Mostrando postagens com marcador meio ambiente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador meio ambiente. Mostrar todas as postagens

17 agosto 2011

Meio Ambiente e Espiritismo

Ambiente – É o conjunto de todos os elementos, vivos ou não vivos, atuais ou passados, que, não fazendo parte intrínseca do organismo ou grupo de organismos, considerado, tem com ele ou eles relações diretas ou indiretas interagindo no tempo e no espaço. O Planeta Terra, com 510.934.000 km2 de área total, dos quais 148.148 km2 (um quinto) são ocupados por terra e 149.500.000 km distante do Sol, está localizado na órbita ideal — entre a de Vênus e a de Marte — para sustentar a vida. 

Desde que o homem surgiu no cenário planetário os impactos sobre o meio ambiente se lhe acompanharam. O fogo talvez tenha sido o primeiro elemento a empregar em tal empreitada. É claro que os primitivos, sem o conhecimento da tecnologia, tiveram um impacto menor do que aquele que se assiste na atualidade.

Por Meio Ambiente entende-se tudo o que nos rodeia, ou seja, o ar, as plantas, os animais, as indústrias, os aeroportos, os aviões etc. Num sentido mais amplo, o Meio Ambiente tem relação com o Universo, pois qualquer depredação ambiental terá repercussão no cosmo. Somos parte de uma vasta gama de inter-relações, onde uma espécie alimenta-se da outra para sobreviver. O homem encontra-se no final dessa cadeia transformadora. Cabe-lhe a responsabilidade da defesa e preservação ambiental, a fim de manter o equilíbrio do Planeta.

Quando falamos de meio ambiente não podemos nos esquecer dos desperdícios, principalmente os evitáveis: o húmus da casca de laranja é perdido por jogá-la no lixo; água que se desperdiça por deixar a torneira aberta ao lavar o automóvel ou escovar os dentes; luzes acesas sem necessidade. Há, também, o desperdício de tempo: conversas prolongadas ao telefone; falta de ordem, procurando papéis que não foram arquivados corretamente; discurso oco, que faz perder tempo do expositor e dos ouvintes; atender a reuniões que não dizem respeito ao nosso objetivo.

Allan Kardec, ao tratar em O Livro dos Espíritos, da Lei de Conservação e da lei de Destruição diz-nos, em resposta à pergunta 705 - Por que a Terra nem sempre produz bastante para fornecer o necessário ao homem?, que “... a Terra produziria sempre o necessário se o homem soubesse contentar-se. Se ela não cumpre a todas as necessidades é porque o homem emprega no supérfluo o que se destina ao necessário. Vede como o árabe no deserto encontra sempre do que viver, porque não cria necessidades fictícias. Mas quando metade dos produtos é desperdiçada na satisfação de fantasias, deve o homem se admirar de nada encontrar no dia seguinte e tem razão de se lastimar por se achar desprevenido quando chega o tempo de escassez? Na verdade eu vos digo que não é a Natureza a imprevidente, é o homem que não sabe regular-se”.

O Planeta Terra oferecer-nos-á sempre o suficiente desde que saibamos utilizar os seus recursos naturais com parcimônia. 




03 julho 2008

Teoria Magnética e do Meio Ambiente

O magnetismo, como forma de transmitir fluidos entre as pessoas, existe desde tempos remotos. No tempo de Ísis, por exemplo, os sacerdotes caldeus utilizavam os passes para curar enfermidades. Historicamente, poder-se-ia anotar muitas outras informações. Contudo, para o propósito deste tema, basta nos remetermos ao ano de 1779, onde encontraremos Mesmer e a sua teoria do magnetismo animal. Dizia ele existir um fluido que interpenetrava tudo e que dava às pessoas, propriedades análogas àquelas do ímã. Posteriormente, em 1787, o Marquês de Puysegur descobre o sonambulismo; Braid, em 1841, o hipnotismo. Charcot o estuda metodicamente, Liebault o aplica à clínica, Freud o utiliza ao criar a Psicanálise.

Na época de Kardec estava muita em voga a questão relacionada ao magnetismo animal, esse tipo de fluido, de eletricidade, que se assemelhava às propriedades do ímã. Segundo esta teoria, todas as manifestações atribuídas aos Espíritos seriam apenas efeitos magnéticos. Os médiuns ficariam num estado de transe sonambúlico. Nessa posição de passividade, as faculdades intelectuais ficariam embotadas e os círculos de percepção intuitiva se ampliariam além dos limites de nossa percepção ordinária. "Dessa maneira, o médium tiraria de si mesmo e por efeito de sua lucidez tudo quanto diz e todas as noções que transmite, mesmo sobre as coisas que lhe sejam mais estranhas no estado normal".

Allan Kardec rebate a tese da lucidez nos seguintes termos: "Se, portanto, essa lucidez é tal como a supondes, por que teriam eles atribuído aos Espíritos aquilo que teriam tirado de si mesmos? Como teriam dado esses ensinamentos tão preciosos, tão lógicos, tão sublimes sobre a natureza das inteligências extra-humanas? De duas, uma: ou eles são lúcidos, ou não são. Se o são, e se podemos confiar na sua veracidade, não se poderia admitir sem contradição que não estejam com a verdade. Em segundo lugar, se todos os fenômenos provêm do médium, deviam ser idênticos para um mesmo indivíduo e não se veria a mesma pessoa falar linguagens diferentes, nem exprimir alternadamente as coisas mais contraditórias".

A teoria de meio ambiente é outra forma de explicar a comunicação dos Espíritos. Segundo esta teoria, o médium é ainda fonte das manifestações, mas em vez de tirá-las de si mesmo, tira-as do meio ambiente. Na realidade, "o médium seria uma espécie de espelho refletindo todas as idéias, todos os pensamentos e todos os conhecimentos das pessoas que o cercam: nada diria que não fosse conhecido de pelo menos de algumas delas". Ele captaria o pensamento do inconsciente coletivo.

Allan Kardec, comentando tal assertiva, diz: "Não se poderia negar, e vai mesmo nisto um princípio da Doutrina, a influência exercida pelos assistentes sobre a natureza das manifestações. Mas essa influência é bem diversa do que se pretende e entre ela e a que faria do médium um eco dos pensamentos alheios, há grande distância, pois milhares de fatos demonstram peremptoriamente o contrário". O Espiritismo, baseando-se em fatos, afirma que a comunicação é feita através da mediunidade, em que um Espírito desencarnado, toma o corpo de um médium e transmite as suas mensagens.

Toda comunicação mediúnica tem uma certa porcentagem de animismo, que é a influência do médium e dos assistentes no teor da mensagem transmitida pelo Espírito comunicante. Aí está a importância deste estudo.

Fonte de Consulta

KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed. São Paulo: Feesp, 1995.