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25 junho 2021

Mensagem aos Médiuns

O Espírito Emmanuel, no capítulo 11 - "Mensagem aos Médiuns", do livro Emmanuel, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, exorta a todos os que se entregaram na Terra à missão da mediunidade, dando nos conta que em nossa época esse posto é de renúncia, de abnegação e de sacrifícios espontâneos. Desdobra-se em:

Vigiar para vencer. Como a Terra ainda é um orbe de sombras e de lágrimas, toda a tentativa para a  divulgação da verdade, esbarra com poder das trevas. Por isso, há inúmeras tentações que se infligem nos seres humanos, principalmente os médiuns. Para que estes não sucumbam ao poder do maligno, urge acionar, imperiosamente, os verbos vigiar e orar. 

Quem são os médiuns na sua generalidade. Estes não são os missionários; são, pelo contrário, aqueles indivíduos que fracassaram desastradamente, distanciando-se das leis divinas, e que resgatam, sob o guante do sofrimento, o passado obscuro e delituoso. Muitos deles tombaram dos cumes sociais, pelos abusos do poder, da autoridade, da fortuna e da inteligência, e que regressam ao orbe para resgatar aquelas almas que desviaram da senda do progresso. 

As oportunidades de sofrimento. Em muitas existências dos médiuns, observa-se romances dolorosos, vidas amarguradas e dificuldades sem conta. Nesse sentido, é necessário que reconheçam este sofrimento como uma oportunidade valiosa que a Providencia lhes oferece para que readquiram a saúde dos seus organismos espirituais, enfraquecidos nos excessos do vinho sinistro, dos vícios diversos e do despotismo. 

Necessidade de exemplificação. Todo o médium sincero deve identificar-se com os padrões evangélicos idealizados por Jesus. Entre os ensinamentos, salientamos a afirmação do Mestre: "Dai de graça o que de graça receberdes". Deve, assim, evitar os ambientes nocivos e viciosos. Por outro lado, não deve encarar a mediunidade como dom ou como privilégio, mas uma oportunidade bendita de reparar erros de outras épocas. 

O problema das mistificações. Ninguém está isento de erros e paixões, bem como das investidas das mistificações. Tendo o Evangelho de Jesus no coração, poderá amenizar esses problemas, pois o que conta é a intenção de seguir a verdade e praticar ininterruptamente o bem ao próximo. O médium deve,  assim, permanecer na fé, na esperança e na caridade ensinada por Jesus. 

Apelo aos médiuns. "É preferível viver na maior das provações a cairdes na estrada larga das tentações que vos atacam, insistentemente, em vossos pontos vulneráveis". Aquele que se apresenta ao mundo espiritual como vencedor de si mesmo é maior do que qualquer dos generais terrenos. 



04 janeiro 2021

Teoria das Manifestações Físicas

"Teoria das Manifestações Físicas" é o título do capítulo IV da Segunda Parte "Das Manifestações Espíritas" de O Livro dos Médiuns de Allan Kardec. Nessa segunda parte, Allan Kardec discorre sobre a ação dos Espíritos sobre a matéria, as mesas girantes, as manifestações visuais, o laboratório do mundo invisível, locais assombrados, bicorporeidade, transfiguração, psicografia etc.  

Os elementos necessários para a explicação da influência do Espírito sobre a matéria podem ser descritos: a natureza dos Espíritos, o perispírito e suas propriedades, o fluido universal, os médiuns... Nosso ponto de partida é o fluido universal que, em nosso mundo, encontra-se modificado para formar a matéria compacta que nos rodeia. A maior simplicidade está naquilo que chamamos de fluido magnético animal.

Algumas questões:

Como um Espírito pode mover um corpo sólido? Combinando uma porção do fluido universal com o fluido que desprende do médium apropriado a esses efeitos.

Qual o grau de evolução dos Espíritos que se prestam a esses fenômenos? Os Espíritos inferiores, pois possuem força física.

Qual o papel do médium nos fenômenos de efeitos físicos? O médium fornece o seu fluido que se combina com o fluido universal do Espírito.

Como o Espírito bate? Com um objeto material? Seu martelo é o fluido combinado que ele põe em ação pela sua vontade, para mover ou bater.

Como são produzidos os ruídos e os sons? Desde que age sobre a matéria, pode agir tanto sobre o ar como sobre a mesa. Quanto aos sons articulados, pode imitá-los como a todos os demais sons.

A ideia central dessa teoria: quando um objeto é movido, erguido ou atirado ao ar, o Espírito não o pegou, não o ergueu nem o atirou como nós o fazemos com as mãos. Ele saturou, por assim dizer, com o seu fluido, combinado com o do médium.

Fonte de Consulta

KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns, Capítulo 4 da Segunda Parte.




09 abril 2015

O Médium e o Intercâmbio

FotoA mediunidade é meio de comunicação com os Espíritos, é um instrumento que necessita de aperfeiçoamento. Por isso, a importância dos cursos nos Centros Espíritas, principalmente os de Educação Mediúnica, bem fundamentados e com bons instrutores, para que os fundamentos doutrinários do Espiritismo sejam comunicados na sua maior pureza.

Hoje, observa-se que o progresso em todos os campos científicos depende em grande medida da capacidade de instrumentalização do ser humano. O que seria da Astronomia se ainda observássemos o espaço com as lunetas de Galileu? E da medicina, sem as imagens computadorizadas? E a comunicação de ideias, sem os recursos da Internet? Do mesmo modo, o médium precisa melhorar o seu instrumento, a sua capacidade de se comunicar com os Espíritos, principalmente calcada na moral elevada, aquela ensinada pelo mestre Jesus. 

Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, fala-nos do processo histórico da mediunidade que, na época, pela falta dos médiuns mais aptos, utilizou os iletrados. Hoje os Espíritos são mais exigentes e, dessa forma, irão procurar os médiuns que têm um arquivo mental mais apropriado ao intercâmbio de suas ideias. A alegação de que o médium iletrado é uma prova da mediunidade não se justifica, pois sabemos que, embora iletrado nesta encarnação, ele vai buscar as informações numa de suas encarnações passadas e, com isso, passar a mensagem.

O bom médium é aquele que se esforça por progredir tanto moralmente quanto intelectualmente. Embora a mediunidade não dependa da moral, urge reconhecer que o médium de moral elevada estará mais apto a se comunicar com os Espíritos superiores. Por essa razão se diz que há a mediunidade com Jesus e mediunidade sem Jesus, ou seja, a mediunidade com Jesus inspira um grau maior de credibilidade. 

No intercâmbio mediúnico, além da necessidade contínua do seu aperfeiçoamento, o médium deve também se precaver dos elogios. Às vezes, provoca-os; outras vezes, recebe-os gratuitamente. De qualquer forma, Lembremo-nos do arrependimento de Allan Kardec: "Mais de uma vez tivemos motivo de deplorar elogios que dispensamos a alguns médiuns, com o intuito de animá-los" (O Livro dos Médiuns, nº 228).

Façamos como Pietro Ubaldi, que buscava sempre elevar-se para entrar em contato com os Espíritos superiores. A sua passividade era uma passividade ativa e não passiva. 

Fonte de Consulta

SOUZA, Elzio Ferreira de (Psicodigitação e notas). Convite à Reflexão, pelo Espírito Deolindo Amorim. São Paulo: Instituto Lachâtre, 2012 (capítulo 13 Instrumentação Mediúnica). 

13 novembro 2009

Percepção Mediúnica

Na Parapsicologia, Rhine criou o termo Percepção Extra-Sensorial (P.E.S.) para designar a percepção de um objeto independentemente dos órgãos do sentido (tato, olfato, paladar, visão e audição). A sua teoria é baseada na função Psi: psigama refere-se aos fenômenos de efeitos inteligentes; psikapa, aos fenômenos de efeitos físicos. Para comprová-los, usa o método estatístico combinado com o cálculo de probabilidade.

percepção mediúnica difere da Percepção Extra-Sensorial, pois é a visão, audição e comunicação com um mundo que não é percebido pelas vias sensoriais do encarnado. Em se tratando da função psigama, da P.E.S., há a comprovação da telepatiaclarividênciapós e retro-cognição, todos fenômenos anímicos. A percepção mediúnica, por seu turno, refere-se à comunicação com Espíritos desencarnados. Nesse caso, convém nos lembramos da definição de mediunidade: faculdade humana, natural na qual se estabelecem as relações entre os Espíritos desencarnados e os homens, em que os últimos são denominados médiuns, intermediários da mensagem.

Para melhor compreendermos a ideia de percepção mediúnica, recordemo-nos de que o espectro eletromagnético, em comprimentos de ondas em metros, varia de 10-14 a 108, sendo que os nossos olhos captam apenas 1/70 desse universo. Os nossos ouvidos, por outro lado, captam o som entre 20 e 20.000 vibrações por segundo. Estes simples dados mostram que há som, luz, energia, vibrações e radiações além de nossa capacidade de percepção. O mesmo se dá no campo mediúnico.

A percepção mediúnica é a captação de conhecimentos que estão além dos nossos sentidos físicos. Por isso, cegos e surdos do mundo físico são capazes de ver e ouvir muito além, porque veem com os olhos do Espírito. A limitação mediúnica, se assim quisermos colocar, depende de nossos próprios recursos, quais sejam intelectuais e morais. É por isso que os Espíritos, tais como Emmanuel, André Luiz, Bezerra de Menezes e outros, estão sempre nos incentivando ao estudo e à mudança comportamental.

As mensagens espíritas, principalmente aquelas encontradas nos livros Fonte VivaVinha de LuzCaminho, Verdade e VidaPão Nosso, de autoria do Espírito Emmanuel, pela pena do médium Francisco Cândido Xavier, são um alimento valioso para esse progresso moral. O Espírito Emmanuel retrata o cristianismo para os dias atuais. Certa feita teceu comentários sobre a solidão. Ele diz: “À medida que te elevas, monte acima, no desempenho do próprio dever, experimentas a solidão dos cimos e incomensurável tristeza te constringe a alma sensível... Em torno de ti, a claridade, mas também o silêncio... Dentro de ti, a felicidade de saber, mas igualmente a dor de não seres compreendido...”

Há, porém, percepção e percepções. Podemos nos sintonizar com os Espíritos de luz ou os Espíritos das trevas. Há ainda os falsos profetas, ou seja, aqueles Espíritos que se apresentam como se fossem de luz, mas estão inseridos numa grande treva. A mensagem de Jesus só não faz sentido para aqueles que não lhe captam o sentido. É como dois estrangeiros tentando se comunicar. A comunicação passa despercebida ou é mal interpretada.

Tenhamos em mente a perfeita conexão com os Espíritos de luz e as trevas não nos visitarão, porque estaremos sob o amparo beneplácito das correntes amorosas do bem.

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Mencionamos apenas estes fatos, entre milhares deles, registrados nos anais das pesquisas psíquicas, para oferecer alguns elementos significativos de comprovação da clarividência através de casos espontâneos, que confirmam as conclusões de laboratório da equipe de Rhine. Tanto a mulher do caso do Prof. Lawrence Jones, quanto a mãe aflita do relato de Flamarion, ou o pintor holandês do caso de Puharich, como a menina Kate Fox só podiam ter visto o que relataram pela visão sem olhos. A telepatia é incapaz de explicar esses casos. Não obstante, como já advertimos, em muitos casos as duas funções, a telepática e a clarividente, agem em conjugação. Para esses casos de percepção global existe a classificação técnica de Fenômenos GESP, ou seja, fenômenos de General Extra Sensory Perception, que em português teria a sigla de PESG, Percepção Extra-Sensória Geral. Rhine criou essa designação em virtude das dificuldades de separar um fenômeno do outro e da conveniência de realizar experimentos de conjugação, que se mostraram mais produtivos. (III  "CV  a visão sem olhos", do livro Parapsicologia Hoje a Amanhã, do Prof. J. Herculano Pires)

 





03 junho 2009

Os Grandes Médiuns

Os grandes médiuns não foram os maiores e nem os melhores. Eram assim cognominados, porque tinham grande capacidade de exteriorizar o ectoplasma que, segundo Richet, é a "expansão fluídica dotada de uma força mecânica inteligente". Submetidos a controles científicos, ganharam notoriedade pessoal, especialmente pelos fenômenos que provocavam: visuais (faíscas, luminosidades etc.); olfativos (vapores odoríferos); táteis (sensação de frio ou calor)

Para a British Society for Psychical Research (Sociedade de Pesquisas Psíquicas Britânica) – S.P.R. britânica –, a experimentação é a via científica de se chegar a uma verdade científica. O rigor era tanto que, se um médium fosse surpreendido em flagrante delito de fraude, era definitivamente excluído das investigações da sociedade.

Vejamos alguns nomes:

Angélique Cottin

A 15 de fevereiro de 1846, uma jovem de quatorze anos de idade, chamada Angélique Cottin, costurava em sua casa de Bouvigny (Orne) quando a mesinha colocada ao seu lado começou a se movimentar sem causa aparente. No dia seguinte, foi a vez de uma pesada colméia e, durante algumas semanas, a simples presença de Angélique parecia imprimir aos objetos mais diversos movimentos mais extravagantes e menos explicáveis.

Margaret e Kate Fox

De acordo com Arthur Conan Doyle, em História do Espiritismo, tradução incorreta do original The History of Spiritualism, os espíritas tomaram a data de 31 de março de 1848 como o começo das coisas psíquicas, porque o movimento foi iniciado naquela data. Reportava-se ao episódio das pancadas e da conversa posterior que as meninas Fox tiveram com o Espírito Charles B. Rosma, um mascate, assassinado naquela casa.

Daí, as seguintes observações:

1) "A história do espiritualismo moderno começou por um caso de assombração" (Léon Denis)

2) "As manifestações da casa mal-assombrada de Hydesville, em 1848, e as tribulações da família Fox que a habitava são conhecidas. Todas as noites algo invisível aí se revelava por barulhos violentos e contínuos, abrindo e fechando porta, agitando móveis, arrancando as cobertas da cama. Mãos frias e rudes agarravam as senhoritas Fox e o teto oscilava sob uma ação desconhecida (...) Os curiosos afluíram; a casa tornou-se insuficiente para conter a multidão vinda de todas as partes. Houve até quinhentas pessoas reunidas para ouvir os barulhos". (Dans L’Invisible: Spiritism et Médiumnité. Paris: Librairie des Sciences Psychiques, 1911, p. 218)

Daniel Dunglas Home

Daniel Dunglas Home (1833-1886) destacou-se pelo seu poder de previsão. Reconheceram-lhe o dom de clarividência, mas a sua faculdade mediúnica residia principalmente no seu poder de deslocar objetos à distância, de proceder à levitação de pesadas mesas e mesmo de seu corpo, de provocar a audição de pancadas, de materializar membros humanos, que os assistentes podiam tocar.

Florence Cook

"É uma das mais estranhas histórias deste século a desta mulher, ao mesmo tempo ideal e real, invisível e visível, material e imaterial, que numerosas testemunhas puderam ver, ouvir e apalpar durante três anos no gabinete e no salão de um homem que ocupa o primeiro lugar mundo científico europeu de hoje". (Mgr. Méric, Revue du Munde Invisible, 15 de fevereiro de 1900, p. 513)

Esta é a opinião referente à narrativa das experiências de William Crookes, realizadas entre 1870 e 1874, com a médium Florence Cook, em que havia a materialização do Espírito Katie King.

"Em 1871, um ‘espírito’, que diz chamar-se ‘Katie King’, dirigiu-se aos vivos valendo-se, para o seu intérprete, de uma mesa giratória ou então de uma mesa falante, à qual se sentou uma jovem de quinze anos, a Srta. Florence Cook. Após haver dado a conhecer a sua existência, o ‘espírito’ se materializou parcialmente em 22 de abril de 1872, logo tomando a aparência de um espectro completo que foi visto, ouvido e tocado". (Amadou, 1966)

Outros Grandes Médiuns: Swedenborg, Edward Irving, Eusapia Paladino…

Grandes Médiuns de 1870 a 1900: H. Foster, Mme d’Esperance, William Eglinton, Stainton Moses

Bibliografia Consultada

AMADOU, Robert. Os Grandes Médiuns. Tradução de Horvanir Alcântara Silveira. São Paulo: Loyola, 1966.