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17 julho 2025

As Três Peneiras

Conta-se que certa vez um amigo procurou Sócrates, o célebre filósofo grego, desejando contar-lhe algo sobre a vida de outro amigo comum.

— Quero contar-te algo sobre o nosso amigo Andréas que vai deixar-te boquiaberto.

— Espera — interrompeu o filósofo — passaste o que vais dizer pelas três peneiras.

— Três peneiras? Espantou-se o interlocutor.

— Primeira peneira: a coisa que me contarás é verdade?

— Eu assim creio, pois me foi contada por alguém de confiança — diz o amigo...

— Bem! Alguém te disse... Vejamos a segunda peneira: a coisa que pretendes me contar é boa?

O outro hesitou, resfolegou e respondeu:

— Não exatamente...

Sócrates continuou sua inquirição:

— Isso começa a me esclarecer. Verifiquemos a terceira peneira, que é a prova final: o que tinhas a intenção de me contar é de utilidade tanto para mim como para o nosso amigo Andréas e para ti mesmo?

— Não, não e não.

— Então, caro amigo, disse Sócrates, a coisa que pretendias me contar não é certamente verdadeira, nem boa, nem útil; assim sendo, não tenho a intenção de conhecê-la e aconselho-te a não mais procurar veiculá-la.

A cada dia somos alvo de pessoas com grande desejo de nos contar coisas a respeito dos outros.

Devemos procurar fazer o teste das três peneiras gregas:

— É verdade? É bom? É útil?

Caso negativo, devemos simplesmente evitar que sejamos parte integrante nas bisbilhotices e nos mexericos de pessoas ávidas de “novidades” sobre a vida alheia.

 

17 janeiro 2019

Opressão

Opressão é a imposição injustificável de um fardo a alguém ou a um grupo, mediante a interferência nos seus poderes, interesses e oportunidades. Opressor é aquilo ou aquele que impõe força sobre o mais fraco, que causa opressão. Opressão social é quando uma pessoa é alvo de humilhação por parte da sociedade ou de um determinado grupo. Opressão espiritual refere-se ao demônio que age sobre o indivíduo, fazendo com que este seja completamente dominado por ele.

Há vários tipos de opressões / opressores. Se passarmos os olhos pela história da humanidade, poderemos verificar os vários casos relatados. Na Idade Média, por exemplo, o Senhor Feudal exercia um poder sem limites sobre os vassalos. Observe as investidas do arianismo, ou seja, a obsessão pela raça pura implantada por Hitler na Alemanha. Hoje, temos o machismo, o racismo e, também, o feminismo.

A teoria da luta de classes, defendida por Karl Marx e Friedrich Engels no Manifesto do Partido Comunista, expressa o pensamento desses autores sobre a relação que há entre o opressor e o oprimido. Opressor é quem domina os meios de produção; oprimido, o proletariado. Por esta razão, Marx propõe a luta de classes, ou seja, o trabalhador, o explorado tem que pegar em armas e lutar contra o seu explorador, o patrão, o capitalista, para se libertar do jugo da mais-valia (parte do valor da força de trabalho dispendida por um determinado trabalhador na produção e que não é remunerado pelo patrão).

O jugo é a sujeição imposta pela força ou autoridade, uma espécie de opressão. Daí o consolo do Cristo para os cansados e oprimidos. Ele diz: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve". (Mateus, 11: 25-26; 28-30)

Na pergunta 806 - Que pensar daqueles que abusam da superioridade da sua posição social para oprimir o fraco, em seu proveito? - de O Livro dos Espíritos, os Espíritos respondem que estes merecem o anátema. Ai deles! Serão oprimidos, ao seu turno, e renascerão numa existência em que sofrerão tudo o que fizeram sofrer.

Quais seriam, então, os males mais numerosos? São os que o homem cria pelos seus vícios, os que provêm do seu orgulho, do seu egoísmo, da sua ambição, da sua cupidez, de seus excessos em tudo. Aí a causa das guerras e das calamidades que estas acarretam, das dissenções, das injustiças, da opressão do fraco pelo forte, da maior parte, afinal, das enfermidades.



03 outubro 2011

Conduta Espírita

A conduta espírita pode ser entendida como o comportamento do espírita ante as diversas situações do seu dia-a-dia. Em se tratando de uma Casa Espírita, lembremo-nos de que “da conduta dos indivíduos depende o destino das organizações”.

O Espírito André Luiz, no livro Conduta Espírita, traça-nos um roteiro eficaz para um exímio comportamento nas mais diversas ocasiões, dentro e fora de uma Casa Espírita. Em sua mensagem ao leitor, ele diz: “Rogamos que não se veja em nossos apontamentos esse ou aquele propósito de culto às convenções do mundo exterior, nem teorização de disciplinas superficiais”. Seu objetivo é ajudar o aperfeiçoamento do indivíduo, no caso, o adepto do Espiritismo.

Eis algumas sugestões interessantes:

Comportamento do dirigente de reuniões doutrinárias: observar rigorosamente o horário das sessões; ser assíduo; esquivar-se de realizar sessões inopinadamente; evitar excessiva credulidade; não se prevenir contra pessoas ou assuntos; impedir, sem alarde, pessoas alcoolizadas no ambiente; desaprovar o emprego de rituais, imagens ou símbolos de qualquer natureza; fugir de julgar-se superior somente por estar na cabina de comando.

Comportamento do médium: não se supor detentor de missões extraordinárias; reconhecer-se humilde portador de tarefas comuns; vencer os imprevistos que lhe possam impedir o comparecimento às reuniões; preparar-se interiormente para as sessões mediúnicas; nos trabalhos mediúnicos, evitar a respiração ofegante, gemidos, gritos e contorções; silenciar todo o prurido de evidência pessoal.

Comportamento no Templo Espírita: entrar pontualmente no recinto, sem provocar alarido ou perturbações; evitar bocejos e tosses bulhentas; não provocar aplausos; privar-se dos primeiros lugares no auditório; acostumar-se a não confundir preguiça ou timidez com humildade; desaprovar a conservação de retratos e quadros nos recintos das reuniões.

Observe também: o comportamento nas Obras Assistenciais, na Tribuna, perante os profitentes de outras religiões, diante dos Espíritos Sofredores, do fenômeno mediúnico, perante a Doutrina Espírita etc. 

Fonte de Consulta

VIEIRA, Waldo. Conduta Espírita. Pelo Espírito André Luiz. Rio de Janeiro: FEB, 1981.