23 dezembro 2015

Realeza de Jesus

Nas Escrituras Sagradas – a Bíblia -, há profecias sobre a vinda do Messias, um descendente do Rei Davi, que reconstruirá a nação de Israel e restaurará o reino de Davi, trazendo paz ao mundo. Jesus se dizia o Messias, mas não foi aceito pelo povo judeu. Para os judeus, Jesus não preencheu as profecias messiânicas, que era a levar todos os judeus de volta à Terra de Israel, introduzir a paz mundial e divulgar o conhecimento universal sobre o Deus de Israel – unificando toda a raça humana como uma só.

A palavra “reino” evoca a ideia de rei, reinado, pessoa poderosa, senhor de muitos domínios e muitos súditos. Em termos religiosos, o reino transforma-se em Reino de Deus, tema central da pregação de Jesus. Ele ocupa lugar de destaque em várias de suas parábolas - principalmente o grão de mostarda -, a menor das sementes que, depois de plantada, dará a maior das árvores.

De acordo com O Evangelho Segundo o Espiritismo, o reino de Jesus não é deste mundo. O título de rei, porém, não implica sempre o exercício de um poder temporal? Em se tratando desse poder temporal, o ideal é que os países fossem sempre administrados por pessoas idôneas, honestas e competentes. Nesse caso, os detentores do poder deveriam dedicar-se ao bem comum e não aos próprios interesses.

Nos evangelhos, Jesus é chamado de “Jesus de Nazaré”, “Jesus, o nazareno”, “Jesus, o filho do carpinteiro” ou “Jesus, o filho de José”. Deveria ter nascido em Nazaré, mas a Bíblia diz que foi em Belém. O motivo aventado foi o censo, que obrigou a família de José a fugir para Belém. Como isso foi possível se naquela época não havia censo?

A Primeira Revelação – pessoal e local - veio com Moisés, que nos trouxe os Dez Mandamentos. Na época, vigorava a lei do dente por dente e olho por olho. A Segunda Revelação – pessoal e local – veio com Jesus, que nos traçou a Lei do Amor. Entre os seus ensinamentos, estão: o amor ao inimigo; o perdoar não sete, mas setenta vezes sete; quando alguém bater numa face, apresentar a outra; se alguém lhe pedir a túnica, larga-lhe também a capa.

A base da Doutrina Espírita está na reencarnação, ou seja, na possibilidade de um mesmo Espírito voltar tantas vezes quantas forem necessárias, mas em corpos diferentes. Ela mostra toda a justiça de Deus, porque nos dá oportunidade de refazermos o que de errado fizemos em outras vidas. 

Embora a base do Espiritismo esteja na reencarnação, a crença na vida futura é mais enfática. Ela não depende de lucubrações, de concepções filosóficas, mas do retrato fiel do que os próprios Espíritos vieram nos contar através da mediunidade. Em O Céu e o Inferno, há diversas mensagens dos Espíritos relatando a sua situação no mundo espiritual: os que morreram assassinados, os que sofreram no cadafalso, os que se sentem felizes, entre outros.

A realeza de Jesus diz respeito à moral e ao mérito pessoal. "A realeza terrestre acaba com a vida; a realeza moral governa ainda, e sobretudo, depois da morte. A esse título Jesus não é um rei mais poderoso que muitos potentados? Foi, pois, com razão que disse a Pilatos: Eu sou rei, mas meu reino não é deste mundo". (Kardec, 1984, cap. II, item 4)

Se a realeza não é deste mundo, de que mundo será? Poder-se-ia dizer que é do mundo interior, do mundo moral, cuja riqueza nenhum ladrão nos roubará.

Bibliografia 

KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984.

Baixe o áudio desta exposição


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18 novembro 2015

Dúvida

Dúvida. É um estado de ânimo que caracteriza a indecisão, a indeterminação, a incerteza entre duas ou mais responsabilidades. Há grande dificuldade em conceituar a dúvida, pois esta palavra nos remete a uma série de étimos, os quais podem significar: duplo, ambíguo, descrença, desconfiança, hesitação etc. Há, também, o aspecto problemático, enigmático e misterioso da dúvida. 

A dúvida pode ser teórica, existencial, positiva e negativa. Como distinguir a dúvida teórica da existencial? Diante de uma verdade especulativa, a dúvida se torna teórica. Diante da impossibilidade de nos ligarmos a alguém confiantemente, a dúvida se torna existencial. A dúvida teórica impede a certeza; a dúvida existencial, a . A dúvida é negativa quando deixa a alma insegura e angustiosa. É positiva, quando representa o ponto de partida para as descobertas cientificas e filosóficas.

No pensamento antigo, confiava-se mais nas evidências imediatas oferecidas pelos sentidos e pela razão. Os primeiros filósofos apregoavam a admiração e o espanto pela harmonia do cosmos. Em se tratando do Velho Testamento, logo no começo, a Bíblia cita o pecado original, uma espécie de desconfiança do ser humano em relação a Deus. Adão e Eva tratam Deus como seu rival. Por isso, a tentação, a desobediência. 

No Novo Testamento, há também muitas dúvidas dos apóstolos em relação a Jesus. No início, a dúvida era positiva, pois assim se expressavam em relação a Jesus: "Que homem é este que opera tantos milagres?" Depois, principalmente na Paixão de Cristo, duvidam de seus ensinamentos. Pedro o nega por três vezes. 

A dúvida na ciência e na filosofia. Descartes (1596-1650) foi o precursor da dúvida metódica: colocava entre parênteses todo o seu saber até encontrar bases sólidas sobre as quais assentá-lo. Marx (1818–1883) colocou em dúvida as ideologias existentes e propôs a luta de classes. Nietzsche (1844-1900) suspeitava das "verdades morais": por detrás delas havia o medo da vida, a inveja pelos poderosos. Freud (1856-1939) analisa a dúvida através dos processos libidinosos do subconsciente: nossas ações refletem um disfarce dos recalques ali armazenados. 

Presentemente, o meio dificulta a fé religiosa. O pragmatismo da vida moderna, a luta pela sobrevivência e anelo de posse afastam o ser humano da vivência plena do Evangelho de Jesus. Há, também, a influência dos maus exemplos dos cristãos mais velhos. 

Lembremo-nos de que a fé cristã sempre foi uma luta contra a dúvida que nasce do coração. É por esta razão que Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, insiste para que todo o cristão faça uso da fé raciocinada, que é a única que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade. 

Fonte de Consulta

IDÍGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo: Paulinas, 1983.




Complemento

Heresias

E até que importa que haja entre vós heresias, para que o que são sinceros se manifestem entre vós — Paulo (I Coríntios, 11,19)

"Recebamos os hereges com simpatia, falem livremente os materialistas, ninguém se insurja contra os que duvidam, que os descrentes possuam tribunais e vozes". (Caminho Verdade e Vida, cap. 36)

Amas o bastante

Perguntou-lhe terceira vez — Simão, filho de Jonas, amas-me? (João, 21,17)

Não era suspeita de Jesus. Jesus iria confiar a Pedro o ministério da cooperação nos serviços redentores. "O pescador de Cafarnaum ia contribuir na elevação de seus tutelados no mundo, ia apostolizar, alcançando valores novos para a vida eterna".  (Caminho Verdade e Vida, cap. 97)

Não Duvides

"...O que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte." — Tiago. (Tiago, 1:6).

Em teus atos de fé e esperança, não permitas que a dúvida se interponha, como sombra, entre a tua necessidade e o poder do Senhor.

A força coagulante de teus pensamentos, nas realizações que empreendes, procede de ti mesmo, das entranhas de tua alma, porque somente aquele que confia consegue perseverar no levantamento dos degraus que o conduzirão à altura que deseja atingir.

A dúvida, no plano externo, pode auxiliar a experimentação, nesse ou naquele setor do progresso material, mas a hesitação no mundo íntimo é o dissolvente de nossas melhores energias.

Quem duvida de si próprio, perturba o auxílio divino em si mesmo.

Ninguém pode ajudar àquele que se desajuda.

Compreendendo o impositivo de confiança que deve nortear-nos para a frente, insistamos no bem, procurando-o com todas as possibilidades ao nosso. alcance.

Abandonemos a pressa e olvidemos o desânimo.

Não importa que a nossa conquista surja triunfante hoje ou amanhã. Vale trabalhar e fazer o melhor que pudermos, aqui e agora, porque a vida se incumbe de trazer-nos aquilo que buscamos.

Avançar sem vacilações, amando, aprendendo e servindo infatigavelmente — eis a fórmula de caminhar com êxito, ao encontro de nossa vitória. E, nessa peregrinação incansável, não nos esqueçamos de que a dúvida será sempre o frio do derrotismo a inclinar-nos para a negação e para a morte.

Fonte Viva, capítulo 165 (Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier)



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30 outubro 2015

Mártir

MártirDo grego martys, "testemunha". Pode tratar-se de um testemunho no plano histórico, jurídico ou religioso. Um "mártir" é alguém que é morto injustamente por aquilo em que acredita. Por extensão, pessoa que sofre extremamente ou morre por uma causa. Figuradamente, todo e qualquer gênero de sofrimento corporal ou moral.

MartírioSofrimento e morte suportados por fiéis à fé. Morte ou tormentos sofridos pela religião cristã: a palma do martírio; o martírio de Cristo. Martirológico diz respeito à história dos mártires. Martirológio, ou seja, louvor dos mártires, significa a lista dos mártires com as datas das suas mortes. Por extensão, catálogo de vítimas.

Nos três primeiros séculos da era cristã, os martírios foram numerosos. Na época do imperador Diocleciano, por exemplo, havia a "era dos Mártires", mencionando a grande quantidade de vítimas ocorrida entre 303 e 313.

Jesus é o protótipo do mártir. Pela voluntariedade do seu sacrifício, deu o testemunho supremo da sua fidelidade à missão que o Pai lhe confiou. Dizia: "Eu nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade" (cf. Ap 1,5; 3,14).

O evangelista Lucas sublinha, na Paixão de Jesus, os traços definidores do mártir. Conforto da graça divina na hora da angústia (Lc 22,43); silêncio e paciência diante das acusações e dos ultrajes (23,9); inocência reconhecida por Pilatos e Herodes (23,4); esquecimento dos próprios sofrimentos (23,28); acolhida prestada ao ladrão arrependido (23,43); perdão dado a Pedro (22,61) e aos próprios perseguidores (22,51; 23,34).

Observe que não somente Cristo fora tratado como mártir. A morte de Sócrates também foi vista como um martírio. Por quê? Para a Igreja cristã, como Jesus era o Verbo, Sócrates fora uma espécie de cristão pré-cristianismo.

Os mártires do Espiritismo. Na religião, o martírio liga-se ao derramamento de sangue. Como o Espiritismo não é uma religião, não há necessidade desse derramamento. Na "Revista Espírita" (abril de 1862), Allan Kardec diz que os mártires do Espiritismo encontram-se naqueles que lutam pela ideia nova; são chamados de loucos, insensatos, visionários. Acrescenta: "O progresso do tempo trocou as torturas físicas pelo martírio da concepção e do parto cerebral das ideias que, filhas do passado, serão mães do futuro". 

Fonte de Consulta

GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA. Lisboa/Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia, [s.d. p.].

LEMAÎTRE, Nicole, QUINSON, Marie-Thérèse e SOT, Véronique. Dicionário Cultural do Cristianismo. Tradução de Gilmar Saint'Clair Ribeiro, Maria Stela Gonçalves e Yvone Maria de Campos Teixeira da Silva. São Paulo: Loyola, 1999.

LEON-DUFOUR, X. et al. Vocabulário de Teologia Bíblica. Rio de Janeiro: Vozes, 1972.








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28 outubro 2015

Inveja

"A inveja é uma víbora que espreita a sua futura vítima a todos os instantes, até encontrar ensejo favorável de inocular-lhe o seu vírus letal". 

Inveja. Vem do latim invidia, vontade de não ver, despeito, inveja. Era também o nome de uma deusa do mal, filha da Noite. Consiste na tristeza pelo bem ou alegria pelo mal alheios como se fossem obstáculos ao progresso pessoal de um determinado sujeito. (1)

Nos chamados pecados capitais (gula, avareza, luxúria, ira, inveja, preguiça e vaidade), o jornalista Zuenir Ventura apontou a inveja como o pior dos vícios. A inveja distingue-se da "emulação" e da "indignação". A inveja é um sentimento de desgosto pelo êxito do próximo. A emulação é almejar o êxito do outro, mas com esforço de suplantá-lo. Indignação é a tristeza pela injustiça da posse do bem alheio.

A psicologia explica-nos que há emoções primárias (alegria, medo...), emoções ligadas à estimulação sensorial (dor, repugnância...), emoções ligadas à auto-estima (culpa, remorso...) e emoções ligadas a outras pessoas (amor, ciúme, inveja, ódio). Isto quer dizer que a caracterização da inveja necessita de outras pessoas. Para Freud, a inveja é explicada através do Complexo de Édipo: o garoto sente inveja do pai; a garota, da mãe. 

Para o invejoso e o ciumento não existe repouso: sofrem ambos de uma febre incessante.  As posses alheias lhes causam insônias; os sucessos dos rivais lhes provocam vertigens; seu único interesse é o de eclipsar os outros; toda a sua alegria consiste em provocar, nos insensatos como eles, a cólera do ciúme. (2)


“A inveja é uma das mais feias e tristes misérias do vosso globo. A caridade e a constante emissão da fé extirparão todos esses males, que desaparecerão, um a um, à medida que se multiplicarem os homens de boa vontade que virão depois de vós." (3)


Remédios para a inveja: Reflexão sobre Deus, Pai amoroso e misericordioso, que distribui a cada um de seus filhos os meios necessários para a sua evolução espiritual.

Fonte de Consulta


(1) Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura.

(2) KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo.
(3) São Luís, Revista Espírita, julho de 1858 - A inveja.


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25 outubro 2015

Bismael B Moraes, Colaborador do Centro Espírita Ismael, Lança o seu 20.º Livro




Neste pequeno vídeo, há palavras do escritor Bismael B. Moraes e de alguns amigos e admiradores que estiveram na noite de 17 de setembro, quando ocorreu o lançamento do seu livro “Orelhas e Prefácios - Uma breve trajetória”, de Bismael Moraes, na livraria Saraiva, do Shopping Center Norte, em São Paulo. A obra reúne trechos dos 19 livros anteriores do escritor. 
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19 outubro 2015

Remorso e Arrependimento: Áudio Vídeo da Palestra de 17/10/2015


Palestra realizada no dia 17 de outubro de 2015 nas dependências do Centro Espírita Ismael - Av. Henri Janor, 141, jaçanã São Paulo / Capital


Mais informações a respeito deste tema: 

http://www.sergiobiagigregorio.com.br/palestra/remorso-e-arrependimento.htm

http://www.sergiobiagigregorio.com.br/powerpoint/doutrina/remorso-e-arrependimento.ppt

Somente o áudio: http://1drv.ms/1Mzpfyd


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14 outubro 2015

Código Penal da Vida Futura

A Doutrina Espírita não é uma teoria preconcebida: baseia-se em observações e experimentações, tal como as ciências naturais. É essa postura que lhe dá autoridade. Em se tratando da vida futura, não é diferente. O Espiritismo não tem uma teoria pronta, fruto da especulação sobre o além-túmulo. A teoria é formada segundo as informações dadas pelos próprios Espíritos.

Para melhor compreender todas as particularidades do além-túmulo, Allan Kardec traça um roteiro com 33 itens, intitulado Código Penal da Vida Futura. Este código fundamenta-se essencialmente na relação entre o bem e o mal. Diz que não há uma única ação boa ou má que não tenha a sua consequência. Se for má a consequência é o sofrimento; se for boa, as benesses da felicidade. 

Neste mundo de provas e expiações, a ignorância e a imperfeição ainda permeiam a maioria de nossas ações. Se fôssemos Espíritos evoluídos não cometeríamos tantos erros grosseiros; estes decorrem do nosso estado inferior de aprendizado. É a ignorância da lei, a principal delas, ou seja, da Lei Natural, gravada por Deus em nossa consciência.

Dentre os trinta e três códigos, o 16º é de suma importância. Ele trata do arrependimento. Contudo, só o arrependimento não basta; há necessidade da expiação e da reparação. Somente assim o culpado ficará livre de sua falta. Por essa razão, o Espírito Emmanuel, em uma de suas mensagens diz que se soubéssemos o que viria depois não cometeríamos tantos desatinos. 




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12 outubro 2015

Apolônio de Tiana - Os Rivais de Jesus


Segredos da Bíblia - Os Rivais de Jesus (NatGeo) por augusto8424


Apolônio de Tiana, considerado um dos rivais de Jesus, teve uma vida semelhante a de Cristo, fazendo milagres e ensinando o caminho da salvação.
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23 setembro 2015

Transtornos Mentais

Não importa a definição de transtornos mentais: o que está em jogo é a angústia para a pessoa e as pessoas que estão ao seu derredor.

Transtornar é modificar a ordem, atrapalhar. Transtorno é a situação que causa incômodo a outrem; contratempo, contrariedade. Transtornos mentais são síndromes ou padrões comportamentais ou psicológicos clinicamente importantes, que ocorrem num individuo e que estão associados a sofrimento, morte, doença etc.

Os transtornos mentais têm a sua história. Uma das primeiras teorias supunha que a pessoa afetada estava possuída por espíritos maus. Para lidar com o problema usavam diversas estratégias, como por exemplo, fazer furos no crânio do indivíduo para expulsar os demônios. Na Idade Média, concebeu-se os transtornos mentais como doença física (em função da paralisia). Com Freud e seus seguidores, na época moderna, os transtornos mentais resultam das experiências da infância do sujeito. Outros acham que o transtorno é fruto de aprendizagem mal-adaptativa.

Dentre os vários tópicos relacionados com este assunto, citemos: 1) A psicopatologia que tem a incumbência de estudar um comportamento anormal; 2) transtorno bipolar - caracterizado pela alternância de estados maníacos e depressivos; 3) a esquizofrenia - conjunto de psicoses endógenas; 4) maníaco - que ou aquele que revela sintomas de mania.  

No estudo dos transtornos mentais, a esquizofrenia é a mais séria. As pessoas com esse transtorno sofrem pertubações em todos os aspectos da vida, incluindo seu pensamento, suas emoções e seus relacionamentos sociais. A sintomatologia é variada como delírios persecutórios e alucinações. O transtorno obsessivo-compulsivo não fica atrás. São as situações extremas dos pensamentos indesejados e inoportunos pelas quais as pessoas passam e não têm condições de administrar sozinhas esse mal-estar.

Os médicos espíritas, baseados nos fundamentos da Doutrina Espírita, enveredam por um caminho diferente do da medicina convencional. Para Andrei Moreira, presidente da Associação Mineira de Médicos Espíritas, o "transtorno mental é um resquício do passado". Para os médicos espíritas, a depressão atinge aqueles espíritos rebeldes, que não estão satisfeitos com a vida que Deus lhes deu.

Em se tratando de um Centro Espírita, parece-nos importante separar o problema estritamente físico e psicológico das influências espirituais - obsessão, subjugação. O atendente do Centro Espírita deve enfatizar que a assistência espiritual (passes) não dispensa o tratamento médico. 

Fonte de Consulta


GLEITMAN, H., REISBERG, D. e GROSS, J. Psicologia. Tradução de Ronaldo Cataldo Costa. 7.ed., Porto Alegre: Artmed, 2009

O Livro da Psicologia. Tradução Clara M. Hermeto e Ana Luisa Martins. São Paulo: Globo, 2012. 

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Divaldo e o Movimento pela Paz em São Paulo - 26/09/2015


1.º Movimento pela Paz e São Paulo: 26/09/2015, a partir da 14h - Parque Sabesp Mooca. 


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16 setembro 2015

Medo

"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." (Platão)

Medo vem do latim metu, medo, causador de cuidados, vocábulo que está também na raiz de médico, remédio, remediar, irremediável. O medo é um temor, surto violento, grande inquietação em presença de um perigo real ou imaginário. O medo difere da angústia. No medo, o fenômeno psicológico ameaçador do perigo é identificável; na angústia, não. 

O medo pode ser visto tanto pela psicologia quanto pela filosofia entre tantos outros aspectos. Na psicologia, o medo é definido como uma perturbação angustiosa causada pela presença ou perspectiva de uma situação em que se arrisca a segurança presente ou futura. Na filosofia, é uma forte emoção que inibe um filosofar original. Segundo Bunge, alguns filósofos esposaram o irracionalismo por medo da ciência, o nominalismo por medo do idealismo, o idealismo por medo da religião e do marxismo.

Hoje, o medo está presente em muitos aspectos de nossa vida. Há o medo de perder o emprego, de envelhecer, de ficar doente, de ser assaltado em plena luz do dia. Em termos mais globais, talvez o terrorismo seja um dos maiores medos da humanidade. Por quê? Porque os terroristas já não alvejam somente os seus inimigos políticos, mas também os inocentes, como aconteceu no dia 11 de setembro 2001, no ataque às torres gêmeas nos Estados Unidos da América. 

A mente e a imaginação têm grande influência na concretização do medo. O poder da imaginação é sem limite: basta alguém nos relatar uma doença e já a sentimos em nossa própria pele. O pensador Emile Coué costumava dizer que andamos tranquilamente sobre uma prancha no chão. Basta pô-la no alto para o medo surgir imediatamente. A busca de segurança e o hábito de fazer comparações também enfraquecem a nossa mente, dando origem ao aparecimento do medo. 

Jesus disse: "Não temas, crê". Qual o alcance desta frase? A fé na Divina Providência enche-nos de força para enfrentarmos todas as dificuldades que se nos apresentarem. Lembremo-nos de que Deus deixa-nos sempre uma porta aberta à esperança, por pior que seja o problema. Além do mais, como nos ensina o Evangelho, Ele não coloca em nossos ombros um fardo mais pesado do que possamos carregar.

Diante de um medo, sigamos os exemplos do Mestre Jesus, que tudo sofreu para nos ensinar o caminho da salvação. Caso nos sintamos fracos para tal empreendimento, peçamos o auxílio dos benfeitores espirituais. Eles estão sempre prontos a nos ajudar. Lembremo-nos de que "aqueles que tiverem medo de ser confessar discípulos da verdade não são dignos de serem admitidos no reino da verdade". 




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02 setembro 2015

Eutanásia

Eutanásia. Do grego "eu" (bom) e "thanatos" (morte) significa, literalmente, "boa morte". Pode-se dizer que é a morte suave, sem sofrimento. A eutanásia é aplicada aos portadores de doença incurável, aos recém-nascidos portadores de defeitos físicos irremediáveis. 

Há dois tipos de eutanásia: ativa (ou positiva) e passiva (ou negativa). É negativa quando se priva o doente dos medicamentos necessários à sua saúde. É positiva quando se dá remédio para apressar a morte do paciente. 

A eutanásia pode ser analisada em termos legais. Muitas tentativas já foram feitas para a sua legalização, mas até o presente momento nada de concreto foi realizado. Isto porque a vida do ser humano é um dom de Deus e o ser humano não tem o direito de tirá-la ao seu bel prazer. Medicamente, não se justifica a eutanásia, pois quando um médico se forma ele presta o juramento de Hipócrates. Nesse caso, deve salvar e alongar o máximo possível a vida de um paciente. 

A moral cristã condena a eutanásia em função do 5.º Mandamento da Lei de Deus: "Não Matar". Além disso, aventa-se o seguinte: a dor e o sofrimento têm função regeneradora, pois o paciente pode fazer uma reflexão sobre sua conduta até o presente momento. Sem isso, talvez não teria surgido a necessidade de tal meditação. 

O Espiritismo também dá a sua contribuição: segundo orientações dos Espíritos de luz, um átimo de segundo no mundo da carne equivale a muitos anos de recompensa no mundo dos Espíritos, pois nesse exato momento o indivíduo pode sentir um profundo remorso e arrepender-se do tenha feito de errado, transformando-se no homem novo pregado no Evangelho. 

Não temos condições de perscrutar a intimidade de Deus. Assim, os médicos devem aliviar a dor do paciente, mas nunca tirar a sua vida. 




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31 agosto 2015

Momento Difícil - Artigo de Divaldo Pereira Franco publicado no Jornal A Tarde (27/08/2015)

O mundo está em crise, e o Brasil estertora, conforme o noticiário de todo instante. Sucedem-se os escândalos, e as surpresas com as pessoas envolvidas produzem um duplo efeito: desencanto em confiar em indivíduos de aparente apresentação digna, inimputável, mantenedores, no entanto, de conduta vulgar e criminosa, assim como a perda da esperança em dias melhores ante a cultura da desonestidade que campeia à solta. A questão, no entanto, é mais ampla porque se apresenta com caráter internacional. O ser humano parece ter perdido o rumo ético, entregando-se aos excessos de toda ordem, revivendo preconceitos bárbaros que se repetem causando lástima e compaixão.


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25 agosto 2015

Remorso e Arrependimento




O remorso tem a sua utilidade: faz o Espírito culpado compreender a gravidade de suas faltas. 
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22 agosto 2015

Remorso: Notas Extraídas da Revista Espírita

FotoUma Grande Dor Moral Causada pelo Remorso 

Conversas Familiares de Além-Túmulo


O ASSASSINO LEMAIRE
Condenado à pena última pelo júri de Aisne, e executado a 31 de dezembro de 1857. 
Evocado em 29 de janeiro de 1858. 

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21 agosto 2015

Tratamento Espiritual para Animais

FotoNo domingo (16/08/2015) o Fantástico exibiu uma matéria sobre o Centro Espírita que realiza tratamentos espirituais para animais, como o passe, cirurgias e recebimento de mensagens psicografadas que seriam enviadas pelos mentores que cuidam dos animais após o desencarne dos bichinhos. 
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10 agosto 2015

Resultado da Pesquisa Espírita 2015 - Ivam Franzolim

Foto
Ivan Franzolim concluiu a pesquisa sobre o Movimento Espírita em 2015.

Os resultados mostram dados interessantes e boa parte deles seguem as tendências já detectadas no Censo 2010, mas há novidades.

A análise de clusters conseguiu segregar 5 grupos distintos de espíritas:

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09 agosto 2015

Energia Liberada pelas Mãos

FotoRicardo Monezi Julião de Oliveira defendeu, em 2013, na USP (Universidade de São Paulo), em conjunto com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), uma tese sobre a imposição de mãos (passe). 

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28 julho 2015

Poder da Fé

FotoA fé é um sentimento inato nos seres humanos. Podemos vê-la sob o ponto de vista humano e divino. A fé humana diz respeito à confiança da pessoa consigo mesma e dela para com os outros; a fé divina está afeita à religião, à revelação. A fé humana é fundamentalmente a confiança que se tem no outro. Observe a assertiva: "por esta pessoa eu ponho a minha mão no fogo". Quer dizer, depositamos total confiança no outro, pois a sua conduta ao longo do tempo propiciou-nos elementos para uma boa avaliação de seu modo de ser. É possível que ele, no futuro, nos contrarie mas, até o presente momento, esta é a nossa adesão fiduciária. 

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25 julho 2015

Fé: Notas Extraídas da Revista Espírita

FotoA questão da fé nos fenômenos espíritas

Perguntam os adversários por que motivo os Espíritos, que se deveriam empenhar em fazer prosélitos, não se prestam melhor ao trabalho de convencer certas criaturas, cuja opinião teria grande influência. Acrescentam que os acusamos de falta de fé e a isto respondem, e com razão, que não podem acreditar por antecipação. É um erro pensar que a fé seja necessária; mas a boa-fé é outra coisa.

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20 julho 2015

Crise Política no Brasil e Espiritismo

FotoSe o Brasil é considerado a pátria do Evangelho, por que as crises econômicas, políticas e sociais persistem no seio da sociedade? Como os Espíritos, protetores do coração do mundo, estão analisando as dificuldades pelas quais o país passa? Onde buscar subsídios para uma compreensão mais acurada de acordo com os princípios codificados por Allan Kardec? Se consultássemos um médium, teríamos a explicação de um Espírito do além; com isso, haveria uma informação para ser digerida. Como, porém, fazê-lo tomando como base a própria Doutrina Espírita?
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18 julho 2015

História do Espiritismo: Notas Extraídas da Revista Espírita

FotoA história mostra o desenrolar de diversos acontecimentos ao longo do tempo. Para sabermos sobre a antiguidade da Grécia ou de Roma, temos que nos valer dos fatos históricos. Os historiadores estão sempre nos incentivando a escrever uma história sobre a nossa vida, o nosso bairro, a comunidade que frequentamos etc. 

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08 julho 2015

Concessão e Perda da Mediunidade

FotoConcessão é a ação ou efeito de conceder. Privilégio. Em direito, transferência de poderes por uma pessoa coletiva de direito público para outra pessoa (singular ou coletiva) a fim de esta os exercer, por sua conta e risco, mas no interesse geral. Pode-se dizer, também, da figura de retórica, na qual o orador aceita a posição do interlocutor (cujo fundamento lhe podia negar), para lhe demonstrar que, nem mesmo aí, tem razão.

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02 julho 2015

Allan Kardec, Doutrina Espírita e Revista Espírita

FotoA Revista Espírita, que tem o subtítulo "Jornal de Estudos Psicológicos", em razão de estudar a metafísica do ser humano, tanto em seu estado presente como em seu estado futuro, traz em seu bojo uma gama enorme de assuntos envoltos com ciência, filosofia e religião. Allan Kardec as publicou entre 1858 e 1869. Compulsando-as entraremos em contato com detalhes valiosos a respeito do processo e dos princípios básicos da Doutrina Espírita.

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01 julho 2015

Doutrina Espírita: Notas Extraídas da Revista Espírita

FotoA Doutrina Espírita oferece-nos a solução possível para diversos fenômenos morais e antropológicos, cuja explicação inutilmente buscamos nas doutrinas conhecidas. Exemplo: simultaneidade de pensamentos, as anomalias de certos caracteres, as simpatias e antipatias, os conhecimentos intuitivos... (p. 5 - R.E. de 1858)

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Imaginação

FotoImagem é a representação mental de um objeto externo percebido pelos sentidos. Imaginação é a faculdade de representar ou de combinar imagens de objetos ausentes, reais ou possíveis. Pela imaginação, podemos, não só evocar coisas anteriormente percebidas, como também inventar ou criar, em nosso espírito, coisas que, na realidade, não existem. PsicologiaImaginação é a atividade psicológica que desempenha um papel intermediário entre a atividade intelectual (raciocínio lógico) e as leis da afetividade. 

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29 junho 2015

Liberdade, Igualdade, Fraternidade

FotoLiberdade. Do inglês freedon, refere-se ao princípio interno de escolha e de ação; do inglês liberty, refere-se à ausência de coação externa. Igualdade. Na ética e na política, há igualdade quando os direitos e os deveres, as prescrições e as penas são iguais para todos os cidadãos. Fraternidade. Etimologicamente, significa "irmandade" ou "conjunto de irmãos". Em sentido estrito, exprime simplesmente o sentimento de afeição recíproca entre irmãos. Em termos práticos, devotamento, abnegação, tolerância, benevolência.

O slogan “liberdade, igualdade, fraternidade” é a divisa do Estado francês, adotada em 1793, como expressão dos princípios da Revolução Francesa. A sustentação dessa noção teve altos e baixos. Em 1814, depois da queda de Napoleão, a divisa deixou de ser adotada, voltou a sê-lo em 1848-1851, para de novo deixar de o ser durante o II Império, e renascer em 1875, sofrendo novo apagamento de 1940 a 1944.

A fraternidade é um ideal, uma meta a atingir como o objetivo supremo da humanidade. Acontece que a base do pensamento individualista está em considerar que o homem é lobo do homem. Daí a competição e o triunfo dos mais aptos. Do outro lado, temos a luta de classe marxista, que em vez do indivíduo é uma classe que joga contra a outra. A fraternidade, que é considerar todos como irmãos, fica deslocada na sociedade.

O egoísmo e o orgulho são os dois grandes obstáculos para a realização do ideal deste slogan. Enquanto a fraternidade diz: “um por todos e todos por um”, o egoismo diz: “Cada um por si”. O orgulho quer que todos estejam sob seu mando, sua tutela. Resumindo: o egoísmo quer tudo para si; o orgulho quer tudo dominar. Como dariam mão à liberdade que os destronaria?

A liberdade e a igualdade dependem da fraternidade. A liberdade sem fraternidade é rédea solta; com a fraternidade, conduz à ordem. A igualdade sem a fraternidade conduz aos mesmos resultados, pois o pequeno rebaixa o grande para lhe tomar o lugar. Depois, torna-se tirano por sua vez. O ideal evangélico é o único que pode cercear o egoísmo e o orgulho.

A fraternidade, a luta serena da implantação do ideal evangélico, é o fundamento básico, pois todo aquele que entrar em contato com os ensinamentos de Cristo, saberá defender a doutrina do Mestre para se tornar um verdadeiro cristão.

Fonte de Consulta

KARDEC, A. Obras Póstumas. Tradução de Guillon Ribeiro. 15.ed., Rio de Janeiro: FEB, 1975. 




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24 junho 2015

Doutrina Espírita

Foto“Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.” Paulo (Tito 2,1)

Doutrina – conjunto de teorias, noções e princípios, constituindo o fundamento de uma ciência, de uma filosofia, de uma religião etc. Doutrinário – pessoa que obedece rigidamente aos princípios da própria doutrina, dando mais valor à teoria do que à prática. Doutrina Espírita – conjunto dos princípios codificados por Allan Kardec.

A Doutrina Espírita surgiu a partir da publicação de O Livro dos Espíritos, em 1857. A ideia espírita vem de longa data. Allan Kardec, por exemplo, na Introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, diz que Sócrates e Platão foram os precursores do Espiritismo. No tocante às revelações, o Espiritismo aparece como a terceira revelação divina, tendo a de Moisés e de Jesus, respectivamente, como primeira e segunda.

A Doutrina Espírita, um marco no progresso da humanidade, apresenta-se de modo singular, ou seja, é ao mesmo tempo FILOSOFIA, CIÊNCIA e RELIGIÃO. Como entender? Qualquer matéria pode e deve ser analisada sob esses três aspectos. Pender para um dos lados, pode dificultar a compreensão mais exata da referida matéria. 

A filosofia espírita apresenta-se como um delta, uma síntese de todo o processo histórico, mas tendo as suas interpretações próprias, alicerçadas nos princípios doutrinários. A ciência espírita procede da mesma forma que as ciências naturais, com a diferença de utilizar as percepções extra-sensoriais. Como doutrina filosófica, o Espiritismo tem consequências religiosas, pois toca em Deus, alma e vida futura, fundamentos de todas as religiões. Não é, porém, uma religião constituída, visto que não tem culto, nem rito, nem templo e nem sacerdotes.


Toda ideia nova tem os seus contraditores; o Espiritismo não fugiu à regra. No âmbito dos ensinamentos espíritas, Allan Kardec observa que a maior parte das objeções que se faz à doutrina provém de uma observação incompleta dos fatos e de um julgamento precipitado. Num dos seus diálogos com o crítico, em O Que É o Espiritismo, diz:  "Se o Espiritismo é uma falsidade ele cairá por si mesmo; se, porém, é uma verdade, não há diatribe que possa fazer dele uma mentira".

O Codificador do Espiritismo deixa bem claro que os ensinamentos – contidos em suas obras – não são seus, mas expressão fiel das comunicações dos Espíritos superiores, desejosos de auxiliar a nossa evolução espiritual. Entre os seus princípios fundamentais estão: Existência de Deus, Reencarnação, Mediunidade, Lei de Causa e Efeito, Pluralidade dos Mundos Habitáveis etc.

Para conhecer a Doutrina Espírita, o adepto deve debruçar-se sobre as obras básicas e as complementares. Sem isso, não poderá divulgá-lo a contento. As Obras Básicas são: O Livro dos Espíritos (1857), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865) e A Gênese (1868). Entre as Obras Complementares estão os escritos de Gabriel Delanne, Léon Denis, Camille Flammarion, J. Herculano Pires e Edgar Armond. Incluem-se, também, as obras mediúnicas de Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco e outros.

O divulgador do Espiritismo deve tomar o devido cuidado em separar o que é doutrinário daquilo que não o é. Falamos naturalmente sobre os "chacras", o "corpo astral", o "fogo serpentino" e o "carma" sem nos darmos conta de que essas palavras foram extraídas da filosofia esotérica. Para o professor Ari Lex, ferrenho defensor da pureza doutrinária do Espiritismo, deveríamos usar o termo "atmosfera psíquica" e não "aura", como habitualmente o fazemos. 

Tenhamos o devido cuidado na divulgação da Doutrina Espírita. Antes de fazê-lo, debrucemo-nos pacientemente sobre os seus princípios fundamentais. Com isso, podemos pôr em prática o aviso do Espírito André Luiz: "Quando o trabalhador estiver pronto, o trabalho aparecerá".



A Doutrina Espírita na Revista Espírita 
(extraído do índice impresso)

A Doutrina Espírita na solução racional de inúmeros fenômenos morais e antropológicos - pág. 005 - 1858.

A ininterrupta marcha progressiva da Doutrina Espírita - pág. 146 - 1861.
A Doutrina Espírita pressentida em 1834 - pág. 173 - 1861.
Uniformidade da Doutrina Espírita através da linha traçada nas obras básicas - pág. 391 - 1861.

Doutrina Espírita não é provada por milagres - pág. 037 - 1862.
O que constitui a Doutrina Espírita - pág. 039 - 1862.

Como surgiu a Doutrina Espírita - pág. 277, 281 - 1863.

Como foram formulados os princípios da Doutrina Espírita - pág. 068, 100 - 1864.
A força e a autoridade da Doutrina Espírita repousam na concordância universal dos seus princípios - pág. 100 - 1864.
Todo o princípio novo da Doutrina Espírita é ensinado espontaneamente em diversos pontos ao mesmo tempo - pág. 102 - 1864.
Qual o papel de Allan Kardec na constituição da Doutrina Espírita - pág. 322, 325 - 1864.

A Doutrina Espírita muda inteiramente a maneira de encarar o mundo - pág. 036 - 1865.
O que faz a estabilidade e perpetuidade da Doutrina Espírita - pág. 038 - 1865.
A Doutrina Espírita modifica profundamente as relações sociais de indivíduo a indivíduo - pág. 039 - 1865.
A sublimidade da Doutrina Espírita amplia os atributos de Deus - pág. 072 - 1865.
Os verdadeiros espíritas serão reconhecidos pela coragem, firmeza e perseverança na defesa da Doutrina Espírita - pág. 183 - 1865.

O que dá indiscutível autoridade à Doutrina Espírita - pág. 008 - 1866.
Os termos especiais da Doutrina Espírita incluídos no Novo Dicionário Universal - pág. 028 - 1866.
A Doutrina Espírita nasceu do ensino dado pelos Espíritos - pág. 109 - 1866.
Muitas pessoas professam a Doutrina Espírita sem o saber - pág. 213 - 1866.
A Doutrina Espírita é a síntese das crenças universalmente espalhadas em todos os tempos - pág. 372 - 1866.

Sinais da contínua propagação da Doutrina Espírita - pág. 199 - 1867.
Foi a universalidade do ensino dos Espíritos que fez a Doutrina Espírita - pág. 234, 284 - 1867.
Como foi elaborada a Doutrina dos Espíritos - pág. 279 - 1867.
Razão da rápida e universal propagação da Doutrina Espírita - pág. 280, 284 - 1867.
Por que é impossível aniquilar a Doutrina Espírita - pág. 280 - 1867.
Motivo da rápida elaboração dos princípios da Doutrina Espírita - pág. 284 - 1867.
A Doutrina Espírita tem o caráter essencialmente progressivo - pág. 284 - 1867.
Por que a elaboração da Doutrina Espírita teve que ser de um só homem - pág. 282 - 1867.

Obra com resumo dos essenciais princípios da Doutrina Espírita - pág. 055 - 1868.
Como se realiza a instalação da Doutrina Espírita - pág. 066 - 1868.
Princípios fundamentais da Doutrina Espírita - pág. 182 - 1868.
A força e a coragem que a Doutrina Espírita proporciona nos momentos de aflição - pág. 321 - 1868.
Por que Allan Kardec não considera a Doutrina Espírita uma religião - pág. 357 - 1868.
Condição indispensável para assegurar a unidade da Doutrina Espírita - pág. 374 - 1868.
O caráter essencialmente progressivo da Doutrina Espírita - pág. 374 - 1868.
A Doutrina Espírita tem necessidade de uma direção central superior - pág. 376 - 1868.

A aflição e a infelicidade predispõem à crença na Doutrina Espírita - pág. 009 - 1869.

A História do Espiritismo na Revista Espírita 
(extraído do índice impresso)


Banquete de Lyon, marco da História do Espiritismo - pág. 313 - 1861.
Auto-de-Fé de Barcelona entrará na História do Espiritismo - pág. 304 e 337 - 1861.

Importância de Antigos Fatos para a elaboração da História do Espiritismo - pág. 372 - 1866.

Como deve-se dividir a História do Espiritismo - pág. 244 - 1868.

O Espírito Allan Kardec reafirma a necessidade de se fazer uma História do Espiritismo - pág. 192 - 1869.

A História do Espiritismo Moderno na Revista Espírita 
(extraído do índice impresso)


Registro para o estabelecimento da História do Espiritismo Moderno - pág. 179 - 1862.
Fatos que devem figurar na História do Espiritismo Moderno - pág. 269 - 1862.

Allan Kardec explica o que dever ser a História do Espiritismo Moderno - pág. 203 - 1863.
Os fenômenos produzidos por Home registram-se na História do Espiritismo Moderno - pág. 281 - 1863.

A História do Espiritismo Moderno será a narração da luta entre o mundo visível e o mundo invisível  - pág. 144 - 1864.
Material para a futura História do Espiritismo Moderno - pág. 320 - 1864.

Documentação para compor a História do Espiritismo Moderno - pág. 325 - 1865.



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22 junho 2015

Data Limite Segundo Chico Xavier



SINOPSE


Especialistas em ufologia afirmam que após a explosão das bombas de Hiroshima e Nagasaki, se verificou um aumento considerável no número de avistamentos de OVNI’S (Objetos Voadores Não Identificados) em todo o mundo. 

Pouco mais de duas décadas depois, o médium brasileiro Chico Xavier confidenciava aos companheiros mais próximos que, por ocasião da chegada do homem à lua em 20 de julho de 1969, acontecera uma reunião com as potências celestes de nosso sistema solar para verificar o avanço da sociedade terrena. Decidiram pois, conceder a humanidade um prazo de 50 anos para que evoluísse moralmente e convivesse em paz, sem provocar uma terceira guerra mundial.

Se assim convivesse até a Data Limite, a humanidade estaria, a partir de então, pronta para entrar numa nova era de sua existência, e feitos magníficos seriam verificados por toda a parte, inclusive os nossos irmãos de outros planetas estariam autorizados expressamente à se apresentarem pública e oficialmente para os habitantes da terra.
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18 junho 2015

Hipnotismo: Notas Extraídas do Curso de Ciências Herméticas

FotoHipnotismo é processo pelo qual uma pessoa, dotada de grande força de vontade, exerce influência sobre pessoas de ânimo mais fraco.

Hipnotismo, como ramo do magnetismo, já era conhecido pelos antigos. Em 1841, foi redescoberto por Braid, quando percebeu que os corpos brilhantes tinham a propriedade de produzir sono. Deu-lhe o nome de hipnose (do grego hypnos, "sono"), donde se derivou hipnotismo. Sua intenção foi a de substituir o magnetizador pelo objeto brilhante. Apesar de seus esforços, não conseguiu dar à experiência o foro de cidadania.

Entre 1875 e 1886, o professor Donato e Karl Hansen fizeram diversas representações com sonâmbulos muito bem adestrados, cujo poder fascinava os espectadores e lotava os teatros, produzindo matéria para a imprensa divulgar. A partir daí, os médicos se interessaram pelo assunto e aplicaram os seus métodos para verificar a veracidade de tais experimentos.

Charcot, na Salpêtrière, e Luys, na Caridade, desenvolveram a grande hipnose, de 1879 a 1880, ao passo que, em 1884, aparecia a pequena hipnose, defendida pelos drs. Liébeault e Bernheim.

Para Charcot, o sono hipnótico era uma doença; para Liébeault, a hipnose é o efeito da sugestão.

Liébeault, fundador da escola de Nancy, foi quem descobriu a importância da sugestão na produção dos fenômenos hipnóticos.

Hudson denominou o processo de Braid e da escola de Paris, o hipnotismo físico, e o da escola de Nancy, o hipnotismo sugestivo.

A escola de Nancy, superior à outra, afirma que o método de Braid para produzir a hipnose é prejudicial e desnecessário, porque desorganiza os centros nervosos e transforma o paciente.

Tal não acontece na escola de Nancy porque está só exige a tranquilidade dos seus pacientes para produzir o sono.

Para se tornar um hábil hipnotizador é preciso:

1) Desenvolver, por meio de uma preparação, as forças que agem na influência hipnótica.

2) Exercitar-se no emprego destas forças pela escolha, nas primeiras experiências, de pacientes impressionáveis e fáceis de ser hipnotizados.

3) Antes de hipnotizar uma pessoa, verificar qual o efeito da sugestão sobre ela, e se é pouco suscetível de sofrer a ação hipnótica.

Na ação hipnótica, três coisas têm muita importância: o olhar, a voz e o gesto.

Deve-se treinar olhar diretamente para a raiz do nariz da pessoa que será hipnotizada. Como exercício, sentar-se diante de um espelho e treinar olhar para a raiz do seu próprio nariz.

Os fascinadores servem-se somente do olhar para dominar as pessoas e mantê-las na mais absoluta obediência. 

Os gestos ou passes podem ser considerados quer como emissores de uma força quer como fixadores de ideias. 

Os passes para adormecer devem ser feitos sempre de cima para baixo.  




LORENZ, Francisco Valdomiro. Hipnotismo. São Paulo: Lorenz, 1997 (Curso de Ciências Herméticas III)


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