Mostrando postagens com marcador natal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador natal. Mostrar todas as postagens

18 dezembro 2024

Natal

 “Os ensinamentos de Jesus devem servir para transformar não apenas um homem, mas toda a Humanidade”.

Natal. Do latim natale significa nascimento. Dia em que se comemora o nascimento de Cristo (25 de dezembro). 

O nascimento de Cristo sempre esteve envolvido em controvérsias. Para uns, seria 1.º de janeiro; para outros, 6 de janeiro, 25 de março e 20 de maio. Pelas observações dos chineses, o Natal seria em março, que foi quando um cometa, tal qual a estrela de Belém, reluziu na noite asiática no ano 5 d.C. Como data festiva, é um arranjo inventado pela Igreja e enriquecida através dos tempos pela incorporação de hábitos e costumes de várias culturas: a árvore natalina é contribuição alemã (século VIII); o Papai Noel (vulgo São Nicolau) nasceu na Turquia (século IV); os cartões de natal surgiram na Inglaterra, em meados do século XIX. (Estado de São Paulo, p. D3)

O nascimento de Jesus está relacionado à manjedoura e ao anúncio profético. Coincide com a percepção de uma nova luz para a humanidade sofredora. Nesse sentido, o Espírito Emmanuel, em Roteiro, diz-nos que antes de Cristo, a educação demorava-se em lamentável pobreza, o cativeiro era consagrado por lei, a mulher aviltada qual alimária, os pais podiam vender os filhos etc. Com Jesus, entretanto, começa uma era nova para o sentimento. Iluminados pela Divina influência, os discípulos do Mestre consagram-se ao serviço dos semelhantes; Simão Pedro e os companheiros dedicam-se aos doentes e infortunados; instituem-se casas de socorro para os necessitados e escolas de evangelização para o espírito popular etc. (Xavier, 1980, cap. 21)  

Papai Noel, símbolo do Natal, é usado pelos comerciantes, a fim de incrementar as vendas dos seus produtos no final de cada ano. O espírito do natal, segundo a propaganda, está relacionado com a fartura da mesa, a quantidade de brinquedos e outros produtos que o consumidor possa ter em seu lar. À semelhança dos reflexos condicionados, estudados por Pavlov, há repetiçãointensidade e clareza dos estímulos à compra, dando-nos a entender que estamos comemorando o renascimento de Cristo. Se não prestarmos atenção, cairemos na armadilha do consumismo exacerbado, dificultando a meditação e a reflexão durante esta data tão especial para a Humanidade.  

O espírito do Natal deve ser entendido como a revivescência dos ensinos de Cristo em cada uma de nossas ações. Não há necessidade de esperarmos o ano todo para comemorá-lo. Se em nosso dia-a-dia estivermos estendendo simpatia para com todos e distribuindo os excessos de que somos portadores, estaremos aplicando eficazmente a “Boa-Nova” trazida pelo mestre Jesus. “Não se pode servir a Deus e a Mamon”. A perfeição moral exige distinção entre espírito e matéria. A riqueza existe para auxiliar o homem no seu aperfeiçoamento espiritual. Se lhe dermos demasiado valor, poderemos obscurecer nossa iluminação interior. Útil se torna, assim, conscientizarmo-nos de que somos usufrutuários e não proprietários dos bens terrenos.  

Um conquistador diferente. A história está repleta de conquistadores: Sesóstris, em seu carro triunfal, pisando escravos e vencidos, em nome do Egito sábio; Nabucodonosor, arrasando Nínive e atacando Jerusalém; Alexandre, à maneira de privilegiado, passa esmagando cidades e multidões; Napoleão Bonaparte, atacando os povos vizinhos. A maioria desses homens fizeram as suas conquistas à custa de punhal e veneno, perseguição e força, usando exército e prisões, assassínio e tortura.

“Tu, entretanto, perdoando e amando, levantando e curando, modificaste a obra de todos os déspotas e legisladores que procediam do Egito e da Assíria, da Judéia e da Fenícia, da Grécia e de Roma, renovando o mundo inteiro. Não mobilizaste soldados, mas ensinaste a um punhado de homens valorosos a luminosa ciência do sacrifício e do amor. Não argumentaste com os reis e com os filósofos; entretanto, conversaste fraternalmente com algumas crianças e mulheres humildes, semeando a compreensão superior da vida no coração popular”. (Xavier, 1978, cap. 49, p. 261) 

Natal espírita. Na noite em que o mundo cristão festeja a Natividade do Menino Jesus, os espíritas devem se lembrar de comemorar o nascimento da Doutrina Espírita, entendida como a terceira revelação, um novo marco no desenvolvimento espiritual da humanidade, em que todos os problemas, todas as dúvidas, todas as dores serão explicadas à luz da razão e do bom senso.

Fonte de Consulta

ESTADO DE SÃO PAULO. 21/12/1996

XAVIER, F. C. Roteiro, pelo Espírito Emmanuel. 5. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1980.

XAVIER, F. C. Pontos e Contos, pelo Espírito Irmão X. 4. ed., Rio de Janeiro: FEB, 1978.

05 outubro 2005

Natal e Propaganda

Natal — do lat. natale, relativo ao nascimento; dia em que se comemora o nascimento de Cristo (25 de dezembro). Propaganda — publicidade de bens e serviços através dos meios de comunicação, principalmente a televisão.

repetição, a intensidade e a clareza dos estímulos de propaganda têm o objetivo de criar no consumidor um "reflexo de compra". Embora as condições sejam diferentes, segue as mesmas regras estabelecidas por Pavlov na criação de "reflexos condicionados". Fazendo coincidir várias vezes um sinal luminoso com a apresentação de alimento ao cão, Pavlov observa que, após a repetição de muitas experiências, provocam-se emissão de suco gástrico mediante a simples exposição do sinal luminoso.

Papai Noel, símbolo do Natal, é usado pelos comerciantes, a fim de incrementar as vendas dos seus produtos no final de cada ano. O espírito do natal, segundo a propaganda, está relacionado com a fartura da mesa, a quantidade de brinquedos e outros produtos que o consumidor possa ter em seu lar. Será esse o verdadeiro espírito do natal? Qual é esse espírito?

espírito do natal deve ser entendido como a revivescência dos ensinos de Cristo em cada uma de nossas ações. Não há necessidade de esperarmos um ano para comemorá-lo. Se em nosso dia-a-dia estivermos estendendo simpatia para com todos e distribuindo os excessos de que somos portadores, estaremos aplicando eficazmente a "boa nova" trazida pelo mestre Jesus.

"Não se pode servir a Deus e a Mamon", diz o Evangelho. A perfeição moral exige distinção entre espírito e matéria. As riquezas existem para auxiliar o homem no seu aperfeiçoamento espiritual. Se lhes dermos demasiado valor, poderemos obscurecer nossa iluminação interior. Útil se torna, conscientizarmo-nos de que somos usufrutuários e não proprietários dos bens terrenos, se quisermos penetrar na profundidade das máximas deixadas pelo Cristo.

Observemos, ponderemos e analisemos o teor das propagandas televisivas. Um comportamento refletido nos ensinos de Cristo estimula-nos a despender esforços constantes, a fim de renunciarmos ao desordenado desejo de possuir. Vençamos o egoísmo e o orgulho, se quisermos usufruir da felicidade plena e perene.

&&&

Papai Noel (c. 300 d.C.) [São Nicolau]

Patrono tradicional do Natal, conhecido como portador de presentes para crianças

A figura de Papai Noel, o velhote benevolente que viaja ao redor do mundo na véspera de Natal doando presentes para as crianças boas (e, se os seus pais dizem a verdade, carvão para as más), teve origem na lenda de São Nicolau, o bispo católico romano de Mira (270-345 d.C.), na Lícia (atual Turquia). Com o passar do tempo a lenda dos dotes combinadas com elementos do deus nórdico Odin e contos folclóricos nórdicos de um mágico que premia as crianças más e recompensa as boas com presentes, levou à caracterização de São Nicolau como a figura que conhecemos atualmente. O nome do santo foi modificado para Santa Clauss em países da língua inglesa.

Papai Noel é invariavelmente representado como um homem grande, velho e com uma barba branca, vestindo um casaco vermelho com colarinho e barbas brancas, um chapéu vermelho e um cinto e botas pretas. Essa representação se originou em imagens desenhadas pelo cartunista Thomas Nast para a Harper’s Weekly em 1863. Uma tradição que começou em 1822 com um poema de Clement Clarke Moore “Uma visita de São Nicolau” coloca Papai Noel residindo no Polo Norte (acredita-se que a região era habitada por Odin). Também é dito que ele vive na companhia de elfos (na mitologia nórdica, elfos são espíritos ancestrais) que passam o ano montando brinquedos.

A popularidade de Papai Noel continua em alta. Ele é protagonista de inúmeros filmes, canções e comerciais com temas natalinos.

ARP, Robert (Editor). 1001 Ideias que Mudaram a Nossa Forma de Pensar. Tradução Andre Fiker, Ivo Korytowski, Bruno Alexander, Paulo Polzonoff Jr e Pedro Jorgensen. Rio de Janeiro: Sextante, 2014.