19 julho 2022

História do Espiritismo

história mostra o desenrolar de diversos acontecimentos ao longo do tempo. Para sabermos sobre a antiguidade da Grécia ou de Roma, temos que nos valer dos fatos históricos. Os historiadores estão sempre nos incentivando a escrever uma história sobre a nossa vida, o nosso bairro, a comunidade que frequentamos etc. 

História do Espiritismo começa com o discurso de Allan Kardec no Banquete de Lyon, onde enfatiza o poder de uma vontade superior que os fez reunir naquele momento, para realçar a aliança que se faz necessária, com todos os países, no sentido de divulgar o conteúdo doutrinal do Espiritismo, pois ele foi formulado sem preconceitos e sem o espírito de sistema. 

Dentre os fatos marcantes da História do Espiritismo está o auto-de-fé de Barcelona, de nove de outubro de mil oitocentos e sessenta e um, às dez horas e meia da manhã, sobre a esplanada da cidade de Barcelona. A consequência deste auto-de-fé foi a queima, em praça pública, de diversas obras de Allan Kardec (Revista Espírita, O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns) e de outros escritores espiritualistas.

Estabeleceu-se que 1850 seria o ano do início da História do Espiritismo Moderno. Antes, o Espiritismo Retrospectivo dizia respeito à ideia espírita, que sempre existiu. A partir de 1850, Allan Kardec empreende o Espiritismo que hoje conhecemos, como sendo ciência, filosofia e religião. 

O passado e o futuro tem um ponto de apoio: o presente. Enquanto o preconceito e a rotina predominam, estamos no passado. Quando a luz chega, o passado dá lugar ao futuro, mais de acordo com a lógica e a ética. 

Compilaçãohttps://sites.google.com/view/temas-diversos-compilacao/hist%C3%B3ria-do-espiritismo


13 julho 2022

Revista Espírita de 1858: Apresentação da Obra

A coleção da Revista Espírita é a mais prodigiosa fonte de informações sobre o espiritismo e de instruções doutrinárias. Allan Kardec a indica, no capítulo 3.º de O Livro dos Médiuns, como obra indispensável para o estudo da Doutrina. Aconselha mesmo a seguinte ordem para esse estudo: 1.º) O que é o Espiritismo; 2.º) O Livro dos Espíritos; 3.º) O Livro dos Médiuns; e 4.º) a Revista Espírita. Considera o primeiro livro indicado como simples introdução, os dois seguintes como fundamentais e a Revista como obra complementar, no sentido exato da palavra, ou seja, destinada a completar o ensino básico de O Livro dos Espíritos e de O Livro dos Médiuns.

Eis como ele se refere à Revista Espírita, no trecho referido: “Variada coletânea de fatos, de explicações teóricas e de trechos destacados que completam a exposição das duas obras precedentes, e que representa de alguma maneira a sua aplicação. Sua leitura pode ser feita ao mesmo tempo que a daquelas obras, mas será mais proveitosa e sobretudo mais compreensível após a leitura de O Livros dos Espíritos”.

Esta expressão de Kardec: e que representa de alguma maneira a sua aplicação dá à Revista Espírita uma posição excepcional no conjunto da Codificação, a de verdadeiro documentário, com um sentido ainda mais significativo e valioso que é o de relatório científico e histórico. Aliás, o próprio Kardec escreveria mais tarde, como se pode ler em Obras Póstumas, no capítulo X da Constituição do Espiritismo: “... A Revista foi até agora, e não podia deixar de ser, uma obra pessoal, visto que fazia parte de nossas obras doutrinárias, constituindo os Anais do Espiritismo. Por seu intermédio é que todos os princípios novos foram elaborados e entregues ao estudo. Era pois necessário conservar o seu caráter individual, para que se estabelecesse a unidade.

O Codificador, portanto, é o primeiro a mostrar a importância da Revista Espírita no conjunto da Codificação. Até agora, entretanto, essa obra era simples raridade bibliográfica, reservada ao conhecimento de alguns privilegiados que a possuíam no original francês. E é inacreditável que no Brasil, onde o Espiritismo encontrou por assim dizer o clima espiritual mais apropriado ao seu desenvolvimento, só agora a Revista Espírita seja colocada ao alcance do público, em tradução para a nossa língua. Kardec revela, como vimos, que a Revista foi o seu mais importante instrumento de pesquisa, verdadeira sonda para a captação das reações do público, ao mesmo tempo que instrumento de divulgação e defesa da Doutrina. Mais do que isso, porém, constitui-se numa espécie de laboratório em que as manifestações mediúnicas, colhidas por todo o mundo, eram examinadas à luz dos princípios de O Livro dos Espíritos e controladas pelas experiências da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas e pelas novas manifestações espirituais recebidas.

É nas suas páginas que os atuais estudiosos da fenomenologia espírita encontrarão os elementos necessários à ampliação dos seus conhecimentos e à consequente formação de uma sólida cultura doutrinária. Todas as atuais questões surgidas no meio espírita, a respeito de aspectos e pontos da Doutrina, serão elucidadas pelo estudo atencioso do gigantesco acervo desta coleção. Ocorrências que hoje parecem novas e aturdem alguns praticantes e estudiosos do Espiritismo têm aqui os seus precedentes registrados, com as soluções já então oferecidas pelo admirável bom senso de Kardec, aliado às instruções constantes que recebia de seus guias espirituais. Por isso podemos afirmar que a publicação desta coleção marca uma nova era do Espiritismo no Brasil e em todo o continente. Já não é possível a um espírita estudioso prescindir da leitura e do exame dos doze volumes desta coleção.

Allan Kardec, durante onze anos e quatro meses de trabalho intensivo, ofereceu-nos, ao vivo, toda a História do Espiritismo, no processo de seu desenvolvimento e sua propagação no século dezenove. Podemos acompanhar nestas páginas, passo a passo, o esforço ao mesmo tempo grandioso e minucioso de Kardec na construção metódica da Doutrina e na estruturação do movimento espírita. A História do Espiritismo se nos apresenta, assim, como uma forma de vivência que se autofixou na escrita. Podemos senti-la e revivê-la no registro preciso das reuniões, das pesquisas, das comunicações espirituais e dos trabalhos vários da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, dos grupos familiares e dos Centros Espíritas, bem como das Sociedades estrangeiras a ela ligadas. Nada se oculta ao leitor. Os problemas, as preocupações de Allan Kardec, suas lutas dentro e fora do meio espírita, suas vitórias tranquilas, sua resistência à calúnia, à mentira, à difamação, sua fé inabalável, tudo isso palpita nestas páginas e nos dá a impressão de vivermos ao lado do Codificador, na sua época.

Numerosas questões apenas afloradas nos livros da Codificação, que não podiam abranger tudo nem tudo esmiuçar, são amplamente tratadas na Revista, com todos os seus pormenores, e exaustivamente analisadas. Problemas como os referentes à mediunidade curadora em seus vários aspectos; aos casos de obsessão e possessão; ao desenvolvimento mediúnico; aos métodos de trabalho prático e teórico; à legitimidade das comunicações e à prevenção das mistificações (que não são um problema espírita, mas humano, pois a mistificação está presente em todos os campos das atividades humanas na Terra); das vidas sucessivas e das formas de reencarnação consciente e inconsciente, neste e em outros mundos; da existência de espíritos não-humanos (que tem servido de arma para ataques de espiritualistas diversos contra o Espiritismo, simplesmente por desconhecerem a posição doutrinária no assunto) são todos esclarecidos de maneira viva na Revista, ou seja, através de exemplos e comunicações a respeito, além das análises de Kardec. Veja-se, no tocante a esse último problema, as comunicações de Espíritos que se apresentam como Gênio das Flores, Anjo das Crianças, os chamados elementares da Teosofia e do Ocultismo.

Capítulo dos mais importantes e estreitamente ligado às pesquisas parapsicológicas atuais é o das manifestações de pessoas vivas. Esse capítulo se estende por toda a coleção através dos relatos de fatos espontâneos e principalmente dos relatórios de pesquisas. Além dos relatórios há o registro ao vivo das sessões da Sociedade em que se faziam evocações experimentais nesse campo. Registros minuciosos, com todas as perguntas e respostas do diálogo entre Kardec e o Espírito manifestante e com todas as informações necessárias ao esclarecimento do assunto. A questão do animismo, sempre levantada contra o Espiritismo, apesar das refutações magistrais e clássicas de Bozzano e Aksakof, foi assim resolvida em definitivo por Kardec, muito antes do trabalho desses cientistas, e resolvida de maneira científica, através dos trabalhos experimentais. É Assim que não só o animismo, mas também os problemas do inconsciente, do automatismo psíquico, da escrita automática, das funções psi em todas as suas modalidades atuais e em outras ainda nem afloradas, do magnetismo e do hipnotismo, das relações psicossomáticas e outras mais, todos esses problemas são enfrentados de maneira científica nestas páginas e levados à devida solução.

Os adversários honestos do Espiritismo encontram nesta coleção a possibilidade de conhecer amplamente a questão espírita e temos a certeza de que muitos deles, após a leitura atenta destes volumes, poderão às conclusões finais de Cesare Lombroso e Charles Richet, rendendo homenagem ao bom senso e ao critério científico de Kardec. Quanto aos adversários sistemáticos, sectários ou de má fé nada podemos esperar, sendo a tentativa de desmerecer a grandeza da obra e a sua verdadeira significação na História do Conhecimento. A propósito, a Revista nos oferece ainda o exemplo das respostas de Kardec aos agressores do Espiritismo. Já naquela época a situação era a mesma: os adversários ignoravam o assunto. Kardec lhes mostra com bom senso e firmeza a fragilidade dos seus argumentos, repele os seus gracejos e as suas ironias em nome da seriedade dos problemas em causa, convida-os a estudar a Doutrina ou a se aprofundarem mais nas próprias questões que levantaram, usando às vezes de energia, porém jamais esquecido da caridade, que foi a bússola constante de sua vida e de todas as suas atividades.

Há ainda um capítulo importante de Psicologia, que se desenvolve nestes volumes: o da natureza dos animais e de suas relações com os homens. As pesquisas psicológicas nesse campo foram bastante intensificadas nos princípios de nosso século e hoje vão sendo enriquecidas com a contribuição das investigações parapsicológicas. Nos Estados Unidos e na Rússia, particularmente, os parapsicólogos se interessam pela verificação das funções psi nos animais. O Espiritismo cuidou desse problema desde o início, como atestam os trabalhos e as comunicações espirituais a respeito, publicadas na Revista. As comunicações do espírito George, discutidas por Kardec, analisadas em seus diversos aspectos e submetidas a debates na Sociedade, e vários fatos referentes à mediunidade nos animais constituem um dos mais curiosos e bem atualizados capítulos desta coleção, revelando ainda uma vez quanto o Espiritismo se antecipou aos problemas científicos dos nossos dias.

A era espacial é outra prova dessa atualidade. Kardec a iniciou não só no plano conceptual, firmando em O Livro dos Espíritos o princípio da pluralidade dos mundos habitados, que Camillo Flammarion posteriormente desenvolveu, com sua autoridade de astrônomo, num livro com esse título, mas também deu início às pesquisas a respeito. Não se servia de telescópios, mas de médiuns. Suas sondas espaciais eram as próprias almas humanas e os Espíritos comunicantes. Veja-se o magnífico desenho da casa de Mozart em Júpiter, incluído neste primeiro volume da Revista e leia-se a análise sensata de Kardec. Quem recebeu o desenho foi o famoso autor teatral Victorien Sardou, médium, que entretanto não sabia desenhar. Mas as comunicações espíritas sobre os mundos habitados, publicadas na seção Palestras Familiares de Além-Túmulo, são documentos ainda mais impressionantes. Até há pouco podia-se rir de tudo isso. Hoje, porém, que os mais céticos já admitem, tanto no mundo capitalista quanto no mundo socialista, tanto entre espiritualistas quanto entre materialistas, a teoria espírita da diversidade das formas de vida nos diferentes planetas, e que as próprias religiões mais contrárias a ela também começam a aceitá-la, é evidente que as observações de Kardec a respeito assumem novo aspecto. Assinale-se ainda que, no campo das pesquisas parapsicológicas, renovam-se em nossos dias as tentativas de comunicação interplanetária por meio do mesmo instrumento usado por Kardec: o médium, pois as provas científicas da possibilidade de telepatia a distâncias imprevisíveis vieram reforçar a posição espírita nesse campo.

A História do Espiritismo, ainda não escrita de maneira sistemática, apesar de algumas contribuições pioneiras como a de Conan Doyle, revela-nos aspectos novos nesta coleção. Kardec estabelece as duplas ligações do Espiritismo com o Cristianismo, de um lado, e com o Druidismo, de outro, e prova que antes das ocorrências espíritas de Hydesville, nos Estados Unidos, com as irmãs Fox, já se realizavam sessões espíritas na França, como as de Charles Renard em Rambouillet, que o levaram a considerar: “É de nosso conhecimento que muitas pessoas ocupavam-se de comunicações espíritas muito antes do aparecimento das mesas-girantes, do que temos provas, com datas certas”. Além disso, Kardec estabelece as relações profundas entre as religiões primitivas, a Mitologia, as chamadas religiões positivas e o Espiritismo, num encadeamento histórico que é também um dos capítulos mais fecundos da Antropologia Cultural, abrindo possibilidades, agora reforçadas pela Parapsicologia, para a elaboração da Antropologia Mediúnica. E há ainda a contribuição espírita para o esclarecimento dos problemas históricos, não só através das curiosas comunicações de personagens famosos, como da interpretação palingenésica que o Espiritismo oferece, renovando as perspectivas da História e da Filosofia da História.

Por tudo isso, e por muito mais ainda, que o leitor e o estudante descobrirão por si mesmos, a coleção da Revista Espírita se apresenta como obra indispensável aos homens de cultura de nosso tempo, sejam ou não espíritas. Mas particularmente os espíritas, e em especial os que têm responsabilidade de orientação no movimento doutrinário, não podem olvidar o seu dever de ler e estudar esta obra com atenção e amor. E foi por isso que a escolhemos para iniciar a publicação, pela primeira vez no mundo, das Obras Completas de Allan Kardec, que agora apresentamos.

Revista Espírita de 1858, tradução de Júlio Abreu Filho. São Paulo: Edicel.

06 julho 2022

Epístola de Paulo ao II Timóteo

II Tim. 1: 1 a 26. Escreveu da prisão em Roma. Ao perceber que sua morte estava próxima, traçou esta última carta de encorajamento e orientação a seu filho espiritual, terminando com o apelo que o visitasse. Lembra a Timóteo que desperte o “dom de Deus”, pois a tendência de cada um de nós é o repouso, ou guiar-se sem luta. “Conserva o modelo das sãs palavras” (II Tim. 1:13). Não fujas sistematicamente à floresta humana, com receio dos vermes e monstros que a povoam.

II Tim. 2: 1 a 26. Paulo recomenda a Timóteo, discernimento ao entender “os laços fraternais, compreendendo que cada criatura tem o seu degrau na infinita escala da vida”. Esclarece que o trabalhador operoso no bem é o primeiro a se iluminar. Quanto às tarefas de que somos encarregados, pouco importa a posição em que nos encontramos. Todas elas são importantes. Evita o falatório desregrado. É importante guardar os ouvidos, vigiar a língua e iluminar os olhos. Fugir à contenda.  

II Tim. 3: 1 a 17. Paulo relembra que se quisermos dar ouvidos às vozes do mundo, nunca faltarão motivos para contender. São muitos os cultivadores do eu, que “tendo aparência de piedade... negam a eficácia dela. Destes afasta-te”. O mundo ainda não está afeito às atitudes evangélicas. A verdade, assim como a moeda, não depende de quem a veicule; ela vale por si mesma, independentemente do mensageiro.  

II Tim. 4: 1 a 22. Paulo está preso em Roma e prevê a aproximação de sua morte. Combateu o bom combate, afirma. Sabe que se apresentará como o obreiro vitorioso. Pede-lhe que o vá visitar, antes do inverno. E mobilizando a interpretação espiritual, podemos também entender que o discípulo, busque o “Amigo celeste, ...antes dos períodos angustiosos, para que nos instalemos em refúgios de paz e segurança”.

Fonte de Consulta

CURTI, Rino. As Epístolas de Paulo e o Apocalipse de João Segundo o Espiritismo. São Paulo: FEESP, 1983.

Compilação: https://sites.google.com/view/temas-diversos-compilacao/ep%C3%ADstola-de-paulo-ao-ii-tim%C3%B3teo


05 julho 2022

Epístola de Paulo ao I Coríntios

I Cor. 1 a 31. Paulo refere-se às dissensões na Igreja de Corinto, afirmando, primeiramente, que sua missão é evangelizar não por palavras brilhantes, mas... de acordo com o Mestre, exemplificando o trabalho e o amor que iluminam a vida.

I Cor. 2: 1 a 16. Paulo não se propôs a externar grandes conhecimentos, no sentido comum, mas demonstrar a renovação interior e o poder que ela acarreta para a vida.

I Cor. 3: 1 a 23. Paulo não podia dirigir-se aos outros na expressão de que era capaz. Tinha que dosar a sua palavra à altura da compreensão, de que os ouvintes eram capazes.

I Cor. 4: 1 a 21. Paulo negava a autoridade dos homens. Os pregadores, os apóstolos, são tão somente intermediários dos mistérios de Deus.

I Cor. 5: 1 a 13. Paulo refere-se à imoralidade praticada pelos seguidores do Evangelho, inadmissível, uma vez que estes já têm orientação.

I Cor. 6: 1 a 20. De 1 a 11, o esclarecimento diz respeito às contendas, em geral sustentadas pelo ódio, o desrespeito, a agressividade. De 12 a 20, refere-se às necessidades do corpo e da alma, sem dúvida, ambas existentes para a sublimação do espírito.

I Cor. 7: 1 a 40. Trata do sexo, casamento, divórcio, prostituição e celibato.

I Cor. 8: 1 a 13. Trata da idolatria, ainda existente, hoje, nos rituais e nos cultos dos vários credos.

I Cor. 9: 1 a 27. Para Paulo, o verdadeiro apostolado, a pregação do Evangelho, não pode ser caracterizada à guisa de profissão.

I Cor. 10: 1 a 33. Trata, ainda, da pregação contra a idolatria.

I Cor. 11: 1 a 34. De 1 a 16, as referências apoiam-se no mito de Eva criada de uma costela de Adão, terminando na valorização de exterioridades, uma incongruência com a doutrina de Paulo. De 17 a 34, simbolismo relativo ao pão e ao vinho da última ceia, identificados com o corpo e o sangue de Jesus.

I Cor. 12: 1 a 31. Paulo trata da diversidade de dons, de tendências, de talentos, de vocações, de aptidões, de inclinações.

I Cor. 13: 1 a 13. Paulo trata da suprema caridade. 

I Cor. 14: 1 a 40. Paulo prega o exercício da caridade, a aquisição de dons espirituais, principalmente o de profetizar, no sentido de que nos tornemos fiéis do Mundo Maior. 

I Cor. 15: 1 a 58. O Evangelho, norteador de conduta, não se resume às realizações exteriores. É um sistema educativo concernente ao próprio indivíduo. 

I Cor. 16: 1 a 24. Além das coletas para o provimento de recursos, Paulo prega a firmeza na fé, a fortaleza, o comportamento varonil. 

Fonte de Consulta

CURTI, Rino. As Epístolas de Paulo e o Apocalipse de João Segundo o Espiritismo. São Paulo: FEESP, 1983.

Compilaçãohttps://sites.google.com/view/temas-diversos-compilacao/ep%C3%ADstola-de-paulo-ao-i-cor%C3%ADntios


Epístola de Paulo aos Romanos

Nesta epístola, há vários pontos a serem considerados, segundo o professor Rino Curti. 

Dogmatismo. Em se tratando do Dogmatismo, no que concerne à epístola de Paulo aos Romanos, não é a lei que importa, nem as obras; a salvação vem de Jesus, filho de Deus, ressuscitado dentre os mortos. Para Paulo, Jesus e a Lei são duas coisas opostas.

Fé dogmática e fé espírita. Para os dogmáticos, a fé é crença cega, uma certeza distinta da que se obtém pela observação direta dos fatos. Para o Espiritismo, a fé é raciocinada, ou seja, baseia-se no método científico de comprovação.  

Dor e sofrimento. A dor e o sofrimento são consequências do modo errôneo de agir dos seres humanos. Livres na sementeira, somos obrigados a colher o que plantamos.

“Não basta conhecer a Lei”. Paulo refere-se à Lei dos judeus, que estabelece, além de verdades eternas, prescrições e ritos. Não basta a observação exterior, mas o que importa é praticar o bem.

“Obras da Lei”. São as observâncias externas que ela recomendava, tais como, os rituais, os sacrifícios, a circuncisão.  

A antiga e a nova Lei. Na Lei antiga há valores eternos. A nova, entretanto, vem despojá-la dos acessórios desnecessários que se lhe foram agregando por obra humana. Paulo afirma que a Lei antiga é ampliada com Jesus, que o indivíduo será justiçado, tido como justo, ajustado à Lei, desde que a cumpra na consciência, na prática do bem.

Ser julgado pelas obras, mas salvos pela fé. De acordo com o Dogmatismo, o que nos salva não são as obras de per si, mas sim Jesus crucificado. E o que se há de nos conduzir à salvação final é a com obras, não as obras da lei judaica, e sim as obras vivificadas pelo amor e pela caridade.

“Batismo pelo Espírito Santo”. O “Batismo pelo Espírito Santo” significa a morte do homem velho para dar lugar ao homem novo, ou seja, o homem livre do mal, não por imposição da lei, mas pela sua livre e espontânea vontade.

“Graça”. Para Paulo, “graça” é a “consciência tranquila”, ajustada à lei.

“Morrer para o pecado”. É da lei da vida, que tudo que não atende à sua edificação, termine, pereça, não frutifique. Ou segundo a expressão de Paulo: morre para o pecado. “... Porque o salário do pecado é a morte...” (Rom. 6,23)

Renovação. Primeiro, para o escoimá-los dos acessórios inúteis — morrendo para o pecado; segundo, para a ampliação ou a incorporação de um acréscimo “do dom gratuito de Deus, a vida eterna”, no dizer do Convertido.

Fonte de Consulta

CURTI, Rino. As Epístolas de Paulo e o Apocalipse de João Segundo o Espiritismo. São Paulo: FEESP, 1983.

Compilaçãohttps://sites.google.com/view/temas-diversos-compilacao/ep%C3%ADstola-de-paulo-aos-romanos