20 abril 2021

Cérebro e Lei de Ação e Reação

O Espírito André Luiz, no capítulo 4 "Estudando o Cérebro" do livro No Mundo Maior, discorre sobre a análise do cérebro feita por Calderaro, quando se vê diante de um caso em que um Espírito havia posto fim ao corpo físico de seu atual verdugo. Disse: "Iniciei o serviço de assistência a ele, só há três dias; no entanto, já me inteirei da sua comovente história".

Caso: o homicida era empregado da vítima, desde a infância. Ao atingir a maioridade, exigiu do chefe, que passara a tutor, o pagamento de todos os anos de serviços anteriores. O patrão negou-lhe o pedido, dizendo-lhe que o tratara como filho e que o auxiliaria nos negócios futuros, mas que não lhe daria vintém algum. Após severa discussão, o rapaz, no auge da ira, o assassinou. Antes de fugir do local, abriu o cofre e pegou a quantia de dinheiro que se supunha com direito, não deixando vestígio algum para que fosse investigado pela polícia. Depois de resolver todos os problemas com a família da vítima, vai para um grande centro comercial investir a sua fortuna.

O problema: "Conseguiu ludibriar os homens, mas não pode iludir-se a si mesmo". A entidade desencarnada passou a persegui-lo incessantemente. Para fugir do assédio, pôs-se a trabalhar incansavelmente; não deu muito resultado. Em seguida, casou-se na esperança de amenizar essa influência. Teve cinco filhos. Mesmo assim, era assaltado por terríveis pesadelos. Mantinha em seu cérebro todas as impressões do delito praticado. Repugnava-lhe uma confissão pública do crime, a qual, de certo modo, lhe mitigaria a angústia, libertando energias nefastas, que arquivara.

Palavras de Calderaro:

"A mente criminosa, assediada pela presença invariável da vítima, a perturbar-lhe a memória, passou a fixar-se na região intermediária do cérebro, porque a dor do remorso não lhe permitia fácil acesso à esfera superior do organismo perispirítico, onde os princípios mais nobres do ser erguem o santuário de manifestações da Consciência Divina. Aterrorizado pelas recordações, transia-o irreprimível pavor em face dos juízos conscienciais. Por outra parte, cada vez mais interessado em assegurar a felicidade da família, seu único oásis no deserto escaldante das escabrosas reminiscências, o infeliz, então respeitado por força da posição social que o dinheiro lhe conferia, embrenhou-se em atividade febril e ininterrupta. Vivendo mentalmente na região intermediária do cérebro, em caráter quase exclusivo, só sentia alguma calma agindo e trabalhando, de qualquer maneira, mesmo desordenadamente. Intentava a fuga através de todos os meios ao seu alcance. Deitava-se, extenuado pela fadiga do corpo, levantando-se, no dia seguinte, abatido e cansado de inutilmente duelar com o perseguidor invisível, nas horas de sono. Em consequência, provocou o desequilíbrio da organização perispiritual, o que se refletiu na zona motora, implantando o caos orgânico".

Há, neste capítulo, mais elucidações; basta consultá-lo. Queremos aqui enfatizar a lei de ação e reação ou lei de causa e efeito. Há, em cada um de nós, a ideia do bem e da virtude. Pode-se dizer que são as leis de Deus escritas em nossa consciência. Não tem como fugir delas. Podemos nos iludir com o trabalho, o lazer, a compra de um juiz, entre outras; contudo, no seu devido tempo teremos de responder pelos nossos atos. 


11 abril 2021

Vida e o Além

O materialismo é uma corrente filosófica perniciosa para a alma. Quais são as consequências de se pensar somente no apelo aos gozos e aos prazeres da matéria? Mas o que é a vida? Por que deveríamos nos preocupar com uma vida futura? Eis alguns pontos para o estudo da lição. 

Vejamos: cada um de nós é um ser interexistente, ou seja, estamos na carne, mas nossa essência pertence ao espaço, ao que se denomina mundo espiritual, o verdadeiro mundo. Por isso, deveríamos tratar a vida futura como uma realidade, que não precisa de prova.

Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", Jesus acentua o seu ensinamento sobre a vida futura quando nos remete à frase: "meu reino não é deste mundo". Há, também outra frase lapidar: "a felicidade não é deste mundo". A palavra "mundo" pode ser entendida de dois modos: referindo-se ao mundo interior e a um outro mundo. Tanto num caso quanto no outro, "mundo" tem algo diferente do mundo material, do mundo político ou do mundo social.

Como podemos vislumbrar a noção de vida futura? Refletindo sobre os mundos apontados no capítulo "Há Muitas Moradas na Casa do Pai", de "O Evangelho Segundo o Espiritismo". Há, assim, os mundos primitivos, os mundos de provas e expiações (Planeta Terra), os mundos de regeneração, os mundos felizes e os mundos celestes ou divinos. Cada um deles caracteriza onde o bem é mais ou menos procurado que o mal. 

O filósofo Sócrates, na antiguidade, defendia que nossa existência nada mais é do que uma preparação para a morte. O que isso quer dizer? Ele nos obriga a pensar no que vem depois. Uma pessoa luta para ter uma profissão, ser bem sucedido. E depois? Uma pessoa passa por todas a etapas e se torna papa. E depois? Uma pessoa torna-se um ditador. E depois? Uma pessoa morre. E depois? 

O além-túmulo não modifica a alma; apenas muda o plano de existência: de encarnado, passamos a ser desencarnado. Por isso, há muito equívoco na salvação apenas pela fé; precisamos também de obras. Há muitos Espíritos que se julgam superiores aos outros, mas quando enfrentam a realidade da sua consciência, começam a raciocinar de outro modo. Sem o entrave da matéria bruta começa a ver as coisas como elas realmente são. 

Para uma melhor compreensão da dimensão da vida futura, estudemos "O Evangelho Segundo o Espiritismo", "O Livro dos Espíritos", "A Gênese", "O Céu e o Inferno", "Obras Póstumas", entre outros. 

06 abril 2021

Desigualdade Social

Nas  questões 54 a 68 de "O Consolador", o Espírito Emmanuel esclarece-nos sobre a desigualdade social e critica as errôneas pretensões na luta pela igualdade.

A desigualdade social assenta-se na reencarnação, em que cada Espírito está inserido na posição de resgate e regeneração. A pobreza, a miséria, a guerra e a ignorância são enfermidades do organismo social, devido à situação de prova. Cessada a causa, a moléstia coletiva estará eliminada dos ambientes humanos.

A concepção igualitária absoluta é um erro grave dos sociólogos. A tirania política poderá tentar uma imposição nesse sentido, mas não obterá êxito, pois o valor do ser humano está no seu íntimo, onde cada espírito é resultado do próprio esforço de evolução. Há, contudo, uma igualdade absoluta de direitos dos homens perante Deus, que concede a seus filhos as oportunidades perante o tempo, segundo o cumprimento do sagrado dever do trabalho e do esforço individual.

As questões proletárias terão uma solução definitiva quando os homens aceitarem e aplicarem os princípios sagrados do Evangelho. Os regulamentos apaixonados, as greves, os decretos unilaterais, as ideologias revolucionárias, são cataplasmas inexpressivas, complicando a chaga da coletividade. Todos os absurdos das teorias sociais decorrem da ignorância dos homens relativamente à necessidade de sua cristianização. Todos somos proletários da evolução. Que os trabalhadores da direção saibam amar, e que os da realização nunca odeiem

No quadro atual do desenvolvimento espiritual dos seres humanos ainda precisamos do exército e das forças policiais. Tão logo haja a cristianização do ser humano, cada um será o seu próprio juiz, procurando ajudar o próximo e não pegando do outro o que ao outro lhe pertence. 

"O Espiritismo é o grande iniciador da Sociologia, por significar o Evangelho redivivo que as religiões literalistas tentam inumar nos interesses econômicos e na convenção exterior de seus prosélitos. Restaurando os ensinos de Jesus para o homem e esclarecendo que os valores legítimos da criatura são os que procedem da consciência e do coração, a doutrina consoladora dos Espíritos reafirma a verdade de que a cada homem será dado de acordo com seus méritos, no esforço individual, dentro da aplicação da lei do trabalho e do bem".

02 abril 2021

Espiritocracia e Mediunidade

Cracia
. Do grego kratos, exprime a noção de governo, poder, força. Exemplo: meritocracia. Espiritocracia é o governo, o poder exercido pelo espírito. Mediunidade. Relação entre os Espíritos e os encarnados. Nessa forma de governo, os mandatários do povo estariam sob contato direto com os Espíritos de luz, no sentido de fazer avançar a Humanidade como um todo. 

A mediunidade não depende da moral do médium, mas para fins altruístas sim. Um Espírito superior prefere comunicar-se por meio de um médium analfabeto, cheio de vícios ou com um moralizado? Quando Kardec começou a codificar a Doutrina dos Espíritos, houve necessidade de usar os médiuns mais inteligentes, embora de pouca moral. Hoje, como a mediunidade está difundida, escolherão os mais capacitados, moral e intelectualmente. 

O bom médium deveria pautar as suas condutas seguindo os ensinamentos de Jesus, pois ele é o caminho, a verdade e a vida. De acordo com os católicos, Cristo morreu na cruz para os salvar. Eis alguns de seus exemplos: Ouvistes o que foi dito: “Olho por olho e dente por dente”. Eu, porém, vos digo: Não resistais ao perverso; mas se alguém te ofender com um tapa na face direita, volta-lhe também a outra. E se alguém quiser processar-te e tirar-te a túnica, deixa que leve também a capa. Assim, se alguém te forçar a andar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pedir e não te desvies de quem deseja que lhe emprestes algo. Ame os que o odeiam. (Mateus, 5, 38-42)

Espiritocracia é um termo que Humberto Mariotti usa no capítulo XIX "A Mediunidade Social e o Advento da Espiritocracia" do seu livro "O Homem e a Sociedade numa Nova Civilização", cujo título original castelhano é "Parapsicologia y  Materialismo Histórico", realçando o poder absorvido de uma realidade espiritual totalmente diferente daquele que é fruto do materialismo. Poderíamos dizer que essa nova civilização é o mundo de regeneração, descrito por Kardec em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", onde o bem deverá sobrepujar o mal. 

Os tempos podem ser sombrios, principalmente por esse momento de pandemia pela qual o nosso Planeta está passando. Há, contudo, uma certeza: o espírito é imortal, ou seja, mesmo morrendo não estamos mortos; apenas mudamos de plano. Em vista disso, envidemos todos os nossos esforços para aproveitar integralmente o tempo que nos é concedido viver neste Planeta. 

Vibremos para os nossos governantes para que tomem as melhores decisões para ajudar a população. Que os bons Espíritos possam inspirá-los na prática do bem e da verdade. 

06 março 2021

Extrato Histórico do Cristianismo, por Nilson Frias

Nilson Frias, da Instituição Espírita e Beneficente Amor e Paz, enviou-nos uma playlist [YouTube] do histórico do cristianismo e das atividades mediúnicas de alguns Santos e/ou Doutores da Igreja. Nesses vídeos, menciona alguns trabalhos que publicamos no Centro Espírita Ismael. 

Nas abordagens são citados acontecimentos históricos e aspectos geográficos da época. Para deixar documentado, enumeramos as partes, com os seus devidos lnks: 

Endereço da playlist

A primeira parte: Inicia com Sócrates e cita Sócrates

A segunda parte: João Batista, as mediunidades de Jesus e de seus Apóstolos








06 janeiro 2021

Ciência Espírita e suas Implicações Terapêuticas (Livro)

Ciência Espírita e suas Implicações Terapêuticas
é um livro do professor José Herculano Pires, cuja primeira edição data de 1979. Nesse livro, o autor discorre sobre os princípios da terapêutica espírita, os vícios e as perversões, a concepção errônea da homossexualidade, as curas, a psiquiatria espírita, os imponderáveis da cura espírita, as manifestações espirituais em crianças, a situação perigosa dos médiuns de cura, entre outros.

Algumas notas: 

Diz-se que o Espiritismo é ciência, filosofia e religião. Em se tratando da ciência espírita, devemos fazer uma ressalva, ou seja, a ciência espírita utiliza o mesmo método das ciências naturais, mas como os métodos da ciência natural não podiam ser aplicados a fenômenos extrafísicos, estabeleceu-se o princípio da adequação do método ao objeto. Na ciência espírita, devemos nos valer da percepção extra-sensorial, ou seja, da mediunidade.

Na terapêutica espírita, convém realçar que a mediunidade independe da moral do médium. Contudo, considerada como instrumento cognitivo, depende estritamente da moralidade. Quer dizer, quanto mais o médium estudar e mais se preparar para o trabalho de auxílio aos seus irmãos de jornada, mais receberá a influência dos Espíritos de luz, que o guiarão na sua missão curadora.

A terapia espírita para o tratamento de vícios e perversões consiste num processo oral de persuasão, conhecido como doutrinação. Conseguindo-se levar o espírito obsessor e sua vítima a se convencerem da necessidade e da conveniência de abandonarem o vício, ambos se curam. É um trabalho de paciência e perseverança, pois as dificuldades são imensas, especialmente as que se referem à fraqueza humana. 

As dificuldades nas curas pela terapia espírita decorrem, portanto, de nossas atitudes e ações no passado e no presente. Se prejudicamos a evolução de criaturas e comunidades em nossas vidas passadas, é natural que agora tenhamos de suportar as consequências de tais ações.

Concepção errônea da homossexualidade. Ver num jovem efeminado a reencarnação de uma mulher pervertida é fugir à realidade universal das perversões masculinas, sempre mais brutais que as femininas.

Na terapia espírita, convém não ter muita pressa com os resultados. Ao lado da dor material, há o problema moral. Muitos problemas exigem tempo de maturação para terem a solução definitiva.

PIRES, José Herculano. Ciência Espírita e suas Implicações Terapêuticas. Editora Paideia

Predições do Evangelho

"Predições do Evangelho" é o título do capítulo XVII de A Gênese de Allan Kardec. Os itens analisados são: ninguém é profeta em seu país, morte e paixão de Jesus, perseguição dos apóstolos, cidades impenitentes, ruína do templo de Jerusalém, maldição aos fariseus, minhas palavras nunca passarão, a pedra angular, parábola dos vinhateiros, um só rebanho e um só pastor, vinda de Elias, anúncio do Consolador, segunda chegada do Cristo, sinais precursores, vossos filhos e vossas filhas profetizarão e juízo final.

Anotemos alguns desses itens:

Ninguém é profeta em seu país. Em Mateus 13, 54 a 58 encontra-se a frase "um profeta só não é honrado em sua terra e na sua casa". Este enunciado tornou-se um provérbio, que é de todos os tempos e à qual se poderia dar maior amplitude, dizendo que ninguém é profeta em vida. Este provérbio mostra, em essência, a dificuldade de se reconhecer a superioridade de indivíduos que convivem no mesmo meio. Temos a impressão de que o estrangeiro possui mais valor e qualidade do que aqueles que estão ao nosso lado.

A previsão da morte e paixão de Jesus. Jesus afirma que o Filho do Homem tem que ser entregue às mãos dos homens. Acrescenta que seria morto e ressuscitaria ao terceiro dia.

A perseguição aos apóstolos: Jesus alerta os seus apóstolos sobre as dificuldades que terão de enfrentar por defender as ideias de sua doutrina. Vocês serão expulsos das sinagogas, traídos e entregues aos magistrados. Pela vossa paciência é que possuireis vossas almas . (Lucas, 21, 16 a 19)

Minhas palavras não passarão. As palavras de Jesus não passarão porque serão verdadeiras em todos os tempos. Poderão perder-se nas interpretações, mas o conteúdo doutrinal seguirá, porque a humanidade caminha para o progresso, quer queiramos ou não. Ele disse: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada.

A pedra angular. A palavra de Jesus é a luz do novo edifício da fé. "Havendo os judeus, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus rejeitado essa pedra, ela os esmagou, do mesmo modo que esmagará os que, depois, a desconheceram, ou lhe desfiguraram o sentido em prol de suas ambições".

Um só rebanho e um só pastor. No futuro, os homens se unirão em uma crença única. As religiões, de um modo geral, acham-se na posse exclusiva da verdade. "As religiões terão que se encontrar num terreno neutro, se bem que comum a todas; para isso, todas terão que fazer concessões e sacrifícios mais ou menos importantes, conformemente à multiplicidade de seus dogmas particulares". 

Anunciação do Consolador.  O Espiritismo realiza todas as condições do Consolador que Jesus prometeu. "Não é uma doutrina individual, nem de concepção humana; ninguém pode dizer-se seu criador. É fruto do ensino coletivo dos Espíritos, ensino a que preside o Espírito de Verdade". 

KARDEC, Allan. A Gênese, capítulo 17.

05 janeiro 2021

Papel da Ciência na Gênese

Como as religiões se ligam ao princípio das coisas, os primeiros livros sacros foram, ao mesmo tempo, ciência e religião. Havia, entretanto, um grande problema: os livros sacros eram interpretados segundo a fé cega e a obediência passiva. Allan Kardec acha que a ciência é de suma importância para a explicação da Bíblia. Tinha cautela quanto ao uso da ciência na antiguidade, pois ela não estava tão instrumentalizada quanto nos dias presentes. Como os meios de observação eram imperfeitos, os conhecimentos adquiridos estavam sujeitos a muitos erros.

Realcemos alguns aspectos deste estudo:

1) A ciência auxilia o conhecimento da criação. Sem a ciência, torna-se impossível conceber a Gênese, pois é ela que nos fornece subsídios sobre a química, a física, a astronomia, entre outros.

2) Presentemente, a ciência não resolveu todos os problemas da Gênese, mas conseguiu destruir muitos erros advindos da fé cega.

3) A gênese de Moisés, onde alguns erros são mais aparentes do que reais, é a que mais se aproxima dos dados científicos modernos.

4) Sob a alegoria da Bíblia, há verdades sublimes.

5) A Bíblia como revelação divina. A Ciência busca fatos. Se a revelação contraria os fatos, deve-se reanalisar a própria revelação divina.

6) Para a ciência nada é sagrado. A missão da Ciência é descobrir as leis da natureza. Mais cedo ou mais tarde a verdade vem à luz.

7) A Ciência busca explicações sobre o princípio material. Em se tratando do Espírito, há que se caminhar pela filosofia.

8) As questões fundamentais do ser humano são: quer saber de onde veio, para onde vai, se já viveu e se viverá ainda.

9) A ciência não consegue resolver as dúvidas do porvir. O nada é algo que gela o coração humano. Ele precisa de um consolo sobre a vida futura.

10) O conhecimento das leis do princípio espiritual estava reservado à nossa época, como o das leis da matéria foi obra dos dois últimos séculos.

11) O conhecimento do princípio espiritual. Na Metafísica, o estudo fora especulativo e teórico; no Espiritismo, com a ajuda da mediunidade tornou-se experimental.

O mundo espiritual e o mundo material são solidários. Todos os dois têm parte de ação na Gênese. Sem o conhecimento das leis que regem o primeiro, será também impossível constituir uma Gênese completa, tanto quanto o é a um escultor dar vida a uma estátua.

KARDEC, Allan. A Gênese, capítulo 4.

Egoísmo e Orgulho

"Egoísmo e Orgulho: suas causas, efeitos e meios de destruí-los" é o subtítulo de "Questões e Problemas" do livro Obras Póstumas de Allan Kardec. Os outros assuntos são: as expiações coletivas, liberdade, igualdade e fraternidade, as aristocracias, os desertores e breve resposta aos detratores do Espiritismo.

A maior parte das misérias da vida provém do egoísmo, ou seja, das pessoas que só pensam em si mesmas. Daí, o antagonismo social, lutas, conflitos e misérias. Onde, porém, encontrar a origem do egoísmo? No orgulho. O orgulho e o egoísmo assentam-se no instinto de conservação. É a malversação deste instinto que provoca o egoísmo e orgulho.

A felicidade não combina muito bem com o egoísmo e o orgulho. Nós só seremos felizes se formos imbuídos do sentimento de benevolência, indulgência e condescendência reciproca. Allan Kardec, neste tema, afirma-nos que não basta proclamar o reino da felicidade, é imperioso destruir as causas, ou seja, o orgulho e o egoísmo.

Urge fazermos com que a exceção (virtude) vire regra. Para tanto, envidemos todos os esforços para destruir as causas do orgulho e do egoísmo. Dentre essas causas, há aquela que diz respeito à falsa ideia que o ser humano faz de sua natureza, de seu passado e de seu futuro.

A identificação da vida futura é sumamente importante. A efemeridade da vida presente se abre ao esplendor da vida futura. Ao lado da crença em Deus e na perspectiva da vida futura, é preciso ver o passado para se fazer uma ideia justa do presente. 

O Espiritismo é a chave da felicidade, pois seus princípios minam o egoísmo e o orgulho pela base, dando um ponto de apoio à moral.

KARDEC, Allan. Obras Póstumas, página 188.

Expiações Terrestres

"Expiações Terrestres" é o título do capítulo VIII do livro O Céu e o Inferno de Allan Kardec. Há explicações sobre Marcel, o menino do n.º 4, Szymel Slizgol, Juliana Maria, a mendiga, Max, o mendigo, a história de um criado, António B... (enterrado vivo — pena de talião), Letil, um sábio ambicioso, Carlos de Saint-G... (idiota), instrução de um Espírito acerca de idiotas e loucos, dada na Sociedade de Paris, Adelaide Margarida Gosse, Clara Rivier, Francisco Vernhes, Ana Bittere e Joseph Maitre — o cego.

Sintetizemos algumas das expiações:

Marcel, o menino do n.º 4. Este menino fora, em encarnação passada, belo, rico e adulado. Renegou a Deus, prejudicou seu semelhante, mas expiou cruelmente, primeiro no mundo espiritual e depois no mundo terrestre.

Szymel Slizgol. Fora rei numa encarnação passada e espezinhava os pobres. Durante 30 anos mendigou com uma salva nas mãos. Por toda a cidade era bem conhecida aquela voz que dizia: "Lembrai-vos dos pobres, das viúvas e dos órfãos!"

Juliana Maria, a mendiga. Ao ser questionada sobre a sua existência passada, disse ser inútil falar dela, pois a situação em que viveu demonstra as precedentes encarnações.

Max, o mendigo. Numa vida passada, há cerca de um século e meio, foi rico e poderoso. Sua fortuna serviu exclusivamente aos prazeres, ao jogo e à libertinagem.

A história de um criado. Ele quis expiar o orgulho, na última existência, sob a condição de criado, provando ao mesmo tempo a dedicação devida ao meu benfeitor.

António B... (enterrado vivo — pena de talião). Antonio B..., numa existência anterior, enterrara viva a sua mulher, num fosso! A pena de talião devia ser-me aplicada. Olho por olho, dente por dente.

Letil. Morreu queimado. Há dois séculos mandou queimar uma rapariga inocente, de aproximadamente 14 anos, acusada de cumplicidade em uma conspiração contra a política clerical.

Grande ensinamento dos Espíritos: nesta vida tudo tem sua razão de ser: não há um único sofrimento que não corresponda ao sofrimento que causamos aos outros. 

 KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno, capítulo 8 (segunda parte)

Bicorporeidade e Transfiguração

"Bicorporeidade e Transfiguração" é o título do capítulo VII da Segunda Parte "Das Manifestações Espíritas" de O Livro dos Médiuns de Allan Kardec. Nessa segunda parte, Allan Kardec discorre sobre a ação dos Espíritos sobre a matéria, as mesas girantes, as manifestações visuais, o laboratório do mundo invisível, locais assombrados, psicografia, tipos e formação dos médiuns etc.

As aparições são as manifestações espíritas pelas quais os Espíritos podem tornar-se visíveis. Por bicorporeidade, entende-se: em estado de sono, o Espírito abandona o corpo e segue com uma parte do seu perispírito, podendo tornar-se tangível à matéria. Transfiguração é a mudança, via perispírito, do aspecto exterior do corpo físico. Todos esses fenômenos dizem respeito à teoria das manifestações físicas.

A aparição se processa por meio das propriedades do perispírito que pode sofrer modificações, à vontade do Espírito. Para que o Espírito seja visto em vigília não é suficiente que ele queira mostrar-se; é preciso ainda que encontre na pessoa pela qual quer ser visto, a aptidão necessária. Lembrete importante: na aparição, somente os que têm aptidão necessária conseguem ver o Espírito; na materialização, todos os presentes podem constatar o fenômeno.

Ao estudarmos o problema da aparição do Espírito, surge a seguinte dúvida: é indispensável o sono do corpo para o aparecimento do Espírito em outros lugares? Este fenômeno se dá normalmente durante o sono. Contudo, há de se perceber que alma não se divide, mas irradia-se, podendo se manifestar em muitos lugares ao mesmo tempo.

Outra dúvida: estando mergulhado no sono, enquanto o seu Espírito aparece ao longe, o que aconteceria se subitamente o acordassem? Isso não aconteceria, porque se alguém tivesse a intenção de acordá-lo o Espírito voltaria ao corpo, antecipando a intenção, pois o Espírito lê o pensamento.

Transfiguração. Figuremos agora o perispírito de uma pessoa viva, não isolado, mas irradiando-se ao redor do corpo de maneira a envolvê-lo com um vapor; nesse estado ele pode sofrer as mesmas modificações como se estivesse separado dele; se ele perde sua transparência, o corpo pode desaparecer, tornar-se invisível e estar velado como se estivesse mergulhado numa névoa. Poderá mesmo mudar de aspecto, tornar-se brilhante, se tal for a vontade ou o poder do Espírito. Um outro Espírito, combinando seu próprio fluido com o do primeiro, pode aí substituir a sua própria aparência, de tal sorte que o corpo real desaparece sob um invólucro fluídico exterior, cuja aparência pode variar à vontade do Espírito.

Transfiguração na Bíblia. Segundo relato de Mateus 17:1-9, Marcos 9:2-8 e Lucas 9:28-36 e uma epístola (II Pedro 1:16-18) Jesus, no alto de uma montanha começa a brilhar e os profetas Moisés e Elias aparecem ao seu lado, conversando com ele. Jesus é então chamado de "Filho" por uma voz do céu, presumivelmente Deus Pai.

KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns, capítulo 7 da segunda parte.

Vida Futura, A

"A Vida Futura" é um subtítulo de "Influência Perniciosa das Ideias Materialistas" do livro Obras Póstumas, de Allan Kardec. Os outros subtítulos são: "Sobre as Artes em Geral —  Sua Regeneração pelo Espiritismo", "Teoria do Belo", "A Música Celeste", "A Música Espírita", "A Estrada da Vida", "As Cinco Alternativas da Humanidade" (doutrina materialista, doutrina panteísta, doutrina deísta, doutrina dogmática e doutrina espírita) e "A Morte Espiritual".

Embora haja ainda os negadores da vida futura, Allan Kardec dispensa a necessidade de prová-la, pois a vida futura não é mais um problema, mas um fato racional. Hoje existem comprovações científicas. A alma tornou-se objeto de experimentações em laboratório de Psicologia experimental, Psicologia Profunda e Parapsicologia. A própria Física já superou a análise estritamente materialista dos conhecimentos da Terra. Há teorias sobre a antimatéria e antiuniverso. Apesar dessas evidências, convém concentrarmos o nosso foco sobre a influência na ordem social e a moralização que dela resulta.

Vejamos o oposto da vida futura, ou seja, o niilismo, onde tudo se acaba após a morte física. Quais são as consequências dessa crença? Quando o nada se nos apresenta como alternativa da vida futura, podemos fazer o que quisermos, pois tudo se acaba com a morte. Por que o indivíduo se esforçaria para corrigir os seus defeitos? Nada tendo que esperar, o arrependimento e o remorso seriam inúteis. Mas o nada é real ou uma forma de se expressar? Observe que no foro íntimo da consciência , há uma dúvida, que importuna aos que assim pensam.

Em termos da moralização, surge a seguinte dúvida: por que os homens são maus, mesmo aqueles em que a vida futura é ensinada desde que nascem? 1) Eles não seriam piores sem essa crença? 2) A humanidade não está sempre propensa a melhorar os costumes? Isso não seria uma clara ideia da vida futura? Devemos realçar que o progresso da alma humana não é questão de dias ou meses, mas de uma eternidade. E uma vez iniciada, não se dever retroceder. Enalteçamos a fé raciocinada. Hoje, no regime do livre exame, as pessoas querem dirigir-se por si mesmas, ver com os próprios olhos e compreender.

Mais algumas questões:

Como tornar a vida futura um elemento moralizador? Apresentando-a como coisa positiva, quase tangível, satisfazendo plenamente à razão e não deixando dúvidas.

Por que tão poucas pessoas cuidam da vida futura? A ciência afastou-as; a filosofia não aprofundou o tema; ao, contrário, colocou muitas dúvidas com relação ao desconhecido.

Como o ser humano chegará à abordagem racional da vida futura? Quando compreender a reação do futuro no presente. Quando o passado, o presente e o futuro se encadearem por inexorável necessidade.

KARDEC, Allan. Obras Póstumas, página 174.

04 janeiro 2021

Teoria das Manifestações Físicas

"Teoria das Manifestações Físicas" é o título do capítulo IV da Segunda Parte "Das Manifestações Espíritas" de O Livro dos Médiuns de Allan Kardec. Nessa segunda parte, Allan Kardec discorre sobre a ação dos Espíritos sobre a matéria, as mesas girantes, as manifestações visuais, o laboratório do mundo invisível, locais assombrados, bicorporeidade, transfiguração, psicografia etc.  

Os elementos necessários para a explicação da influência do Espírito sobre a matéria podem ser descritos: a natureza dos Espíritos, o perispírito e suas propriedades, o fluido universal, os médiuns... Nosso ponto de partida é o fluido universal que, em nosso mundo, encontra-se modificado para formar a matéria compacta que nos rodeia. A maior simplicidade está naquilo que chamamos de fluido magnético animal.

Algumas questões:

Como um Espírito pode mover um corpo sólido? Combinando uma porção do fluido universal com o fluido que desprende do médium apropriado a esses efeitos.

Qual o grau de evolução dos Espíritos que se prestam a esses fenômenos? Os Espíritos inferiores, pois possuem força física.

Qual o papel do médium nos fenômenos de efeitos físicos? O médium fornece o seu fluido que se combina com o fluido universal do Espírito.

Como o Espírito bate? Com um objeto material? Seu martelo é o fluido combinado que ele põe em ação pela sua vontade, para mover ou bater.

Como são produzidos os ruídos e os sons? Desde que age sobre a matéria, pode agir tanto sobre o ar como sobre a mesa. Quanto aos sons articulados, pode imitá-los como a todos os demais sons.

A ideia central dessa teoria: quando um objeto é movido, erguido ou atirado ao ar, o Espírito não o pegou, não o ergueu nem o atirou como nós o fazemos com as mãos. Ele saturou, por assim dizer, com o seu fluido, combinado com o do médium.

KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns, Capítulo 4 da Segunda Parte.

Estrada da Vida, A

"A Estrada da Vida" é um subtítulo de "Influência Perniciosa das Ideias Materialistas" do livro Obras Póstumas, de Allan Kardec. Os outros subtítulos são: "Sobre as Artes em Geral - Sua Regeneração pelo Espiritismo", "Teoria do Belo", "A Música Celeste", "A Música Espírita", "As Cinco Alternativas da Humanidade" (doutrina materialista, doutrina panteísta, doutrina deísta, doutrina dogmática e doutrina espírita), "A Morte Espiritual" e "A Vida Futura".  

Começa a sua redação chamando-nos a atenção para a preocupação de muitos filósofos, ou seja, muitos viram na preexistência da alma a única solução possível para os mais importantes problemas da psicologia. Apontavam, porém, uma objeção central: o esquecimento das existências anteriores. Sem memória do passado, o nada fica em evidência. Daí, a importância das instruções dos Espíritos superiores sobre essa questão. Sem a ajuda deles, estaríamos repletos de dúvidas. 

O Espiritismo, contudo, elucida-nos tranquilamente essa questão. De acordo com os seus postulados, a existência espiritual da alma é a existência normal. As existências terrenas são curtos intervalos dentro da existência espiritual normal. Quer dizer, a alma está encarnada, mas os seus laços com as existências anteriores não se rompem. No sono, pode recobrar as memórias de vidas passadas.

Explica-nos, ainda, que o fato de não termos consciência das faltas passadas, é um bem para nossa alma, porque Deus, na infinita bondade, quis poupar-nos das lembranças das existências desgraçadas. A pluralidade das existências dá um norte ao progresso da alma. O futuro está nas próprias mãos do ser humano. Se gasta muito tempo em melhorar, sofre as consequências da demora.

A simbologia da estrada ajuda-nos a entender o problema das reencarnações. Observe que ao longo de uma estrada, há florestas, que precisam ser ultrapassadas, para um retorno à estrada. Ao entrar na floresta, pela primeira vez, o indivíduo se perde. Caminha sem rumo, tateia aqui e ali, e vai vencendo os obstáculos até ultrapassar essa floresta. A experiência da primeira floresta dá-lhe sabedoria para vencer com mais facilidade as dificuldades das demais florestas.

Resumindo: a estrada é a figura da vida espiritual da alma; as florestas são as existências corpóreas, em que cada alma trabalha para o seu progresso e o progresso geral. 

 KARDEC, Allan. Obras Póstumas, página 157.

02 janeiro 2021

Covid, Política e Lei do Retorno

Allan Kardec, com a ajuda dos Espíritos superiores, deixou-nos no "Livro Terceiro - As Leis Morais" de O Livro dos Espíritos, as diretrizes da Lei Divina ou Natural, escrita por Deus em nossa consciência. Aqueles que seguirem a lei terão a consciência tranquila e uma paz de espírito, embora sofrendo todo o tipo de incômodo e constrangimento. Os que preferem ignorá-la, por ignorância ou por má-fé, terão as consequências devidas, pois a lei é igual para todos.

O ano de 2020 foi marcado por diversos desencontros quanto ao tratamento da Covid-19. Mas, o que mais nos chama a atenção é a posição autoritária de muitos chefes de estado que se tornaram, junto com a classe jurídica, os mais entendidos no combate dessa infecção, estabelecendo, inclusive, os dias e horários que o vírus se prolifera. Impuseram, também, uma severa quarentena aos seus cidadãos, proibindo o comércio, as diversões e a abertura de bares e restaurantes. Consequentemente, houve uma queda da atividade econômica e maior pobreza dos seus habilitantes. 

No livro Fonte Viva, há uma mensagem do Espírito Emmanuel que vem muito a calhar. É a lição 38 "Se Soubéssemos". Nessa mensagem Emmanuel faz um alerta ao homicida, ao caluniador, ao desertor do bem, ao ingrato, ao egoísta e ao glutão. Se eles soubessem, de antemão, o que a lei vai lhes cobrar, com certeza, deixariam de praticar tais atos. O mesmo podemos dizer daqueles que foram eleitos para atender às necessidades da população, preferindo dar as costas os seus cidadãos.   

Os bons Espíritos, em todas as suas mensagens, pedem que tenhamos paciência e que saibamos sempre trilhar o caminho do bem. Nesse caso, mesmo indignados com a conduta dos nossos governantes, saibamos disciplinar o nosso pensamento, procurando sempre a ajudá-los como nossas preces para que se desviem do mal e tomem as melhores decisões que auxiliem realmente a população. 

Não nos surpreendamos pelos acontecimentos. O que vem à luz é o que está oculto. Ninguém se torna autoritário de uma hora para outra. O poder e o prestígio nada mais fizeram do que lhes propiciar a oportunidade de se manifestarem. O Evangelho, contudo, esclarece-nos que as pessoas dotadas de poder e de dinheiro devem ter conhecimento de que esses bens não lhe foram ofertados para o bel-prazer, mas como uma missão de auxiliar os que estão sob sua dependência.


01 janeiro 2021

Ano Novo, Vida Nova (2021)

Questão
: quais são as perspectivas de 2021 ante o ano pandêmico de 2020?

O ano de 2020 foi marcado por um intenso viés político em torno do coronavírus. Alguns governadores e prefeitos, ao redor do mundo, impuseram à população uma quarentena nunca antes vista. Consequência: diminuição da atividade econômica e perda de emprego. A concorrência pela aprovação de uma vacina eficaz, em tão pouco tempo, foi bastante acirrada. 

Apesar de tudo, o ritual de renovação, neste primeiro dia do ano de dois mil e vinte um, surge como uma necessidade inevitável para o consolo espiritual dos habitantes deste planeta. Por isso, comecemos o ano com muita fé em nós mesmos, nos Espíritos superiores e em Deus, nosso Pai.  

Alguns temas —  escolhidos arbitrariamente — para nossa reflexão: 1) paciência; 2) amor ao próximo; 3) humildade diante do Criador; 4) gratidão para com parentes e amigos; 5) intensa busca da verdade; 6) aproveitamento integral das horas que passam; 7) perdão aos nossos adversários; 8) cuidar do corpo e do espírito; 9) discurso como uma mensagem do coração; 10) sobriedade em tudo.

Lembremo-nos sempre de que o mundo material, sendo palpável, torna-se facilmente visível. A visão do mundo espiritual, no entanto, requer esforços, muitas vezes hercúleos, pois teremos de renunciar às nossas opiniões, gostos e desejos. Não há como servir a Deus e a Mamon.  

O sentimento de humildade e de obediência a Deus coloca-nos em sintonia com os Espíritos benfeitores do espaço. Deles podemos receber valiosas instruções para o bom encaminhamento de nossa vida. Contudo, as novas instruções, para se tornarem patrimônio da alma, têm que encontrar receptividade em nosso âmago.