26 junho 2022

Doyle, Arthur Conan

Arthur Conan Doyle (1859-1930) nasceu em Edimburgo, na Escócia, formou-se em medicina, porém se destacou como escritor de histórias policiais, sob o pseudônimo de Sherlock Holmes.

Era um admirador da lógica doutrinária do espiritismo, mas tinha dúvidas sobre a continuidade da vida, por isso dedicou-se ao estudo dos fatos mediúnicos. Tornou-se um palestrante e autor de livros, tais como, A nova revelação e História do espiritismo.

Entre escolher o título de nobreza que iria receber do Reino Unido da Grã-Bretanha por seus trabalhos e renunciar à sua crença para tal aquisição, preferiu honrar as ideias espíritas.

Foi em 1887, por meio de seu paciente, o general Drayson, que afirmava conversar com seu irmão desencarnado, que Conan Doyle teve o primeiro contato com o espiritismo. 

De acordo com Indalício H. Mendes, Conan Doyle admirava o espiritismo por sua elevação moral, por não ser religião sectária, não condenar as criaturas humanas ao castigo eterno... Que este ficara impressionado com as comunicações que os espíritos de soldados mortos na Guerra enviavam através de uma médium.

Em 1917, começou a fazer conferências espíritas, expondo e analisando os fenômenos psíquicos e nunca mais parou, mesmo sofrendo críticas dos inimigos da doutrina.

No prefácio do livro A história do espiritismo (FEB), Herculano Pires diz que Conan Doyle foi  “um dos maiores e mais lúcidos escritores espíritas dos últimos tempos, em todo o mundo, que revelou admirável compreensão do problema espírita em seu aspecto global, como ciência, filosofia e religião”.

Fonte de Consulta

https://correio.news/bau-de-memorias/a-logica-de-conan-doyle-a-servico-da-doutrina

 

 

 

 

04 junho 2022

Ordem para o Estudo da Doutrina Espírita

Na apresentação de a Revista Espírita de 1858, a primeira a ser editada, num total de 12, traduzida do francês por Júlio Abreu Filho, e publicada pela EDICEL, há uma indicação da ordem desses estudos, reportando-se ao capítulo 3.º de O Livro dos Médiuns, constando a seguinte sequência: 1.º) O que é o Espiritismo?; 2.º) O Livro dos Espíritos; 3.º) O Livro dos Médiuns; e 4.º) a Revista Espírita.

Allan Kardec considera o primeiro livro como de simples introdução, os dois seguintes como fundamentais e a Revista Espírita como obra complementar, no sentido de completar os ensinamentos contidos em O Livro dos Espíritos e O Livro dos Médiuns.

Em Obras Póstumas, no capítulo X da Constituição do Espiritismo lemos: "Revista tem sido e não podia ser até hoje senão uma obra pessoal, visto que faz parte das nossas obras doutrinárias, servindo de anais do Espiritismo. É por ela que todos os nossos princípios são elaborados e sujeitos a estudo. Era pois necessário que conservasse o seu caráter individual para fundar a unidade".

Cópia a partir do capítulo III, de O Livro dos Médiuns

35. Para aqueles que desejarem adquirir esses conhecimentos preliminares através das nossas obras, aconselhamos a seguinte ordem:

1º) O QUE É O ESPIRITISMO: esta brochura, de apenas uma centena de páginas, apresenta uma exposição sumária dos princípios da Doutrina Espírita, uma visão geral que permite abranger o conjunto num quadro restrito. Em poucas palavras se percebe o seu objetivo e se pode julgar o seu alcance. Além disso, apresenta as principais perguntas ou objeções que as pessoas novatas costumam fazer. Essa primeira leitura, que exige pouco tempo, é uma introdução que facilita o estudo mais profundo.([10])

2º) O LIVRO DOS ESPÍRITOS: contém a doutrina completa ditada pelos Espíritos, com toda a sua Filosofia e todas as suas consequências morais. É o destino do homem desvelado, a iniciação ao conhecimento da natureza dos Espíritos e os mistérios da vida de além-túmulo. Lendo-o, compreende-se que o Espiritismo tem um objetivo sério e não é um passatempo frívolo.

3º) O LIVRO DOS MÉDIUNS: destinado a orientar na prática das manifestações, proporcionando o conhecimento dos meios mais apropriados de nos comunicarmos com os Espíritos. É um guia para os médiuns e para os evocadores e o complemento de O Livro dos Espíritos.

4º) A REVISTA ESPÍRITA: uma variada coletânea de fatos, de explicações teóricas e de trechos destacados que completam a exposição das duas obras precedentes, e que representa de alguma maneira a sua aplicação. Sua leitura pode ser feita ao mesmo tempo que a daquelas obras, mas será mais proveitosa e mais compreensível sobretudo após a de O Livro dos Espíritos.

Isso no que nos concerne. Mas os que desejam conhecer completamente uma ciência devem ler necessariamente tudo o que foi escrito a respeito, ou pelo menos o principal, não se limitando a um único autor. Devem mesmo ler os prós e os contras, as críticas e as apologias, iniciar-se nos diferentes sistemas a fim de poder julgar pela comparação. Neste particular, não indicamos nem criticamos nenhuma obra, pois não queremos influir em nada na opinião que se possa formar. Levando nossa pedra ao edifício, tomamos apenas o nosso lugar. Não nos cabe ser ao mesmo tempo juiz e parte e não temos a pretensão ridícula de ser o único a dispensar a luz. Cabe ao leitor separar o bom do mau, o verdadeiro do falso.([11])

Cabe aqui acrescentar os demais livros da codificação, ou seja, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno (ou a Justiça Divina Segundo o Espiritismo), A Gênese (Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo) e Obras Póstumas. (N. da E.)

[10] Apesar de já estarmos há mais de cem anos do lançamento desse pequeno livro, ele se conserva oportuno e até mesmo de leitura obrigatória para principiantes. E podemos acrescentar que mesmo os adeptos mais experimentados deviam relê-lo de vez em quando. (N. do T.)

[11] A conhecida modéstia de Kardec, bem demonstrada nestas palavras, leva algumas pessoas a não reconhecerem o valor fundamental da sua obra, que aliás não é apenas dele, mas principalmente dos Espíritos Superiores. Essa atitude, entretanto, reforça ainda mais a sua posição de Codificador, pois os verdadeiros missionários não se arrogam superioridade e os verdadeiros mestres querem, antes de mais nada, o desenvolvimento da compreensão própria e da capacidade de discernimento dos discípulos. (N. do T.)

 

Apóstolos, Os

"O grande desinteresse dos Apóstolos é a nota saliente dos Evangelhos."

“Os Apóstolos” é o título da lição exposta na Segunda Parte (Ensinos de Jesus) do Livro Parábolas e Ensinos de Jesus, de Cairbar Schutel. 

A fonte desse estudo encontra-se em: Mateus IV, 18-22, Mateus, X 1-4 e Lucas VI, 12-19.

Inicia este capítulo, enfatizando que a missão religiosa está fundamentada: 1) nos Apóstolos; 2) nos Profetas. Depois, diz que João Batista é o Maior Profeta, Jesus Cristo, o Maior Enviado, que constitui os Apóstolos, os quais dão cumprimento à Palavra do Cristo.

Missão de João Batista: Anunciar a vinda do Redentor.

Tarefa dos Apóstolos: Auxiliar o Cristo na sua divina missão.

Importância de Pedro: O Apóstolo Pedro, o mais amado dos discípulos de Jesus, era o orador oficial da turma. O que se nota em Pedro vê-se mais ou menos, mutatis mutandis, em todos eles; homens simples, rústicos, saídos da plebe, filhos do povo.

Extraindo notas apenas dos Evangelhos, vemos que Pedro nasceu em Betsaida, Galileia, e que era filho de um certo Jonas, acrescentando que o seu nome legítimo era Simão. Pedro vivia com sua mulher e sua sogra em Cafarnaum, na margem do Lago Genesaré, onde exercia a profissão de pescador, estendendo a sua ação de pesca no Mar da Galileia.

Resumindo: a Missão Apostólica é de conversão e de regeneração sob os ditames básicos do Amor, síntese da Doutrina do Cristo.



02 junho 2022

Bezerra de Menezes

Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (Riacho do Sangue, 29 de agosto de 1831 — Rio de Janeiro, 11 de abril de 1900) foi médico, militar, escritor, jornalista, político, filantropo e expoente da Doutrina Espírita. Conheceu as primeiras letras em 1838, passando depois por vários lugares até a sua vinda para o Rio de Janeiro, quando tinha 20 anos. Doutorou-se em 1856, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Deixou-nos diversas obras publicadas: antes da conversão ao Espiritismo; depois da conversão. Exemplo: A Loucura sob Novo Prisma.

Casou-se com a Sra. Maria Cândida de Lacerda em 6 de novembro de 1858, que desencarnou no início de 1863, deixando-lhe um casal de filhos. Em 21 de janeiro de 1865, casou-se, em segunda núpcia, com Dona Cândida Augusta de Lacerda Machado, irmã materna de sua primeira esposa, com quem teve sete filhos.

Já em franca atividade médica, Bezerra de Menezes demonstrava o grande coração para com os menos favorecidos da fortuna, dedicando-lhes o carinho e o alto valor profissional. Por isso, a alcunha de "O Médico dos Pobres". Este fato mostra que mesmo antes de se tornar espírita, já era um verdadeiro cristão.

Digno de nota foi o seu contato com a Doutrina Espírita. Conta-se que recebe de Joaquim Travassos, seu amigo, um exemplar de O Livro dos Espíritos, e como cristão que era, não lhe fica difícil exclamar que era um "espírita de nascença", ou um "espírita inconsciente", pois tudo o que ali estava relatado lhe parecia familiar.

Há vários exemplos de vida de Bezerra de Menezes. Eis alguns deles: 1) convocado à política, renuncia o soldo militar; 2) como médico atendia a qualquer hora; 3) para quitar o aluguel da pensão em que morava, aceita o pagamento antecipado de uma aula de matemática (que detestava), e o aluno nunca apareceu.

A missão de Bezerra de Menezes foi a de aglutinar os grupos díspares em torno da causa espírita. Naquela época havia muitas divergências com relação ao termo Espiritismo: uns eram defensores do Espiritismo Puro, equidistante de "científicos" e "místicos".

No Mundo Espiritual, auxilia a divulgação do Evangelho de Jesus Cristo. No livro Voltei, ele é um guia para os recém-desencarnados.



01 junho 2022

Cinco Alternativas da Humanidade, As

As cinco alternativas da humanidade são: MATERIALISMO, PANTEÍSMO, DEÍSMO, DOGMATISMO E ESPIRITISMO.

Este capítulo, do livro Obras Póstumas de Allan Kardec, começa com a seguinte questão: Viveremos ou não depois da morte? E a resposta foi a de que interrogando o íntimo de cada ser humano, todos responderão: "viveremos". Mas, se a maioria crê, por que o materialismo se expandiu? Pelo temor da responsabilidade do futuro, muitos acham mais cômodo gozar do presente.

A Doutrina Materialista nos afirma que a inteligência é uma propriedade da matéria, que nasce e morre com o organismo. Daí, sendo apenas matéria, todos os gozos são factíveis, inclusive o suicídio. Além disso, o apego à matéria proporcionou o desenvolvimento da incredulidade na maior parte dos homens. Isso nos leva ao extremismo, um fenômeno psicológico determinado pelo imediatismo, pelo desejo de solução imediata dos problemas.

A Doutrina Panteísta nos afirma que o princípio inteligente, independente da matéria, está espalhado por todo o universo, mas individualiza-se em cada ser durante a vida, e volta, pela morte, à massa comum. Sem individualidade e sem consciência de si mesmo, o ser é como se não existisse. As consequências morais desta doutrina são exatamente as mesmas do materialismo.

A Doutrina Deísta está dividida em duas ordens: os deístas independentes e os deístas providenciais. Os deístas independentes creem em Deus e admitem todos os seus atributos como criador, mas acham que as leis, depois de estabelecidas devem funcionar por si sós, sem que o seu autor cuide delas. O deísta providencial, por outro lado, crê não somente na existência e no poder criador de Deus, como também em sua intervenção incessante na criação.

A Doutrina Dogmática nos afirma que a alma, independente da matéria, é criada para cada ser, mas sobrevive à morte e conserva a sua individualidade depois dela. O seu destino já está fixado. Deixa, por conseguinte, uma série de problemas sem solução, entre os quais: De onde vêm as disposições inatas? Qual o destino dos que morrem na infância? Qual o destino dos loucos e idiotas?

A Doutrina Espírita nos afirma que o princípio inteligente é independente da matéria. A alma individual preexiste e sobrevive ao corpo. O ponto de partida é o mesmo para todas as almas, sem exceção; todas são criadas simples e ignorantes e estão submetidas à lei do progresso indefinido. As almas evoluem em virtude do seu livre-arbítrio e na medida do seu trabalho e boa vontade. Para isso, há necessidade de várias encarnações.