08 junho 2012

Útil, Inútil e Espiritismo

O "útil" caracteriza-se pela intermediação,  vale por tudo aquilo a que se dirige, não  por si mesmo. A criação e a renovação constante são seus atributos. Constroem-se máquinas e equipamentos  com a finalidade de aumentar  produção e produtividade. O produzir por produzir gera angústia, pois não se divisa o "para que" produzir.


O "inútil", em se tratando de um fim em si mesmo, caracteriza-se pela perfeição e pela liberdade. Nesse sentido, a existência lúdica, a estética e a  especulação  intelectual desinteressada tornam-se uma necessidade, porque  distanciam-nos dos aspectos práticos da vida. A contemplação de uma boa  música ou de uma obra de arte pode levar-nos ao êxtase.

 O útil relaciona-se ao progresso material; o inútil, ao progresso moral. Como podemos vê-los sob a ótica espírita?  Allan Kardec, ao tratar da Lei do Progresso, diz-nos que os povos  não podem ficar eternamente no estado natural. Afirma-nos, ainda, que conforme as civilizações tornam-se complexas, o homem tem de descobrir novos  meios  de produção, a fim de atender às suas necessidades, que também se ampliam. Portanto, o útil,  em si mesmo, não é fator negativo.

Por outro lado,  esclarece-nos  que  devemos dosar progresso técnico e progresso moral. É difícil os dois caminharem juntos. O progresso material vem à frente, para  desenvolver a inteligência.  Esta, depois, terá condições de escolher  entre  o bem e o mal. Optando pelo bem, sabe-se o que se produz e para que finalidade. O produzir por produzir deixa de existir.

A  Mente, refletida pelos postulados  espíritas, cria condições de conduzir nossas ações para o meio-termo. Possuamos a máquina, mas não nos deixemos possuir por ela.

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