31 dezembro 2011

Sinésia Camerino e a Tarefa do Guia

O Espírito Humberto de Campos (Irmão X), no capítulo 14 (“O Guia”), do livro Estante da Vida, psicografado por Francisco Cândido Xavier, descreve a paciência do guia espiritual.

Conta que Aurelino Piva, guia espiritual de Sinésia Camerino, preparou o sono de sua protegida, ajudou o seu marido que tinha muita tosse, apaziguou a briga das crianças...

No final do dia, Sinésia sofre uma picadela de agulha. Com isso, achou-se sozinha e desamparada.

Diante desse fato, Aurelino falou:

“Acalme-se, meu caro. Auxiliemos nossa irmã a reequilibrar-se. Esta irritação não há de ser nada. Ela também, mais tarde, vai desencarnar como nós, e será guia...”

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Alberto Nogueira e o Compromisso Esquecido

O Espírito Humberto de Campos (Irmão X), no capítulo 15 (“O Compromisso”), do livro Estante da Vida, psicografado por Francisco Cândido Xavier, relata a história de Alberto Nogueira, que reencarnou com muita dívida do passado.
Alberto Nogueira, prestes a reencarnar neste Planeta, diante de seu quadro de deslizes morais e espirituais, pede uma existência com inúmeras deficiências físicas e dificuldades de toda a sorte. 
Os amigos do espaço, diante desse pedido, oferecem-lhe um outro modo de resgatar o seu passado delituoso: MEDIUNIDADE. 
Passados mais de 30 anos, os benfeitores do espaço, precisando de alguém para tratar de um caso de obsessão, não o acham em serviço. 
“Aquele espírito valoroso que pedira lepra, cegueira, loucura, idiotia, fogo, lágrimas, penúria e abandono, a fim de desagravar a própria consciência, no plano físico, depois de acomodar-se nas concessões do Senhor, esquecera todas as necessidades que lhe caracterizavam a obra de reajuste e preferia a ociosidade, enquadrado em pijama, com medo de trabalhar”. 
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Blog do Centro Espírita Ismael

Fechamos o ano de 2011 e entramos no cinquentenário do CENTRO ESPÍRITA ISMAEL. 

Neste novo ano que se inicia, apresentamos a todos dirigentes, colaboradores, trabalhadores, voluntários, frequentadores e amigos de nossa Casa – o nosso novo canal de comunicação na Internet, ou seja, o nosso blog. 
 
A partir de agora, acesse, colabore e participe ativamente do http://www.blogceismael.com.br/,  pois ele tem por objetivo aproximar  todos com  mais informações internas e notas/artigos externos de interesse.

No blog, há links para site do Ismael (http://www.ceismael.com.br) e, também, para a nossa página no FACEBOOK e no TWITTER.

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29 dezembro 2011

Palavra do Presidente: Dezembro de 2011


O ano de 2011 está se esvaindo. É sempre útil fazermos um balanço de como fomos em termos de trabalho, de atividades voluntárias, de ajuda humanitária, de nosso relacionamento com o próximo. Seguindo a orientação de Santo Agostinho, que todas as noites fazia um retrospecto do seu dia, para ver como tratou o próximo em palavras, pensamentos e atos, perguntamos: que lições acrescentamos ao nosso patrimônio espiritual? 

Em se tratando do Centro Espírita Ismael, muitas atividades foram realizadas neste ano de 2011, como a retomada deste nosso veículo de comunicação. Lembramos também dos nossos diversos cursos, que formam médiuns compenetrados de suas responsabilidades para com a Doutrina Espírita. 

Na virada deste para o próximo ano, começaremos a pensar no cinquentenário de fundação do Centro Espírita Ismael, que se realizará em agosto de 2012. Todas as nossas atividades estarão voltadas para este objetivo, no sentido de recordar os seus primórdios e projetar o seu futuro, como um marco de evolução espiritual. 

Finalizando, queremos, em nome do Centro Espírita Ismael, desejar um próspero Ano Novo, com muito amor, fé e caridade.
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27 dezembro 2011

Conversações Durante o Trabalho de Passes


Muitas vezes, alguns frequentadores não fazem o silêncio necessário quando estão na sala de assistência espiritual. Eles ficam conversando antes da abertura do trabalho e depois da preleção evangélica, enquanto esperam a sua vez de tomar o passe. 

Talvez fosse interessante conscientizá-los das consequências espirituais desse tipo de comportamento. Conversando a pessoa não consegue se concentrar no tratamento ao qual está designado. A conversa pode desconcentrar os vizinhos que a estão ouvindo, criando um clima de animosidade. Isso tudo implica certo desequilíbrio do grupo, exigindo um maior empenho dos protetores espirituais, responsáveis pela preparação e manutenção do ambiente.
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Linha do Trem

Que tipo de ilações espirituais podemos extrair observando as linhas do trem?

São duas linhas paralelas apoiadas em dormentes. Elas podem perfeitamente simbolizar o progresso do ser humano. Se o situarmos no centro das duas linhas, o limite dele será a distância entre uma linha e outra. Desviando-se para a direita, o seu limite é a linha da direita; desviando-se para a esquerda, o limite é a linha da esquerda. O limite é a dor que o indivíduo sente, quando se distancia da lei de Deus. Ao bater numa das linhas, sente dor, que o obriga a voltar à direção do seu progresso. 

Os dormentes podem representar a largura dos passos. Não é apressando o passo que chegaremos mais cedo ao destino. Lembremo-nos do velho ditado:  “festina lenta”. Um dormente de cada vez, um passo por dia, cada coisa no seu devido tempo. 
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25 dezembro 2011

Tomasino Pereira e o Suicídio

O Espírito Humberto de Campos (Irmão X), no capítulo 9 (“Desapontamento de um Suicida”), do livro Reportagens de Além-Túmulo, psicografado por Francisco Cândido Xavier, descreve o caso de Tomasino Pereira.

Tomasino Pereira, apesar de ter recebido orientações espíritas, deu cabo à própria vida. Depois de 30 anos no mundo espiritual, recebe a visita de Rogério, tendo por acompanhante Humberto de Campos.

Rogério, em suas conversações com o suicida, foi duro nas palavras e nas advertências.

No final Rogério diz: “Imensa é a trajetória dos Espíritos sofredores. Mas, no auxílio efetivo, é indispensável considerar que cada doente reclama o seu remédio. A maioria dos suicidas requisita a dureza e a ironia para que possa entender a verdade”.




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Emiliano Jardim e o Natal Diferente

O Espírito Humberto de Campos (Irmão X), no capítulo 5 (“O Natal Diferente”), do livro Reportagens de Além-Túmulo, psicografado por Francisco Cândido Xavier, narra a história de Emiliano Jardim, crente negativista.

Emiliano Jardim, devido às teorias de negação, passou do Catolicismo ao Protestantismo e deste ao Espiritismo. Não conseguiu se firmar em nenhum deles, por causa do seu coração duro e materialista.

Certa feita, já espírita, quis dar fim à própria vida, quando ouve: “Emiliano, há quanto tempo eu buscava encontrar-te; mas sempre me chamava através dos outros, sem jamais procurar-me em ti mesmo! Dá-me tua dor, reclina a cabeça cansada sobre o meu coração! Muitas vezes o meu poder opera na fraqueza humana...”

“O nosso amigo conhecia de longos anos o Salvador, mas só agora encontrara o Mestre. Emiliano Jardim regressou, renovado, ao labor do Evangelho, depois do Natal diferente".

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Januário Pedroso e o Remédio à Preguiça

O Espírito Humberto de Campos (Irmão X), no capítulo 22 (“O Remédio à Preguiça”), do livro Reportagens de Além-Túmulo, psicografado por Francisco Cândido Xavier, relata a história de Januário Pedroso, preguiçoso nato.

Januário Pedroso era funcionário público, cuja tarefa era a de orientar o trabalho de pecuaristas e lavradores. Até conseguir essa posição, fez todos os esforços possíveis; depois, sob a égide de que funcionário público não faz nada, limitava-se a assinar o ponto, ficando o resto do tempo sentado em sua escrivaninha. O seu superior fez de tudo para tirá-lo da inércia. Mandou-o para o Norte, o Sul, o Oeste e o Leste do país. Mas nada disso foi suficiente para alterar-lhe o ânimo.

Desencarnou e ficou algum tempo nas trevas. Pediu auxílio aos mentores espirituais. Estes lhe disseram que “contra a preguiça, diligência”. “Contra a sua preguiça devo receitar a imobilidade. Para que aprenda a estimar o trabalho e criar o sublime desejo de movimentação no mundo, você renascerá paralítico.

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Burilamento Interior

O Espírito Humberto de Campos (Irmão X), no capítulo 17 (“O Homem que não se Irritava”), do livro Contos e Apólogos, psicografado por Francisco Cândido Xavier, fornece-nos alguns subsídios sobre ao burilamento interior.

Um rei, amante do burilamento interior, convidou um filósofo para ajudar-lhe nesse mister. O filósofo o acompanhou em suas diversas atividades, dando-lhe conselhos de paciência e resignação nas ocasiões em que perdia o equilíbrio. Como não via progresso em seu trabalho de reformulação interior, dispensa-o, mandando o seus servos buscar um homem que não se irritava, para aprender com ele. Depois de um mês de buscas, trazem um sujeito que achavam o ideal. O problema: era MUDO. O rei mandou contratar novamente o filósofo.


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Mediunidade e as Bagatelas da Vida

O Espírito Humberto de Campos (Irmão X), no capítulo 4 (“O Faroleiro Desprevenido”), do livro Contos e Apólogos, psicografado por Francisco Cândido Xavier, estimula-nos a refletir sobre a bondade do coração e a responsabilidade social.

O soldado Teofrasto, fora designado como faroleiro na expedição de Sicília, a fim de orientar as embarcações em zona de perigo: rochedos pontiagudos, despenhadeiros.... Como tinha um bom coração, atendeu aos pedidos particulares de óleo de lavradores e donas de casa. A reserva de óleo que deveria durar 12 meses acabou em 2 meses. O farol apagado ocasionou diversos acidentes no mar. Houve perda de vidas.

Esta historia serviu para fazer uma analogia com o médium, que é o faroleiro das possibilidades divinas. “Quanto deles perdem a oportunidade de serviço vitorioso pela prisão indébita nos casos particulares que procedem geralmente de bagatelas da vida?


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24 dezembro 2011

Epicteto e Lisandro

O Espírito Humberto de Campos (Irmão X), no capítulo 47 (“Recordando o Filósofo”), do livro Luz Acima, psicografado por Francisco Cândido Xavier, narra uma conversa entre Epicteto e Lisandro.

Epicteto, o escravo filósofo, recebeu a visita de Lisandro, liberto de Epafrodito, que lhe expôs os benefícios da liberdade. 

Depois de ouvi-lo com atenção, faz algumas observações a respeito da novidade exterior e da real evolução do ser humano. 

Ansiosos pela fuga, esquecemo-nos de refletir sobre esta frase lapidar: “Tens a liberdade, mas não fugirás de ti mesmo”. 

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Nova Roupagem da Parábola dos Talentos

O Espírito Humberto de Campos (Irmão X), no capítulo 33 (“Lembrando a Parábola”), do livro Luz Acima, psicografado por Francisco Cândido Xavier, retrata a Parábola dos Talentos, porém, com uma nova roupagem.

Cinco talentos: Saúde, Riqueza, Habilidade, Discernimento e Autoridade.
Dois talentos: Inteligência e Poder.
Um talento: Dor.

Multiplicação:

Saúde ==> Tempo; Riqueza ==> Gratidão; Habilidade ==> Estima; Discernimento ==> Equilíbrio; Autoridade ==> Ordem.
Inteligência ==> Trabalho; Poder ==> Progresso.
Dor ==> ESCONDEU.

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Pedido de Cura e suas Consequências

O Espírito Humberto de Campos (Irmão X), no capítulo 40 (“Rogativa Reajustada”), do livro Luz Acima, psicografado por Francisco Cândido Xavier, elabora sobre a condição de imperfeição a natureza humana.

Dona Malvina Chaves tinha um filho, Ildefonso, que estava acamado há quatro anos. Solicitou aos bons Espíritos a sua cura. Em virtude de sua quota de trabalho no bem, resolveram atender ao seu pedido.

Após dez meses, o rapaz era um transviado autêntico, chegando, inclusive, a agredir a sua própria mãe. Em vista do ocorrido, dona Malvina renova o seu pedido de cura.
No dia imediato, Ildefonso acordou paralítico.

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23 dezembro 2011

Há Remédio para as Tentações?

O Espírito Humberto de Campos (Irmão X), no capítulo 17 (“Remédio contra Tentações”), do livro Luz Acima, psicografado por Francisco Cândido Xavier, traz-nos alguns apontamentos sobre um cristão novo, que queria saber o remédio eficaz contra as tentações.

Simão Pedro, já velhinho, conta-nos a história de um homem de Gaza, na meia idade, plenamente liberto das suas obrigações mais imediatas. Recolheu-se à prece e à contemplação. Nessas meditações, recebeu a visita do maligno. Implorou ao Senhor da vida, que lhe fosse dado um recurso para esquivar-se à tentação. O emissário divino aconselhou-o a cultivar a terra. Atendida a designação, voltou à prece e à contemplação. O gênio do mal voltou a provocá-lo. Pede mais orientações. Mais trabalho lhe foi sugerido. Isso se repetiu por mais uma vez. Depois, habituou-se ao trabalho.

O velho Pedro, calejado no sofrimento e no sacrifício, terminou, muito calmo:
“ — O único remédio seguro que conheço contra as tentações é o mergulho do pensamento e das mãos no trabalho que nos dignifique a vida para o Senhor”.

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21 dezembro 2011

Palavra: Preciosa e Infeliz

O Espírito Humberto de Campos (irmão X), no capítulo 10 (“Parábola Simples”), do livro Contos e Apólogos, psicografado por Francisco Cândido Xavier, compara a palavra preciosa e a palavra infeliz

Diversos aprendizes estavam preocupados com o poder das palavras. Jesus conta-lhes uma parábola simples.

O Gênio do Bem, atendendo à prece de um lavrador de vida singela emitiu um raio de luz, que se multiplicou e fez a nação progredir. O progresso faz seus habitantes espezinharem as nações vizinhas. Consequentemente, o estilete do mal veio ao seu encontro.

“Nesta parábola humilde, temos o símbolo da palavra preciosa e da palavra infeliz. Uma frase de incentivo e bondade é um raio de luz, suscetível de erguer uma nação inteira, mas uma sentença perturbadora pode transportar todo um povo à ruína...”

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Palavras e Exemplos

O Espírito Humberto de Campos (irmão X), no capítulo 28 (“O Conferencista Atribulado”), do livro Contos e Apólogos, psicografado por Francisco Cândido Xavier, lembra-nos da dificuldade entre ensinar com palavras e instruir com exemplos.

Um conferencista está anotando uma série de frases, que levará ao público no dia seguinte. Nesse meio tempo, a velha criada traz-lhe um café com uma mosca, um caminhão derruba o muro de sua casa e algumas crianças pisam o seu jardim.

Perdeu a paciência com todos.
Depois, sentado em sua escrivaninha, leu a frase: “Quando Jesus domina o coração, a vida está em paz”.

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Remédio contra as Críticas

O Espírito Humberto de Campos (irmão X), no capítulo 8 (“O Remédio Objetivo”), do livro Contos e Apólogos, psicografado por Francisco Cândido Xavier, tece alguns comentários sobre a crítica.

Isidoro Viana, seareiro do bem, torturava-se ante os golpes da crítica. Tão logo o benfeitor espiritual ficava "incorporado", lá vinha ele com suas queixas.

Depois de algumas sessões, o mentor espiritual disse:

"A única medida aconselhável é a paralisia da consciência. Tome meio quilo de anestésicos por dia, descanse o corpo em poltronas e leitos, durma o resto da existência, despreocupe-se de todos os deveres, fuja à aspiração de elevar-se, resigne-se à própria ignorância e cole-se a ela, tanto quanto a ostra se agarra ao penedo, e, desde que você se faça completamente inútil, por mais nada fazer, a crítica baterá em retirada. Experimente e verá".

Texto completo em: https://sites.google.com/site/centroismael/remedio-objetivo
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Primeiras Pregações: Hanan e Jesus

O Espírito Humberto de Campos (Irmão X), no capítulo III ("Primeiras Pregações"), do livro Boa Nova, psicografado por Francisco Cândido Xavier, mostra-nos um pequeno diálogo entre Hanan, sacerdote em Jerusalém, e Jesus Cristo. Hanan mostra-se orgulhoso e desdenha a fundação do "Reino de Deus" apregoada por Jesus.
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12 dezembro 2011

Os Enganos do Mundo

Os Espíritos desencarnados, com uma visão mais abrangente do que a nossa, estão sempre nos incentivando à transformação, no sentido de deixarmos os enganos, as ilusões deste mundo. Fazem-no de diversos modos: alguns perceptíveis; outros, nem tanto. Mas, sempre atentos à nossa evolução moral e espiritual.

Um exemplo prático dentro de um Centro Espírita. Numa determinada reunião de Diretoria Executiva, os seus membros davam sugestões sobre a maneira de arrecadar fundos para a melhoria do espaço físico: chá, jantar, baile, camisetas, santinhos etc. No final da reunião, o mentor falou que tudo aquilo era válido, mas que não se devia esquecer o estudo, que é a pedra angular da Doutrina Espírita.

Do exposto, depreende-se que, com sua visão mais ampla, e conhecendo as nossas limitações, principalmente pela facilidade de nos desviarmos do foco principal, que é o estudo, fez uma espécie de repreensão. O complemento não deve sobrepujar o essencial e nem descaracterizar-lhe. Não é porque um Centro fez isso ou aquilo, que nós também devemos fazer. Não é porque o próximo age desta ou daquela forma, que também devamos agir assim.

O entusiasmo, a empolgação e a vontade de fazer são extremamente úteis. O entusiasmo, porém, não deve sobrepujar os limites da Doutrina Espírita que, em último caso, depende da nossa compreensão da mesma. A doutrina está nos livros; a compreensão, em nossa cabeça. Para compreendê-la, urge debruçarmo-nos nos seus livros fundamentais. É por isso que os Espíritos estão sempre nos incentivando ao estudo.

Quando se trata de agir segundo os pressupostos espíritas, é preferível ter todo mundo contrário. E, se essa decisão levar-nos à solidão, repitamos a frase de Jesus: “... Que te importa a ti? Segue-me tu”.
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09 dezembro 2011

Pena de Morte: Instruções dos Espíritos

O Espírito Irmão X (Humberto de Campos), no capítulo 21 (“Acerca de Pena de Morte”), do livro Cartas e Crônicas, psicografado por Francisco Cândido Xavier, elucida-nos que a execução de uma sentença de morte, na maioria dos casos, é a liberação prematura da alma que se arrojou ao despenhadeiro da sombra.

No meio da mensagem, há os seguintes dizeres: "Organizar a penitenciária renovadora, onde o serviço e o livro encontrem aplicação adequada, é a solução para o escuro problema da criminalidade, entre os homens, mesmo porque o melhor desforço da sociedade, contra o delinquente, é deixá-lo viver, na reparação das próprias faltas".

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As Lições de Belarmino Bicas

O Espírito Irmão X (Humberto de Campos), no capítulo 16 (“Belarmino Bicas”), do livro Cartas e Crônicas, psicografado por Francisco Cândido Xavier, elucida-nos a respeito das 16.386 exasperações inúteis praticadas por Belarmino Bicas. Isso tudo, depois de se tornar espírita.

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Obsessão: Nunca Descuidar

O Espírito Irmão X (Humberto de Campos), no capítulo 8 (“Obsessão Pacífica”), do livro Cartas e Crônicas, psicografado por Francisco Cândido Xavier, chama-nos a atenção para a obsessão, que não parece que é obsessão.

Veja a seguinte descrição: "Os meus perseguidores não me seviciaram o corpo, nem me conturbaram a mente. Acalentaram apenas o meu comodismo e, com isso, me impediram qualquer passo renovador. Volto da Terra, meu caro, imitando o lavrador endividado e de mãos vazias que regressa de um campo fértil, onde poderia ter amealhado inimagináveis tesouros... Sei que você ainda escreve para os homens, nossos irmãos. Conte-lhes minha pobre experiência, refira-se, junto deles, à obsessão pacífica, perigosa, mascarada... Diga-lhes alguma coisa acerca do valor do tempo, da grandeza potencial de qualquer tempo na romagem humana!..."

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Lei do Retorno: Tragédia no Circo

O Espírito Irmão X (Humberto de Campos), no capítulo 6 (“Tragédia No Circo”), do livro Cartas e Crônicas, psicografado por Francisco Cândido Xavier, dá-nos uma ideia sobre a lei do retorno, independentemente do tempo transcorrido. Começa falando-nos das mortes impediosas, que eram impostas aos cristãos, no século II de nossa era.

Conclui:

"Quase dezoito séculos passaram sobre o tenebroso acontecimento... Entretanto, a justiça da Lei, através da reencarnação, reaproximou todos os responsáveis, que, em diversas posições de idade física, se reuniram de novo para dolorosa expiação, a 17 de dezembro de 1961, na cidade brasileira de Niterói, em comovedora tragédia num circo".

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08 dezembro 2011

Em Missão Educadora


O Espírito Irmão X (Humberto de Campos), no capítulo 6 (“Questão Moderna”), do livro Estante da Vida, psicografado por Francisco Cândido Xavier, retrata-nos a história dos quatro mensageiros da Esfera Superior que foram enviados à Terra para o trabalho de evangelização das criaturas. Cada um deles foi para regiões diferentes, combinando se reencontrarem vinte meses depois. Na volta, muitas desilusões e malogros. Consultam o mentor, que lhes fala do trabalho edificante nos pântanos da alma.

No final, pedem uma última ajuda ao mentor.

Este lhes fala: “— Ah! Meus filhos!... Meus filhos!... Somos chamados a desenvolver a sementeira e a colheita do Evangelho, onde a sementeira e a colheita do Evangelho se encontrem!... Em verdade, pouco podeis contra a escuridão do materialismo, quando a escuridão do materialismo animaliza as criaturas... Estejamos, porém, convencidos de que, onde esse ou aquele grupo humano demonstre sinceridade e boa consciência, qualquer serviço por Jesus e em nome de Jesus será sempre melhor do que nada”.

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07 dezembro 2011

Alcoolismo: Veneno Livre

O Espírito Irmão X (Humberto de Campos), no capítulo 18 (“Veneno Livre”), do livro Cartas e Crônicas, psicografado por Francisco Cândido Xavier, traça-nos alguns comentários sobre o alcoolismo. Ele começa por situar a cobra, cujo bote comumente não alcança mais que uma só pessoa, é combatida a vara de ferro, porrete, pedra, armadilha etc., "mas o álcool, que destrói milhares de criaturas, é veneno livre, onde quer que vá, e, em muitos casos, quando se fantasia de champanhe ou de uísque, chega a ser convidado de honra, consagrando eventos sociais. Escorrega na goela de ministros com a mesma sem-cerimônia com que desliza na garganta dos malandros encarapitados na rua. Endoidece artistas notáveis, desfibra o caráter de abnegados pais de família, favorece doenças e engrossa a estatística dos manicômios..."

Texto completo em: https://sites.google.com/site/centroismael/veneno-livre
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O Médium e as Críticas à sua Tarefa

O Espírito Irmão X (Humberto de Campos), no capítulo 5 (“O Médium Espírita”), do livro Estante da Vida, psicografado por Francisco Cândido Xavier, traz-nos algumas instruções interessantes sobre o dar ouvidos a tudo o que se fala do médium.
Alguns registros:

  • “é por demais verde, não tem experiência”;
  • “é um velho prematuro, sem a chama do ideal”;
  • “é um temperamento perigoso, entregue à chocarrice”;
  • “é explosivo, dado à violência”...
Finaliza da seguinte forma:
“... Desde então, o Médium Espírita ouvidou a si mesmo e aprendeu com o raio de Sol que sua força vinha do Senhor e que a sua felicidade se resumia em servir e servir, trabalhar e trabalhar.
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Suicídio: um Depoimento

O Espírito Irmão X (Humberto de Campos), no capítulo 2 (“Depoimento”), do livro Estante da Vida, psicografado por Francisco Cândido Xavier, faz onze perguntas a uma jovem senhora que, há precisamente catorze anos, cometeu o suicídio, ingerindo formicida.

Pelo teor de suas respostas, constatamos a lucidez de seu pensamento, embora sob o peso de remorsos incomensuráveis. Não nos fala do “Vale dos Suicidas” ou de regiões tenebrosas, criadas para os que estão nesta situação.

Esta entrevista confirma-nos que cada caso é um caso, sendo prejudicial ao nosso raciocínio colocá-los num saco comum. A Codificação Espírita alerta-nos que há, nesses casos, os agravantes e os atenuantes. Por isso, a ponderação doutrinária deve vir em primeiro lugar antes de expressarmos as nossas emoções com relação ao assunto.

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01 dezembro 2011

Organização Espiritual

A organização espiritual é fruto do trabalho realizado pelos Espíritos, para o bom funcionamento de suas instituições. No mundo espiritual há colônias, como é o caso da do Nosso Lar, que precisam ser administradas, cuidadas, para que os esforços não se percam ao longo do caminho.

A Colônia "Nosso Lar", que é essencialmente de trabalho e realização, divide-se em seis Ministérios, orientados, cada qual, por doze Ministros. Os quatro primeiros, ou seja, os Ministérios da Regeneração, do Auxílio, da Comunicação e do Esclarecimento, aproximam-se das esferas terrestres; os dois últimos, isto é, o da Elevação e o da União Divina, ligam-se ao plano superior, visto que a cidade espiritual é zona de transição.

Cada colônia atende a necessidades específicas. A Colônia "Nosso Lar", situa-se numa zona intermediária de evolução, pois todos os que ali estão, decorrido longo estágio de serviço e aprendizagem, voltam a reencarnar para atividades de aperfeiçoamento. Para tal finalidade, passam de Ministério em Ministério.

“A instituição é eminentemente rigorosa, no que concerne á ordem e à hierarquia. Nenhuma condição de destaque é concedida aqui, a título de favor. Em verdade, a lei do descanso é rigorosamente observada, para que determinados servidores não fiquem mais sobrecarregados que outros; mas a lei do trabalho é também rigorosamente cumprida. No que concerne ao repouso, a única exceção é o próprio Governador, que nunca aproveita o que lhe toca, nesse terreno”.

Dá-se a impressão que só os Espíritos do “bem” são organizados; os do “mal”, também o são. Eles estudam cada ser humano, cada instituição, para acharem uma brecha, no sentido de exercerem as suas influências maléficas. Um exemplo: no capítulo 38 (“Decisões das Trevas”), de Contos desta e de outra vida, pelo Espírito Irmão X, há o relato do diálogo entre o ORGANIZADOR DE OBSESSÕES e os seus sequazes, cujo objetivo era impedir o avanço do Espiritismo. Depois de ouvir dezenas de sugestões, o vampirizador-mor disse: façamos com que os espíritas se acreditem santos de carne e osso... “Creio que, desse modo, enquanto estiverem preocupados em preservar a postura e a máscara dos santos, não disporão de tempo algum para os interesses do espírito”.

Os trabalhos de Assistência Espiritual, realizados nas dependências de um Centro Espírita, também devem ser bem organizados. O Espírito André Luiz, Nos Domínios da Mediunidade, explica-nos todo o trabalho que os Espíritos fazem, no que tange à preparação do médium e do ambiente, inclusive, com ionização e dispersão dos fluidos malsãos.

Como diretores e administradores de um Centro Espírita, façamos a nossa parte: disponhamos da melhor maneira possível o fluxo de pessoas, para que não haja tumulto. Além disso, ofereçamos uma estrutura física bem limpa e asseada.
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Doença Mental e Espiritismo

Doença é a alteração na saúde dos seres vivos. Doença mental é a variação mórbida do normal, variação esta capaz de produzir prejuízo na performance global da pessoa (social, ocupacional, familiar e pessoal).

Há vários tipos de doenças mentais; as mais comuns na população são depressão e os transtornos de ansiedade. Vejamos o significado de algumas delas:
  • Depressão: sentimento de tristeza intensa, profunda e persistente, desproporcional ao acontecimento
  • Distúrbio de ansiedade generalizado: nervosismo e preocupação intensos, duradouros e frequentes, com permanências de pelo menos seis meses.
  • Distúrbio do pânico: ansiedade extrema, com sintomas físicos como dores no peito, falta de ar, agitação, sudorese e palpitações.
  • Transtorno bipolar: episódios de depressão alternados com episódios de exaltação e euforia.
  • Esquizofrenia: perda do contato com a realidade, alucinações, delírios, alteração do desempenho e motivação diminuída.
Em se tratando das doenças mentais, há falsos conceitos. Muitos estigmatizam os seus portadores como: “frutos da imaginação”; “não têm cura”; “preguiçosos, perigosos e imprevisíveis”.

Para o Espiritismo, a doença mental pode ser explicada da seguinte forma: a consciência, desarmonizada consigo mesma, desarmonizará todo o ser. A mente enferma refletirá sua anormalidade sobre o perispírito, que é dirigido por ela, e este sobre o corpo carnal, que é escravo de ambos, através do sistema nervoso. Tem como causa primeira a fraqueza moral que torna o indivíduo incapaz de suportar o choque de certas impressões: a mágoa, o desespero, o desapontamento e todas as tribulações da vida.

A função precípua do Espiritismo – para com as doenças mentais – é o de dar à alma a força que lhe falta em muitas circunstâncias, e é nisto que ele pode reduzir as suas causas. Além disso, os Centros Espíritas prestam um socorro ímpar, com os seus trabalhos de passes e evangelização aos que lhe pedem ajuda.
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30 novembro 2011

Hipocrisia

"Nas pessoas de capacidade limitada, a modéstia não passa de mera honestidade, mas em quem possui grande talento, é hipocrisia."
(Arthur Schopenhaeur)

Hipocrisia é o vício que consiste em aparentar uma virtude ou um sentimento que não se sentem. É, também, fingimento, falsidade, falsa devoção. A hipocrisia revela as convicções inconsistentes do hipócrita. Os pontos de vista expressos dos hipócritas entram em conflito com as convicções implícitas demonstradas por seu comportamento.


Hipocrisia é ensinar o que não se sabe. Quando assim agirmos, caímos na frase lapidar de Jesus: "Túmulos caiados por fora, guardando restos putrefatos e fétidos por dentro". Hipócrita é aquele que ora querendo se sobressair ante os defeitos dos outros. Em sua jornada terrena, Jesus não se cansou de criticar a hipocrisia dos fariseus. Como prova de sua missão divina, apresenta-lhes a cura de um cego de nascença e a ressurreição de Lázaro


A hipocrisia dos opositores serve para fortificar a Doutrina Espírita. Em sua mensagem pós-túmulo, Allan Kardec lembra-nos da sua convicção sobre os princípios fundamentais do Espiritismo. Tendo uma visão mais acurada, acha que tanto a benevolência, a boa-vontade e o devotamento de alguns, como a má-fé, a hipocrisia e as maldosas manobras dos outros, servem para fortificar o edifício doutrinário. Ele afirma: "Nas mãos das potestades superiores, que presidem a todos os progressos, as resistências inconscientes ou simuladas, os ataques visando semear o descrédito e o ridículo, se tornam elementos de elaboração".


Vários pensadores também tratam do tema hipocrisia.


Rousseau, em A Nova Heloísa (1761), exalta o direito da paixão, mesmo quando ilegítima, contra a hipocrisia da sociedade. A mentira seria um produto social. É romance filosófico que exalta a pureza em luta contra uma ordem social corrompida e injusta.


Michel de Montaigne, em seus Ensaios - Da Vaidade, procura visualizar a hipocrisia do ser, quando os filósofos propõem regras que excedem a nossa prática e as nossas forças. Ele diz: “Vejo frequentes vezes proporem-nos modelos de vida que nem quem os propõe nem os seus auditores têm alguma esperança de seguir ou, o que é pior, desejo de o fazer. Da mesma folha de papel onde acabou de escrever uma sentença de condenação de um adultério, o juiz rasga um pedaço para enviar um bilhetinho amoroso à mulher de um colega”.


La Rochefoucauld, em Reflexões, critica a hipocrisia do conselho. Ele diz: “Nada é mais hipócrita do que pedir ou dar conselhos. Quem pede, parece ter um respeito venerando pelos sentimentos do amigo a quem os pede, mas, no fundo, quer é fazer aprovar os sentimentos próprios e, assim, tornar o outro responsável pela sua conduta. Por outro lado, o que presta os conselhos retribui a confiança que lhe é dada, com um zelo ardente e desinteressado, apesar de, quase sempre, querer, através dos conselhos que dá, satisfazer os seus interesses ou a sua glória”.


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28 novembro 2011

Deixar esta Vida

Muitas vezes, diante de nossos compromissos, dificuldades e responsabilidades, achamos que a morte é a nossa salvação, a nossa libertação deste mundo de provas e expiações. Pensamos: morrendo, irei para um mundo melhor, para o gozo da vida eterna, para as bem-aventuranças, prometidas por Cristo.

O Espírito Irmão X (Humberto de Campos), no capítulo 18, “Morrer para Descansar”, do livro Pontos e Contos, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, relata-nos um caso semelhante – o do Sérgio Mafra, espírita convicto –, muito útil para o nosso aprendizado a respeito do árduo trabalho realizado pelos benfeitores do espaço. Sérgio Mafra estimava a tarefa que executava, mas desejava morrer e entregar-se ao descanso em convivência com os protetores espirituais.

A cada pedido que fazia, recebia respostas, via psicografia, do seu mentor espiritual. Este o incentivava a extinguir os pensamentos da morte, a não desprezar o ensejo de servir no mundo. Acrescentava que “Todos temos para com o Planeta imensos débitos e devemos resgatar, de espírito confortado e feliz. Ninguém renasce com isenção de sérios compromissos”. Essas palavras, embora o comovessem, não o desviavam do intento de ir ter com os seus amigos do espaço.

No decorrer do tempo, Sérgio Mafra desencarnou de uma gripe sem importância, doença esta que poderia ser facilmente debelada. Mas, “o seu desejo de morrer, para descansar, impediu-lhe o controle eficiente da máquina orgânica; e, quando todos os amigos lhe aguardavam, esperançosos, o restabelecimento físico, eis que Mafra lhes impôs a incompreensível surpresa”.
O seu amigo espiritual o recebe e, depois da devida adaptação no mundo espiritual, é convidado a participar dos serviços que este realizava: “O recém-desencarnado viu-se na obrigação de acompanhá-lo em peregrinações através de hospitais, creches, orfanatos, necrotérios, oficinas, templos e instituições de caridade, em serviço ativo de socorro a doentes e a menos favorecidos da sorte, encarnados e desencarnados”.

Depois de duas semanas, sente-e extenuado e quer voltar ao plano dos encarnados. O seu protetor, porém, diz-lhe: “Agora, Sérgio, não te posso desobrigar, porque meus avisos à tua alma foram reiterados e veementes; e, não podendo olvidar meus deveres, também não te posso abandonar ao léu, no caminho das sombras. É, portanto, de teu interesse que venhas comigo ao trabalho áspero, para que não te suceda alguma coisa pior”.

Sintetizando: os benfeitores do espaço sempre nos colocam na situação ideal para o nosso progresso moral e espiritual. Nesse caso, mesmo que não reconheçamos esse fato, continuemos de ânimo forte, com serenidade e esforço constante, em busca do destino que o Alto nos faculta.

Conto Completo em: https://sites.google.com/site/centroismael/morrer-para-descansar
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25 novembro 2011

Livre Troca de Ideias

Nas dependências do Centro Espírita Ismael, coordenamos um grupo de estudo, denominado “Aprofundamento Doutrinário”. Nele, os participantes propõem os temas para futura discussão. Depois de estabelecidas as datas para cada um deles, encontramo-nos todos os sábados, das 17h30min às 19h, para a livre troca de ideias. Essas reuniões, embora não forneçam um “diploma”, são de suma importância para o desenvolvimento moral, intelectual e espiritual dos seus participantes.

Como há liberdade de expressão, todos podem falar o que bem entenderem. Há, porém, um requisito: aprender a ouvir a contradição, a ideia contrária à sua. A verdade não se compra na loja da esquina, não se impõe e não se improvisa; ela é um patrimônio da humanidade, podendo, inclusive, surgir na mente de qualquer um de nós. Não há autoridade, nem títulos adquiridos em escolas, nem sequer o poder temporário. Diante dela, todos somos iguais.

Qual a função do Espiritismo nessas discussões? O Espiritismo, com os seus princípios doutrinários, facilita-nos a compreensão de um fato, de um problema, de uma dificuldade. Como bem nos lembra o Prof. José Herculano Pires, “Um fato social terreno está ligado ao Universo, determinado por leis universais. É, portanto, um fato cósmico”. Um acontecimento não está isolado, perdido; ele faz parte de um todo; deve, assim, ser visto sob a perspectiva das vidas passadas e futuras.

O principal objetivo de todo ser encarnado é fazer com que sua mente atinja o mais alto nível de compreensão que possa alcançar. Para isso, o sujeito pensante tem que ter liberdade de pesquisar, de inquirir, no sentido de captar as verdades disseminadas no espaço. Transformar o homem velho no novo homem, de que nos fala o Evangelho, é, sem dúvida, um exercício salutar para nos libertarmos das nossas ideias superficiais, egoístas e fragmentárias, conquistando, em contrapartida, uma visão mais ampla da vida.

Essas conversações, em tom descontraído, são úteis para o progresso de cada um de nós, porque nos dá abertura ao novo, ao desconhecido. Quando as ideias são confrontadas, o grupo todo cresce e se fortalece, pois somos obrigados a exercitar o nosso cérebro, tão acostumado a receber a coisa pronta, mastigada, digerida. Acreditamos que esta forma de conduzir o aprendizado é bastante eficaz, porque tanto o coordenador quanto os alunos estão no mesmo pé de igualdade.

No fundo, o que devemos ter em mente é a aplicação rigorosa dos princípios codificados por Allan Kardec. De nada adianta aprofundarmos este ou aquele tema, sem a base doutrinária que o Espiritismo nos faculta?
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Palavra do Presidente: Novembro de 2011

Estamos nos aproximando de mais um “fim de ano”. Para nós, diretores e organizadores do Centro Espírita Ismael, é hora de planejar o próximo ano. Precisamos estabelecer as datas para as reuniões, os encontros, as palestras e as diversas atividades que farão parte da comemoração dos 50 anos de nossa Casa.

Neste mês de novembro, a inscrição para os diversos cursos que o Centro oferece, gratuitamente, aos seus frequentadores, é um dos pontos de destaque. Dentre eles, queremos dar ênfase ao Curso de Educação Mediúnica, com duração de quatro anos, com início previsto para o mês de fevereiro de 2012, e o Curso de Introdução ao Evangelho, com duração de um ano, com início previsto para março de 2012.

Lembremo-nos também das “sacolinhas de Natal”. As 1.500 unidades foram passadas aos colaboradores e frequentadores da Casa. Elas serão entregues, às famílias inscritas, no próximo mês. E já estamos nos organizando para os nossos encontros familiares de final de ano. E, nesta hora, lembramos dos presentes. E lendo a matéria principal sobre a pintura mediúnica, sugerimos um quadro como recordação, presenteado com muito amor. E contribuindo com a nossa Assistência Social.

Sérgio Biagi Gregório
presidente
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22 novembro 2011

"Homo Novus", Cérebro Novo

De acordo com Krishnamurti, em O Mistério da Compreensão, o cérebro se torna novo quando há uma distância entre um fato e a reação do sujeito em relação a este mesmo fato. Quando reagimos imediatamente, estamos apenas confirmando o nosso ponto de vista, as nossas opiniões, o nosso preconceito, a nossa superficialidade. Para que um cérebro se torne novo, devemos conceder-lhe um tempo para refletir, para pensar, para sopesar, para meditar.

O cérebro novo requer que olhemos para as mesmas coisas, mas sem pressa, sem querer resolver instantaneamente aquilo que se nos apresentou. O tempo que damos, entre uma sensação e sua avaliação, transforma um ato fragmentário num ato total, aquele que pertence ao todo do indivíduo. Em se tratando do homem, e olhando-o sob a perspectiva do todo, não existe o brasileiro, o norte-americano, o chinês, porque todos os indivíduos fazem parte da espécie humana.

Como transformar, então, o homem velho no homem novo de que nos reporta o evangelho? Buscando refletir sobre o velho, sem o intuito de mudá-lo bruscamente. Quando a vontade age, ela fragmenta o próprio homem. Eu quero me tornar perfeito, eu quero ser grande e mundialmente reconhecido, eu quero que as coisas saiam sempre ao meu gosto. Nesse caso, há uma imposição sobre uma ideia, sobre um comportamento, sobre uma atitude. Essas resoluções não nos deixam espaço para outras acepções, as acepções do homo novus de que nos fala Paulo nas suas pregações.

O cérebro velho está acostumado com um tipo de resposta, com um tipo de comportamento. O novo causa-lhe incômodo. Quando propomos ao cérebro outro tipo de resposta, fazemo-lo agir em nosso beneficio. Façamos uma analogia com a prece, cujos estímulos enviamos a Deus, com a intenção de nos livrarmos de alguma dificuldade, de algum problema. Na realidade, esses estímulos enviados a Deus não modificam o problema, a dificuldade, mas fazem-nos pensar de forma diferente a respeito de uma dada dificuldade. Este é o homem novo com cérebro novo.

O cérebro é o repositório dos conhecimentos, adquiridos ao longo do tempo. Para que ele se torne novo, jovial, leve e solto, é necessário que evitemos entulhá-lo com coisas superficiais e insignificantes.
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14 novembro 2011

5.000 Anos de Citações sobre a Reencarnação

O Papiro egípcio e Bhagavad Gita, no ano 3.000 a.C., dão início aos pensamentos sobre a reencarnação. Hermes Trismegisto (1.250 a.C.), Zoroastro (1.000 a.C.), Pitágoras (572-492 a.C.) e Buda (563-483 a.C.) dão-lhe continuidade. Sócrates (469-399 a.C.), Platão (427-347 a. C.) e Cícero (106-43 a. C.) prosseguem o trabalho de divulgação da ideia da reencarnação.

Em Jesus (João 3,3), temos: “Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.”

Para mais informação, entre em:http://www.ceismael.com.br/tema/reencarnacao-frases-ao-longo-do-tempo.htm
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13 novembro 2011

Ler de Tudo?

Devemos ler de tudo? Não seria mais conveniente escolher leituras que possam ser úteis à nossa necessidade de evolução material e espiritual? 

A escolha é livre. Porém, uma fez feita, o ser humano fica refém de suas consequências, de seus efeitos. Pensemos na frase: “Olha pelo que te trocas, talvez não percebas de pronto, mas cada um se dá por aquilo que se troca”. Como esperar coisa melhor se nos trocamos por bagatelas, inutilidades e coisas secundárias? Nas leituras, o raciocínio é o mesmo.

Paulo, em I Tessalonicenses 5, 21, disse: “Examinai tudo. Retende o bem”. Nesta frase, entendamos mais o seu sentido metafórico do que literário. Paulo quer estimular a nossa liberdade de escolher qualquer coisa. Não há proibição de nada. Quanto ao verdadeiro progresso espiritual, porém, devemos restringir as nossas leituras, porque poderemos estar perdendo tempo precioso em assuntos totalmente alheios aos nossos objetivos de vida. 

Tomemos um fato político. Como um político consegue ficar por vários dias na mídia? Ele é motivo de falcatrua. Num primeiro momento, ele nega tudo; num segundo momento, fala coisas desconcertantes; em terceiro lugar, diz que não disse o que disse. E assim vai se mantendo no noticiário dos jornais, do rádio e da televisão. Nós, usuários da mídia, vamos consumindo essas leituras. E o que ganhamos com isso? 

Cabe-nos sempre perguntar: e os fins? Quais são os fins de quem escreve? Quais são os propósitos de quem negocia? Partindo desse ponto de vista, podemos nos libertar de muita leitura, de muita informação que não traz conhecimento algum para a nossa alma imortal. 

Um exercício interessante: olhemos as coisas do topo de uma montanha. Quem sabe aquilo que era sumamente importante à luz da superfície perca todo o seu poder quando visto do mais alto, do mais além, do mais adiante?

Sintetizando: Como buscar o desconhecido se não nos libertarmos do conhecido?

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11 novembro 2011

No Combate ao Mal

Quando o mal se nos apresenta, o nosso primeiro impulso é combatê-lo, guerreá-lo, extingui-lo.

Quase sempre, esse procedimento é feito pela violência, que gera mais violência, de resultados pífios quanto ao verdadeiro combate do mal.

Os instrutores espirituais orientam-nos que esta forma de combater o mal, embora útil e necessária em certas circunstâncias, apenas o circunscreve e o limita.

Para combatê-lo com eficácia, o Espírito Emmanuel propõe-nos:
  • O melhor processo de extinguir a calúnia e a maledicência é confiar nosso próprio verbo à desculpa e à bondade.
  • O recurso mais eficiente contra a preguiça é o nosso exemplo firme no trabalho constante.
  • O meio mais seguro de reajustar aqueles que desajudam ao próximo é ajudar incessantemente.
  • O remédio contra a maldição é a bênção.
  • Os antídotos para o veneno da injúria são a paz do silêncio e o socorro da prece.
Como vemos, para vencer o mal não podemos ter meia-vontade, preguiça e falta de entusiasmo. Há necessidade de uma transformação interior, ou seja, fazer o bem aos que nos fazem o mal, perdoar àqueles que nos causam problemas, atitudes nem sempre fáceis no mundo materializado que ainda vivemos.
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05 novembro 2011

Vídeo Institucional da Casa de David

Há 18 anos, o Centro Espírita Ismael, das 14 às 16h, realiza um trabalho espiritual nas dependências da Casa de David.

Para mais informações sobre a CASA DE DAVID, assista ao
A Casa de David, em nome de suas 330 crianças, agradece!
Cleize Bellotto – Coordenadora / Mirela Vasques – Relações Públicas
Rod. Fernão Dias, KM 82 - São Paulo/SP
Tel./Fax.: (011) 2453-6600 rm. 265/235
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