20 janeiro 2019

Engana-se Quem Quer Enganar o Outro

Uma pessoa (da Visa) liga para você e diz que seu cartão foi clonado. O valor da compra é R$ 4.750,00 (quatro mil setecentos e cinquenta reais). Depois de se certificar que o cartão está com você, ela pede para cortá-lo ao meio e, ao mesmo tempo, declarar, por escrito, que você não teve nada a ver com a referida compra. Para encerrar a conversa, pede para você digitar a senha, pois esta precisa ser cancelada. Tudo com voz magnética e hipnótica. O que leva uma pessoa a praticar esses atos? Tem ela consciência das repercussões futuras? Como analisar o fato segundo a Doutrina Espírita?

O Espírito André Luiz, no capítulo 4 ("Matéria Mental"), de Mecanismos da Mediunidade,  diz-nos que "Emitindo uma ideia, passamos a refletir as que se lhe assemelham, ideia essa que para logo se corporifica, com intensidade correspondente à nossa insistência em sustentá-la, mantendo-nos, assim, espontaneamente em comunicação com todos os que nos esposem o modo de sentir". Importa aqui é saber o tipo de ideia que estamos emitindo. É para o bem ou para o mal? Eis o problema.

Caráter e personalidade renegados em segundo plano. Muitos, por falta de recursos financeiros ou para enriquecer rapidamente, caem nessa falácia de enganar os outros. Contudo, nada fica impune ante a Lei de Deus, que está escrita na consciência de cada um de nós. Mais tempo ou menos tempo a nossa consciência busca ajustar-se à lei natural. Por isso, todo o cuidado para não incorrermos em erros pois, mesmo que não sejamos pegos pela justiça comum, a justiça divina é implacável. 

É por essa razão que os Espíritos superiores nos orientam a sofrer com paciência os males de nossa existência. A vida, por mais longa que seja, é um segundo no processo de evolução como um todo. Em casos desesperadores, a prece e a meditação ajudam sobremaneira a mantermos o nosso equilíbrio físico e espiritual, e assim direcionarmos o rumo no caminho à perfeição, cujo exemplo maior é Jesus Cristo, o nosso mestre por excelência.

Paciência é a palavra mágica. Já o evangelista Lucas (21,19) dizia que "Na vossa paciência possuíreis as vossas almas". Ao redor de nós, vozes, sons e barulho do vizinho. Tudo isso incomoda, mas se tivermos calma e exercitarmos a paciência, com certeza, iremos construindo uma resistência interior tal como o relógio durante a tempestade: lá fora, raios, trovões; dentro, o tique-taque sereno e tranquilo marcando a passagem do tempo.

Em vez de xingarmos, detratarmos aquele que nos enganou, aquele que quer tirar proveito de nossa simplicidade, oremos por ele e peçamos a Deus que possa mudar o seu modo de vida, porque todos somos parte da humanidade. As vibrações de paz e bom ânimo ao nosso próximo têm poder transcendental.

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