26 agosto 2014

Tragédia e Fatalidade

"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." (Platão)

Tragédia pode ser entendida como um fato real que aconteceu ou que irá acontecer, a qual é muito ruim e que nunca será esquecida. Seus sinônimos são: adversidade, calamidade, catástrofe, infortúnio. Exemplo: queda das Torres Gêmeas, nos Estados Unidos. Fatalidade é a qualidade do que é fatal. Acontecimento funesto marcado pelo destino ou fado. Aquilo que não se consegue evitar. Consequência desastrosa de algum acontecimento.

Aristóteles define a tragédia como a “Imitação de acontecimentos que provocam piedade e terror e que ocasionam a purificação dessas emoções”. (Poét., 6 1449 b 23) Pode-se dizer que as situações que provocam “piedade e terror” são aquelas em que a vida ou a felicidade de pessoas inocentes é posta em perigo, em que os conflitos não são resolvidos ou são resolvidos de tal modo que determinam “piedade e terror” nos espectadores.

Allan Kardec, na pergunta 851 de O Livro dos Espíritos, ensina-nos que a fatalidade existe no tocante à escolha feita pelo Espírito antes de reencarnar, ou seja, passar por determinadas provas físicas. Ceder ou resistir à prova depende do seu livre-arbítrio.

Nas questões subsequentes, que vão até o número 867, explica-nos:

No caso de a desgraça estar sempre no caminho de uma pessoa. Pode ser o resultado das escolhas feitas pelo Espírito antes de reencarnar. No seu verdadeiro sentido, fatal só é o instante da morte.

O ser humano pode impedir os acontecimentos que deviam realizar-se? Sim. Desde que caiba na ordem geral da vida que ele escolheu.

O fato de as pessoas nunca conseguirem êxito na vida não quer dizer que seja fatalidade. Está mais para as escolhas feitas, pois essas pessoas quiseram ser experimentadas por uma vida de decepções.

Fonte de Consulta

KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. Tradução de José Herculano Pires. 14.ed., São Paulo: Feesp, 2010, perguntas 851 a 867.

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