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05 janeiro 2021

Egoísmo e Orgulho

"Egoísmo e Orgulho: suas causas, efeitos e meios de destruí-los" é o subtítulo de "Questões e Problemas" do livro Obras Póstumas de Allan Kardec. Os outros assuntos são: as expiações coletivas, liberdade, igualdade e fraternidade, as aristocracias, os desertores e breve resposta aos detratores do Espiritismo.

A maior parte das misérias da vida provém do egoísmo, ou seja, das pessoas que só pensam em si mesmas. Daí, o antagonismo social, lutas, conflitos e misérias. Onde, porém, encontrar a origem do egoísmo? No orgulho. O orgulho e o egoísmo assentam-se no instinto de conservação. É a malversação deste instinto que provoca o egoísmo e orgulho.

A felicidade não combina muito bem com o egoísmo e o orgulho. Nós só seremos felizes se formos imbuídos do sentimento de benevolência, indulgência e condescendência reciproca. Allan Kardec, neste tema, afirma-nos que não basta proclamar o reino da felicidade, é imperioso destruir as causas, ou seja, o orgulho e o egoísmo.

Urge fazermos com que a exceção (virtude) vire regra. Para tanto, envidemos todos os esforços para destruir as causas do orgulho e do egoísmo. Dentre essas causas, há aquela que diz respeito à falsa ideia que o ser humano faz de sua natureza, de seu passado e de seu futuro.

A identificação da vida futura é sumamente importante. A efemeridade da vida presente se abre ao esplendor da vida futura. Ao lado da crença em Deus e na perspectiva da vida futura, é preciso ver o passado para se fazer uma ideia justa do presente. 

O Espiritismo é a chave da felicidade, pois seus princípios minam o egoísmo e o orgulho pela base, dando um ponto de apoio à moral.

Fonte de Consulta

KARDEC, Allan. Obras Póstumas, página 188.

Compilaçãohttps://sites.google.com/view/temas-diversos-compilacao/ego%C3%ADsmo-e-orgulho

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"... A consequência inevitável disso é o crescimento do egoísmo entre as pessoas. Faz parte da própria natureza do egoísmo ver as coisas fora de proporção: o “eu” se torna dominante e o mundo inteiro é distorcido. Mais uma vez estamos diante da alienação em relação à realidade. Nenhum homem que conheça a si mesmo em seus relacionamentos ab extra pode ser um egoísta. Mas aquele que é cônscio apenas de seu “eu” sofre de um verdadeiro desarranjo mental. Como disse Platão: “Na verdade, o excessivo amor de si é em cada homem a fonte de todas as ofensas; pois o amante fica cego em relação ao amado, de modo que julga erroneamente o justo, o bem e o honrável e crê que deve sempre preferir seu próprio interesse à verdade”. Portanto, o ensimesmamento é um processo que tira uma pessoa da realidade “real” e, portanto, da harmonia social. Parece-me importante lembrar também que Nathaniel Hawthorne, sincero estudioso das almas pecadoras, concluiu — após uma vida inteira de introspecção e reflexão — que o egoísmo é o único pecado imperdoável". (Capítulo 4 — "Egoísmo no Trabalho e na Arte", de As Ideias têm Consequências, de Richard M. Weaver)

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No egoísmo ético, cada pessoa deve procurar exclusivamente o seu próprio autointeresse. Essa é a moralidade do egoísmo. Ela sustenta que o nosso único dever é fazer o que é melhor para nós. As outras pessoas importam só na medida em que elas podem nos beneficiar.



21 julho 2008

Orgulho e Humildade

Orgulho – do frâncico urguli, "excelência", atr. do catalão orgull e do espanhol orgullo – significa sentimento de dignidade pessoal; conceito elevado ou exagerado de si próprio; amor-próprio demasiado; soberba, altivez. Humildade – Do lat. humilitate, é a virtude que nos dá o sentimento de nossa fraqueza; respeito, reverência; submissão; pobreza.

Mateus, no cap. XI, v. 25 do seu Evangelho, expressa a relação entre o orgulho e a humildade nos seguintes termos: "Graças te rendo, meu Pai, Senhor do Céu e da Terra, por haveres ocultado estas coisas aos doutos e aos prudentes, e por as teres revelado aos simples e aos pequeninos". Por que razão iria Jesus revelar essas coisas aos mais simples e ocultá-las aos sábios e prudentes?

Allan Kardec, no cap. VII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, diz-nos que é preciso entender os simples e pequeninos como os humildes, ou seja, os pobres de espírito, que se humilham diante de Deus, e não se creem superiores a todo o mundo, e, pelos sábios e prudentes, os orgulhosos, envaidecidos de sua ciência mundana, que se creem prudentes porque negam Deus e, quando não o negam, tratam-no de igual para igual.

O orgulho é o terrível adversário da humildade. O homem de ciência, se não tomar cuidado, tornar-se-á um orgulhoso. Isso porque, com o desenvolvimento da sua inteligência, começará a sentir-se superior aos demais, principalmente com relação aos pobres, tratando-os como seres inferiores, como a ralé da sociedade. Esquece-se, facilmente, de que todos partimos de um mesmo princípio, portanto somos todos iguais perante Deus.

A humildade não é a antinomia do orgulho. Ela é o fundamento de todas as virtudes. O sentimento de humildade nivela-nos aos demais homens. O verdadeiro humilde, se colocado numa posição hierárquica inferior, saberá resignar-se ante tal situação; se posto num lugar de destaque, saberá respeitar o inferior, não como um ser inferior, mas como um igual seu, apenas cooperando em outra função dentro da obra geral.

Humilhemo-nos diante do Criador. Somente assim, conseguiremos atender aos nossos deveres e obrigações repletos de confiança e determinação.

Ler entrevista sobre a humildade (08/03/2009) publicada em: