09 maio 2012

Adoção e Espiritismo


Adoção. Do latim adoptio, do verbo adoptare, escolher, adotar. Dir. Ato jurídico que cria entre duas pessoas vínculo de parentesco civil semelhante ao da paternidade e filiação legítimas. É o ato de tomar o filho do outro como sendo seu. Em se tratando do Código Civil, os artigos 134 e 375 lembram-nos de que só os maiores de trinta anos podem adotar e o adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho que o adotado. Diz-nos, também, que ninguém pode adotar, sendo casado, senão decorridos cinco anos após o casamento.

A responsabilidade moral do casal que adota um filho obriga seus cônjuges a dispensar amor, educação e cuidados aos filhos adotivos, como se eles fossem nascidos daqueles que o adotaram.

Os dois lados da mesma moeda. Pais entregam seus filhos para serem adotados por não poderem sustentá-los adequadamente; outros não são casados e preferem não criar o filho. Casais adotam filhos por causa da impossibilidade de ter filhos. No Brasil, um casal sem filhos há mais de cinco anos pode adotar uma criança. Em alguns lugares existem leis que proíbem que a identidade dos pais verdadeiros seja revelada, e vice-versa.

Para a psicóloga Márcia Fuga, a impossibilidade de ter filhos biológicos gera, no casal, o desejo de adotar uma criança, pois o filho traz a sensação de valorização, a oportunidade de produzir coisas boas, de poder trocar afeto. Quando o casal aventa a possibilidade de adotar uma criança, aí começa a gestação emocional, que é toda a preparação psicológica para trazer ao lar um ser de outro casal.

Em se tratando do Espiritismo, o Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, diz-nos que o corpo procede do corpo, mas o Espírito, não. Eis aí uma forte razão para se adotar uma criança. Espiritismo ensina-nos, também, que todos somos filhos de um mesmo Pai. Não somos donos nem do nosso próprio corpo. Por isso, o espírita que se propõe a adotar uma criança deverá dar-lhe a mesma educação e os mesmos cuidados que dispensaria ao seu filho natural.

Ao se adotar uma criança, vem à mente se não é dívida do passado. Isso pode ocorrer, porque o acaso não existe: pais abandonam seus filhos; maltratam-se reciprocamente; provocam aborto... Tudo isso fica registrado na contabilidade divina, e que deverá ser ressarcido. O que não podemos é admitir que toda adoção é dívida do passado. Podemos também fazê-lo por um gesto de amor incondicional, para o engrandecimento de nossa alma.

Tendo condições morais e financeiras, adotemos uma criança, dando-lhe educação adequada, procurando desviá-la da porta larga das drogas e do crime.  

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