11 dezembro 2023

Transição

O Espírito Emmanuel, nas questões 146 a 160 de O Consolador, trata de diferentes aspectos relacionados com a passagem desta para a outra vida. Fatalidade, mudanças inesperadas, o encontro de almas afins, as perturbações, as consequências da cremação, da morte acidental, entre outros. Eis um pequeno resumo. 

A fatalidade do instante da morte. Com exceção do suicídio, todos os casos de desencarnação são determinados previamente pelas forças espirituais que orientam a atividade do homem sobre a Terra.

Mudanças rápidas. Há apenas uma mudança de plano, do plano físico ao plano invisível.

Primeiros tempos. Como há apenas uma mudança de plano, a alma desencarnada procura as mesmas atividades que lhe eram afins quando encarnada.  

Companhia de entes queridos. Dependendo do seu estado evolutivo, pode encontrar as mesmas almas que lhes eram afins aqui neste mundo.

Perturbações dos espíritas. As perturbações além-túmulo não dependem de rótulo religioso. A consciência reta e o coração amante da verdade e do amor repelem qualquer tipo de perturbação.

Sofrimento com a cremação. Nas primeiras horas após o desencarne, os fluidos orgânicos ainda estão ligados ao Espírito. A sugestão de se esperar mais horas para a destruição das vísceras materiais é sumamente oportuna.

Morte violenta. Dada a surpresa do desenlace, muitos Espíritos ainda não se encontram devidamente preparados para enfrentar tal situação.

Perecimento antes da hora da morte. Procedendo de acordo a consciência bem formada, tudo o mais depende de Deus.

Suicídio. A grande surpresa é a de que a vida continua.

Medo da morte. Não se deve generalizar que é falta de evolução espiritual. Uma preparação diária para a morte pode diminuir o seu temor.

Comunicação com os encarnados. Depende do grau de evolução. Os mais preparados possivelmente queiram transmitir suas experiências aos que ficaram. A grande maioria, porém, não tem ideia sobre as comunicações mediúnicas. 

Audição dos desencarnados. Não basta querer, é preciso merecer.

O ser desencarna e deixa inimigos. É possível e quase geral que continue perseguindo o seu desafeto, dentro da situação de invisibilidade, em virtude do grau de evolução do Planeta Terra.

07 dezembro 2023

Pureza Doutrinária

O tema “Pureza Doutrinária” é muito atual, pois faz-nos refletir sobre a maneira como estamos nos comportando diante dos princípios codificados por Allan Kardec, veiculados a partir de 1857, com o lançamento de O Livro dos Espíritos. Para tanto, buscamos alguns subsídios na obra Pureza Doutrinária, do Dr. Ary Lex, cuja primeira edição data de 1988.

O Dr. Ary Lex, grande estudioso do Espiritismo, foi um combatente contra os abusos e deturpações que se praticavam na época. Costumava dizer que ele partira primeiro, como uma espécie de arranca-toco. Outros viriam depois para dar continuidade.

Como as deturpações podem invadir uma religião? Uma das causas é o aumento do número de adeptos. Observe o que aconteceu com o cristianismo primitivo, que era puro, e no que se transformou quando foi admitido pelo poder temporal de Roma. O mesmo pode ocorrer com o Espiritismo, visto que a maioria que frequenta um Centro Espírita não vai para aprender a Doutrina Espírita, mas para resolver problemas pessoais. 

O Dr. Ary Lex elenca, neste livro, as deturpações orientais, Ramatis, falso parapsicólogos, entre outros. Quanto às deturpações orientais, temos: o problema da evolução no reino mineral, os elementais e o corpo astral. Quanto a Ramatis? Em muitos Centros Espíritas e Federações vendia-se mais Ramatis do que o total dos livros da Codificação! Diziam: "Kardec está superado, pois temos, agora, as novas revelações de Ramatis”. A respeito dos falsos parapsicólogos? Depois do avanço da Parapsicologia, surgiram também Clínicas que fazem tratamento pela Parapsicologia, algumas delas já processadas por exercício ilegal da medicina.

Em se tratando dos erros na prática mediúnica, extraímos do Capítulo VI — “Deturpações da Prática Mediúnica”, o seguinte:

a) uso de túnica branca pelo dirigente dos trabalhos;

b) abstinência de carne no dia das sessões;

c) proibição do estudo dos livros básicos da Doutrina, sob alegação de que o Guia é competente para tudo ensinar;

d) distribuição de preces impressas, para se evitarem desarranjos na vida, acidentes etc.;

e) realização de casamentos, batizados e crismas "espíritas";

f) promessas a espíritos, para se conseguirem favores;

g) médiuns de mãos dadas ou espalmadas sobre a mesa;

h) comunicação de dois ou mais espíritos ao mesmo tempo;

i) proibição de cruzarem as pernas;

j) cantos extravagantes, velas, defumações;

l) assistência obrigada a se conservar de olhos fechados;

m) obrigação de receber passes à entrada do recinto;

n) perguntas aos espíritos para satisfazerem a curiosidade.

As deturpações são como os cupins que, imperceptivelmente, vão corroendo, destruindo. Precisamos estar sempre atentos. Não podemos, em nome do Espiritismo, praticar atos totalmente condenados pela Doutrina. A Doutrina Espírita está assentada em princípios. O espírita deve ter consciência que não só descobriu uma verdade nova, mas assumiu o compromisso de segui-la. 

Fonte de Consulta

LEX, Dr. Ary.  Pureza Doutrinária. 1.ª Edição — julho de 1988