17 janeiro 2019

Opressão

Opressão é a imposição injustificável de um fardo a alguém ou a um grupo, mediante a interferência nos seus poderes, interesses e oportunidades. Opressor é aquilo ou aquele que impõe força sobre o mais fraco, que causa opressão. Opressão social é quando uma pessoa é alvo de humilhação por parte da sociedade ou de um determinado grupo. Opressão espiritual refere-se ao demônio que age sobre o indivíduo, fazendo com que este seja completamente dominado por ele.

Há vários tipos de opressões / opressores. Se passarmos os olhos pela história da humanidade, poderemos verificar os vários casos relatados. Na Idade Média, por exemplo, o Senhor Feudal exercia um poder sem limites sobre os vassalos. Observe as investidas do arianismo, ou seja, a obsessão pela raça pura implantada por Hitler na Alemanha. Hoje, temos o machismo, o racismo e, também, o feminismo.

A teoria da luta de classes, defendida por Karl Marx e Friedrich Engels no Manifesto do Partido Comunista, expressa o pensamento desses autores sobre a relação que há entre o opressor e o oprimido. Opressor é quem domina os meios de produção; oprimido, o proletariado. Por esta razão, Marx propõe a luta de classes, ou seja, o trabalhador, o explorado tem que pegar em armas e lutar contra o seu explorador, o patrão, o capitalista, para se libertar do jugo da mais-valia (parte do valor da força de trabalho dispendida por um determinado trabalhador na produção e que não é remunerado pelo patrão).

O jugo é a sujeição imposta pela força ou autoridade, uma espécie de opressão. Daí o consolo do Cristo para os cansados e oprimidos. Ele diz: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve". (Mateus, 11: 25-26; 28-30)

Na pergunta 806 - Que pensar daqueles que abusam da superioridade da sua posição social para oprimir o fraco, em seu proveito? - de O Livro dos Espíritos, os Espíritos respondem que estes merecem o anátema. Ai deles! Serão oprimidos, ao seu turno, e renascerão numa existência em que sofrerão tudo o que fizeram sofrer.

Quais seriam, então, os males mais numerosos? São os que o homem cria pelos seus vícios, os que provêm do seu orgulho, do seu egoísmo, da sua ambição, da sua cupidez, de seus excessos em tudo. Aí a causa das guerras e das calamidades que estas acarretam, das dissenções, das injustiças, da opressão do fraco pelo forte, da maior parte, afinal, das enfermidades.


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