03 setembro 2020

Identidade dos Espíritos

Tese: há uma regra invariável e sem exceção que a linguagem dos espíritos corresponde sempre ao seu grau de elevação.

A "Identidade dos Espíritos" é o título do capítulo XXIV da Segunda Parte ("Das Manifestações Espíritas") de O Livro dos Médiuns. Nele, Allan Kardec trata das provas possíveis de identidade e como distinguir os Espíritos bons e maus.

Começa dizendo que a questão da identidade dos Espíritos é muito controvertida. Qual a razão? É porque os Espíritos não trazem nenhum documento de identificação e sabe-se com que facilidade alguns deles usam nomes emprestados. Acrescenta que a identificação de personagens antigos é também difícil de constatar. Na maioria das vezes, a identificação se reduz a uma possibilidade de apreciação puramente intelectual. Como proceder? Um Espírito se apresenta com um nome famoso: dizendo trivialidades e puerilidades, a identificação é descartada; se as coisas ditas são dignas do nome, então há uma possibilidade moral de que seja ele.

Distinguir os Espíritos superiores tem também os seus inconvenientes. Isto por que à medida que os Espíritos se purificam — embora mantenham a individualidade as características distintivas de sua personalidade desaparecem. Nessa posição, o nome que tiveram na Terra pouco significa.

Dentre os Espíritos, os Espíritos contemporâneos, cujos hábitos e caráter são conhecidos, hábitos que não tiveram tempo de se livrar, são mais fáceis de constatar.

Um Espírito inferior usar nomes pomposos para se fazer acreditar. Ele o faz mais pelo orgulho do que pela sapiência, pois quer simplesmente impingir as ideias mais ridículas.

Meio para assegurar a identidade do Espírito. Quando o Espírito se torna suspeito, pede-se para ele afirmar em nome de Deus todo-poderoso que é ele mesmo. A caligrafia ajuda a identificar os Espíritos, mas devemos ter cuidado, pois como há falsários na terra, há também os do mundo espiritual.

Conselho do Espírito São Luís:

“Por mais legítima confiança que vos inspirem os Espíritos dirigentes de vossos trabalhos, há uma recomendação que nunca seria demais repetir e que deveis ter sempre em mente ao vos entregardes aos estudos: a de pesar e analisar, submetendo ao mais rigoroso controle da razão todas as comunicações que receberdes; a de não negligenciar, desde que algo vos pareça suspeito, duvidoso ou obscuro, pedir as explicações necessárias para formar a vossa opinião.”

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