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28 dezembro 2022

O Bem e o Mal

“O Bem e o Mal” refere-se ao capítulo III, do livro A Gênese, de Allan Kardec. Abaixo, fizemos um pequeno resumo:

Origem do mal. O mal não pode ter origem em Deus, que é todo bondade, todo sabedoria, todo justiça. O que é infinitamente justo não pode produzir injustiça.

Satanás. Se houvesse tal entidade, ela seria igual a Deus ou lhe seria inferior. No primeiro caso, haveria duas potências em luta; no segundo, esta entidade lhe seria inferior, portanto, ser-lhe-ia subordinada. Consequentemente, Deus teria criado o Espírito do mal, o que seria a negação da infinita bondade.

Causa do mal. Há duas espécies de mal: o que podemos evitar e o que é independente de nossa vontade. Dada a limitação do nosso conhecimento, não conseguimos vislumbrar o conjunto da obra de Deus, e consideramos as coisas más e injustas que, sob outro ponto de vista, seriam totalmente boas e justas.

Flagelos naturais. O ser humano, usando a sua inteligência, e tendo a grande ajuda da ciência, consegue prever alguns flagelos naturais. Com isso, pode ajudar a minorar o mal que tal flagelo poderia causar à humanidade.  

Utilidade dos males. Incitamento à pesquisa dos meios de subtrair esses males, o que é um grande exercício para sua inteligência e de todas as suas faculdades físicas e morais.  "A dor é o aguilhão que empurra o homem para a frente na via do progresso".

Males mais numerosos. São aqueles que o homem criou para si mesmo, por seus próprios vícios, aqueles que provêm de seu orgulho, de seu egoísmo, de sua ambição, de sua cobiça, de seus excessos em todas as coisas.

“Deus estabeleceu leis cheias de sabedoria, as quais não têm outra finalidade senão o bem; o homem encontra em si mesmo tudo o que é necessário para segui-las; seu caminho é traçado por sua consciência; a lei divina está gravada em seu coração; e além disso, Deus as faz lembrar sem cessar, por seus messias e seus profetas, por todos os Espíritos encarnados que receberam a missão de esclarecê-lo, moralizá-lo, aperfeiçoá-lo, e nestes últimos tempos, pela multidão de Espíritos desencarnados que se manifestam em todos os lugares. Se o homem se conformasse rigorosamente com as leis divinas, não é duvidoso que evitaria os males mais amargos, e que viveria feliz sobre a terra. Se não o faz, é em virtude de seu livre-arbítrio, e disso ele sofre as consequências”. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. V, ns. 4, 5, e 6 e seguintes).

Remédio o mal proporciona. Chega um momento em que o excesso do mal torna-se intolerável e obriga o homem mudar o seu caminho. Consequentemente, será obrigado a procurar um remédio no bem.

O mal é a ausência do bem. Onde o bem não existe, forçosamente há a presença do mal. Deixar de praticar o mal já é fazer o bem. "Deus não quer senão o bem; o mal provém unicamente do homem".

Sobre as imperfeiçoes do homem. De acordo com o seu livre-arbítrio, o homem não é levado nem ao bem nem ao mal. Deus quis que, pelas suas escolhas, fosse progredindo entre erros e acertos até atingir a perfeição, que é o seu ponto de chegada.

A função das paixões. No começo da jornada espiritual, tem mais necessidades materiais. Conforme o tempo vai passando, passa a ter necessidades intelectuais e morais. "O que outrora era um bem, porque era uma necessidade de sua natureza, torna-se um mal, não somente porque não é mais uma necessidade, mas porque tal se torna nocivo à espiritualização do ser".

Compilação: https://sites.google.com/view/temas-diversos-compilacao/bem-e-o-mal-o



10 novembro 2022

Escândalo: Sentido Evangélico

“Sepulcros brancos por fora, mas cheios de podridão por dentro; vasos limpos por fora, mas sujos por dentro”.

Ideia central: destruir em nós todas as causas do escândalo.

Primeiramente, temos necessidade do choque externo, ou seja, da visibilidade dos nossos defeitos, cujo teor principal é a sua repercussão — afronta ao nosso orgulho  e não propriamente a ação. Em outras palavras, depois de sofrer o mal, buscar o remédio no bem.

Vivemos num planeta de expiações e provas. Este detalhe não pode ser menosprezado. Quer dizer, o mal ainda predomina sobre o bem. Nesse sentido, vivemos imersos num fluxo energético de baixo teor vibratório e, por isso mesmo, não deveríamos ficar tão exasperados pelos acontecimentos do dia-a-dia, principalmente pelas mentiras veiculadas pelos nossos meios de comunicação.

Lembremo-nos de que o mal moral é fruto da imperfeição humana. Para a real compreensão desse status quo, a ordem é refletir sobre os ensinamentos do mestre Jesus, o conquistador diferente que, em nenhum momento atacou o sistema politico da época, preferindo dar-nos o exemplo da cruz, sofrendo todo tipo de humilhação e imolação. Um fato localizado com repercussão mundial. 

O mal hoje é relativizado. O bandido é solto e querem prender o homem de bem. Isso não impede de que a verdade permaneça no fundo, ou seja, por mais que queiram encobri-la ela resplandece com toda a sua força, porque é da Lei do Progresso que o nosso mundo passará do estado de expiações e provas para o de regeneração, em que o bem predominará sobre o mal. Aqui ainda precisamos o mal para realçar o bem, mas nesses mundos isso não é mais necessário.

E como podemos perceber o mundo mais evoluído? Pela mediunidade. A nossa visão terrena abarca o mundo segundo as nossas limitações. Mas um Espírito amigo, que vive fora do corpo físico, pode nos trazer informações valiosas  sobres os mundos mais ditosos onde a presença do mal é irrisória. 

Fonte de Consulta

Capítulo VIII — "Bem-Aventurados os Puros de coração", item "Escândalos: Cortar a Mão", de O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec.