24 agosto 2012

Situação Inesperada: Teste para o nosso Equilíbrio


Quando menos esperamos, surge uma dificuldade em nossa vida. Perguntamos: como isso pode acontecer comigo? O que eu fiz? É dívida do passado? É prova?  É expiação? Será que Deus se esqueceu de mim? O inesperado ocorre com mais frequência do que o esperado. Se tivéssemos esperado, possivelmente a ocorrência não produziria tanto impacto. O que seria de nossa evolução sem os contratempos? Como exercitaríamos a virtude se não aparecesse o vício? De qualquer maneira, cabe-nos manter o equilíbrio físico e espiritual.

Em meio ao fogo cerrado, convém refletirmos sobre nossa reação. Se simplesmente reagimos a um fato, a um problema, não estamos vivenciando plenamente aquele momento. Em quaisquer situações, devemos manter o domínio do leme. Nesse caso, convém destacar que é preciso agir e não reagir. A reação mostra que somos escravos da opinião alheia. O correto é tomarmos consciência do ocorrido e agir segundo os ensinamentos morais do Evangelho.

Observe a seguinte história: uma dada mulher era tida como exemplar, pois na infância obedeceu aos pais, na escola obedeceu aos mestres, quando se casou, obedeceu ao marido, depois aos filhos. Num dado momento de sua vida, sente uma vontade imensa de se matar, mas ouve um sonoro NÃO de Deus. A partir daí começou a dizer não a tudo o que não fosse essencial ao seu projeto de vida. Essa mudança de atitude causou estranheza aos que estavam acostumados com a sua cega obediência.

Em vista disso, deixemos as pessoas e não guardemos ressentimento de espécie alguma. Ninguém nos deve nada, nem mesmo desculpas. O problema não está no outro, mas em nossa avaliação do ocorrido. Para os indiferentes, tudo é normal, inclusive pisar os seus semelhantes. Contudo, para aquele que já adquiriu conhecimentos superiores, o menor dos males ressoa imediatamente em sua consciência, como uma espécie de remorso.

Relanceemos o olhar sobre nós e guardemo-nos de julgar as ações alheias. Reflitamos, também, sobre duas frases de Thomas A. Kempis: “Se Deus fora sempre o único objetivo dos nossos desejos, não nos perturbaria tão facilmente qualquer opinião ao nosso parecer”. “Aquilo que o homem não pode emendar em si mesmo ou nos demais, deve ele tolerar com paciência, até que Deus disponha de outro modo. Considera que talvez seja melhor assim, para provar tua paciência, sem a qual não têm grande valor nossos méritos”.

Evitemos que o ressentimento penetre em nossos pensamentos. Lembremo-nos da frase: “Estar com Deus, mesmo que seja no inferno, é estar no paraíso”.

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