24 setembro 2008

Paulo e as Epístolas

Paulo viveu na época de Jesus. O seu nome em hebreu é Saulo. Conforme costume judeu, que prescrevia o ensino de uma profissão às crianças, Paulo torna-se tecelão. Saulo é enviado a Jerusalém onde se torna discípulo de Gamaliel, adquirindo vasto conhecimento das escrituras e das tradições judaicas.

Enquanto Jesus era crucificado pelo anúncio de seu Evangelho, Saulo transforma-se num ferrenho perseguidor dos cristãos, na Palestina e na Síria. Jesus havia começado com 12 apóstolos; depois, passou para 120; quando da sua morte, já eram mais de 5.000. Estando a caminho de Damasco, no intuito de perseguir os cristãos, tem uma queda. Nela ouve os seguintes dizeres: “Saulo... Saulo... porque me persegues?” A queda deixa-o cego por alguns dias, sendo obrigado a se curar com o homem a quem perseguia, ou seja, Ananias. Depois de restabelecido, surge um novo homem, um homem voltado para o Cristo.

Paulo captou de tal modo a sua missão, que nada lhe tirava esse ímpeto de seguir o Cristo, nem que para isso fosse necessário perder a própria vida. Depois de alguns anos de quietude, junto ao tear e em companhia de Áquila e Prisca, dá ensejo à sua nova tarefa: divulgar os ensinamentos de Cristo. Para isso, não se intimida ante as perseguições, as desconsiderações e as prisões. Segue os ensejos de seu coração, mas não é capaz de evitar a sua trágica morte (por decapitação).

Impossibilitado de visitar todas as igrejas nascentes, recebe inspirações do além para escrever as cartas, chamadas de epístolas. Doravante, passou a expressar os seus pensamentos em forma de crônicas, para que o maior número de pessoas pudesse entrar em contato com a boa nova do Cristo. Por detrás de toda a comunicação estava a complacência dos Espíritos Estêvão e Abigail, que lhe incentivavam o trabalho. Paulo escreveu 14 epístolas, destinadas aos tessalonicenses, aos coríntios, aos gálatas, aos romanos etc.

Paulo estava preocupado com a divulgação da sã doutrina do Cristo. Neste sentido, combate a idolatria, a circuncisão, o pecado, a luxúria etc.; exalta a justiça pela fé, a humildade, a caridade, a fidelidade a Deus, a submissão à autoridade, a tolerância para com os fracos da fé etc.; dá orientações de como a mulher deve portar-se na Igreja; responde às perguntas sobre o casamento; fala de seus sofrimentos na luta pela implantação da "Boa-Nova"; diz que a Lei é impotente para salvar, mas conduz a Cristo e à fé; descreve acerca da diversidade dos dons espirituais.

Paulo foi quem universalizou o Cristianismo. É o exemplo vivo de como o homem velho pode se transformar no homem novo. Sigamos os seus exemplos. 

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