10 janeiro 2010

Dor e Sofrimento

Dor. É a sensação desagradável e penosa, resultante de uma lesão, contusão, ferimento ou funcionamento anômalo de um órgão. Sofrimento. Sentimento de tristeza, mágoa, aflição, pesar, que pode repercutir de maneira mais ou menos intensa sobre o organismo, causando mal-estar.

Na antiguidade, os papiros do Egito e os documentos da Pérsia descreviam a ocorrência da dor e o desenvolvimento de medidas para o seu controle. Como naquela época a dor era atribuída aos maus espíritos, a Medicina era exercida pelos sacerdotes, que empregavam remédios naturais, sacrifício e prece para aliviar a dor. Os primeiros instrumentos analgésicos vieram da observação dos animais, que se banhavam em barro para proteger-se das picadas dos insetos e comiam plantas para se purgar.

07 janeiro 2010

Jesus Cristo e seus Discípulos

Jesus Cristo foi o mais puro Espírito que já encarnou no Planeta Terra. Teve a incumbência de transmitir aos homens o pensamento de Deus. Na época de Moisés, a justiça se baseava no “olho por olho e dente por dente”; Jesus fala-nos do amor incondicional, estendendo-o até o amor ao inimigo. Jesus não veio destruir a lei de Deus, mas cumpri-la, ou seja, desenvolvê-la e apropriá-la ao grau de adiantamento dos homens.

Discípulo é aquele que, com um mestre, aprende alguma ciência ou arte. Em se tratando de Jesus, falava-se dos discípulos do Senhor, ou seja, aqueles que seguiam de perto a Cristo: em primeiro lugar, os 12 Apóstolos; depois, os outros 72 que mandava adiante de si aos lugares onde tencionava pregar (Luc., 10). Em sentido geral, também eram chamados discípulos os que acreditavam em Cristo e se propunham seguir sua doutrina, instruídos por ele ou pelos apóstolos e evangelistas.

Os rabinos ou doutores da Lei reuniam em torno de si muitos discípulos, aos quais transmitiam a sua doutrina. Esses discípulos, por seu turno, podiam tornar-se rabinos e continuar a tradição que tinham recebido. Jesus ia além da simples transmissão de sua doutrina: pedia uma adesão pessoal mais completa do que aquela que era pedida pelos rabinos. O seu discípulo deveria estar disposto a abandonar pai, mãe, filho e filha, a tomar a sua cruz e dar a vida no seguimento de Jesus. Como seu mestre, os discípulos deveriam abandonar suas casas, ficando sem ter onde repousar a cabeça.

A escolha dos doze apóstolos. Jesus reunia, nas proximidades de Cafarnaum, grande comunidade dos seus seguidores. Numerosas pessoas o aguardavam ao longo do caminho, ansiosas por lhe ouvirem a palavra instrutiva. Depois de uma pregação do novo reino, chamou os 12 companheiros que, doravante, seriam os intérpretes de suas ações e de seus ensinos. Eram eles os homens mais humildes e simples de lago de Genesaré. (1)

As instruções de Jesus. Os doze apóstolos deveriam procurar as ovelhas perdidas da casa de Israel, pregando que o reino dos céus está próximo. Tinham a missão de curar os enfermos, ressuscitar os mortos e purificar os leprosos. Sofreriam admoestações, pois eram enviados como ovelhas no meio dos lobos. Não faltariam, porém, os estímulos do Senhor, que os exortava a reconhecer o Pai se quisessem ser reconhecidos como seus discípulos. Haveria muitas dificuldades, devido à incompreensão dos homens, mas as recompensas também eram muitas para aqueles que fizerem a vontade do Pai.

O discípulo deve crer na misericórdia infinita de Deus. Sem essa confiança no Divino Poder do amor nada conseguirá na escalada evolutiva, porque sempre estará defendendo os seus interesses particulares em detrimento dos interesses do Criador.

Fonte de Consulta

(1) XAVIER, F. C. Boa Nova, pelo Espírito Humberto de Campos. 11. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1977 p. 38.

 



06 janeiro 2010

Religiões Universais e Espiritismo

Religião é sentimento divino que prende o ser humano ao Criador. É a ligação do crente com o seu objeto de adoração (pedras, árvores, Deus, Jeová etc.). Religiões universais são aquelas que acreditam ter importância para todo o mundo e tentam, com maior ou menor intensidade, converter pessoas. Elas podem ser classificadas por meio de famílias: família semítica (Judaísmo, Cristianismo, Islamismo); família indiana (Hinduismo, Budismo, Jainismo); família do extremo oriente (Confucionismo, Taoísmo, Xintoísmo). (1)

As religiões universais podem ser monoteístas, politeístas e mesmo ateias. O Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo são monoteístas. O Hinduísmo é politeísta. Umas crêem num Deus revelado; outras não. Confúcio, por exemplo, em sua doutrina, exclui toda especulação metafísica e não se ocupa dos mortos. Só se ocupa do homem e das coisas humanas. Prega o raciocinar e o expressar-se bem, numa moral que leve o homem a viver bem.

O que distingue as religiões primitivas das religiões universais? As religiões primitivas tendem a ser locais, como é o caso da africana: seus praticantes não a consideram relevante para outros povos. As religiões universais acreditam ter importância para todo o mundo e tentam, com maior ou menor intensidade, converter pessoas. Nestas há uma escritura, como é o caso da Bíblia.

Há um esforço de se buscar uma unidade que sirva para todos os povos e todas as religiões. Damos-lhe o nome de ecumenismo, que é o processo de busca da unidade. A tarefa, cremos nós, não é fácil, porque todas as religiões fundamentam-se em dogmas e, como sabemos, é muito difícil de o ser humano deixar algo que está sedimentado há muito tempo em seu subconsciente.

O Espiritismo não pode ser considerado religião, quando empregamos esta palavra sob o ponto de vista de religião organizada, com dogmas e paramentos. Se tomarmos a palavra como uma ligação do homem com o Criador, não resta dúvida que é uma religião, a religião natural.

Assim, de acordo com a comunicação de um Espírito, percebemos que “O Espiritismo é chamado a desempenhar imenso papel na terra. Reformará a legislação, retificará os erros da História, restaurará a religião do Cristo, instituirá a verdadeira religião, a religião natural, a que parte do coração e vai direto a Deus, sem se deter nas franjas de uma sotaina, ou nos degraus de um altar”. Extinguirá para sempre o ateísmo e o materialismo. (2)

(1) http://www.paijulioesteio.kit.net/o_que_e_religiao_4.htm, em 05/01/2010

(2) KARDEC, A. Obras Póstumas. 15. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1975, p. 299.