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02 dezembro 2021

Sobre as Artes em Geral. Sua Regeneração pelo Espiritismo

Sobre as Artes em Geral. Sua Regeneração pelo Espiritismo é um tópico do livro Obras Póstumas de Allan Kardec, incluindo a "Teoria do Belo", a "Música Celeste" e a "Música Espírita".

Anotemos:

Quando nossas atividades dizem respeito somente à matéria, as aspirações pelo belo e até pela esperança além-túmulo sofre uma paralisação.

A decadência das artes é o resultado da concentração das ideias sobre as coisas materiais. Deixa-se em segundo plano a fé e a crença na espiritualidade do ser.

O Espiritismo abre à arte um campo novo, pois às preocupações materiais e efêmeras da vida presente, anteporá o estudo da vida futura e eterna da alma.

O belo é um conceito difícil. Exemplo: os negros julgam-se mais belos que os brancos e vice-versa.

A perfeição da forma é consequência da perfeição do Espírito.

O rosto é o espelho da alma. Esta verdade, tornada axiomática, explica o fato vulgar de desaparecerem certas fealdades ao reflexo das qualidades morais do Espírito, e a preferência muitas vezes de uma pessoa feia, dotada de eminentes qualidades, à que não tem senão a beleza plástica.

Só há uma beleza e uma perfeição: é Deus. Fora dele, tudo o que decoramos com aquele título, não passa de pálido reflexo do belo único: uma forma harmoniosa das mil e uma harmonias da criação.

A harmonia, a ciência e a virtude são as três grandes concepções do Espírito: a primeira enleva-o, a segunda esclarece-o, a terceira eleva-o. Quem as possui em sua plenitude tem a pureza que resulta da união das três.

O Espiritismo, moralizando os homens, exercerá necessariamente grande influência na música. Há de produzir mais compositores virtuosos, que comunicarão as virtudes por meio das composições.



18 maio 2019

Beleza e Espiritismo

Beleza. O que agrada universalmente. Tudo o que produz no homem um sentimento particular chamado emoção estéticaO conceito do belo, do verdadeiro e do bom não podem ser reduzidos um ao outro, nem a um terceiro. O belo é concernente ao sentimento; o verdadeiro, ao intelecto; o bom, à vontade. A beleza pertence à subjetividade do espírito, embora algumas pessoas queiram colocá-la no âmbito da objetividade.

Platão compara a beleza ao amor, o qual se caracteriza pela insuficiência, ou seja, amamos algo que desejamos e não o temos. Plotino afirma que a beleza é elevação da alma. Acha que a arte é o esplendor da inteligência, que transparece no sensível. Kant distingue o sensório do prazer estético propriamente dito. Schelling pensa que a arte é simultaneamente objeto concreto e produto do espírito. Nietzsche vê a criação artística como a polaridade do espírito apolíneo e do espírito dionisíaco. O primeiro, baseado nas formas, exprime-se nas artes plásticas; o segundo, ilimitado, e que conduz o indivíduo à saída de si mesmo, só a música e o vinho podem dar. (Nicola, 2005)

Em religião, fala-se do "demônio da beleza". Tudo o que é humano se deforma. O “demônio da beleza” enfeitiça o ser humano. A beleza é uma espécie de adoração, reflexo da harmonia universal. A beleza feminina é tentação para desviar o homem de sua missão. Exemplos: Sansão é seduzido e traído pela esposa; Betsabeia arrasta David para o adultério e o crime; apesar de sua sabedoria, Salomão incorreu na idolatria, cativado pela beleza de mulheres estrangeiras.

A beleza no Espiritismo pode ser vista:

a) A modificação da forma. No que tange à forma do corpo, a beleza evoluiu sensivelmente. “A forma dos corpos se modificou em sentido determinado e segundo uma lei, à medida que o ser moral se desenvolveu, o ser físico também”. Assim sendo, à medida que os instintos materiais se depuram e dão lugar aos sentimentos morais, o envoltório material, que já não se destina à satisfação de necessidades grosseiras, toma forma cada vez menos pesada, mais delicada, de harmonia com a elevação e a delicadeza das ideias.

b) O Semblante é o espelho da alma. “O semblante é o espelho da alma. Esta verdade, que se tornou axioma, explica o fato vulgar de desaparecerem certas fealdades sob o reflexo das qualidades morais do Espírito e de, muito amiúde, preferir-se uma pessoa feia dotada de eminentes qualidades a outra que apenas possui a beleza plástica. É que semelhante fealdade consiste unicamente em irregularidades da forma, mas sem excluir a finura dos traços, necessária à expressão dos sentimentos delicados”.

c) A Superioridade Moral do Espírito. Conforme o ser vai se depurando moral e intelectualmente, suas formas vão se tornando mais belas e mais harmoniosas. Nesse sentido, Allan Kardec sintetiza este tema nos seguintes dizeres: 1) que o tipo da beleza consiste na forma mais própria à expressão das mais altas qualidades morais e intelectuais: 2) que, à medida que o homem se elevar moralmente, seu envoltório se irá avizinhando do ideal da beleza, que é a beleza angélica. (Kardec, 1975, Teoria da Beleza).

O Espiritismo mostra-nos o porvir sob uma luz nova e mais ao nosso alcance. Por ele, a felicidade está mais perto de nós, está ao nosso lado, nos Espíritos que nos cercam e que jamais deixaram de estar em relação conosco.

Bibliografia Consultada

KARDEC, A. Obras Póstumas. 15. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1975.

NICOLA, Ubaldo. Antologia Ilustrada de Filosofia: das Origens à Idade Moderna. Tradução de Margherita De Luca. São Paulo: Globo, 2005.

Compilação: https://sites.google.com/view/temas-diversos-compilacao/beleza