07 janeiro 2010

Jesus Cristo e seus Discípulos

Jesus Cristo foi o mais puro Espírito que já encarnou no Planeta Terra. Teve a incumbência de transmitir aos homens o pensamento de Deus. Na época de Moisés, a justiça se baseava no “olho por olho e dente por dente”; Jesus fala-nos do amor incondicional, estendendo-o até o amor ao inimigo. Jesus não veio destruir a lei de Deus, mas cumpri-la, ou seja, desenvolvê-la e apropriá-la ao grau de adiantamento dos homens.

Discípulo é aquele que, com um mestre, aprende alguma ciência ou arte. Em se tratando de Jesus, falava-se dos discípulos do Senhor, ou seja, aqueles que seguiam de perto a Cristo: em primeiro lugar, os 12 Apóstolos; depois, os outros 72 que mandava adiante de si aos lugares onde tencionava pregar (Luc., 10). Em sentido geral, também eram chamados discípulos os que acreditavam em Cristo e se propunham seguir sua doutrina, instruídos por ele ou pelos apóstolos e evangelistas.

Os rabinos ou doutores da Lei reuniam em torno de si muitos discípulos, aos quais transmitiam a sua doutrina. Esses discípulos, por seu turno, podiam tornar-se rabinos e continuar a tradição que tinham recebido. Jesus ia além da simples transmissão de sua doutrina: pedia uma adesão pessoal mais completa do que aquela que era pedida pelos rabinos. O seu discípulo deveria estar disposto a abandonar pai, mãe, filho e filha, a tomar a sua cruz e dar a vida no seguimento de Jesus. Como seu mestre, os discípulos deveriam abandonar suas casas, ficando sem ter onde repousar a cabeça.

A escolha dos doze apóstolos. Jesus reunia, nas proximidades de Cafarnaum, grande comunidade dos seus seguidores. Numerosas pessoas o aguardavam ao longo do caminho, ansiosas por lhe ouvirem a palavra instrutiva. Depois de uma pregação do novo reino, chamou os 12 companheiros que, doravante, seriam os intérpretes de suas ações e de seus ensinos. Eram eles os homens mais humildes e simples de lago de Genesaré. (1)

As instruções de Jesus. Os doze apóstolos deveriam procurar as ovelhas perdidas da casa de Israel, pregando que o reino dos céus está próximo. Tinham a missão de curar os enfermos, ressuscitar os mortos e purificar os leprosos. Sofreriam admoestações, pois eram enviados como ovelhas no meio dos lobos. Não faltariam, porém, os estímulos do Senhor, que os exortava a reconhecer o Pai se quisessem ser reconhecidos como seus discípulos. Haveria muitas dificuldades, devido à incompreensão dos homens, mas as recompensas também eram muitas para aqueles que fizerem a vontade do Pai.

O discípulo deve crer na misericórdia infinita de Deus. Sem essa confiança no Divino Poder do amor nada conseguirá na escalada evolutiva, porque sempre estará defendendo os seus interesses particulares em detrimento dos interesses do Criador.

(1) XAVIER, F. C. Boa Nova, pelo Espírito Humberto de Campos. 11. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1977 p. 38.



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