15 janeiro 2019

Em Torno da Fixação Mental

"A ideia fixa pode operar a indefinida estagnação da vida mental no tempo." (Espírito André Luiz)

O Espírito André Luiz, pela pena de Chico Xavier, escreveu, em 1955, o livro Nos Domínios da Mediunidade. "Em Torno da Fixação Mental" é o capítulo 25 da referida obra e trata, principalmente da ideia fixa, que, segundo a psicologia, tem relação com a depressão onde pessoa pensa que nada vai dar certo. Isto torna a pessoa debilitada incapaz de reagir, que é profundamente aumentado pela baixa da autoestima.

Falando sobre a cristalização das ideias, tomou o exemplo do drama de nosso infortunado companheiro, há séculos imobilizado nas ideias de vingança. Pergunta: estará nessa posição lamentável, por tantos anos, sem ter reencarnado? O assistente Aulus esclarece que, depois da morte do corpo físico, continuamos desenvolvendo os pensamentos que cultivávamos na experiência da carne.

O estado da alma na Terra é simbolizado pela reencarnação. A reencarnação é uma oportunidade de evolução. Se, por incúria, fracassamos, voltamos nos acertos da morte, para a retaguarda, onde nos confundimos com os retardados de toda espécie. Não podemos esquecer que a Lei traça princípios universais que não podemos trair. Por isso, "a ideia fixa pode operar a indefinida estagnação da vida mental no tempo."

A imobilização da alma pode ser vista da seguinte maneira: quando estamos felizes o tempo voa; tristes, não passa. Qualquer grande perturbação interior (paixão, desânimo, crueldade...) pode imobilizar-nos por tempo indefinível. É por isso que se diz que o relógio inflexível assinala o mesmo horário para todos; entretanto, o tempo é leve para os que triunfaram e pesado para os que perderam. A mente estacionária na deserção da lei sofre angustiosos pesadelos, despertando quase sempre em plena alienação.

Qual o remédio mais adequado à situação? Muitas delas se entendiam do mal e procuram a regeneração por si mesmas. Outras, porém, recalcitrantes e inconformadas, são constrangidas à reencarnação. Nesse caso, a reencarnação não será compulsória? Não é um ato de violência? Quando aparece um louco em nossa casa, não assumimos a responsabilidade do tratamento? O mesmo acontece com os desertores contumazes da Lei. Mesmo encaminhadas à reencarnação, o soerguimento é vagaroso. Observe as crianças retardadas, que necessitam do amor extremado dos pais.

E quanto aos esquizofrênicos e paranoicos? Estes perderam o senso das proporções, situando-se em falso conceito de si mesmos. Quase todas as perturbações congeniais da mente, na criatura reencarnada, dizem respeito a fixações que lhe antecederam a volta ao mundo.

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