23 dezembro 2015

Realeza de Jesus

Nas Escrituras Sagradas – a Bíblia -, há profecias sobre a vinda do Messias, um descendente do Rei Davi, que reconstruirá a nação de Israel e restaurará o reino de Davi, trazendo paz ao mundo. Jesus se dizia o Messias, mas não foi aceito pelo povo judeu. Para os judeus, Jesus não preencheu as profecias messiânicas, que era a levar todos os judeus de volta à Terra de Israel, introduzir a paz mundial e divulgar o conhecimento universal sobre o Deus de Israel – unificando toda a raça humana como uma só.

A palavra “reino” evoca a ideia de rei, reinado, pessoa poderosa, senhor de muitos domínios e muitos súditos. Em termos religiosos, o reino transforma-se em Reino de Deus, tema central da pregação de Jesus. Ele ocupa lugar de destaque em várias de suas parábolas - principalmente o grão de mostarda -, a menor das sementes que, depois de plantada, dará a maior das árvores.

De acordo com O Evangelho Segundo o Espiritismo, o reino de Jesus não é deste mundo. O título de rei, porém, não implica sempre o exercício de um poder temporal? Em se tratando desse poder temporal, o ideal é que os países fossem sempre administrados por pessoas idôneas, honestas e competentes. Nesse caso, os detentores do poder deveriam dedicar-se ao bem comum e não aos próprios interesses.

Nos evangelhos, Jesus é chamado de “Jesus de Nazaré”, “Jesus, o nazareno”, “Jesus, o filho do carpinteiro” ou “Jesus, o filho de José”. Deveria ter nascido em Nazaré, mas a Bíblia diz que foi em Belém. O motivo aventado foi o censo, que obrigou a família de José a fugir para Belém. Como isso foi possível se naquela época não havia censo?

A Primeira Revelação – pessoal e local - veio com Moisés, que nos trouxe os Dez Mandamentos. Na época, vigorava a lei do dente por dente e olho por olho. A Segunda Revelação – pessoal e local – veio com Jesus, que nos traçou a Lei do Amor. Entre os seus ensinamentos, estão: o amor ao inimigo; o perdoar não sete, mas setenta vezes sete; quando alguém bater numa face, apresentar a outra; se alguém lhe pedir a túnica, larga-lhe também a capa.

A base da Doutrina Espírita está na reencarnação, ou seja, na possibilidade de um mesmo Espírito voltar tantas vezes quantas forem necessárias, mas em corpos diferentes. Ela mostra toda a justiça de Deus, porque nos dá oportunidade de refazermos o que de errado fizemos em outras vidas. 

Embora a base do Espiritismo esteja na reencarnação, a crença na vida futura é mais enfática. Ela não depende de lucubrações, de concepções filosóficas, mas do retrato fiel do que os próprios Espíritos vieram nos contar através da mediunidade. Em O Céu e o Inferno, há diversas mensagens dos Espíritos relatando a sua situação no mundo espiritual: os que morreram assassinados, os que sofreram no cadafalso, os que se sentem felizes, entre outros.

A realeza de Jesus diz respeito à moral e ao mérito pessoal. "A realeza terrestre acaba com a vida; a realeza moral governa ainda, e sobretudo, depois da morte. A esse título Jesus não é um rei mais poderoso que muitos potentados? Foi, pois, com razão que disse a Pilatos: Eu sou rei, mas meu reino não é deste mundo". (Kardec, 1984, cap. II, item 4)

Se a realeza não é deste mundo, de que mundo será? Poder-se-ia dizer que é do mundo interior, do mundo moral, cuja riqueza nenhum ladrão nos roubará.

Bibliografia 

KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984.

Baixe o áudio desta exposição


18 novembro 2015

Dúvida

Dúvida. É um estado de ânimo que caracteriza a indecisão, a indeterminação, a incerteza entre duas ou mais responsabilidades. Há grande dificuldade em conceituar a dúvida, pois esta palavra nos remete a uma série de étimos, os quais podem significar: duplo, ambíguo, descrença, desconfiança, hesitação etc. Há, também, o aspecto problemático, enigmático e misterioso da dúvida. 

A dúvida pode ser teórica, existencial, positiva e negativa. Como distinguir a dúvida teórica da existencial? Diante de uma verdade especulativa, a dúvida se torna teórica. Diante da impossibilidade de nos ligarmos a alguém confiantemente, a dúvida se torna existencial. A dúvida teórica impede a certeza; a dúvida existencial, a . A dúvida é negativa quando deixa a alma insegura e angustiosa. É positiva, quando representa o ponto de partida para as descobertas cientificas e filosóficas.

No pensamento antigo, confiava-se mais nas evidências imediatas oferecidas pelos sentidos e pela razão. Os primeiros filósofos apregoavam a admiração e o espanto pela harmonia do cosmos. Em se tratando do Velho Testamento, logo no começo, a Bíblia cita o pecado original, uma espécie de desconfiança do ser humano em relação a Deus. Adão e Eva tratam Deus como seu rival. Por isso, a tentação, a desobediência. 

No Novo Testamento, há também muitas dúvidas dos apóstolos em relação a Jesus. No início, a dúvida era positiva, pois assim se expressavam em relação a Jesus: "Que homem é este que opera tantos milagres?" Depois, principalmente na Paixão de Cristo, duvidam de seus ensinamentos. Pedro o nega por três vezes. 

A dúvida na ciência e na filosofia. Descartes (1596-1650) foi o precursor da dúvida metódica: colocava entre parênteses todo o seu saber até encontrar bases sólidas sobre as quais assentá-lo. Marx (1818–1883) colocou em dúvida as ideologias existentes e propôs a luta de classes. Nietzsche (1844-1900) suspeitava das "verdades morais": por detrás delas havia o medo da vida, a inveja pelos poderosos. Freud (1856-1939) analisa a dúvida através dos processos libidinosos do subconsciente: nossas ações refletem um disfarce dos recalques ali armazenados. 

Presentemente, o meio dificulta a fé religiosa. O pragmatismo da vida moderna, a luta pela sobrevivência e anelo de posse afastam o ser humano da vivência plena do Evangelho de Jesus. Há, também, a influência dos maus exemplos dos cristãos mais velhos. 

Lembremo-nos de que a fé cristã sempre foi uma luta contra a dúvida que nasce do coração. É por esta razão que Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, insiste para que todo o cristão faça uso da fé raciocinada, que é a única que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade. 

Fonte de Consulta

IDÍGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo: Paulinas, 1983.




Complemento

Heresias

E até que importa que haja entre vós heresias, para que o que são sinceros se manifestem entre vós — Paulo (I Coríntios, 11,19)

"Recebamos os hereges com simpatia, falem livremente os materialistas, ninguém se insurja contra os que duvidam, que os descrentes possuam tribunais e vozes". (Caminho Verdade e Vida, cap. 36)

Amas o bastante

Perguntou-lhe terceira vez — Simão, filho de Jonas, amas-me? (João, 21,17)

Não era suspeita de Jesus. Jesus iria confiar a Pedro o ministério da cooperação nos serviços redentores. "O pescador de Cafarnaum ia contribuir na elevação de seus tutelados no mundo, ia apostolizar, alcançando valores novos para a vida eterna".  (Caminho Verdade e Vida, cap. 97)

Não Duvides

"...O que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte." — Tiago. (Tiago, 1:6).

Em teus atos de fé e esperança, não permitas que a dúvida se interponha, como sombra, entre a tua necessidade e o poder do Senhor.

A força coagulante de teus pensamentos, nas realizações que empreendes, procede de ti mesmo, das entranhas de tua alma, porque somente aquele que confia consegue perseverar no levantamento dos degraus que o conduzirão à altura que deseja atingir.

A dúvida, no plano externo, pode auxiliar a experimentação, nesse ou naquele setor do progresso material, mas a hesitação no mundo íntimo é o dissolvente de nossas melhores energias.

Quem duvida de si próprio, perturba o auxílio divino em si mesmo.

Ninguém pode ajudar àquele que se desajuda.

Compreendendo o impositivo de confiança que deve nortear-nos para a frente, insistamos no bem, procurando-o com todas as possibilidades ao nosso. alcance.

Abandonemos a pressa e olvidemos o desânimo.

Não importa que a nossa conquista surja triunfante hoje ou amanhã. Vale trabalhar e fazer o melhor que pudermos, aqui e agora, porque a vida se incumbe de trazer-nos aquilo que buscamos.

Avançar sem vacilações, amando, aprendendo e servindo infatigavelmente — eis a fórmula de caminhar com êxito, ao encontro de nossa vitória. E, nessa peregrinação incansável, não nos esqueçamos de que a dúvida será sempre o frio do derrotismo a inclinar-nos para a negação e para a morte.

Fonte Viva, capítulo 165 (Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier)



30 outubro 2015

Mártir

MártirDo grego martys, "testemunha". Pode tratar-se de um testemunho no plano histórico, jurídico ou religioso. Um "mártir" é alguém que é morto injustamente por aquilo em que acredita. Por extensão, pessoa que sofre extremamente ou morre por uma causa. Figuradamente, todo e qualquer gênero de sofrimento corporal ou moral.

MartírioSofrimento e morte suportados por fiéis à fé. Morte ou tormentos sofridos pela religião cristã: a palma do martírio; o martírio de Cristo. Martirológico diz respeito à história dos mártires. Martirológio, ou seja, louvor dos mártires, significa a lista dos mártires com as datas das suas mortes. Por extensão, catálogo de vítimas.

Nos três primeiros séculos da era cristã, os martírios foram numerosos. Na época do imperador Diocleciano, por exemplo, havia a "era dos Mártires", mencionando a grande quantidade de vítimas ocorrida entre 303 e 313.

Jesus é o protótipo do mártir. Pela voluntariedade do seu sacrifício, deu o testemunho supremo da sua fidelidade à missão que o Pai lhe confiou. Dizia: "Eu nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade" (cf. Ap 1,5; 3,14).

O evangelista Lucas sublinha, na Paixão de Jesus, os traços definidores do mártir. Conforto da graça divina na hora da angústia (Lc 22,43); silêncio e paciência diante das acusações e dos ultrajes (23,9); inocência reconhecida por Pilatos e Herodes (23,4); esquecimento dos próprios sofrimentos (23,28); acolhida prestada ao ladrão arrependido (23,43); perdão dado a Pedro (22,61) e aos próprios perseguidores (22,51; 23,34).

Observe que não somente Cristo fora tratado como mártir. A morte de Sócrates também foi vista como um martírio. Por quê? Para a Igreja cristã, como Jesus era o Verbo, Sócrates fora uma espécie de cristão pré-cristianismo.

Os mártires do Espiritismo. Na religião, o martírio liga-se ao derramamento de sangue. Como o Espiritismo não é uma religião, não há necessidade desse derramamento. Na "Revista Espírita" (abril de 1862), Allan Kardec diz que os mártires do Espiritismo encontram-se naqueles que lutam pela ideia nova; são chamados de loucos, insensatos, visionários. Acrescenta: "O progresso do tempo trocou as torturas físicas pelo martírio da concepção e do parto cerebral das ideias que, filhas do passado, serão mães do futuro". 

Fonte de Consulta

GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA. Lisboa/Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia, [s.d. p.].

LEMAÎTRE, Nicole, QUINSON, Marie-Thérèse e SOT, Véronique. Dicionário Cultural do Cristianismo. Tradução de Gilmar Saint'Clair Ribeiro, Maria Stela Gonçalves e Yvone Maria de Campos Teixeira da Silva. São Paulo: Loyola, 1999.

LEON-DUFOUR, X. et al. Vocabulário de Teologia Bíblica. Rio de Janeiro: Vozes, 1972.








28 outubro 2015

Inveja

"A inveja é uma víbora que espreita a sua futura vítima a todos os instantes, até encontrar ensejo favorável de inocular-lhe o seu vírus letal". 

Inveja. Vem do latim invidia, vontade de não ver, despeito, inveja. Era também o nome de uma deusa do mal, filha da Noite. Consiste na tristeza pelo bem ou alegria pelo mal alheios como se fossem obstáculos ao progresso pessoal de um determinado sujeito. (1)

Nos chamados pecados capitais (gula, avareza, luxúria, ira, inveja, preguiça e vaidade), o jornalista Zuenir Ventura apontou a inveja como o pior dos vícios. A inveja distingue-se da "emulação" e da "indignação". A inveja é um sentimento de desgosto pelo êxito do próximo. A emulação é almejar o êxito do outro, mas com esforço de suplantá-lo. Indignação é a tristeza pela injustiça da posse do bem alheio.

A psicologia explica-nos que há emoções primárias (alegria, medo...), emoções ligadas à estimulação sensorial (dor, repugnância...), emoções ligadas à auto-estima (culpa, remorso...) e emoções ligadas a outras pessoas (amor, ciúme, inveja, ódio). Isto quer dizer que a caracterização da inveja necessita de outras pessoas. Para Freud, a inveja é explicada através do Complexo de Édipo: o garoto sente inveja do pai; a garota, da mãe. 

Para o invejoso e o ciumento não existe repouso: sofrem ambos de uma febre incessante.  As posses alheias lhes causam insônias; os sucessos dos rivais lhes provocam vertigens; seu único interesse é o de eclipsar os outros; toda a sua alegria consiste em provocar, nos insensatos como eles, a cólera do ciúme. (2)


“A inveja é uma das mais feias e tristes misérias do vosso globo. A caridade e a constante emissão da fé extirparão todos esses males, que desaparecerão, um a um, à medida que se multiplicarem os homens de boa vontade que virão depois de vós." (3)


Remédios para a inveja: Reflexão sobre Deus, Pai amoroso e misericordioso, que distribui a cada um de seus filhos os meios necessários para a sua evolução espiritual.

Fonte de Consulta


(1) Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura.

(2) KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo.
(3) São Luís, Revista Espírita, julho de 1858 - A inveja.


25 outubro 2015

Bismael B Moraes, Colaborador do Centro Espírita Ismael, Lança o seu 20.º Livro




Neste pequeno vídeo, há palavras do escritor Bismael B. Moraes e de alguns amigos e admiradores que estiveram na noite de 17 de setembro, quando ocorreu o lançamento do seu livro “Orelhas e Prefácios - Uma breve trajetória”, de Bismael Moraes, na livraria Saraiva, do Shopping Center Norte, em São Paulo. A obra reúne trechos dos 19 livros anteriores do escritor. 

19 outubro 2015

Remorso e Arrependimento: Áudio Vídeo da Palestra de 17/10/2015


Palestra realizada no dia 17 de outubro de 2015 nas dependências do Centro Espírita Ismael - Av. Henri Janor, 141, jaçanã São Paulo / Capital


Mais informações a respeito deste tema: 

http://www.sergiobiagigregorio.com.br/palestra/remorso-e-arrependimento.htm

http://www.sergiobiagigregorio.com.br/powerpoint/doutrina/remorso-e-arrependimento.ppt

Somente o áudio: http://1drv.ms/1Mzpfyd


14 outubro 2015

Código Penal da Vida Futura

A Doutrina Espírita não é uma teoria preconcebida: baseia-se em observações e experimentações, tal como as ciências naturais. É essa postura que lhe dá autoridade. Em se tratando da vida futura, não é diferente. O Espiritismo não tem uma teoria pronta, fruto da especulação sobre o além-túmulo. A teoria é formada segundo as informações dadas pelos próprios Espíritos.

Para melhor compreender todas as particularidades do além-túmulo, Allan Kardec traça um roteiro com 33 itens, intitulado Código Penal da Vida Futura. Este código fundamenta-se essencialmente na relação entre o bem e o mal. Diz que não há uma única ação boa ou má que não tenha a sua consequência. Se for má a consequência é o sofrimento; se for boa, as benesses da felicidade. 

Neste mundo de provas e expiações, a ignorância e a imperfeição ainda permeiam a maioria de nossas ações. Se fôssemos Espíritos evoluídos não cometeríamos tantos erros grosseiros; estes decorrem do nosso estado inferior de aprendizado. É a ignorância da lei, a principal delas, ou seja, da Lei Natural, gravada por Deus em nossa consciência.

Dentre os trinta e três códigos, o 16º é de suma importância. Ele trata do arrependimento. Contudo, só o arrependimento não basta; há necessidade da expiação e da reparação. Somente assim o culpado ficará livre de sua falta. Por essa razão, o Espírito Emmanuel, em uma de suas mensagens diz que se soubéssemos o que viria depois não cometeríamos tantos desatinos. 




12 outubro 2015

Apolônio de Tiana - Os Rivais de Jesus


Segredos da Bíblia - Os Rivais de Jesus (NatGeo) por augusto8424


Apolônio de Tiana, considerado um dos rivais de Jesus, teve uma vida semelhante a de Cristo, fazendo milagres e ensinando o caminho da salvação.

23 setembro 2015

Transtornos Mentais

Não importa a definição de transtornos mentais: o que está em jogo é a angústia para a pessoa e as pessoas que estão ao seu derredor.

Transtornar é modificar a ordem, atrapalhar. Transtorno é a situação que causa incômodo a outrem; contratempo, contrariedade. Transtornos mentais são síndromes ou padrões comportamentais ou psicológicos clinicamente importantes, que ocorrem num individuo e que estão associados a sofrimento, morte, doença etc.

Os transtornos mentais têm a sua história. Uma das primeiras teorias supunha que a pessoa afetada estava possuída por espíritos maus. Para lidar com o problema usavam diversas estratégias, como por exemplo, fazer furos no crânio do indivíduo para expulsar os demônios. Na Idade Média, concebeu-se os transtornos mentais como doença física (em função da paralisia). Com Freud e seus seguidores, na época moderna, os transtornos mentais resultam das experiências da infância do sujeito. Outros acham que o transtorno é fruto de aprendizagem mal-adaptativa.

Dentre os vários tópicos relacionados com este assunto, citemos: 1) A psicopatologia que tem a incumbência de estudar um comportamento anormal; 2) transtorno bipolar - caracterizado pela alternância de estados maníacos e depressivos; 3) a esquizofrenia - conjunto de psicoses endógenas; 4) maníaco - que ou aquele que revela sintomas de mania.  

No estudo dos transtornos mentais, a esquizofrenia é a mais séria. As pessoas com esse transtorno sofrem pertubações em todos os aspectos da vida, incluindo seu pensamento, suas emoções e seus relacionamentos sociais. A sintomatologia é variada como delírios persecutórios e alucinações. O transtorno obsessivo-compulsivo não fica atrás. São as situações extremas dos pensamentos indesejados e inoportunos pelas quais as pessoas passam e não têm condições de administrar sozinhas esse mal-estar.

Os médicos espíritas, baseados nos fundamentos da Doutrina Espírita, enveredam por um caminho diferente do da medicina convencional. Para Andrei Moreira, presidente da Associação Mineira de Médicos Espíritas, o "transtorno mental é um resquício do passado". Para os médicos espíritas, a depressão atinge aqueles espíritos rebeldes, que não estão satisfeitos com a vida que Deus lhes deu.

Em se tratando de um Centro Espírita, parece-nos importante separar o problema estritamente físico e psicológico das influências espirituais - obsessão, subjugação. O atendente do Centro Espírita deve enfatizar que a assistência espiritual (passes) não dispensa o tratamento médico. 

Fonte de Consulta


GLEITMAN, H., REISBERG, D. e GROSS, J. Psicologia. Tradução de Ronaldo Cataldo Costa. 7.ed., Porto Alegre: Artmed, 2009

O Livro da Psicologia. Tradução Clara M. Hermeto e Ana Luisa Martins. São Paulo: Globo, 2012. 

Divaldo e o Movimento pela Paz em São Paulo - 26/09/2015


1.º Movimento pela Paz e São Paulo: 26/09/2015, a partir da 14h - Parque Sabesp Mooca. 


16 setembro 2015

Medo

"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." (Platão)

Medo vem do latim metu, medo, causador de cuidados, vocábulo que está também na raiz de médico, remédio, remediar, irremediável. O medo é um temor, surto violento, grande inquietação em presença de um perigo real ou imaginário. O medo difere da angústia. No medo, o fenômeno psicológico ameaçador do perigo é identificável; na angústia, não. 

O medo pode ser visto tanto pela psicologia quanto pela filosofia entre tantos outros aspectos. Na psicologia, o medo é definido como uma perturbação angustiosa causada pela presença ou perspectiva de uma situação em que se arrisca a segurança presente ou futura. Na filosofia, é uma forte emoção que inibe um filosofar original. Segundo Bunge, alguns filósofos esposaram o irracionalismo por medo da ciência, o nominalismo por medo do idealismo, o idealismo por medo da religião e do marxismo.

Hoje, o medo está presente em muitos aspectos de nossa vida. Há o medo de perder o emprego, de envelhecer, de ficar doente, de ser assaltado em plena luz do dia. Em termos mais globais, talvez o terrorismo seja um dos maiores medos da humanidade. Por quê? Porque os terroristas já não alvejam somente os seus inimigos políticos, mas também os inocentes, como aconteceu no dia 11 de setembro 2001, no ataque às torres gêmeas nos Estados Unidos da América. 

A mente e a imaginação têm grande influência na concretização do medo. O poder da imaginação é sem limite: basta alguém nos relatar uma doença e já a sentimos em nossa própria pele. O pensador Emile Coué costumava dizer que andamos tranquilamente sobre uma prancha no chão. Basta pô-la no alto para o medo surgir imediatamente. A busca de segurança e o hábito de fazer comparações também enfraquecem a nossa mente, dando origem ao aparecimento do medo. 

Jesus disse: "Não temas, crê". Qual o alcance desta frase? A fé na Divina Providência enche-nos de força para enfrentarmos todas as dificuldades que se nos apresentarem. Lembremo-nos de que Deus deixa-nos sempre uma porta aberta à esperança, por pior que seja o problema. Além do mais, como nos ensina o Evangelho, Ele não coloca em nossos ombros um fardo mais pesado do que possamos carregar.

Diante de um medo, sigamos os exemplos do Mestre Jesus, que tudo sofreu para nos ensinar o caminho da salvação. Caso nos sintamos fracos para tal empreendimento, peçamos o auxílio dos benfeitores espirituais. Eles estão sempre prontos a nos ajudar. Lembremo-nos de que "aqueles que tiverem medo de ser confessar discípulos da verdade não são dignos de serem admitidos no reino da verdade". 




02 setembro 2015

Eutanásia

Eutanásia. Do grego "eu" (bom) e "thanatos" (morte) significa, literalmente, "boa morte". Pode-se dizer que é a morte suave, sem sofrimento. A eutanásia é aplicada aos portadores de doença incurável, aos recém-nascidos portadores de defeitos físicos irremediáveis. 

Há dois tipos de eutanásia: ativa (ou positiva) e passiva (ou negativa). É negativa quando se priva o doente dos medicamentos necessários à sua saúde. É positiva quando se dá remédio para apressar a morte do paciente. 

A eutanásia pode ser analisada em termos legais. Muitas tentativas já foram feitas para a sua legalização, mas até o presente momento nada de concreto foi realizado. Isto porque a vida do ser humano é um dom de Deus e o ser humano não tem o direito de tirá-la ao seu bel prazer. Medicamente, não se justifica a eutanásia, pois quando um médico se forma ele presta o juramento de Hipócrates. Nesse caso, deve salvar e alongar o máximo possível a vida de um paciente. 

A moral cristã condena a eutanásia em função do 5.º Mandamento da Lei de Deus: "Não Matar". Além disso, aventa-se o seguinte: a dor e o sofrimento têm função regeneradora, pois o paciente pode fazer uma reflexão sobre sua conduta até o presente momento. Sem isso, talvez não teria surgido a necessidade de tal meditação. 

O Espiritismo também dá a sua contribuição: segundo orientações dos Espíritos de luz, um átimo de segundo no mundo da carne equivale a muitos anos de recompensa no mundo dos Espíritos, pois nesse exato momento o indivíduo pode sentir um profundo remorso e arrepender-se do tenha feito de errado, transformando-se no homem novo pregado no Evangelho. 

Não temos condições de perscrutar a intimidade de Deus. Assim, os médicos devem aliviar a dor do paciente, mas nunca tirar a sua vida. 




31 agosto 2015

Momento Difícil - Artigo de Divaldo Pereira Franco publicado no Jornal A Tarde (27/08/2015)

O mundo está em crise, e o Brasil estertora, conforme o noticiário de todo instante. Sucedem-se os escândalos, e as surpresas com as pessoas envolvidas produzem um duplo efeito: desencanto em confiar em indivíduos de aparente apresentação digna, inimputável, mantenedores, no entanto, de conduta vulgar e criminosa, assim como a perda da esperança em dias melhores ante a cultura da desonestidade que campeia à solta. A questão, no entanto, é mais ampla porque se apresenta com caráter internacional. O ser humano parece ter perdido o rumo ético, entregando-se aos excessos de toda ordem, revivendo preconceitos bárbaros que se repetem causando lástima e compaixão.

Haja vista o que o Estado Islâmico está realizando em uma cidade do Iraque onde se encontram cristãos. Além de destruir todos os monumentos que honram o passado e são patrimônio da Humanidade, estão degolando selvagemente os adeptos do Cristo, em espetáculo de hediondez, repetindo com mais crueldade as perseguições promovidas pelo Império Romano durante os três primeiros séculos do nosso calendário.

Os crimes crescem assustadoramente, e os cidadãos nos encontramos amedontrados, receando as ruas e também a intimidade dos lares, onde os bandidos se adentram e cometem arbitrariedades. Como mecanismo de fuga, os brasileiros sorrimos dos comportamentos anedóticos de autoridades que deveriam zelar pelo idioma pátrio, sem aventureirismos ridículos, através dos veículos da comunicação virtual. Não serão resolvidos os dramas existenciais com a zombaria, as reclamações, os doestos. Tornam-se indispensáveis comportamentos corretos, conscientização de possibilidades de ação através das leis que vigem no país.

Se cada cidadão e cidadã brasileiros cumprirem com o seu dever, poderemos restabelecer a ordem e voltar a confiar no futuro. Jesus estabeleceu uma ética desafiadora que serve de bastão psicológico de segurança: Não fazer a outrem o que não gostaria que outrem lhe fizesse.


Divaldo Pereira Franco.
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em  27.8.2015.

Em 31.8.2015.




Oceaner Veschi, de São José do Rio Preto (12/05/2016)
Ontem, quando questionado sobre a situação atual do Brasil, Divaldo Pereira Franco, disse que o Brasil está ótimo! 

Todos riram, achando que ele estava sendo irônico, mas não, ele estava falando sério, e continuou:

"O Brasil está ótimo! Ele está vivendo uma fase nunca antes vivida: todos estão vendo que ninguém está acima da lei! A justiça está agindo contra aqueles que agem de forma errada. A corrupção esta vindo à tona. A crise? A crise, nada mais é, do que o momento que precede a evolução. É preciso ter crise para ter mudanças! E na verdade, nesse momento, a crise não está só no Brasil, está nas pessoas, está no mundo, vemos o mundo passando por mudanças!"

Ele ainda completou: 

"Vamos todos fazer a nossa parte. Sejamos exemplos de amor, bondade, luz e paz!"

Muita luz!
   






25 agosto 2015

Remorso e Arrependimento

O remorso tem a sua utilidade: faz o Espírito culpado compreender a gravidade de suas faltas. 

Remorso. Do lat. remorsus, particípio passado de remordere, tornar a morder, significa inquietação, abatimento da consciência que percebe ter cometido uma falta, um erro. Em termos teológicos e morais, é o estado de pena interior depois de ter cometido um ato de violação à ordem moral. Arrependimento. Sentimento de pesar causado por violação de uma lei ou de uma conduta moral: resulta na livre aceitação do castigo e na disposição de evitar futuras violações.

Embora associados, remorso e arrependimento têm significados diferentes. O remorso é um sentimento e o arrependimento uma vontade: é a consciência dolorosa de uma falta passada, somada à vontade de evitá-la daí em diante e, se possível, repará-la. Em termos espíritas, o remorso é o prelúdio do castigo, enquanto o arrependimento, a caridade e a fé nos conduzirão à felicidade. 

Allan Kardec, na Revista Espírita de 1858, publica um diálogo feito com o ASSASSINO LEMAIRE, condenado à pena última pelo júri de Aisne, e executado a 31 de dezembro de 1857. Foi evocado em 29 de janeiro de 1858. Nas suas 41 respostas, anotamos duas pertinentes ao nosso tema: 1) "Eu estava imerso numa grande perturbação"; 2) "Um sofrimento intolerável, uma espécie de remorso pungente, cuja causa ignorava". 

O remorso é consequência de algo, algo que poderia ser apontado como a verdadeira chaga da sociedade, ou seja, a incredulidade. A incredulidade , não resta dúvida, é a causa de todas as desordens. A negação do princípio espiritual, a crença no nada depois da morte e as ideias materialistas preconizadas pelos homens influentes infiltram-se nas mentes dos jovens e sugam-lhes o ímpeto para devassar o invisível.

Remorso tem ligação com nossas escolhas e a consciência. A consciência produz dois efeitos diferentes: a satisfação de ter agido bem, a paz que deixa a consciência do dever cumprido, e o remorso que penetra e tortura quando se praticou uma ação reprovada por Deus, pelos homens ou pela honra. As nossas escolhas pertencem ao nosso livre-arbítrio. Se optarmos pelo bem, teremos, como consequência, mais liberdade; pelo mal, menos liberdade. A razão é simples: o bem livra o nosso Espírito do remorso, do arrependimento; o mal requer que refaçamos o erro cometido.

A pena do remorso não é eterna. De acordo com o Espiritismo, o prazo da expiação está subordinado ao melhoramento do culpado. Os trinta e três itens do código da vida futura podem ser resumidos em: arrependimento, expiação e reparação, ou seja, apagar os traços de uma falta e suas consequências. Nesse sentido, o arrependimento por si só não é suficiente; ele apenas prepara e suaviza a expiação. Uma ação má é um desvio com relação à Lei Natural; a sua consequência é a dor e o sofrimento.

Em síntese: ante uma falta grave, exercitemos o arrependimento e a expiação. Depois, metamos mãos à obra para reparar o que de errado fizemos. 


22 agosto 2015

Remorso: Notas Extraídas da Revista Espírita

FotoUma Grande Dor Moral Causada pelo Remorso 

Conversas Familiares de Além-Túmulo


O ASSASSINO LEMAIRE
Condenado à pena última pelo júri de Aisne, e executado a 31 de dezembro de 1857. 
Evocado em 29 de janeiro de 1858. 

21 agosto 2015

Tratamento Espiritual para Animais

FotoNo domingo (16/08/2015) o Fantástico exibiu uma matéria sobre o Centro Espírita que realiza tratamentos espirituais para animais, como o passe, cirurgias e recebimento de mensagens psicografadas que seriam enviadas pelos mentores que cuidam dos animais após o desencarne dos bichinhos. 

Transcrição do Vídeo

Quem tem um animal de estimação em casa, sabe: quando eles ficam doentes dá um aperto no coração! E se o bichinho morre as pessoas sofrem, bate uma tristeza, saudade. Em São Paulo, quem está passando por situações como essas encontrou um novo conforto.
“Noventa e nove por cento das vezes ele bate a cabeça. Você toca a campainha e ele vai fazer festa ele sai batendo em tudo que estiver no caminho”, conta a administradora Carla Souza Pereira.
O Tim Maia, um labrador de sete anos e meio, perdeu parte da visão depois de uma forte anemia e de problemas no fígado.
O Tim Maia é bonzinho, quietinho. Mas, quando ele ouve o barulho da comida ele fica desesperado. Só que como ele não está enxergando, ele tem dificuldade de chegar lá e vai se batendo até chegar ao lugar onde tem a comida.
Já o problema da Frida, uma fêmea da raça buldogue francês de dois anos, é enxergar coisas demais.
“Ela ficava tão transtornada com a sombra que ela acabou emagrecendo. Ela não comia direito. Está incomodada com o reflexo no chão da água”, diz o contador Rodrigo Bellan.
A Frida e o Tim Maia estão em tratamento veterinário. A buldogue toma remédios para problemas neurológicos e o labrador tem até uma caixa de medicamentos.
“Eu faço tudo o que for necessário para ele ter o melhor que a gente puder dar para ele”, afirma Carla Souza Pereira.
Os donos buscaram novos tratamentos para os bichinhos e chegaram até uma pequena casa, na Zona Norte de São Paulo.
O Tim Maia e a Frida se juntaram aos mais de 400 animais de estimação que lotam o lugar todos os domingos.
“A gente trouxe ela aqui porque ela estava com algumas dores cervicais, acordava de noite. A gente nem dormia de tanto que ela gritava”, lembra a estudante Thainá Colucci Alves.
“É como se fosse um filho pra mim. Tudo o que a gente não quer é ver ele continue a sofrer”, diz a advogada Miriam Oliveira, emocionada.
O lugar é um centro espírita que atende animais, todos eles.
“Nós já recebemos primatas, nós já recebemos cobras, nós já recebemos tartarugas e ratos”, afirma Sandra Denise Calado, presidente do centro espírita.
Primeiro, donos e bichinhos precisam assistir a uma palestra.
“Eu peço a todos que mantenham os animaizinhos próximos de vocês para que não ocorra nenhum desentendimento entre um focinho e outro”, explica uma médium.
Depois do pedido, acabam os latidos e miados. Quando o caso é mais simples, o bichinho toma um passe. “Que envolva nossos queridos irmãozinhos em muita luz. E vamos ao passe”, diz a médium.
As voluntárias, pessoas aptas a darem o passe, posicionam as mãos sobre os bichinhos.
“Como se fossem energias boas, trabalhando os locais doentes. Eles têm sentimentos, eles têm emoções. Não são coisas, são seres”, explica Sandra Denise Calado.
Os mais doentes passam por outro tipo de tratamento. “São casos mais graves ou casos que seriam cirúrgicos no corpo físico. E a cirurgia é feita no corpo espiritual do animalzinho”, diz Sandra Denise Calado.
No centro, todos os atendimentos são de graça. O local funciona com doações e com a renda de uma lanchonete.
Chegou a vez do Tim Maia. O Fantástico foi autorizado a acompanhar a sessão, que é fechada. “Junto ao nosso mestre Jesus, médico de todas as almas, e Francisco de Assis, médico das almas animais, solicitamos ao Senhor a oportunidade de servir ao nosso irmão”, reza Sandra Denise Calado.
Enquanto os donos oram, a Sandra, presidente do centro, começa a cirurgia. Segundo a Sandra, um espírito vai operar através dela.
Não há cortes nem instrumentos cirúrgicos. As mãos simulam os movimentos de uma operação. Era a cirurgia da Frida. O procedimento dura um minuto e meio.
Sandra Denise Calado: Que assim seja, meu filho.
Rodrigo Bellan: Que assim seja.
Aos domingos, o centro abre as portas às 7h da manhã. Às 13h ainda tem gente por lá, mas por um outro motivo. “Eu vim receber notícia dele”, diz a escrevente Aracélis Espigado.
O Cacau, o cachorro da Aracélis, morreu há dois meses de um câncer no fígado.
O Fantástico acompanhou a psicografia, o momento em que os donos dos animais ficam aguardando notícias dos bichinhos que morreram.
A Sandra e outras duas médiuns dizem receber mensagens dos animais que já se foram. As notícias seriam ditadas pelos espíritos que cuidam desses bichinhos no plano espiritual. Depois são passadas aos donos.
“Acalma seu coração que ele está bem. Ele foi tão bem amparado, ele foi tão bem assistido. Ele está bem e vocês estão se encontrando”, diz uma médium à Aracélis.
Fantástico: Essa mensagem te deu algum conforto?
Aracélis Espigado: Eu fiquei muito feliz de saber que ele está amparado, porque essa é a maior preocupação que a gente tem.
“Desde que ele virou estrelinha eu não paro de chorar. 45 dias. Fiquei muito feliz de ele estar amparado porque essa é a maior preocupação que a gente tem”, conta Aracélis.
Esse tipo de psicografia não é consenso dentro da própria doutrina espírita. “Eu acho um pouco de exagero isso. Não acredito que haja esse tipo de comunicação”, diz Julia Nezu Oliveira, presidente da União das Sociedades Espíritas de São Paulo.
Os outros tratamentos, como o passe e a cirurgia espiritual, também são questionados.
“Eu acredito que o animal possa receber alguma vibração, algum efeito, que é resultado do nosso carinho, do nosso amor. Mas eu não acredito que o passe possa fazer o efeito que faria em um ser humano”, afirma Julia Nezu Oliveira.
“No Brasil, a única profissão, o único profissional que tem essa responsabilidade e a capacidade, habilidade e competência para poder tratar dos animais é o médico-veterinário”, explica Benedito Fortes de Arruda, presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária.
A Sandra também é veterinária. Por isso, orienta os donos dos bichos. “O tratamento espiritual não dispensa o tratamento médico-veterinário”, diz ela.
Apesar das polêmicas, os donos do Tim Maia e da Frida vão continuar indo ao centro.
Carla Souza Pereira: Ele tem excelentes médicos no plano físico e eu tenho certeza de que ele está com excelentes assistentes lá no plano espiritual.
Fantástico: Está tendo algum efeito?
Carla Souza Pereira: Eu acredito que sim.
Rui Reis, técnico de segurança do trabalho: Eu sou um pouco mais cético. Eu acho que pode ser que ajude, sim. É um recurso que a gente está usando. O que tiver de recurso a gente vai usar.
Fantástico: Você sentiu uma melhora?
Rodrigo Bellan: Senti. Ela acaba se acalmando quando ela retorna do centro. E, para mim, eu deixo todos problemas dentro do centro. Tanto angústias, nervosismo. E volto com paz, volto com amor, com alegria.
Confira o que o estudioso espírita André Marouço diz sobre este assunto.

10 agosto 2015

Resultado da Pesquisa Espírita 2015 - Ivam Franzolim

Foto
Ivan Franzolim concluiu a pesquisa sobre o Movimento Espírita em 2015.

Os resultados mostram dados interessantes e boa parte deles seguem as tendências já detectadas no Censo 2010, mas há novidades.

A análise de clusters conseguiu segregar 5 grupos distintos de espíritas:

09 agosto 2015

Energia Liberada pelas Mãos

FotoRicardo Monezi Julião de Oliveira defendeu, em 2013, na USP (Universidade de São Paulo), em conjunto com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), uma tese sobre a imposição de mãos (passe). 


Todo o processo de desenvolvimento dessa pesquisa nasceu em 2000, como tema de mestrado na Faculdade de Medicina da USP. Queria saber quais seriam os possíveis efeitos da prática de imposição das mãos.

Durante seu mestrado, foram investigados os efeitos da imposição de mãos em camundongos: observou-se um notável ganho de potencial das células de defesa contra células que ficam os tumores. 

Leia a tese em: http://ceismael.com.br/tema/tese-doutorado-ricardo-monezi-2013.pdf