06 agosto 2009

Lei de Igualdade

Igualdade. Em sentido geral, é a qualidade do que é igual, do que não tem diferença. Na matemática, a igualdade é simbolizada pelo sinal =, daí a=b. Na ética e na Política, o princípio segundo o qual as prescrições, proibições e penas legais são as mesmas para todos os cidadãos, sem acepção de nascimento, situação ou riqueza.

A ideia de igualdade fundamental de todos os homens, penosamente adquirida ao longo da história, repousa sobre a igualdade metafísica ou identidade essencial. A declaração dos Direitos Humanos, advindos da Revolução Francesa, foi um marco sem precedentes na busca pela igualdade entre os seres humanos. 

Deus criou todos os Espíritos iguais, mas cada um viveu mais ou menos tempo e por conseguinte realizou mais ou menos aquisições; a diferença está no grau de experiência e na vontade, que é o livre-arbítrio: daí decorre que uns se aperfeiçoam mais rapidamente, o que lhe dá aptidões diversas. Como os mundos são solidários, a mistura de aptidões é necessária para a evolução da Humanidade: o que um não faz, o outro faz, e é assim que cada um tem a sua função útil.

A desigualdade das riquezas é um desses problemas que se procura em vão resolver, se não se considera senão a vida atual. O princípio da reencarnação, adotado pelo Espiritismo, é a base para entendermos as questões das desigualdades de riqueza e sociais. A reencarnação mostra a justiça divina. No que tange à riqueza, todos passaremos por ela, quer seja nesta vida ou em outras. 

Uma visão ampla do amor induzirá o homem a repartir do seu excesso com aquele que tem menos; da abundância de um país, para os que tiverem dificuldade de produzir. Ao Espiritismo cabe uma grande responsabilidade, ou seja, a de auxiliar o pensamento do homem a fim de que se liberte das paixões materiais e o conduza à conquista dos bens espirituais, os únicos que poderá levar ao partir para a vida dos Espíritos.


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