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13 dezembro 2023

Pouco

Notas extraídas de Fonte Viva e Caminho, Verdade e Vida, pelo Espírito Emmanuel

Problema: uma fração de segundo pode complicar-nos por muitos anos.

Atentemos para a brevidade de nossa existência frente a eternidade do Espírito imortal.

“Por um pouco” o administrador dirige o interesse do povo, “por um pouco” o servidor obedece na subalternidade, “por um pouco” o usuário retém o dinheiro, “por um pouco” o infeliz padece privações...

Hitler, Alexandre e Napoleão preferiram os prazeres do poder. Moisés não se deteve a gozar do clima faraônico. Paulo, depois de recobrar a sua visão, não descansou nenhum instante na pregação da boa nova do Cristo.

O pouco mostra-nos a importância dos detalhes. Moderação na alegria e conformação com a tristeza. Quantos são os que reparam a brevidade da vida?

Um pouco de fermento leveda a massa toda. Temos conosco milhares de pensamentos dos outros enquanto os outros absorvem a nossa atuação mental. 

A vida, pouco a pouco, plasma em torno de nós aquilo que desejamos.

Buscar, pouco a pouco, o que pertence a Jesus.

Jesus identificou a fraqueza de Simão Pedro. Todavia, pouco a pouco, instala no coração daquele discípulo a fortaleza espiritual que faria dele o sustentáculo do cristianismo nascente.

A guerra destrói num instante o que a civilização ergueu, pouco a pouco, com o suor de muitos trabalhadores.  

Enquanto o envoltório da carne se corrompe pouco a pouco, a alma imperdível se renova, de momento a momento, para a vida imortal

Eis agora, vós que dizeis amanhã.

A educação do mundo está olvidando, pouco a pouco, os antigos ensinamentos quanto à formação do caráter no lar; a coletividade, porém, será compelida a reajustar seus propósitos.

Muitos dizem eu creio, mas poucos podem declarar “estou transformado”.

Pouca gente conhece a importância da boa execução das coisas mínimas.

Os aprendizes sempre interessados em ensinar aos outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.


 

17 maio 2018

Notas de Rodapé - Um Curso de Filosofia Espírita Comparada

José Herculano Pires alegava sofrer de grafomania, escrevendo dia e noite, e não seguia escolas literárias. Apenas comunicava o que achava necessário da melhor forma possível. Em vista disso, produziu muito conhecimento, que se traduz nas suas 84 obras publicadas. Além disso, organizou e dirigiu cursos de Parapsicologia para os Centros Acadêmicos da Faculdade de Medicina da USP, da Santa Casa de Misericórdia, entre outros. Proferiu muitas palestras espíritas e participou de diversos debates acerca do Espiritismo. 

Destaque: se compilássemos todas as notas de rodapé feitas por José Herculano Pires, ao longo das suas traduções das diversas obras espíritas, teríamos um curso de filosofia espírita comparada.

Eis algumas delas:

P. 615 (L. E.) A lei de Deus é eterna

— É eterna e imutável, como o próprio Deus.
JHP — Por este princípio: "a lei natural é a lei de Deus, eterna e imutável, como Ele mesmo", certos teólogos católicos e protestantes acusam o Espiritismo de doutrina panteísta. O mesmo fizeram com Spinoza, para quem Deus, a substância única é a própria Natureza, mas não no seu aspecto material, e sim nas suas leis.

P. 621 (L. E.) Onde está escrita a lei de Deus

— Na consciência.

JHP — Descartes, na terceira de suas Meditações Metafísicas, declara que a ideia de Deus está impressa no homem "como  marca do obreiro impressa na sua obra". Essa ideia de Deus é inata no homem e o impele à perfeição. Embora as escolas modernas de psicologia neguem a existência de ideias inatas, o Espiritismo sustenta essa existência, através do princípio da reencarnação. Por outro lado, as ideias de Deus, da sobrevivência, do bem e do mal existem e existiram sempre entre todos os povos. A lei de Deus está escrita na consciência do homem como a assinatura do artista na sua obra.

P. 628 (L. E.) — Por que a verdade não esteve sempre ao alcance de todos

— É necessário que cada coisa venha a seu tempo. A verdade é como a luz: é preciso que nos habituemos a ela pouco a pouco, pois de outra maneira nos ofuscaria.

JHP — Os textos sagrados das grandes religiões, como a Bíblia e os Vedas, os sistemas de antigos filósofos, as doutrinas de velhas ordens ocultas ou esotéricas, todos encerram grandes verdades nas suas contradições aparentes.

P. 636 (L. E.) O bem e o mal são absolutos para todos os homens

— O bem é sempre bem e o mal é sempre mal. A diferença está no grau de responsabilidade

JHP — As pesquisas sociológicas deram motivo a uma reavaliação, em nosso tempo, do conceito tradicional de moral. Entendeu-se que a moral é variável, porque o bem de um povo pode ser mal para outro, e vice-versa. A moral relativa é a convencional, enquanto a moral absoluta é a ditada pela aspiração universal do bem, pela Lei de Deus gravada nas consciências.

P. 663 (L. E. ) As preces que fazemos por nós mesmos podem modificar a natureza das nossas provas e desviar-lhes o curso

— Vossas provas estão nas mãos de Deus e há as que devem ser suportadas até o fim, mas Deus leva sempre em conta a resignação.

JHP — Spinoza dizia que "Deus age segundo unicamente as leis de sua natureza, sem ser constrangido por ninguém" (Proposição XVII da "Ética"), e afirmava a impossibilidade do milagre, por ser violação das leis de Deus. Também no tocante aos males individuais, alegava que eles não existiam na ordem geral do Universo.

P. 700 (L. E.)  A igualdade numérica aproximada entre os sexos é um indício da proporção em que eles se devem unir

— Sim, pois tudo tem um fim na Natureza.

JHP — O Espiritismo é teleológico, tanto do ponto de vista físico quanto do ético. Henri Bergson, em L'Évolution Créatrice (Evolução Criadora), desenvolveu a teoria do elã vital, segundo a qual todo o curso da evolução, partindo da matéria mais densa, dirige-se à liberação da consciência no homem, aparecendo este como o fim último da vida na Terra. Essa é a tese espírita da evolução até os limites da vida terrena. Mas o Espiritismo vai além, admitindo a "escala dos mundos", através da qual a evolução se processa no infinito, sempre com a finalidade da perfeição.


01 julho 2015

Doutrina Espírita: Notas Extraídas da Revista Espírita

FotoA Doutrina Espírita oferece-nos a solução possível para diversos fenômenos morais e antropológicos, cuja explicação inutilmente buscamos nas doutrinas conhecidas. Exemplo: simultaneidade de pensamentos, as anomalias de certos caracteres, as simpatias e antipatias, os conhecimentos intuitivos... (p. 5 - R.E. de 1858)