15 setembro 2010

Psicopatia e Espiritismo

Psicopatia é uma designação geral, pouco específica e controversa, para uma grande classe de modos anormais de vivência e conduta. Em geral, considera-se a psicopatia como desvio psíquico condicionado pela hereditariedade da norma média no campo da vida impulsiva, emocional e voluntária, que leva a uma adaptação errada. (1) A psicopatia deve ser analisada em função da falta de consciência do psicopata.

Pessoas que matam em defesa própria, parceiros que matam motivados por ciúme, pessoas extremamente narcisistas que matam movida por ciúme, pessoas que matam pessoas que se encontram no caminho de um objetivo etc. são alguns dos traços característicos dos psicopatas. (2)

Estatisticamente considerada, a psicopatia apresenta os seguintes dados: metade dos crimes hediondos dos EUA é cometida por psicopatas; 4 vezes mais crimes violentos são cometidos pelo psicopata, comparado ao criminoso comum; 70% é a taxa de reincidência de um psicopata em liberdade; 1 a cada 3 psicopatas é mulher.

Segundo Martha Stout, em Meu Vizinho é um Psicopata, a psicopatia pode atingir qualquer pessoa, independentemente de renda, poder ou belo porte físico. Esses distúrbios originam-se na pouca ou falta de consciência, cujo termo técnico é “Transtorno da Personalidade Antissocial”, uma incorrigível deformação do caráter, que se acredita estar em 4% da população mundial. (3)

Os sintomas dos distúrbios mentais relacionados com a psicopatia podem ser assim resumidos: incapacidade de adequação às normas sociais; falta de sinceridade e tendência de manipulação; impulsividade, incapacidade de planejamento prévio; permanente negligência com a própria segurança e a dos outros; irresponsabilidade persistente; ausência de remorso após magoar, maltratar ou roubar outra pessoa. (3)

De acordo a Doutrina Espírita, a lei de Deus está escrita na consciência do ser. Essa lei pode ser esquecida, mas há muitos abnegados instrutores, encarnados e desencarnados, encarregados de nos lembrar dela. São os Espíritos superiores, cuja missão é fazer progredir a Humanidade. (4)

Para a ciência médica, a falta de consciência permite ao indivíduo cometer qualquer crime. Na visão espírita, tudo tem a sua razão de ser e nenhum agravo à lei de Deus fica sem o reparo necessário. O esquecimento do passado, apregoado pela Doutrina Espírita, é apenas para nos livrar de embaraços maiores à nossa vivência neste mundo. No íntimo de cada um de nós há os germes da perfeição. Podemos, pelo nosso livre-arbítrio, contrariar aquilo que está dentro de nós, mas teremos que reparar em futuro próximo.

(1) DIETRICH, Georg e WALTER, Hellmuth. Vocabulário Fundamental de Psicologia. São Paulo: Edições 70, 1978.
(2) MUNDO ESTRANHO. São Paulo: Editora Abril, setembro de 2010, edição 103.
(3) STOUT, Martha. Meu Vizinho é um Psicopata. Tradução de Regina Lyra. São Paulo: Sextante, 2010.
(4) KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed. São Paulo: Feesp, 1995.


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