01 maio 2013

Laços de Família

O termo “laços” tem inúmeras interpretações tanto na mitologia quanto na iconografia. Para o nosso propósito, os laços devem ser vistos como os compromissos contraídos espontaneamente. Assim, podemos entender por laços de família, os compromissos contraídos pelos Espíritos de viverem em determinadas famílias que, segundo o Espiritismo, podem ser de duas espécies: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais.

Convém ressaltar que há uma diferença fundamental entre os laços da família material e os da família espiritual. Os laços das famílias espirituais se fortalecem pela purificação das almas e se perpetuam no mundo espiritual, principalmente pelas reencarnações sucessivas. Os laços das famílias materiais são frágeis e se extinguem com o tempo. Muitas vezes na presente encarnação.

No mundo espiritual, os Espíritos formam famílias unidas pela afeição, pela simpatia e semelhança de inclinações. De acordo com essas afinidades, os Espíritos se atraem para viverem conjuntamente. Nesse contexto, a encarnação de um de seus membros não corta esse laço familiar. A ruptura é momentânea. Depois de passar pela prova em uma nova reencarnação, ele volta para o seio de sua família espiritual. É como se fosse o retorno de uma viagem. Os que estão desencarnados velam pelos que estão no mundo da matéria.

O estudo de "os laços de família" permite entender a simpatia e a antipatia que existe entre os cônjuges. De acordo com as vivências passadas (outras encarnações), os Espíritos podem ter sido muito amigos ou estranhos entre si. Quando muito amigos, acabam gerando simpatia entre eles. No caso de serem estranhos, geram a antipatia. Daí, concluirmos que os verdadeiros laços de família não são os da consanguinidade, mas os de simpatia e da comunhão de pensamentos que unem os Espíritos antes, durante e após a encarnação.

Numa crise familiar, o princípio da reencarnação assume papel fundamental. Ele convoca os interessados a refletirem sobre um novo campo de observações, impelindo-os à tolerância, sem a qual não conseguirão o entendimento para cumprir a missão pela qual se propuseram a realizar neste planeta de provas e expiações.

Cabe lembrar, também, que a não-reencarnação traz graves consequências para os laços de família. A não-reencarnação anula a preexistência da alma. Alma e corpo são criados ao mesmo tempo. Não existe afinidade anterior entre pais e filhos. A filiação reduz-se unicamente ao laço corporal, sem nenhum laço espiritual.

Procuremos, assim, sob a luz de Jesus, fortificar cada vez mais os nossos laços familiares. O esforço de hoje, para vencer uma crise momentânea, pode nos propiciar muitos anos de felicidade no futuro próximo. 

17 abril 2013

Sangue: Ritual e Simbologia

O sangue é um líquido vermelho que percorre o sistema circulatório e irriga todos os tecidos do organismo dos vertebrados. Tornou-se, ao longo do tempo, material para os rituais nas religiões. Dos rituais advém, também, toda uma simbologia a respeito da sua dor vermelha. Embora tenha um valor positivo, essência da vida, há povos primitivos que o veem como profanador: mulheres menstruadas ou as que haviam dado à luz um filho eram submetidas a determinados ritos de purificação e mantidas incomunicáveis.

Em termos históricos, os gregos derramavam sangue na sepultura dos mortos para dar força vital às sombras, os médiuns de diversos povos bebiam sangue para entrar em êxtase. Nos cultos a Cibele e a Mitra os neófitos eram batizados nos mistérios com sangue de touros sacrificados, considerado purificador e nutriente.

Há uma relação estreita entre sangue e carne. No Antigo e no Novo Testamento, este par de termos designa o homem falível em oposição ao homem de fé. Para o ser humano, o sangue é um elemento vital, pois morre quando este lhe falta. Em termos sagrados, o sangue corresponde à “alma”. Conforme a Bíblia, era proibido comer sangue, pois se é Deus quem dá a vida só ele a pode retirar.

O sangue é a essência da vida e simboliza todos os valores solidários com o fogo, o calor e o Sol. Daí, a sua associação com os valores do belo, do nobre, do generoso e do elevado. O sangue é representado por substâncias que reproduzem sua cor, assim como o ocre, para simbolizar a vida que continua.

O sangue de Cristo, como um dos sacramentos eucarísticos, ocupa uma posição central na Igreja: carne é o pão; o sangue, o vinho. Simbolicamente, o vinho misturado com água significa a Igreja, que se une inseparavelmente com a água dos fiéis e gera uma unidade com Cristo: os membros da Igreja são impregnados da força purificadora e redentora do sangue do Salvador. Lembremo-nos de que o sangue de Cristo é uma força de penitência e redenção.

Há muitas frases e expressões idiomáticas que pronunciamos sobre o sangue. Eis algumas delas: “irmãos de sangue”, “batismo de sangue”, “ter sangue quente”, “algo está no sangue”, “ter sede de sangue”, “conservar o sangue frio”.

Fonte de Consulta

BIEDERMANN, Hans. Dicionário Ilustrado de Símbolos. Tradução de Glória Paschoal de Camargo. São Paulo: Melhoramentos, 1993.
CHEVALIER, J. e GHEERBRANT, A. Dicionário de Símbolos (mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números). 12. ed., Rio de Janeiro, José Olympio, 1998. 
ENCICLOPÉDIA LUSO-BRASILEIRA DE CULTURA. Lisboa: Verbo, [s. d. p.]
LEXIKON, Herder. Dicionário de Símbolos. Trad. Erlon José Paschoal. São Paulo: Cultrix, 1997.


12 março 2013

Doe Palavras

Um movimento para levar mensagem de forças aos pacientes com câncer do Instituto Mário Penna. E agora também para pacientes de outros hospitais. Entre em: 

Meu Reino não é deste Mundo

O objetivo deste tema é mostrar que a essência da vida está além da existência física. A palavra “reino” evoca a ideia de rei, reinado, pessoa poderosa, senhor de muitos domínios e muitos súditos. Ao tratarmos de “meu reino não é deste mundo”, tentemos diferenciar o mundo material do mundo espiritual.

Pilatos, tornando a entrar, pois, no palácio, e tendo feito vir Jesus, lhe disse: Sois o rei dos Judeus? Jesus lhes respondeu: Meu reino não é deste mundo. Se meu reino fosse deste mundo, minhas gentes teriam combatido para me impedir de cair nas mãos dos Judeus; mas meu reino não é daqui: Pilatos, então, lhe disse: Sois, pois, rei? Jesus lhe replicou: Vós dissestes: eu sou rei; eu não nasci e nem vim a este mundo senão para testemunhar a verdade; qualquer que pertença à verdade escuta a minha voz. (João, cap. XVIII, v. 33, 36 e 37)

Para bem compreendermos este texto evangélico, convém lembramos, mesmo que sucintamente, dos termos “judaísmo”, “cristianismo” e “Espiritismo”. No judaísmo, o povo judeu é o povo eleito para cumprir uma missão universal: a da aliança de Deus com a humanidade. No Cristianismo, Jesus Cristo é o eixo norteador dos Evangelhos. No Espiritismo, Allan Kardec é codificador que, auxiliado pelos Espíritos iluminados, desvenda-nos os mistérios do Consolador Prometido.

O princípio da vida futura pode ser assim sintetizado: os judeus tinham ideias muito vagas acerca da vida futura. Eles acreditavam nos anjos, mas não tinham conhecimento de que eles mesmos poderiam, no futuro, vir a ser anjos. Jesus Cristo coloca a vida futura como um dogma central de seus ensinamentos. Por isso, não se dizia rei deste mundo. Para o Espiritismo, a vida futura é uma realidade baseada em fatos, fatos estes mostrados pelos próprios Espíritos desencarnados. 

A realeza de Jesus representa o esforço na prática do bem, na paciência ante os infortúnios. A crença na vida futura muda o ponto de vista que se tem da vida presente. Pensa-se a encarnação como uma passagem, uma transição para o verdadeiro mundo, o mundo espiritual. Nesse caso, a dor e o sofrimento têm curta duração; a abnegação, a humildade e a caridade tornam-se preocupações relevantes: não se pergunta a posição que uma pessoa ocupa, mas as lágrimas que procurou enxugar.

Enalteçamos a vida futura, mas não nos esqueçamos de viver plenamente o dia que passa, pois é este que prepara um porvir bom ou ruim. 

Palestra em PDF

 Apresentação em PowerPoint

22 janeiro 2013

24º Simpósio Espírita do CEI

Realizou-se, em 21 de outubro de 2012 (domingo), das 9 às 17h30min, o 24º Simpósio Espírita do Centro Espírita Ismael, cujo tema central foi: “O Espiritismo no Brasil e Meio Século da Nossa Casa Espírita”.

Os sub-temas foram:
  • "Chico Xavier e suas Obras", por Marcelo Stanczyk 
  • "Herculano Pires e suas Obras", pela Prof.ª Heloisa Pires 
  • "Divaldo Franco e suas Obras", Miguel Sardano 
  • "Breve Histórico do Centro Espírita Ismael", por Sérgio Biagi Gregório
Caso queira assistir aos vídeos, acesse os links abaixo