17 janeiro 2019

Parábola do Tesouro Escondido

Jesus, quando esteve encarnado, desenvolveu grande parte de sua doutrina contando parábolas. A parábola é uma pequena narrativa que usa alegorias para transmitir uma lição moral. A Parábola do Tesouro Escondido está expressa em duas citações:

1) "O Reino dos céus é semelhante a um tesouro que, oculto no campo, foi achado e escondido por um homem, o qual, movido de gozo, foi vender o que possuía e comprou aquele campo." (Mateus, 13, 44)

2) "O Reino dos Céus é semelhante a um negociante que buscava boas pérolas; e tendo achado uma de grande valor, foi vender tudo o que possuía e a comprou." (Mateus, 13, 46)

O Reino dos Céus não é um lugar circunscrito, mas o estado da alma, com o grau de perfeição adquirido. Por que é um tesouro oculto? Se estivesse à vista, não precisaríamos procurá-lo. A busca envolve esforço, dedicação, perseverança. Importa mais buscar o tesouro imperecível e não os que a traça corroí. Isso por que o natural no ser humano é ter posses, bens físicos e usufruí-los nos gozos da matéria.

A essência da Parábola do Tesouro Escondido pode ser assim expressa: O homem terreno morre e fica sem bens; o homem espiritual permanece para a vida eterna e o tesouro do céu, que ele adquiriu, é o que leva desta vida. Quanto ao "não deis pérolas aos porcos", podemos entender que os porcos não apreciam as pérolas, mas milho e ração. Nesse caso, o Reino dos Céus é comparado a uma pérola de valor raro.

Observamos que Jesus, nessas duas parábolas, enfatiza a felicidade e a ventura de quem encontra tais riquezas. Em ambas, predomina o sentido de transformação espiritual, pela aquisição de virtudes. Para tanto, o ser humano deve renunciar ao ponto de vista do mundo e aceitar as orientações dos mensageiros de luz, que desejam sempre o seu bem maior. O meio prático para tal transformação é o autoconhecimento, tal como Sócrates fazia na Antiguidade.


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