24 julho 2009

Missão dos Espíritos

A missão é a função ou poder que se confere a alguém para fazer algo. É, também, encargo, incumbência. Pode-se concebê-la como uma função especial do governo, que encarrega os seus diplomatas e agentes junto a outro país. A missão superior, por outro lado, é aquela que objetiva a regeneração da Humanidade. Nesse sentido, a missão do superior é amparar o inferior e educá-lo. Os missionários, por sua vez, são Espíritos superiores que encarnam com o fim de fazer progredir a Humanidade.

Há diversos tipos de missão. A missão da Doutrina Espírita é consolar e instruir, em Jesus, para que todos mobilizem as suas possibilidades divinas no caminho da vida; a missão de Jesus é transmitir aos homens os ensinamentos divinos; a missão dos apóstolos, especialmente a de Paulo, consistia em preparar e abrir os cominhos à era do Espírito; a missão de Allan Kardec foi a de nos trazer a codificação espírita.

Na pergunta 573, de O Livro dos Espíritos, os instrutores espirituais dizem que a missão dos Espíritos encarnados consiste em: “Instruir os homens, em lhes auxiliar o progresso; em lhes melhorar as instituições, por meios diretos e materiais. As missões, porém, são mais ou menos gerais e importantes. O que cultiva a terra desempenha tão nobre missão, como o que governa, ou o que instrui. Tudo em a Natureza se encadeia. Ao mesmo tempo em que o Espírito se depura pela encarnação, concorre, dessa forma, para a execução dos desígnios da Providência. Cada um tem neste mundo a sua missão, porque todos podem ter alguma utilidade”.

O Espírito missionário não tem uma missão predestinada. Ele geralmente é instrumento de algum Espírito que serve para executar alguma coisa que seja útil. Suponha que um Espírito desencarnado queira escrever um livro que não tenha podido fazê-lo como encarnado. Como procede? Ele procura um Espírito encarnado, confiável, para tal obra e o dirige na execução. “Assim, este homem não veio à Terra com a missão de fazer essa obra”; foi circunstancial. O mesmo sucede nas artes e nas ciências.

No estado de erraticidade, as ocupações dos Espíritos são adequadas ao grau de adiantamento deles. Uns percorrem os mundos e ocupam-se com o progresso. Muitos assistem os homens de gênio que concorrem para o adiantamento da Humanidade. Outros encarnam com determinada missão de progresso. Outros tomam sob sua tutela os indivíduos, as famílias, as reuniões, as cidades e os povos, dos quais se constituem os anjos guardiões, os gênios protetores e os Espíritos familiares. Outros, finalmente, presidem aos fenômenos da Natureza, de que se fazem os agentes diretos.

Todos nós, Espíritos encarnados ou desencarnados, temos deveres a cumprir, quer sejam grandes, quer sejam pequenos. Lembremo-nos de que sem a pequenina tomada, o fio elétrico não pode cumprir a sua função.

Bibliografia Consultada

EQUIPE DA FEB. O Espiritismo de A a Z. Rio de Janeiro: FEB, 1995.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed. São Paulo: Feesp, 1995.

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