27 março 2015

Aura

Aura pode ser: emanação, radiação ou halo invisível de luz ou de cor em volta de uma pessoa; cada um dos princípios filosóficos que tem interferência na vida animal e vegetal; qualidade característica, mas intangível que parece envolver pessoa ou coisa. Para os nossos propósitos, é a radiação ou halo invisível de luz ou faixas de luz coloridas em volta de uma planta, de um animal, de uma pessoa, que podem ser captadas por clarividentes e sensitivos.

O "arco-íris humano", ou seja, as faixas de luz coloridas têm vários significados. Em se tratando do ser humano, indicam o seu estado mental e espiritual. Um sistema de interpretação é: ouro, espiritualidade; azul claro e roxo, poder de cura; rosa, amor e afeto sinceros; vermelho, desejo e raiva; verde, intelecto; marrom e sombras escuras e turvas, doença.

A crença na existência das radiações dos seres humanos não é recente. Na arte religiosa cristã, por exemplo, os santos são representados por um halo luminoso: nimbo, quando contorna apenas a cabeça; auréola, quando contorna o corpo todo.

Além dos sensitivos, a radiestesia e a fotografia kirliana são também usadas para captar essas radiações. A fotografia kirliana, um processo de fazer fotos dos padrões "bio-luminosos" das coisas vivas, é conhecida mundialmente. A fotografia kirliana é útil para diagnosticar doenças de pessoas, de animais e plantas pela aura, antes que surjam os sintomas físicos.

Em se tratando da Doutrina Espírita, temos:

1) No livro A Gênese, Allan Kardec explica-nos que os fluidos espirituais constituem um dos estados do fluido cósmico universal. São a atmosfera dos seres espirituais; são o elemento onde eles colhem os materiais com que operam. São o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som.

2) No livro Obras Póstumas, Allan Kardec diz que ao criarmos imagens fluídicas, o nosso pensamento se reflete em nosso envoltório perispirítico como num espelho. Isso toma um corpo, podendo ser fotografado, ou seja, captado pelo nosso interlocutor.

3) No capítulo 10 "Fluxo Mental", de Mecanismos da Mediunidade, o Espírito André Luiz diz-nos que a alma encarnada ou desencarnada está envolvida por uma túnica de forças eletromagnéticas, em cuja tessitura circulam irradiações que lhe são peculiares.

Em síntese, a aura, na espécie humana, reflete os diversos estados de consciência que o ser pode apresentar, desde os graus instintivos mais primitivos até os voos mais expressivos do altruísmo. Assim, para que tenhamos uma aura com uma dimensão mais elevada de vibrações, melhoremos o fluxo dos nossos pensamentos, direcionando-o para a prática do bem.

Fonte de Consulta

CAVENDISH, Ricardo (org.). Enciclopédia do Sobrenatural. Tradução de Alda Porto e Marcos Santarrita. Porto Alegre: L&PM, 1993.




18 março 2015

Transe

Transe. É um estado de baixa tensão psíquica com estreitamento do campo da consciência e dissociação. É caracterizado pela suspensão dos movimentos voluntários, e às vezes pelo automatismo da atividade ou do pensamento. 

O transe apresenta-se de várias formas: os mais comuns são o transe hipnótico e transe mediúnico. Além desses, há os provocados pela debilidade física, pelas drogas, pela música, pela respiração etc. Embora haja uma grande diversidade de modos, a raiz do transe é uma só, ou seja, a dissociação da consciência. O que varia, na realidade, são os graus do transe, que começa por um estado de "transe leve" e, depois, pode chegar até o estado da possessão extática. No transe hipnótico, por exemplo, há uma indução do hipnoterapeuta no sentido de relaxar progressivamente os sujeitos até estes atingirem o grau de dissociação da consciência.

Querer explicar o mecanismo do transe é entrar por um caminho nebuloso. O máximo que conseguiremos é expressar algumas hipóteses: 1) tensão forte prolongada, infligida ao cérebro, pelo corpo ou pela mente; 2) as drogas provocam falta parcial de oxigênio no cérebro; 3) os exercícios respiratórios inundam o sangue de oxigênio e privam o cérebro de açúcar. 

Os parapsicólogos dão, também, as suas explicações sobre o transe: para os discípulos de Wilhelm Reich, o transe é a reação da mente aos efeitos produzidos pela misteriosa "energia orgone"; para alguns junguianos, o transe é como "uma descida ao inconsciente coletivo"; para os behaviouristas modernos, o transe assemelha-se à inibição transmarginal, mecanismo de proteção do cérebro que, sob tensão, pode alterar a forma como responde aos estímulos externos. 

Quanto ao uso de drogas psicotrópicas, cabe uma observação: elas não são uma descoberta moderna, como a maioria tende a pensar. Na antiguidade clássica grega, o oráculo de Delfos mascava as "ervas de Apolo", os xamãs da Sibéria tomavam agárico (o "cogumelo sagrado" das teorias modernas) e os heróis semidivinos da antiga Índia bebiam o misterioso soma.

O transe mediúnico é considerado auto-sugerido, uma forma de auto-hipnose. No transe mediúnico, os médiuns autênticos atingem voluntariamente a dissociação de consciência. O transe mediúnico processa-se de forma progressiva. Observe o PACEM, fases do desenvolvimento mediúnico, criado pelo Comandante Edgar Armond: P - Percepção dos fluidos; A - Aproximação do Espírito comunicante; C - Contato do Espírito comunicante; E - Envolvimento do médium; M - Manifestação do Espírito comunicante.

A discussão do conceito e do mecanismo do transe é bastante útil. Para o médium autêntico, porém, o que importa é a vivência da comunicação mediúnica. 

Fonte de Consulta

CAVENDISH, Ricardo (org.). Enciclopédia do Sobrenatural. Tradução de Alda Porto e Marcos Santarrita. Porto Alegre: L&PM, 1993.