07 janeiro 2016

Separação

Separação. Partição, divisão, desunião. Afastamento, quebra de uma união íntima, ruptura do casamento. Os sinônimos de separação são: desagregação, divisão, desintegração, desunião, desmembração, fragmentação, ramificação, secessão e subdivisão.

A separação tem a sua finalidade: obriga os separados a repensarem a vida. Antes da separação, tudo arrumado, tudo certinho; depois, cada qual tem que repensar os seus afazeres diários, constituir novos relacionamentos. Não é sem razão que muitos artistas de cinema casam-se várias vezes. Há relatos de cônjuges descasados que voltam a se casar.

Em se tratando da separação, convém observar: por mais aflitiva que seja a quebra de um relacionamento, devemos sempre respeitar as posições das pessoas. Nada se nos acontece por acaso. Quando Deus fecha uma porta, abre dez. É preciso suportar a separação da mesma forma que uma árvore tolera a poda. Um exemplo: a bifurcação de uma estrada serve para atender ao progresso. O mesmo deveríamos esperar da bifurcação do nosso destino, ou seja, o progresso de nossa alma imortal.

Preocupamo-nos em demasia com aqueles que nos deixam na construção do bem. O Espírito André Luiz, na lição 38 de Sinal Verde, alerta-nos de que se alguém nos abandona e não somos capazes de atender a obra em regime de solidão, a Divina Providência nos envia novos companheiros que se nos associam à luta edificante.

A simbologia da paz e espada ajuda-nos a entender este tema. Jesus dissera que não veio trazer a paz, mas espada; viera para separar o pai do filho, a filha da mãe, a nora da sogra. O que está em jogo é que toda ideia nova gera oposição. A importância da nova ideia é proporcional à resistência encontrada. Se a ideia fosse julgada sem consequência, deixá-la-iam passar, mas, como se sentem ameaçados, fazem de tudo para dificultar a sua propagação.

Em se tratando das separações conjugais: 1) O Espírito Emmanuel, comentando a passagem evangélica sobre o divórcio, diz-nos que “partindo do princípio de que não existem uniões conjugais ao acaso, o divórcio, a rigor, não deve ser facilitado entre as criaturas”. Entende-se que o regime monogâmico é o que melhor se presta para a evolução do ser encarnado; 2) O Espiritismo nos ensina que no casamento, o que é de Natureza Divina é a união dos sexos e a Lei do Amor para operar a renovação dos seres que morrem; mas as condições que regulam essa união são de ordem humana, sujeita aos costumes de cada povo.


Para reflexão: e se Jesus não tivesse partido?


Fonte de Consulta 

Xavier, Francisco Cândido. Sinal Verde, pelo Espírito André Luiz, lição 38. 




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