28 janeiro 2022

Avenina Tonetti Gregório (17/12/1920 - 21/01/2022)

Começou a frequentar o Centro em 1968.

Antes de frequentar o Centro Espírita Ismael, participou, durante 5 anos do Centro Espírita Nosso Lar, das Casas André Luiz, em Vila Galvão.

Quis ir ao Ismael, porque havia cursos e precisava aprender o Espiritismo. Ali fez o Curso de Educação Mediúnica, o Curso de Aprendizes do Evangelho e o Curso de Passes. 

Colaborava, no CEI, quatro vezes por semana. Dedicou-se exclusivamente aos trabalhos de desobsessão. Foi, durante 6 anos, diretora do Departamento de Assistência Social. Ajudou muito na costura. Nos chás beneficentes, era a montadora dos pratos de salgadinhos.

Em seu depoimento, quando do lançamento do livro “50 Anos do Centro Espirita Ismael 1962-2012 (Breve Histórico)”, encontramos:

“Presentemente, está afastada dos trabalhos, mas tem boas recordações dos senhores Nascimento, Humberto Bury, Henriqueta Bury, Antônio Sanches e Wanderlon.  Era uma turma muito unida. Acha que a sua presença no Centro ajudou a sua vida e a da sua família, pois o Espiritismo ensina a gente a fazer o bem ao outro. No trabalho de desobsessão, pela doutrinação, a gente ajuda um irmão em apuro”.

À Querida Mamãe

Onde estiver, receba nossa imensa gratidão pelo convívio amoroso nos seus 101 anos de existência.

Acompanhamo-la mais de perto nos seus derradeiros anos, ouvindo a reclamação das dores de cabeça constantes, as quais pareciam não ter fim. Esperamos que, ao passar para o outro lado da vida, elas se extinguiram.

Registremos o carinho com que foi cuidada pelas enfermeiras do hospital. Uma delas, olhando no seu olho, disse: tem cara de princesa; deve ter sido muito boa, pois o seu rosto reflete muita tranquilidade e sabedoria.  

Acreditamos que, ao passar para o além, foi recebida pelos seus mentores, pelos seus parentes, tais como o marido, o filho que já desencarnou, sua mãe, entre outros.

Aqui fica a saudade e a consciência do dever cumprido, apesar de nossos defeitos e da nossa ignorância com relação ao real tratamento humano.

Quando se sentir mais bem ajustada no mundo dos Espíritos e, for permitido, possa dar comunicação aos médiuns do Centro Espírita Ismael, Casa que colaborou por longos anos de sua vida.

Sentimos a sua falta, mas as determinações do Alto vão nos encaminhando para outros campos de interesse na Seara do Mestre. Os bons Espíritos sabem o momento oportuno para a separação.

Mãezinha. A senhora foi um espírito exemplar. Não teve inimigos; todos que se aproximavam da senhora saíam mais ditosos, mais encorajados. Contudo, é chegado o momento de partir. 

Até breve.

Sérgio Biagi Gregório

26 janeiro 2022

Felicidade pelo Dever Cumprido

O conceito de dever refere-se a ter uma certa obrigação. Pode se pensar, também, na atitude de fórum íntimo, de nossa consciência, com relação a agir ou não agir diante de uma circunstância. Embora outros possam opinar, sugerir e propor uma dada ação, a decisão final cabe a nós mesmos. 

No cumprimento dos deveres, cabe salientar as dificuldades que surgem no caminho. Exemplo: a vida deixa-nos a sós com um parente doente. A tarefa é nossa, desde que nossa consciência assim o determina. Nesse caso, não podemos passar os encargos a terceiros. Cabe-nos somente enfrentar a situação e sofrer as consequências de cada ato.

As dificuldades enfrentadas têm relação com a renúncia. Às vezes somos obrigados a renunciar às diversões, aos amigos e, inclusive, à própria personalidade.  O espírito Emmanuel diz-nos que renunciar não é menosprezar os outros, deixá-los à deriva, mas aceitá-los tais quais são. Isso exige muita compreensão e tolerância para com o nosso próximo. 

Uma vez aceita, intimamente a tarefa, o próximo passo é por mãos à obra. E, nesse caso, não se preocupar com as horas mal dormidas, os momentos que nos privamos das diversões. Lembremo-nos de que não encarnamos no planeta Terra para veranear, mas para trabalhar em prol do nosso progresso material e espiritual.

Passados, às vezes, longos anos de dedicação, eis que chega ao fim o sofrimento, as dificuldades e os incômodos. E o que vem depois? A recompensa. Não a recompensa pecuniária, mas a felicidade de sentir que o dever foi cumprido apesar de todas as dores. Percebemos, assim, a nossa consciência leve e tranquila por ter atendido ao chamamento divino.

Não nos esqueçamos de agradecer a presença dos bons Espíritos que estão sempre nos secundando e orientando as nossas atuações. 

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Para reflexão

"O dever se engrandece e esplende, sob uma forma sempre mais elevada, em cada uma das etapas superiores da humanidade. A obrigação moral da criatura para com Deus jamais cessa, porque ela deve refletir as virtudes do Eterno, que não aceita um esboço imperfeito, mas deseja que a grandeza da sua obra resplandeça aos seus olhos". (Capítulo XVII - Sede Perfeitos, de O Evangelho Segundo o Espiritismo)

  

25 janeiro 2022

Solidão

Por que motivo a solidão nos invade a existência?

De repente nos vemos na solidão. Morre um ente querido e os acontecimentos posteriores levam-nos a ficar isolados dos demais familiares. Sentimo-nos tristes, desamparados, e a primeira ideia é reclamar dos desígnios de Deus. Esta não é  atitude correta. Ao contrário, tenhamos paciência, pois o auxílio do Alto pode estar vindo em nossa direção. 

Nesse estado de ânimo, convém não perdermos a calma; em seguida,  refletir sobre alguns pensamentos, tanto de encarnados quanto de desencarnados.

No capítulo 21 — “Mar Alto”, do livro Pão Nosso, pelo Espírito Emmanuel, temos:

“Em surgindo, pois, a tua época de dificuldade, convence-te de que chegaram para tua alma os dias de serviço em “mar alto”, o tempo de procurar os valores justos, sem o incentivo de certas ilusões da experiência material. Se te encontras sozinho, se te sentes ao abandono, lembra-te de que, além do túmulo, há companheiros que te assistem e esperam carinhosamente.