06 outubro 2016

Atlântida

Atlântida diz respeito aos relatos sobre um continente ou ilha gigantesca, situada em algum local do oceano, que desapareceu numa catástrofe. Pelo fato de existirem inúmeras obras sobre a Atlântida, começa-se a considerá-la não apenas como uma lenda mas como uma realidade. Atlante vem do tolteca atlan, que significa "no meio da água". 

Os primeiros relatos sobre a Atlântida surgiram no Timeu e no Crítias de Platão, por volta de 380 a.C., e descrevem a localização (oceano Atlântico) e a forma de governo da sociedade atlante (9 mil anos antes). Essencialmente, Atlântida seria uma civilização poderosa, com imensos conhecimentos filosóficos e científicos, cuja influência no planeta teria causado um grande choque.

Para James Churchward, a existência da Atlântida é mais antiga do que Platão havia exposto. Esta hipótese é confirmada pelo arqueólogo Henry Schliemann. Essas informações foram dadas por Paul Schliemann, neto de Henry Schliemann que, ao vasculhar os trabalhos inacabados do avô, encontra nos hieróglifos fenícios uma inscrição referindo-se à Atlântida.

A Atlântida tem relação com as doutrinas ocultas. Primeiramente, as semelhanças encontradas entre as civilizações dos egípcios e dos maias ratificam tal aceitação. Os ocultistas acreditam que os sacerdotes da Atlântida praticavam o psiquismo científico, sendo capazes de prever o futuro e realizar curas. 

Em termos espíritas, há duas citações: 1) do Espírito Emmanuel, em A Caminho da Luz, que descreve os grandes agrupamentos primitivos da Lemúria, da Atlântida e de outras regiões que ficaram imprecisas no acervo do conhecimento dos povos; 2) de Edgar Armond, em Os Exilados de Capela, que relata que parte dos Espíritos provenientes de Capela teria se tornado os constituintes da terceira e quarta raça de "atlantes".

Fonte de Consulta

SCHOEREDER, Gilberto. Dicionário do Mundo Misterioso: Esoterismo, Ocultismo, Paranormalidade e Ufologia. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2002.

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O livro de W. Scott-Elliot, Atlântida e Lemúria: Continentes Desaparecidos, traduzido por Rubens Rusche, da editora Pensamento, 1995, baseia-se em pesquisas que utilizaram recursos da clarividência e estudos esotéricos. 

Na suas pesquisas, usa as seguintes fontes que fornecem dados corroborativos: 

Primeira, as provas das sondagens do fundo do mar.

Segunda, a distribuição da fauna e da flora.

Terceira, a similaridade de língua e dom tipo etnológico.

Quarta, a similaridade de crença, ritual e arquitetura religiosas. 

Quinta, os depoimentos dos antigos escritos, as tradições de raças primitivas e as antigas lendas a respeito do dilúvio. 

Acredita que:

A raça atlante pode ter ocupado um vasto ambiente que se estendia desde o ponto a leste da Islândia até a região atualmente ocupada pelo Rio de Janeiro. O primitivo continente da Lemúria pode ter sido um continente hoje submerso no Oceano Índico, e se estendia ao sul do que é hoje a Ásia, atingindo a leste a Índia e as ilhas Sunda, e chegando a oeste a Madagascar e à costa sul da África. 

A destruição da Atlântida foi motivada por uma série de catástrofes das mais variadas espécies, e submergiu em decorrência de grandes maremotos; o continente da Lemúria pereceu por ação vulcânica. 

 







05 outubro 2016

Sublimação e Espiritismo

Sublimação. É um fenômeno físico-químico que consiste na passagem direta de uma substância do estado sólido para o estado gasoso e vice-versa, sem passar pelo estado líquido. Figuradamente, exaltação, engrandecimento, purificação. Transformação dos instintos básicos em sentimentos sublimes. Na psicanálise, termo introduzido por Sigmund Freud para designar a "defesa do eu", ocasião em que determinados impulsos inconscientes são integrados na personalidade e propiciam atitudes positivas na sociedade.

As pulsões são a base da sublimação freudiana. Freud acha que as atividades artísticas e investigações intelectuais, mesmo sem aparente ligação com a sexualidade, são dela emanados. Nesse sentido, a capacidade de sublimação nada mais é do que a troca do objeto sexual originário por um que não o é. Acrescenta: é o recuo da libido para o eu que torna possível a dessexualização.

O que é pulsão? Na psicanálise, é a pressão exercida pelo somático no psíquico. Um impulso que tende para a ação. Há controvérsias: os etologistas preferem usar o termo ato instintivo; os behavioristas, comportamentos de consumo; os psicofisiologistas, "tensão" e "nível de vigilância". Discute-se também a frustração, que é o desprazer quando um alvo não é alcançado. Exemplo de sublimação: um lutador de boxe direciona a sua agressividade para o esporte, uma vez que dentro do ringue essa manifestação é socialmente aceitável.

Segundo o Espiritismo, a sublimação é o caminho do equilíbrio. Implica processos dolorosos de renúncia, de repressão equilibrada e de investimento da energia libidinal em objetivos mais elevados. Os desvios das funções sexuais propostas por Freud não estão em desacordo com as instruções dos Espíritos, porque a energia sexual é a energia da própria vida e não existe somente para ser aplicada nas relações sexuais de caráter fisiológico. 

Cabe, porém, uma ressalva, pois o instinto sexual, no Espiritismo, é visto em termos de co-criação, que é um direcionamento das forças sexuais da alma para um determinado fim. Quanto mais animalizado for o Espírito, mais tenderá para os gozos sensíveis. Conforme for depurando o instinto sexual, mais tenderá para a sua integração com a Humanidade.

O Espiritismo nos ensina também que o amor assume dimensões mais elevadas tanto para os que se verticalizam na virtude como para os que se horizontalizam na inteligência. Em todo o caso, o objetivo maior é a sublimação do instinto sexual. 

Fonte de Consulta

DORON, Roland e PAROT, Françoise. Dicionário de Psicologia. Tradução de Odilon Soares Leme. São Paulo: Atica, 2001. 

MOUSSEAU, Jacques (org.). Dicionário do Inconsciente. Lisboa/SP: Verbo, 1984. 

CAMPETTI SOBRINHO, Geraldo (Coord.). O Espiritismo de A a Z. 4.ed., Brasília: FEB, 2013.

Compilaçãohttps://sites.google.com/view/temas-diversos-compilacao/sublima%C3%A7%C3%A3o