Mostrando postagens com marcador Judas Iscariotes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Judas Iscariotes. Mostrar todas as postagens

11 janeiro 2018

Judas Iscariotes

Judas é o nome de dois apóstolos: Judas Tadeu e Judas Iscariotes, o que traiu Jesus. Figuradamente, o mesmo que traidor, por alusão ao apóstolo que traiu Jesus. Boneco de estafermo que, em algumas localidades, se queime no sábado de Aleluia.

Judas Iscariotes. O último lugar na lista dos apóstolos com a nota de que "foi traidor". Tornou-se tesoureiro, ou seja, a pessoa encarregada de cuidar dos recursos financeiros do grupo. Acompanhou Jesus durante a sua vida pública. Judas entregou Jesus a seus inimigos por 30 moedas de prata. Acompanhou os soldados que prenderam Jesus no Horto e identificou-o com um beijo.

Até a psicografia de Chico Xavier, o mundo conhecia Judas como um traidor e, por isso, merecia ser malhado a cada ano durante a Paixão de Cristo. O Espírito Humberto de Campos dá-nos outra visão, especificamente nos livros "Crônicas de Além-Túmulo" e "Boa Nova", alertando-nos para a ilusão do discípulo que não conseguia compreender bem a missão do seu Mestre.  

No capítulo 5 "Judas Iscariotes", de Crônicas de Além-Túmulo,  Judas diz: "o Sinedrim desejava o reino do céu pelejando por Jeová, a ferro e fogo; Roma queria o reino da Terra. Jesus estava entre essas forças antagônicas com a sua pureza imaculada. Ora, eu era um dos apaixonados pelas ideias socialistas do Mestre, porém o meu excessivo zelo pela doutrina me fez sacrificar o seu fundador. Acima dos corações, eu via a política, única arma com a qual poderia triunfar e Jesus não obteria".

No capítulo 24 "A Ilusão de Discípulo", de Boa Nova, há um diálogo entre Judas e Tiago. Judas critica a demasiada simplicidade do Jesus, dizendo que as reivindicações do nosso povo exigem um condutor enérgico e altivo... Tiago, por sua vez, contrapõe tal argumento: "Israel sempre teve orientadores revolucionários; o Messias, porém, vem efetuar a verdadeira revolução, edificando o seu reino sobre os corações e nas almas!"... 

A vida de Judas, desde a sua aceitação por Jesus até o seu suicídio, deve ser motivo de reflexão para nós: a sua ilusão pode ser a nossa, só que em outros tempos e circunstâncias. 




29 fevereiro 2012

Judas Iscariotes e a Paixão de Cristo

Na semana em que se comemora a Paixão de Cristo, costuma-se "malhar o Judas". Geralmente, as pessoas o fazem inconscientemente, movidas mais pelos costumes do que pelo fato em si. O Irmão X, no capítulo 5 ("Judas Iscariotes"), do livro Crônicas de Além-Túmulo, pela psicografia de Chico Xavier, mostra-nos o erro que cometemos, pois não levamos em conta a atuação do tempo na evolução do Espírito.

Judas, explicando o ocorrido, diz: "Jesus estava entre essas forças antagônicas com a sua pureza imaculada. Ora, eu era um dos apaixonados pelas idéias socialistas do Mestre, porém o meu excessivo zelo pela doutrina me fez sacrificar o seu fundador. Acima dos corações, eu via a política, única arma com a qual poderia triunfar e Jesus não obteria nenhuma vitória. Com as suas teorias nunca poderia conquistar as rédeas do poder já que, no seu manto de pobre, se sentia possuído de um santo horror à propriedade. Planejei então uma revolta surda como se projeta hoje em dia na Terra a queda de um chefe de Estado. O Mestre passaria a um plano secundário e eu arranjaria colaboradores para uma obra vasta e enérgica como a que fez mais tarde Constantino Primeiro, o Grande, depois de vencer Maxêncio às portas de Roma, o que aliás apenas serviu para desvirtuar o Cristianismo. Entregando, pois, o Mestre, a Caifás, não julguei que as coisas atingissem um fim tão lamentável e, ralado de remorsos, presumi que o suicídio era a única maneira de me redimir aos seus olhos".