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19 novembro 2019

Ficção Científica

Ficção. Do latim ficti, significa modelar, representar, preparar, imaginar, disfarçar, supor. Exemplo: ficti dei (falsos deuses). Em seu sentido filosófico, é uma construção elaborada pela imaginação em que uma pessoa acredita poder resolver um problema real (metafísico, lógico, moral ou psicológico). Ficção científica. Normalmente abreviado como SF, FC, sci-fi ou scifi, é um gênero, literário ou cinematográfico, que antecipa o futuro por meio da representação fictícia do universo.

Os assuntos preferidos pela ficção científica são: viagem espacial, viagem no tempo, viagem mais rápida que a luz, universos paralelos, mudanças climáticas, totalitarismo, vida extraterrestre etc. Entre os autores mais famosos de ficção científica, temos: Isaac Asimov (1920-1992) [ “Nós robôs”], Ray Bradbury (1920-) [“Crônicas Marcianas”, “Fahrenheit 451”], Arthur C. Clarke (1917-2008) [“Odisseia no Espaço”], Aldous Huxley (1894-1963) [“Admirável Mundo Novo”], Ursula K. Le Guin (1929-) [“The Dispossessed”] e Júlio Verne (1828-1905) [“Viagem ao centro da Terra”, “Vinte Mil Léguas Submarinas”]. (https://conceito.de/ficcao-cientifica)

Alguns livros (filmes)

  • 1984. Há um Estado totalitário que zela por todos. Cada indivíduo, nascido de proveta, têm comportamento pré-condicionado e ocupa lugar pré-determinado. Cada usuário é abastecido com a droga "soma".  
  • Admirável Mundo Novo. Será admirável o mundo novo? A quem interessa essa sociedade que enaltece a máquina e reprime o espírito? Qual o lugar do ser humano numa sociedade dominada pelo Estado, pela máquina? O que pode acontecer ao indivíduo que quer caminhar com os próprios pés?
  • Fahrenheit 451. Depois de queimados todos os livros físicos, queimariam também as pessoas que os tivessem alojados em suas memórias?
  • Lucy. Trata da capacidade do cérebro. A droga, derramada em seu estômago, dá-lhe poderes sobre-humanos, telecinesia, ausência de dor e a possibilidade de adquirir conhecimento instantaneamente.

Comentário sob a ótica espírita.

  • Sobre o totalitarismo. De acordo com a Doutrina Espírita, fomos criados simples e ignorantes com a incumbência de conquistar a perfeição. Perfeição significa pensar com mais liberdade, agir com mais liberdade. Nesse caso, o totalitarismo não faz sentido. 
  • Sobre a sociedade sem livros. Dado o avanço da informática, é difícil imaginar uma sociedade sem livros: talvez não precisamos tanto do papel, mas o livro estará no computador, na forma digital. 
  • Sobre o desenvolvimento do cérebro e a mediunidade. Os Espíritos, ao usarem o cérebro do médium, não tiram as ideias dos médiuns, mas o material que podem formalizar as ideias a serem transmitidas.   

Allan Kardec, no capítulo XVI ("Teoria da Presciência") de A Gênese, trata do problema do conhecimento do futuro. Primeiramente, vale-se de uma comparação: suponha um homem no pé da montanha e outro no topo. O do topo vê todo o caminho futuro, enquanto o debaixo não. Depois, ensina-nos que a capacidade de conhecer o futuro depende do grau de evolução do ser encarnado. Ainda: o futuro pode ser conhecido, mas deve ser revelado? Os Espíritos advertem-nos que o futuro não deveria ser revelado para atender à vã curiosidade, mas para atender a um fim útil e sério.




12 outubro 2005

Conhecimento do Futuro

A lucubração acerca do desconhecido é sem limite. Estamos sempre procurando algo além do dia que passa. E o futuro, não são poucos os que dele falam. Profetas, videntes, futurólogos, sensitivos etc.

O futuro relaciona-se com o tempo. Mas que é o tempo? Há muita dificuldade em defini-lo. Santo Agostinho, por exemplo, dizia-nos que se não lhe perguntassem sabia o que era, mas quando lhe perguntavam já não sabia mais. Por que? Observe o ano que corre. Ele é presente. Porém, estamos num determinado mês. Ora, todos os meses para frente são futuro, e todos os meses para trás, passado. O mesmo raciocínio pode ser feito com relação aos dias do mês. Do mesmo modo são as horas do dia. Quer dizer, no infinitamente pequeno, presente, passado e futuro se confundem.

Há possibilidade de conhecer o futuro? Como? Allan Kardec, no capítulo XVI do livro A Gênese, vale-se de uma comparação para se fazer entender. Diz ele: suponha um homem no pé da montanha e outro no topo. O do topo vê todo o caminho futuro, enquanto o debaixo não. O homem situado no alto pode descer da montanha e dizer para o que ficou em baixo: olha, mais à frente você será assaltado, alguém irá te ajudar, outro dar-te-á alimento etc. Quer dizer, o futuro para o homem debaixo é presente para o homem situado no topo.

Saindo do âmbito das coisas puramente materiais e entrando, pelo pensamento, no domínio da vida espiritual, veremos que a capacidade de conhecer o futuro depende do grau de evolução alcançado pelo Espírito. Assim, quanto mais desmaterializado for, maior será a visão do futuro, porque nada lhe impede os voos do Espírito. Àquele agarrado à matéria, a dificuldade é maior, porque esta obnubila a transcendência para o além.

O futuro pode ser conhecido. Mas deve ser revelado? Os Espíritos advertem-nos que o futuro não deveria ser revelado para atender à vã curiosidade, mas para atender a um fim útil e sério. Profetas, videntes, médiuns e sensitivos podem, à sua revelia e através dos sonhos, da êxtase e dupla vista, receber prenúncios de um acontecimento futuro. Se tudo for revelado, como fica o exercício do livre arbítrio daquele que recebeu o aviso? Esta é a grande questão que deve ser levada em conta.

Os tempos mudam. Hoje, com o desenvolvimento da ciência, já não se comporta mais uma linguagem chula e cheia de mistérios. Os videntes devem falar mais como uma advertência do que como uma fatalidade.

Fonte de Consulta

KARDEC, A. A Gênese. 17 ed., (popular), Rio de Janeiro, FEB, 1975.