03 setembro 2014

Indiferença

“Quem não vive conforme pensa, acaba por pensar conforme vive.” (P. Bourget)

Indiferença. Os gregos antigos usavam o termo “adiáfora”. Para os cínicos e os estoicos, indiferentes são todas as coisas que não contribuem para a virtude nem para a maldade. Nesse sentido, eram indiferentes à riqueza e à saúde. Para a teologia, o termo "indiferença" – aparentado aos de abandono e abnegação, mas não seu sinônimo – designa a atitude de disponibilidade total perante a vontade divina. Não se trata, portanto, de apatia ou desinteresse.

Ao refletirmos sobre a indiferença, surge a problemática ética de saber se é possível haver atos que não sejam bons nem maus. Em muitos casos, alguns atos aparentam ausência de moral, mas é ilusório. Observe que, quer queiramos ou não, todos os nossos atos são bons ou maus, pois todos os nossos atos implicam relação com a norma moral. Deixar de fazer o bem é fazer o mal. 

No âmbito da Doutrina Espírita, temos: 

Quantos pais não são infelizes porque não combateram desde o princípio as más tendências de seus filhos? Mais tarde, quando sentem a ingratidão deles, sofrem o que semearam. 

A indiferença como fator positivo. A resignação ante as vicissitudes da vida dão ao espírito confiança e serenidade quanto ao futuro. É o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio

A principal virtude de nossa época é o desenvolvimento intelectual. O principal vício é a indiferença moral.

O Espiritismo nos faz ver as coisas do alto. Implica uma diminuição da importância dos problemas terrenos. Com isso, elimina a ideia de abreviarmos a nossa existência, entendendo que o Espírito é imortal e, mesmo cometendo o suicídio, continua vivo no além-túmulo. 

Quando não cultivamos a verdadeira fraternidade, temos como consequência a ausência do amor. Quando somos impermeáveis ao bem, tornamo-nos representantes do mal.

A importância do outro na nossa evolução espiritual. Nós sempre precisamos do nosso próximo. Tanto para ensinar como para aprender. Os que aprendem alguma coisa valem-se dos que já passaram e não seguem além se não há interesse de seus contemporâneos.

Fonte de Consulta

Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura

KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984.




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