua mediunidade. Em vez de auxiliar o crescimento espiritual com Jesus, fez viciados da crença religiosa, mutilados da fé e aleijados do pensamento.

3) A experiência de Joel (cap. 10). A tarefa mediúnica de Joel exigia sensibilidade mais apurada. Deixou-se empolgar pela curiosidade doentia. Excedeu-se nesse exercício. Na clarividência, ia em busca de companheiros visíveis e invisíveis, no setor das velhas lutas religiosas, fazendo questão de reconstituir-lhes as fichas biográficas.

4) Belarmino e as agruras de um doutrinador falido (cap. 11). Seus propósitos egoístas atrapalharam a sua boa jornada espiritual. Como os novos amigos queriam demonstrações de toda a sorte e, ansioso por colher colaboradores na esfera da autoridade científica, ele exigia dos pobres médiuns longas e porfiadas perquirições nos planos invisíveis.

5) As ponderações de Monteiro (cap. 12). O seu fascínio comercial com o invisível desviou-o da essência moral da doutrina. Sentia volúpia na doutrinação aos desencarnados de condição inferior. Aos sofredores, fazia ver que padeciam por culpa própria. Aos embusteiros, recomendava, enfaticamente, a abstenção da mentira criminosa.

Lendo este livro, percebemos a grande distinção entre os Espíritos desencarnados e os que estão ainda encarnados. De acordo com os discursos dos desencarnados, em tarefa de ensino, os encarnados têm que melhorar muito as suas faculdades morais e intelectuais. Frequentar um Centro Espírita ou qualquer religião não mostra que o sujeito é religioso. Muitas vezes, está ali para mascarar a realidade, principalmente quando se coloca acima dos seus irmãos de outras crenças.

Para mais informações, leia o livro todo.