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10 dezembro 2024

Pedi e Obtereis

O capítulo 27 — “Pedi e obtereis”, de O Evangelho Segundo o Espiritismo, trata dos seguintes tópicos: Condições da Prece — Eficácia da Prece — Ação da Prece. Transmissão do Pensamento — Preces Inteligíveis — Da Prece pelos Mortos e pelos Espíritos Sofredores — Instruções dos Espíritos: — Modo de Orar — Ventura da Prece

Condições da prece. Quando orarmos não devemos nos colocar em evidência. O correto é orarmos sem fingimento e sem muitas palavras, mas pela sinceridade delas. “Antes de orar, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-a, porque a prece não poderia ser agradável a Deus, se não partisse de um coração purificado de todo sentimento contrário à caridade”.

19 março 2019

Formas-Pensamento

Ernesto Bozzano, em Pensamento e Vontade, diz que os filósofos alquimistas dos séculos XVI e XVII, Vanini, Agrippa, Van-Helmont, já atribuíam ao magnetismo emitido pela vontade o resultado de seus amuletos e encantamentos. Van-Helmont, por exemplo, chegou a formular a teoria das formas-pensamento, da ideoplastia, da força organizadora. Para ele, o desejo realiza-se na ideia. É a teoria sobre as ideias-forças, desenvolvida por Fouillée bem antes da vinda das obras espíritas, principalmente as do Espírito André Luiz.

Mas, o que são as formas-pensamento? Para a teosofia, formas-pensamento são criações mentais que utilizam a matéria fluídica ou matéria astral para compor as características de acordo com a natureza do pensamento. Podem ser criadas por encarnados ou desencarnados (com características positivas ou negativas). É o resultado da ação da mente sobre as energias mais sutis que nos circundam, criando formas correspondentes ao pensamento externado.

07 setembro 2013

Fotografia e Telegrafia do Pensamento

É possível um fenômeno psicológico transformar-se em fisiológico? O pensamento pode ser fotografado? Como tratar este tema à luz do Espiritismo?

Tenhamos em mente que o pensamento propriamente dito não pode ser fotografado porque ele não é matéria.

Ernesto Bozzano, em Pensamento e Vontade, fala-nos da fotografia do pensamento no sentido de alguém projetar uma imagem qualquer; depois, esta imagem é captada por uma máquina fotográfica. Allan Kardec, por sua vez, liga fotografia do pensamento aos fluidos espirituais. Para tal, em A Gênese, explica-nos que os fluidos espirituais constituem um dos estados do fluido cósmico universal. São a atmosfera dos seres espirituais; são o elemento onde eles colhem os materiais com que operam. São o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som.

Para melhor compreenderemos, tenhamos em mente que é pelo pensamento e pela vontade que os Espíritos agem sobre os fluidos espirituais, imprimindo-lhes uma direção, tanto para o bem quanto para o mal. Esse teor energético forma o halo mental da criatura. Ao criarmos imagens fluídicas, o nosso pensamento se reflete em nosso envoltório perispirítico como num espelho. Isso toma um corpo, podendo ser fotografado, ou seja, captado pelo nosso interlocutor. Em se tratando de um Espírito desencarnado, basta que ele pense em algo que essa coisa se produza. Se ele pensar em uma de suas encarnações passadas, essa imagem se reproduz na visão psíquica do encarnado.

Continuando o estudo, verificamos que o vidente pode pressentir o momento da realização de um ato, mas não o ato propriamente dito. A razão é simples: o vidente pressente a realização, porque essa imagem está estampada na atmosfera psíquica de uma determinada pessoa. Não pode, contudo, determinar a sua realização, porque a realização depende do livre-arbítrio do agente. O vidente pode pressentir que uma pessoa tem vontade de cometer um assassinato, mas não o assassinato em si.

Pela telegrafia do pensamento, podemos apreciar a lei de solidariedade, em que não há um pensamento, criminoso ou virtuoso, que não tenha ação real sobre a massa dos pensamentos humanos e sobre cada um deles. Nesse sentido, a atmosfera psíquica de nosso Planeta nada mais é do que a soma de todos os pensamentos dos que nele habitam.

Tenhamos cuidado com o teor energético do nosso pensamento. Sem o percebemos, podemos criar imagens deletérias na mente de nossos irmãos de jornada.

Fonte de Consulta 

KARDEC, Allan. A Gênese - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. 17. ed., Rio de Janeiro: FEB, 1975.

KARDEC, A. 
Obras Póstumas. Tradução de Guillon Ribeiro. 15.ed., Rio de Janeiro: FEB, 1975. 





17 agosto 2011

Pensamento

"O pensamento sombrio adoece o corpo são e agrava os males do corpo enfermo." (Espírito Emmanuel) 

Pensamento — do lat. pensare significa pesar, isto é, medir, avaliar e comparar. No sentido mais lato, designa-se por pensamento toda a atividade psíquica; numa acepção mais estreita, só o conjunto de todos os fenômenos cognitivos, e excluindo, portanto, os sentimentos e as volições; mais estritamente ainda, pensamento é sinônimo de "intelecto", enquanto permite compreender — ou inteligir — a matéria do conhecimento e na medida em que realiza um grau de síntese mais elevado que a percepção, a memória e a imaginação.

Para o Espiritismo, é o elemento nobre, modelador das ações dos Espíritos, através de fluídos etéreos. Allan Kardec, em A Gênese, diz que o pensamento “é a grande oficina ou o laboratório da vida espiritual”. “O pensamento e a vontade são para os Espíritos aquilo que a mão é para o homem”.

Mente Humana

Mente. Embora a Psicologia tenha sido tradicionalmente definida como a ciência que lida com as atividades mentais, não existe uma definição da mente aceite por todos. Uma mão-cheia de auscultações de opiniões de vários psicólogos dará como resultado o mesmo número de diferentes definições. Apesar disso, um grande número — a maioria — associará a mente aos processos de percepção, pensamento, recordação e comportamento inteligente.

A mente (mind em inglês), no processo histórico, pode ser analisada em termos da relação entre o Espírito e a Matéria. Assim, temos a mente como matéria (nada existe além da matéria), a mente como imaterial (sem as definições das propriedades da matéria), o imaterialismo (tudo o que existe é mental) e a teoria neutra (nem mental nem física).

No âmbito da Doutrina Espírita, o cérebro é o centro das ondulações da mente. Ele funciona como um intermediário das oscilações da vontade, da perseverança, das emoções e das inspirações. Há, contudo, uma dificuldade, ou seja, de achar a fronteira em que termina o cérebro material e entra o espírito.

Os estados mentais, a curto prazo, nada mais são do que os diversos tipos de humor pelos quais passamos num mesmo dia. Se nos observarmos com atenção, distinguiremos os momentos de tristeza e de alegria, de receio e de coragem, de dor e de prazer, de queda e de júbilo.

Estejamos constantemente enviando à nossa mente pensamentos de paz, de serenidade e de tranquilidade. No tempo oportuno, eles nos servirão de anteparo aos influxos das idéias menos edificantes.



Complemento:

— Imaginemos a mente como sendo um lago. Se as águas se acham pacificadas e límpidas, a luz do firmamento pode retratar-se nele com segurança. Mas, se as águas vivem revoltas, as imagens se perdem ao quebro das ondas móveis, principalmente quando o lodo acumulado no fundo aparece à superfície. A rigor, somos aqui, nas zonas inferiores, seres humanos muito distantes da renovação espiritual, não obstante desencarnados. (Capítulo 2 — "Comentários do instrutor", do livro Ação e Reação, pelo Espírito André Luiz)