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19 outubro 2019

Resumo Analítico das Obras de Allan Kardec

Florentino Barrera, argentino, pesquisador meticuloso das obras de Allan Kardec, trata, em Resumo Analítico das Obras de Allan Kardec (2003), do histórico de cada obra, suas diversas edições, os comentários recebidos, as traduções feitas para diversos países. Eduardo Carvalho Monteiro, na introdução deste livro, diz: "Estendendo nossa análise, diríamos que ele também apresenta uma visão geral da Codificação, de seus primórdios, de suas consequências para o patrimônio espiritual da humanidade, favorecendo velhos profitentes tanto quanto iniciantes do espiritismo a ter uma macrovisão da Doutrina Espírita".

Além das obras básicas, O Livro dos EspíritosO Livro dos MédiunsO Evangelho Segundo o EspiritismoO Céu e o InfernoA Gênese, analisa, também, Obras PóstumasInstrução Prática sobre as Manifestações EspíritasO Que é o Espiritismo?O Espiritismo em sua Expressão mais SimplesViagem Espírita em 1862Resumo da Lei dos Fenômenos EspíritasAuto-de-Fé de Barcelona, Coleção de Orações Espíritas Extraídas de O Evangelho Segundo EspiritismoCaracteres da Revelação Espírita, Catálogo Racional de Obras que podem Servir para Fundar uma Biblioteca Espírita, Revista Espírita - Jornal de Estudos Psicológicos, Boletim da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, Rivail e Kardec: Duas Obras Distintas.

Notas extraídas do livro:

Concebido em 1855, o texto de O Livro dos Espíritos se distribuía em duas colunas e estava dividido em três livros ou partes e 24 capítulos, 501 perguntas e notas.

Atendendo ao conselho dos Espíritos, reserva o nome dos médiuns para proteger-lhes e evitar os perigos a que foram expostas as irmãs Fox.

Para Canuto de Abreu, a tarefa mediúnica foi realizada por Caroline Baudin, Julie Baudin, Ruth Celine Japhet e Aline Carlotti. Acrescenta o concurso de outros médiuns, tais como, Lecrec, Canu, Clément, para a tarefa de revisão.

A segunda edição de O Livro dos Espíritos traz em sua capa o termo Filosofia Espiritualista e contém os princípios da doutrina espírita sobre imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade, segundo o ensinamento dado pelos Espíritos Superiores com a ajuda de diferentes médiuns. Publicada em 1860, a obra é composta de quatro livros ou partes com 1018 parágrafos numerados.

Pesquisando este livro, o estudioso do espiritismo obterá outras informações valiosas sobre Allan Kardec e todo o processo de codificação da Doutrina Espírita.



02 julho 2008

A Importância dos Livros da Codficação

Doutrina dos Espíritos foi codificada por Allan Kardec, pseudônimo de Hipollyte Léon Denizard Rivail, a partir de 18 de abril de 1857, quando do lançamento de O Livro dos Espíritos. Os seus princípios fundamentais estão expostos nos livros básicos. Para apreendê-la, devemos nos debruçar sobre esses livros.

Os livros da codificação ou o Pentateuco Espírita são: O Livro dos Espíritos (1857), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865), A Gênese (1868). Além desses livros, denominados de obras básicas, há também os que compõem as obras complementares, mediúnicas e não-mediúnicas. José Herculano Pires, Deolindo Amorim, Camille Flammarion e Léon Denis são alguns dos autores não-mediúnicos; Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco e outros são classificados como autores de livros mediúnicos.

Tomando consciência da existência dos livros da codificação, pergunta-se: por qual deles começar? Resposta: O Livro dos Espíritos. Qual a razão? É que O Livro dos Espíritos contém, na sua generalidade, o resumo da Doutrina dos Espíritos. Nele encontraremos perguntas e respostas a respeito da origem do Universo, de Deus, dos Espíritos etc. Há também comentários e explicações sobre os problemas fundamentais de nossa existência: de onde viemos? Para aonde vamos? O que estamos fazendo aqui? O que podemos esperar depois da morte?

Há, para se começar por este livro – O Livro dos Espíritos –, uma razão mais técnica, ou seja, a de que todo o aprendizado deve ser iniciado pela sua generalidade. Ao estudá-lo, entramos em contato com os problemas mais gerais do Espiritismo. É a aplicação prática da regra da leitura de um livro qualquer: primeiro o folheamos por inteiro, analisando o seu conteúdo; depois, vamos nos aprofundando nos tópicos ou capítulos que aguçaram o nosso interesse ou a nossa necessidade.

Debruçarmo-nos sobre as obras básicas da Doutrina Espírita têm as suas recompensas. Em 1.º lugar, aproveitamos o tempo, que poderia estar sendo desperdiçado em outras leituras superficiais. Em 2.º lugar, evitamos o erro da absolutização do relativo, que é tomar a parte pelo todo. Em 3.º lugar, temos a melhor das recompensas, que é a compreensão da dor e do sofrimento. O espírita sincero acaba passando por um paradoxo: muitas vezes está com mil problemas e parece que não tem nenhum.

A Doutrina Espírita existe e está nos livros. Podemos ouvir palestras e comentários dos diversos divulgadores espíritas. Contudo, o Espiritismo só será aprendido eficazmente se cada um de nós se predispor a estar constantemente estudando as obras da codificação.


 

03 outubro 2005

Obras Básicas e Complementares

A Doutrina Espírita deve ser conhecida através do estudo das Obras Básicas e das Complementares. Nosso propósito é apresentá-las de forma sucinta e objetiva.

As Obras Básicas, também, cognominadas de Pentateuco Espírita, compõem-se dos seguintes livros : O Livro dos Espíritos (1857), O Livro dos Médiuns - ou Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores (1861), O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno - ou Justiça Divina Segundo o Espiritismo (1865) e A Gênese - os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo (1868).

As Obras Complementares, que dão extensão às Obras Básicas, são de cunho mediúnico e não mediúnico. Entre as não mediúnicas, citam-se os escritos de Gabriel Delanne, Leon Denis, Camile Flammarion, J. Herculano Pires, Edgar Armond e outros. Entre as obras mediúnicas, estão os livros psicografados por Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco e outros.

A literatura espírita, sendo vasta e diversificada, acarreta dificuldade na escolha de bons livros para pesquisa. Do ponto de vista doutrinário, as Obras Básicas e as dos autores encarnados têm preferência. Os romances mediúnicos são classificados num segundo plano de importância. As mensagens estariam em terceiro lugar. Essa escala de valores não deve ser rígida, visto cada Espírito estar num nível de evolução espiritual distinto, requerendo, portanto, alimentos espirituais diferenciados.

O contato inicial com a Doutrina dos Espíritos pode ser feito aleatoriamente, ou seja, via dor, via leitura de um romance, ou mesmo por intermédio de uma mensagem que nos caia nas mãos. O despertamento para a realidade espiritual pode vir de mil formas. Importa, uma vez inteirado de que o Espiritismo é uma vivência válida para nossa vida, estudá-lo de forma racional.

Os livros espíritas podem ser encontrados nas livrarias e nas bibliotecas. Se nossas escolhas se prenderem somente aos romances mediúnicos, ou às mensagens espirituais, não estaremos absorvendo os fundamentos básicos da Doutrina, portanto criando um viés em nosso modo de pensar. Urge reconhecer que o Espiritismo é uma filosofia científica de consequências morais. Atendamos, pois, aos três aspectos de nossa doutrina.