29 julho 2009

Parábola do Filho Pródigo

Esta é uma das mais conhecidas e sugestivas parábolas evangélicas. Foi apresentada por Jesus, aos que o censuravam por dar bom acolhimento aos “pecadores”. Jesus quer chamar a atenção do ser humano quanto ao perdão incondicional. Quer ensinar-nos que o Pai, misericordioso que é, está sempre disposto a nos dar uma nova oportunidade, mesmo que tenhamos caído nos maiores deslizes.

A parábola do filho pródigo retrata a história de um mancebo que, tendo recebido a sua herança, parte para um país longínquo. Depois de muitas contradições e sofrimento, volta para o seio paterno, disposto a pedir-lhe perdão pelos erros cometidos. O seu pai o recebe com muita alegria e lhe dá uma grande festa, matando, inclusive, um novilho, para festejar. O outro filho, o que ficou cuidando dos negócios do pai, vendo aquela festa se sente menosprezado, censurando gravemente o seu pai.

Esta parábola procura mostrar os descasos do coração humano e o beneplácito do amor divino. O filho mais moço representa o ser humano sem experiência e, portanto, mais afoito pelas aventuras na vida. O lugar longínquo representa a distância dos conselhos e das recriminações do pai. É o lugar do erro, da liberdade viciosa, do dinheiro e dos prazeres. Distante dos ensinamentos morais, sofreu todo o tipo de indigência, precipitou-se no vazio espiritual e foi presa fácil do maligno.

Ponderemos o “caindo em si” desta parábola. Judas sonhou com o domínio político, mas quando caiu em si, Jesus já tinha sido entregue aos juízes. O “caindo em si” mostra a nossa percepção do erro, o arrependimento e a tomada de posição para a nova vida, como fizeram Maria de Madalena, Pedro, Paulo e outros. O Espírito Emmanuel, ao comentar essa passagem, diz: “Cai, contudo, em ti mesmo, sob a bênção de Jesus e, transferindo-te, então, da inércia para o trabalho incessante pela tua redenção, observarás, surpreendido, como a vida é diferente”.

Quando o filho se apresentou ao pai, este não esperou que o seu filho lhe explicasse toda a sua amargura. Teve compaixão. O pai, de relance, percebeu toda a dor que o seu filho tinha passado. Para que aumentá-la com exigências ou explicações? Simplesmente recebeu-o nos braços. Quis, em contrapartida, dar uma festa, para comemorar. O outro filho, porém, censurou-o. Moral da história: podemos tender tanto para a prodigalidade quanto para o egoísmo.

O filho mais novo foi dissipador; o que ficou procedeu como quem lastima o dever cumprido. Ambas as situações devem ser motivos de reflexão para a nossa caminhada espiritual. Estamos sempre sujeitos a cometer os mesmos erros dos outros.

Baixe o áudio deste texto

Nenhum comentário: