24 abril 2020

Compilação de Temas Diversos

Fomos, ao longo do tempo, discutindo diversos temas sob a ótica espírita, no grupo de estudo denominado de "Aprofundamento Doutrinário", do Centro Espírita Ismael, situado à Av. Henri Janor, 141, São Paulo, Capital. Em alguns desses temas, fizemos uma compilação de postagens do nosso site, do nosso blog, da internet, de livros e de algumas mensagens espíritas.

Esses documentos foram postados no Google Sites e no OneDrive, Conforme:

Alguns Temas

Agêneres
Aparições, Fantasmas e Assombrações
Bíblia
Clichês Mentais
Conservadorismo e Liberalismo
Cruzadas
Destino Manifesto
Emmanuel, Espírito
Evangelhos Apócrifos
História do Espiritismo
Judas Iscariotes
Mente Rígida e Autocrítica
Mentira
Salvação
Taoísmo

Demais Temas

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21 abril 2020

Tiradentes

"Tiradentes" era o apelido atribuído a Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792), um dos líderes da Inconfidência Mineira, e o único a receber a pena capital (morte pela forca). Considerado um herói nacional por ter lutado pela independência do Brasil, num período em que o Brasil sofria o domínio e exploração portuguesa.

O Espírito Irmão X, no capítulo XIV "A Inconfidência Mineira", do livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, esclarece-nos a respeito desse episódio da história econômica e política brasileira.

Por esse tempo, o Brasil sofria o máximo de vexames... "Os padres queriam todo o ouro das minas, para a edificação das suas igrejas suntuosas; os membros da magistratura consideravam de necessidade enriquecer-se, antes de regressarem a Portugal, com opulentas aquisições; os agentes do fisco executavam as determinações da corte de Lisboa, árvore farta e maravilhosa, onde todos os parasitas da nobreza iam sugar 84 a seiva de pensões extraordinárias e fabulosas".

Havia muitos brasileiros, que estudavam na França, e de lá vinham abarrotados dos princípios filosóficos de Rousseau e dos enciclopedistas. Sentem-se compenetrados de que poderiam tomar as rédeas dos seus próprios destinos. Iniciam-se os esboços da conspiração.

Dos vários encontros realizados para tal finalidade, escolheu-se a personalidade de Tiradentes para ser o líder do movimento. Os desejos de liberdade foram vetados por autoridades portuguesas tão logo ficaram sabendo do ocorrido, mandando imediatamente extinguir a figura que se sobressaia nas ditas articulações.

Tiradentes entrega o espírito a Deus em 21 de abril de 1792. Mas, nesse momento, Ismael recebia em seus braços carinhosos e fraternais a alma edificada do mártir. Eis, as suas palavras:

"— Irmão querido — exclama ele — resgatas hoje os delitos cruéis que cometeste quando te ocupavas do nefando mister de inquisidor, nos tempos passados. Redimiste o pretérito obscuro e criminoso, com as lágrimas do teu sacrifício em favor da Pátria do Evangelho de Jesus. Passarás a ser um símbolo para a posteridade, com o teu heroísmo resignado nos sofrimentos purificadores". 

01 abril 2020

Louco! Esta Noite Pedirão tua Alma

O texto evangélico: E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; E arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? (Lucas 12:16-20)

A massificação das informações sobre o coronavírus (Covid-19) está atormentando todos os viventes deste planeta. A maioria das pessoas, de semblantes tristes, sentem mais de perto o medo da morte. E se Deus houvesse por bem nos tirar a vida, como está expresso no texto acima? Estamos preparados para o desencarne? O que nos espera no além-túmulo?

Allan Kardec, no capítulo II ("Temor da Morte"), do livro O Céu e o Inferno, analisa as causas o temor da morte e a razão de os espíritas não a temerem. O temor é consequência do instinto de conservação. À medida que o ser humano vai penetrando mais amiudamente na compreensão da vida futura, o temor vai diminuindo, pois uma vez conhecida a sua missão na terra, aguarda-lhe o fim calma, resignada e serenamente.

"A certeza de reencontrar seus amigos depois da morte, de reatar as relações que tivera na Terra, de não perder um só fruto de seu trabalho, de engrandecer-se incessantemente em inteligência, perfeição, dá-lhe paciência para esperar e coragem para suportar as fadigas transitórias da vida terrena. A solidariedade entre vivos e mortos faz-lhe compreender a que deve existir na Terra, onde a fraternidade e a caridade têm desde então um fim e uma razão de ser, no presente como no futuro".

Ao tratar de por que os espíritas não temem a morte, enfatiza que a Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva da vida futura, que não é uma quimera, mas o resultado da observação. Não foram os homens que a descobriram por suas pesquisas, mas, sim, os próprios habitantes do além que vieram relatar a dinâmica do mundo espiritual. Há, assim, Espíritos de todo o grau de evolução. Isso fornece ao espírita estímulos de serenidade nos últimos momentos de sua passagem terrena. 

Para os espíritas, a alma não é uma abstração. Ela tem um corpo espiritual, uma individualidade que acompanha a trajetória de sua evolução, pois a passagem para outra dimensão apenas muda a nossa vestimenta, mas os nossos conhecimentos e as nossas ações continuam intactos em nós, dando-nos condições de habitar regiões mais felizes ou menos felizes dependendo do que fizemos com o tempo que nos foi concedido viver aqui.



30 março 2020

Tudo Depende de Tudo

Questão: o coronavírus (Covid-19) pode ocasionar uma volta ao estado natural?

Os efeitos do vírus chinês, o Covid-19, está causando um pânico nas pessoas e nos países. Cada ente administrativo quer fechar as suas fronteiras: um município não deixa pessoas de outros municípios entrarem em seu território; um estado fecha sua fronteira com outro estado; um país fecha os seus aeroportos com outros países...

Tudo depende de tudo. O choro no deserto pode ser ouvido milhares de quilômetros de distância. Quem poderia prever que Jesus, simples carpinteiro, pudesse mudar a face do planeta Terra, e tivesse tantos seguidores ao longo tempo? Evoquemos o pensamento e suas influências. Um indivíduo, ao pensar, emite vibrações para sua família, esta para o bairro, o bairro para a cidade, a cidade para o Estado, o Estado para país, país para o mundo, o mundo para o Universo. O vírus surgiu na China, mas já se alastrou para o mundo todo.

O Dr. Walter Veith, em entrevista publicada em 25/03/2020, com o título Essa Crise Mundial foi Planejada?, relata sobre um documento alemão ("End of Days", de Sylvia Browne), elaborado em 2012, que chegou às suas mãos, tratando sobre uma crise que possivelmente ocorreria no mundo em 2020. Este mesmo documento diz respeito a um vírus que viria da Ásia e se alastraria em todo o mundo causando um verdadeiro caos. De acordo com suas análises, os indivíduos vão acabar se isolando, e por falta de alimento, voltariam ao campo e produziriam para a sua própria subsistência.

Reflitamos sobre a Lei do Progresso, em O Livro dos Espíritos.

O estado natural é a infância da Humanidade e o ponto partida do seu desenvolvimento intelectual e moral. O homem, sendo perfectível, procura incessantemente o seu melhoramento como resultado de uma lei natural, a Lei do Progresso. Entretanto, o progresso moral e o progresso intelectual não caminham juntos. A bem dizer, o progresso moral é a consequência do progresso intelectual, visto o progresso intelectual fornecer meios para o desenvolvimento do livre-arbítrio, o que aumenta a responsabilidade do homem pelos seus atos.

Os que tentam impedir o progresso agem como a pedra sob uma roda; retardam o seu andamento, mas acabam esmagados por ela. Quando, entretanto, um povo não caminha com a pressa desejável na evolução natural, Deus, através de suas leis, lhe suscita o progresso com um grande abalo físico ou moral. O maior obstáculo ao progresso moral são o orgulho e o egoísmo, que desenvolvem a ambição e a paixão pelo poder e pelas riquezas, na medida em que desenvolvem a inteligência, mas sem amor.

A lei do progresso, que é inexorável, encaminha o homem para a civilização cristã. Nessa civilização haverá menos egoísmo, cupidez e orgulho, os costumes serão mais intelectuais e morais do que materiais e a bondade e o amor ao próximo serão condutas intrínsecas do todo o indivíduo. Esta é a civilização que o Espiritismo estabelecerá na Terra. Como se vê pelas explicações dos Espíritos e os comentários de Kardec, a civilização incompleta em que vivemos é apenas uma fase de transição entre o mundo pagão da Antiguidade e o mundo cristão do Futuro.

Por essas orientações dadas pelos Espíritos, não é razoável pensarmos numa volta ao estado natural, porque não reflete o processo evolutivo do Espírito.



26 março 2020

Número e Fatalidade

Allan Kardec, na Revista Espírita de julho de 1868, discorre sobre uma pergunta que lhe foi feita várias vezes: o que você pensa sobre a concordância dos números, e se acredita no valor dessa ciência. Começa a sua análise, dizendo que ainda não tinha pensado no assunto. Observara alguns fatos de concordâncias singulares entre as datas e certos acontecimentos, mas em pequeníssimo número para deles tirar uma conclusão mesmo aproximativa.

Não via razão para tal concordância, mas o fato de não se compreender alguma coisa não significa que não seja verdadeira. Essa correlação pode ser traduzida por números. Contudo, não podemos dar-lhe o nome de ciência. "Uma ciência é um conjunto de fatos bastante numerosos para deles deduzir a regras, e suscetíveis de uma demonstração; ora, no estado de nossos conhecimentos, seria de toda impossibilidade dar dos fatos desse gênero uma teoria qualquer, nem nenhuma explicação satisfatória. Não é, ou, querendo-se, não é ainda uma ciência, o que não implica em sua negação".

Devemos estudar os fatos segundo a duração relativa. Em se tratando dos astros, os termos de comparação variam segundo os mundos, porque fora dos mundos o tempo não existe: não há unidade para medir o infinito. "Não parece, pois, que possa aí haver uma lei universal de concordância para a data dos acontecimentos, uma vez que a suposição da duração varia segundo os mundos, a menos que não haja, sob esse aspecto, uma lei particular para cada mundo ligada à sua organização, como delas há uma para a duração da vida de seus habitantes".

Caso essa lei realmente exista, ela será um dia reconhecida pelo Espiritismo, que é progressista e assimila todas as verdades, quando elas são constatadas. Tendo esta questão sido posta aos Espíritos, foi respondido:

"Certamente, há no conjunto dos fenômenos morais, como nos fenômenos físicos, relações fundadas sobre os números. A lei da concordância das datas não é uma quimera; é uma daquelas que vos serão reveladas mais tarde, e vos darão a chave de coisas que vos parecem anomalias; porque, crede-o bem, a Natureza não tem caprichos; ela caminha sempre com precisão e infalivelmente. Essa lei, aliás, não é tal como a supondes; para compreendê-la em sua razão de ser, seu princípio e sua utilidade, vos será preciso adquirir ideias que ainda não possuis, e que virão com o tempo. Para o momento, esse conhecimento seria prematuro, razão por que ele não vos é dado; seria, pois, inútil insistir. Limitai-vos a recolher os fatos; observai sem nada concluir, de medo de vos enganar. Deus sabe dar aos homens o alimento intelectual à medida que estão em estado de suportá-lo. Trabalhai sobretudo pelo vosso adiantamento moral, é o mais essencial, porque será por aí que merecereis possuir novas luzes."

Na Natureza, muitas coisas estão subordinadas a leis numéricas, suscetíveis dos mais rigorosos cálculos, principalmente o das probabilidades. É certo, pois, que os números estão na Natureza e que as leis numéricas regem a maioria dos fenômenos da ordem física. Ocorre o mesmo com os fenômenos de ordem moral e metafísica? Se os acontecimentos que decidem a sorte da Humanidade têm seus vencimentos regulados por uma lei numérica, é a consagração da fatalidade, e, então, em que se torna o livre-arbítrio do homem?

O Espiritismo jamais negou a fatalidade de certas coisas, mas ela não entrava o livre-arbítrio. Vejamos dois exemplos: 1) o ser humano deve fatalmente morrer; mas se ele apressa voluntariamente a sua morte pelo suicídio ou por excessos, ele age em virtude de seu livre-arbítrio; 2) o ser humano deve comer para viver: é da fatalidade; mas se come além do necessário, pratica ato de liberdade. A Natureza tem suas leis fatais que opõem ao homem uma barreira, mas ao lado da qual pode se mover à vontade.

"O homem pode, pois, ser livre em suas ações, apesar da fatalidade que preside ao conjunto; é livre em uma certa medida, no limite necessário para lhe deixar a responsabilidade de seus atos; se, em virtude dessa liberdade, ele perturba a harmonia pelo mal que faz, se coloca um ponto de parada à marcha providencial das coisas, ele é o primeiro a sofrer por isto, e como as leis da Natureza são mais fortes do que ele, acaba por ser arrastado na corrente; ele sente, então, a necessidade de reentrar no bem, e tudo retoma o seu equilíbrio; de sorte que o retorno ao bem é ainda um ato livre, embora provocado, mas não imposto, pela fatalidade".

Fonte de Consulta 

KARDEC, Allan. Revista Espírita de 1968, "A Ciência da Concordância dos Números e a Fatalidade"

24 março 2020

Coronavírus e Espiritismo

O Novo Coronavírus ou Covid-19 é um vírus de origem chinesa. Ele ataca principalmente as vias respiratórias e, em alguns casos, leva o indivíduo ao óbito. Para evitar a pandemia, pede-se que as pessoas fiquem em casa e tenham o menos contato presencial possível com os outros indivíduos, principalmente os mais idosos.

Qual a razão desse fenômeno? É um castigo divino? Como afetará a vida econômica do mundo todo? Que atitudes tomar? Como entendê-lo sob a ótica espírita? Comecemos a nossa análise pela expressão: "o acaso não existe". Se o fenômeno surgiu, então há uma razão, razão esta que muitas vezes não está ao nosso alcance.

Reflitamos, pois, sobre a geração nova.

Allan Kardec trata da "Geração Nova", um subtema do capítulo XVIII, São Chegados os Tempos, de seu livro A Gênese. Por Geração Nova, entende-se uma humanidade regenerada em que a inteligência e a razão caminham irmanadas com o sentimento inato do bem. Será que a humanidade atual apresenta essa característica? Não estamos mais preocupados com a mentira, o erro e as satisfações materiais? 

Geração nova versus geração velha. A geração nova caracteriza-se pela aquisição da inteligência e da razão, ainda incipientes, juntas ao sentimento inato do bem. Não se comporá exclusivamente de Espíritos superiores, mas daqueles que já tenham feito algum progresso moral e intelectual e se acham em condições de dar continuidade ao progresso já alcançado. geração velha, composta de Espíritos atrasados, caracteriza-se pela revolta contra Deus, pelo se negarem a reconhecer qualquer poder superior aos poderes humanos. Neles há a propensão instintiva para as paixões degradantes, para os sentimentos antifraternos de egoísmo, de orgulho, de inveja, de vaidade etc.

Chegado o tempo, haverá grande emigração de Espíritos. Os Espíritos que praticam o mal pelo mal serão recambiados para outros orbes, mais inferiores do que o Planeta Terra. É da lei do progresso que essas coisas acontecem. É que o Planeta Terra também está passando por uma transformação, ou seja, de mundo de provas e expiações para o mundo de regeneração. Neste novo mundo, os Espíritos recalcitrantes no mal não terão mais vez e precisarão ir para outro lugar, para não atrapalhar o progresso dos que aqui estarão reencarnados.

Quer queiramos quer não queiramos, o nosso planeta segue o seu caminho evolutivo. Ele está passando para um mundo de regeneração - em que o bem deve predominar sobre o mal. Quem sabe não está chegando a hora? Quem sabe esse momento, tal como ocorreu na Idade Média, não seja motivo de cada um voltar para dentro de si mesmo, buscando uma nova maneira de entender a vida, a alma e Deus?  

Suponha que esse vírus nos ataque e nos tire a vida. O espírita deve temer a morte? Em hipótese alguma, pois ele tem a certeza da imortalidade da alma, de que sua essência continua intacta no verdadeiro mundo, no mundo espiritual.  

22 janeiro 2020

Jesus: Um Retrato do Homem (Livro)

A. N. Wilson, colaborador de publicações como Times Literary Supplement, New Statesman, Spectator e Observer, publicou, em 2000, Jesus: Um Retrato do Homem. Começa o prefácio com a seguinte frase: "O Jesus da História e o Cristo da fé são dois personagens distintos, com histórias muitos diferentes. É difícil reconstruir o primeiro, e, na tentativa de fazê-lo, é provável que pratiquemos dano irreparável contra o segundo". 

Como a fé cristã enaltece o mito do Salvador, nascido em Belém, é muito difícil, inclusive para o cristão, aceitar o Jesus histórico, que nasceu na Galileia. 

Daí, o seu questionamento. Quais são as fontes de nossas crenças sobre Jesus? Como saber se são fidedignas? É possível a um leitor do século XX, que consulte tais fontes, acercar-se desse homem, ou imaginar, de algum modo mais preciso o que ele pode ter sido? Até que ponto a fé cristã depende da História?... A história de uma criança ter nascida num estábulo em Belém porque não havia um quarto vago numa estalagem é um dos mitos mais poderosos jamais servidos à raça humana. Nenhum dos Evangelhos diz que ele nasceu num estábulo, e praticamente todos os detalhes das cenas da natividade. 

A partir de uma análise desses textos e de outros registros da época, propõe novas versões sobre diversas passagens da vida de Jesus, como o seu nascimento em Belém, sua vida como carpinteiro em Nazaré ou na última fase, a traição de Judas e a instituição da Eucaristia. Ele apresenta também algumas teorias sobre o papel desempenhado por São Paulo.

Os capítulos do livro: 1) "Jesus, o Judeu"; 2) "Paulo"; 3) "O Peixe Cozido, ou Como Ler um Evangelho"; 4) "A Assombrosa Infância de Jesus"; 5) "O Precursor"; 6) "A Galileia"; 7) "Paz: a Multiplicação dos Pães"; 8) "O Homem Montado num Jumento"; 9) "O Homem do Cântaro e o Jovem Nu"; 10) "O Julgamento"; 11) "Jesus Cristo". 

Este livro, de A. N. Wilson, é um bom complemento ao trabalho de José Herculano Pires, no seu Revisão do Cristianismo, cujo objetivo é distinguir o mito da realidade. Serve para aclarar pontos obscuros do cristianismo. E como diz José Herculano Pires: "Jesus combateu a magia e os mitos, mas o Cristianismo se organizou na sistemática mitológica e acabou transformando o próprio Mestre em mito". Ainda: Renan, através das pesquisas históricas, e Kardec, através das comunicações mediúnicas, chegaram às conclusões de que os ensinos morais do mestre são os de real valor. A revelação, por exemplo, tem no Espiritismo um caráter humano e divino.

WILSON, A. N. Jesus: Um Retrato do Homem. Tradução Ruy Jungmann. Rio de Janeiro: Ediouro, 2000.