13 novembro 2009

Percepção Mediúnica

Na Parapsicologia, Rhine criou o termo Percepção Extra-Sensorial (P.E.S.) para designar a percepção de um objeto independentemente dos órgãos do sentido (tato, olfato, paladar, visão e audição). A sua teoria é baseada na função Psi: psigama refere-se aos fenômenos de efeitos inteligentes; psikapa, aos fenômenos de efeitos físicos. Para comprová-los, usa o método estatístico combinado com o cálculo de probabilidade.

percepção mediúnica difere da Percepção Extra-Sensorial, pois é a visão, audição e comunicação com um mundo que não é percebido pelas vias sensoriais do encarnado. Em se tratando da função psigama, da P.E.S., há a comprovação da telepatiaclarividênciapós e retro-cognição, todos fenômenos anímicos. A percepção mediúnica, por seu turno, refere-se à comunicação com Espíritos desencarnados. Nesse caso, convém nos lembramos da definição de mediunidade: faculdade humana, natural na qual se estabelecem as relações entre os Espíritos desencarnados e os homens, em que os últimos são denominados médiuns, intermediários da mensagem.

Para melhor compreendermos a ideia de percepção mediúnica, recordemo-nos de que o espectro eletromagnético, em comprimentos de ondas em metros, varia de 10-14 a 108, sendo que os nossos olhos captam apenas 1/70 desse universo. Os nossos ouvidos, por outro lado, captam o som entre 20 e 20.000 vibrações por segundo. Estes simples dados mostram que há som, luz, energia, vibrações e radiações além de nossa capacidade de percepção. O mesmo se dá no campo mediúnico.

A percepção mediúnica é a captação de conhecimentos que estão além dos nossos sentidos físicos. Por isso, cegos e surdos do mundo físico são capazes de ver e ouvir muito além, porque veem com os olhos do Espírito. A limitação mediúnica, se assim quisermos colocar, depende de nossos próprios recursos, quais sejam intelectuais e morais. É por isso que os Espíritos, tais como Emmanuel, André Luiz, Bezerra de Menezes e outros, estão sempre nos incentivando ao estudo e à mudança comportamental.

As mensagens espíritas, principalmente aquelas encontradas nos livros Fonte VivaVinha de LuzCaminho, Verdade e VidaPão Nosso, de autoria do Espírito Emmanuel, pela pena do médium Francisco Cândido Xavier, são um alimento valioso para esse progresso moral. O Espírito Emmanuel retrata o cristianismo para os dias atuais. Certa feita teceu comentários sobre a solidão. Ele diz: “À medida que te elevas, monte acima, no desempenho do próprio dever, experimentas a solidão dos cimos e incomensurável tristeza te constringe a alma sensível... Em torno de ti, a claridade, mas também o silêncio... Dentro de ti, a felicidade de saber, mas igualmente a dor de não seres compreendido...”

Há, porém, percepção e percepções. Podemos nos sintonizar com os Espíritos de luz ou os Espíritos das trevas. Há ainda os falsos profetas, ou seja, aqueles Espíritos que se apresentam como se fossem de luz, mas estão inseridos numa grande treva. A mensagem de Jesus só não faz sentido para aqueles que não lhe captam o sentido. É como dois estrangeiros tentando se comunicar. A comunicação passa despercebida ou é mal interpretada.

Tenhamos em mente a perfeita conexão com os Espíritos de luz e as trevas não nos visitarão, porque estaremos sob o amparo beneplácito das correntes amorosas do bem.

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Mencionamos apenas estes fatos, entre milhares deles, registrados nos anais das pesquisas psíquicas, para oferecer alguns elementos significativos de comprovação da clarividência através de casos espontâneos, que confirmam as conclusões de laboratório da equipe de Rhine. Tanto a mulher do caso do Prof. Lawrence Jones, quanto a mãe aflita do relato de Flamarion, ou o pintor holandês do caso de Puharich, como a menina Kate Fox só podiam ter visto o que relataram pela visão sem olhos. A telepatia é incapaz de explicar esses casos. Não obstante, como já advertimos, em muitos casos as duas funções, a telepática e a clarividente, agem em conjugação. Para esses casos de percepção global existe a classificação técnica de Fenômenos GESP, ou seja, fenômenos de General Extra Sensory Perception, que em português teria a sigla de PESG, Percepção Extra-Sensória Geral. Rhine criou essa designação em virtude das dificuldades de separar um fenômeno do outro e da conveniência de realizar experimentos de conjugação, que se mostraram mais produtivos. (III  "CV  a visão sem olhos", do livro Parapsicologia Hoje a Amanhã, do Prof. J. Herculano Pires)

 





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