11 dezembro 2023

Transição

O Espírito Emmanuel, nas questões 146 a 160 de O Consolador, trata de diferentes aspectos relacionados com a passagem desta para a outra vida. Fatalidade, mudanças inesperadas, o encontro de almas afins, as perturbações, as consequências da cremação, da morte acidental, entre outros. Eis um pequeno resumo. 

A fatalidade do instante da morte. Com exceção do suicídio, todos os casos de desencarnação são determinados previamente pelas forças espirituais que orientam a atividade do homem sobre a Terra.

Mudanças rápidas. Há apenas uma mudança de plano, do plano físico ao plano invisível.

Primeiros tempos. Como há apenas uma mudança de plano, a alma desencarnada procura as mesmas atividades que lhe eram afins quando encarnada.  

Companhia de entes queridos. Dependendo do seu estado evolutivo, pode encontrar as mesmas almas que lhes eram afins aqui neste mundo.

Perturbações dos espíritas. As perturbações além-túmulo não dependem de rótulo religioso. A consciência reta e o coração amante da verdade e do amor repelem qualquer tipo de perturbação.

Sofrimento com a cremação. Nas primeiras horas após o desencarne, os fluidos orgânicos ainda estão ligados ao Espírito. A sugestão de se esperar mais horas para a destruição das vísceras materiais é sumamente oportuna.

Morte violenta. Dada a surpresa do desenlace, muitos Espíritos ainda não se encontram devidamente preparados para enfrentar tal situação.

Perecimento antes da hora da morte. Procedendo de acordo a consciência bem formada, tudo o mais depende de Deus.

Suicídio. A grande surpresa é a de que a vida continua.

Medo da morte. Não se deve generalizar que é falta de evolução espiritual. Uma preparação diária para a morte pode diminuir o seu temor.

Comunicação com os encarnados. Depende do grau de evolução. Os mais preparados possivelmente queiram transmitir suas experiências aos que ficaram. A grande maioria, porém, não tem ideia sobre as comunicações mediúnicas. 

Audição dos desencarnados. Não basta querer, é preciso merecer.

O ser desencarna e deixa inimigos. É possível e quase geral que continue perseguindo o seu desafeto, dentro da situação de invisibilidade, em virtude do grau de evolução do Planeta Terra.

07 dezembro 2023

Pureza Doutrinária

O tema “Pureza Doutrinária” é muito atual, pois faz-nos refletir sobre a maneira como estamos nos comportando diante dos princípios codificados por Allan Kardec, veiculados a partir de 1857, com o lançamento de O Livro dos Espíritos. Para tanto, buscamos alguns subsídios na obra Pureza Doutrinária, do Dr. Ary Lex, cuja primeira edição data de 1988.

O Dr. Ary Lex, grande estudioso do Espiritismo, foi um combatente contra os abusos e deturpações que se praticavam na época. Costumava dizer que ele partira primeiro, como uma espécie de arranca-toco. Outros viriam depois para dar continuidade.

Como as deturpações podem invadir uma religião? Uma das causas é o aumento do número de adeptos. Observe o que aconteceu com o cristianismo primitivo, que era puro, e no que se transformou quando foi admitido pelo poder temporal de Roma. O mesmo pode ocorrer com o Espiritismo, visto que a maioria que frequenta um Centro Espírita não vai para aprender a Doutrina Espírita, mas para resolver problemas pessoais. 

O Dr. Ary Lex elenca, neste livro, as deturpações orientais, Ramatis, falso parapsicólogos, entre outros. Quanto às deturpações orientais, temos: o problema da evolução no reino mineral, os elementais e o corpo astral. Quanto a Ramatis? Em muitos Centros Espíritas e Federações vendia-se mais Ramatis do que o total dos livros da Codificação! Diziam: "Kardec está superado, pois temos, agora, as novas revelações de Ramatis”. A respeito dos falsos parapsicólogos? Depois do avanço da Parapsicologia, surgiram também Clínicas que fazem tratamento pela Parapsicologia, algumas delas já processadas por exercício ilegal da medicina.

Em se tratando dos erros na prática mediúnica, extraímos do Capítulo VI — “Deturpações da Prática Mediúnica”, o seguinte:

a) uso de túnica branca pelo dirigente dos trabalhos;

b) abstinência de carne no dia das sessões;

c) proibição do estudo dos livros básicos da Doutrina, sob alegação de que o Guia é competente para tudo ensinar;

d) distribuição de preces impressas, para se evitarem desarranjos na vida, acidentes etc.;

e) realização de casamentos, batizados e crismas "espíritas";

f) promessas a espíritos, para se conseguirem favores;

g) médiuns de mãos dadas ou espalmadas sobre a mesa;

h) comunicação de dois ou mais espíritos ao mesmo tempo;

i) proibição de cruzarem as pernas;

j) cantos extravagantes, velas, defumações;

l) assistência obrigada a se conservar de olhos fechados;

m) obrigação de receber passes à entrada do recinto;

n) perguntas aos espíritos para satisfazerem a curiosidade.

As deturpações são como os cupins que, imperceptivelmente, vão corroendo, destruindo. Precisamos estar sempre atentos. Não podemos, em nome do Espiritismo, praticar atos totalmente condenados pela Doutrina. A Doutrina Espírita está assentada em princípios. O espírita deve ter consciência que não só descobriu uma verdade nova, mas assumiu o compromisso de segui-la. 

Fonte de Consulta

LEX, Dr. Ary.  Pureza Doutrinária. 1.ª Edição — julho de 1988

12 junho 2023

Joanna de Ângelis

De acordo com o livro A Veneranda Joanna de Ângelis, pelos médiuns Celeste Santos e Divaldo Pereira Franco, Joanna de Ângelis teve as seguintes vivências passadas, a saber: Joana de Cusa, uma discípula de Francisco de Assis, Sóror Juana Inés de la Cruz e Joana Angélica de Jesus.

Joana de Cusa. Segundo Humberto de Campos, viveu na época de Jesus, e morreu queimada por ser fiel ao mestre Jesus.

Discípula de Francisco de Assis. Quando Francisco de Assis reorganiza o "Exército de Amor do Rei Galileu", ela se candidata a viver com ele a simplicidade do Evangelho de Jesus.

Sóror Juana Inés de la Cruz. Essa existência deu-se no México. Desde criança dedicou-se às letras. Em dado momento de sua vida, aos 16 anos de idade, entra no convento Carmelitas Descalças. Depois, transferiu-se para ordem de São Jerônimo da Conceição, onde tomou o nome de SÓROR JUANA INÉS DE LA CRUZ.

Joana Angélica de Jesus. Reencarna no Brasil e, aos 21 anos de idade, ingressa no Convento da Lapa, como franciscana, com o nome de SÓROR JOANA ANGÉLICA DE JESUS. Foi assassinada por soldados que lutavam contra a Independência do Brasil.

Joanna na espiritualidade. Na metade do século passado, Joanna de Ângelis integrou a equipe do Espírito de Verdade, para o trabalho de implantação do Cristianismo redivivo, do Consolador prometido por Jesus. No mundo Espiritual, Joanna estagia numa bonita região, próxima da Crosta terrestre.

Mansão do Caminho. Foi um planejamento dos Espíritos de luz, no sentido de ajudar muitos Espíritos enfermos que nasceriam órfãos. Por que Mansão do Caminho? É uma semelhança com a “Casa do Caminho” dos primeiros tempos do cristianismo.

Fonte de Consulta

SANTOS, Celeste e FRANCO, Divaldo Pereira. A Veneranda Joanna de Angelis.

Compilaçãohttps://sites.google.com/view/temas-diversos-compilacao/joanna-de-%C3%A2ngelis


Gênese Mosaica

Os seis dias da criação podem ser retratados da seguinte forma: no primeiro dia, Deus criou o céu e a terra; no segundo dia, a separação das águas que estão sob o firmamento das que estão embaixo; no terceiro dia, as águas que estão sob o firmamento se ajuntam; o elemento árido aparece; a terra e os mares; as plantas; no quarto dia, o Sol, a Lua e as estrelas; no quinto dia, os peixes e os pássaros; no sexto dia, os animais terrestres. O homem.

A ciência entende os seis dias como se fossem seis períodos, ou seja, o primeiro dia corresponderia ao período astronômico, o segundo dia, ao período primário; o terceiro dia, ao período de transição; o quarto dia, ao período secundário; o quinto dia, ao período terciário [dilúvio]; o sexto dia, ao período quaternário [pós-diluviano].

Na comparação entre ciência e Bíblia, Allan Kardec diz que os períodos geológicos não correspondem rigorosamente aos dias da criação. Em se tratando da sucessão dos seres orgânicos, é bem próxima, principalmente quando coloca o homem em último lugar. Igualmente há coincidência, não com a ordem numérica dos períodos, mas com o fato, na passagem onde se diz que, no terceiro dia, "as águas que estão sob o céu se juntaram num só lugar, e o elemento árido apareceu".

Allan Kardec analisa, também, neste capítulo, os erros cometidos por Moisés. Diz que para compreender certas partes do Gênese, necessariamente será preciso colocar-se no ponto de vista das ideias cosmogônicas do tempo da qual é o reflexo. Um dos pontos principais é se a luz surgiu antes do Sol. Explica-nos que o Sol não é o princípio da luz universal. O Sol é a causa da luz que espalha, porém é o efeito em relação à que recebeu.

Sobre a afirmação de que Deus formou o homem com o limo da Terra, Moisés tem razão, pois o corpo do homem é composto de elementos hauridos na matéria inorgânica, o que de outro modo se diz, do limo da terra.

Sobre a afirmação de a mulher ser formada da costela de Adão, Allan Kardec complementa que essa alegoria pueril tem um sentido profundo, ou seja, mostrar que o homem e a mulher são da mesma natureza, iguais perante Deus, e não uma criatura à parte, feita para ser usada como escrava e tratada como se fosse uma pária.

Perda do paraíso. Adão não é um homem, mas a personificação da humanidade. Esta passagem diz respeito à progressão dos mundos. Logo que um mundo tem chegado a um de seus períodos de transformação, a fim de ascender na hierarquia dos mundos, operam-se mutações na sua população encarnada e desencarnada. É quando se dão as grandes emigrações e imigrações.

Fonte de Consulta

KARDEC, A. A Gênese (Capítulo XII — "Gênese Mosaica — Os seis dias... Perda do paraíso")

Compilaçãohttps://sites.google.com/view/temas-diversos-compilacao/g%C3%AAnese-mosaica


09 junho 2023

Cérebro e Mente

cérebro é apenas uma parte do sistema nervoso central — embora seja a mais complexa. Consiste de uma massa de tecidos nervosos que ocupa a maior parte do crânio e que desempenha, entre outras funções, a do raciocínio e a da linguagem. Mente é a potência intelectual da alma. É um fenômeno complexo que se associa ao pensamento. É uma faculdade do cérebro que permite ao ser humano compilar informação, analisá-la e extrair conclusões.

Buscando novos conhecimentos sobre o cérebro e a mente, deparamo-nos com o livro de Paolo Nichelli, com esse mesmo título, em que, como neurologista, utiliza a sua experiência no ramo, revelando vários casos de pessoas que passaram pelo seu consultório. Revela que o conhecimento adquirido sobre o cérebro e sua relação com a mente é fruto das anomalias que pessoas tiveram.

A título de exemplo, eis algumas ideias extraídas desse livro:

Nos últimos 25 anos, a ressonância magnética funcional desempenhou um papel de liderança. Baseia-se no registro das variações de oxigenação cerebral em resposta a diferentes tipos de estímulos. Pressupõe-se que o aumento local na demanda de oxigênio reflita o aumento na atividade das células nervosas.

Quanto ao cérebro de uma pessoa cega, diz que a visão não é necessária para “enxergar” o mundo, para formar uma representação efetiva do que nos cerca. Nesse sentido, a percepção pode, em parte, ser independente da estimulação visual.

Em outra parte do livro, explica-nos como as expectativas são formadas. Os registros inseridos em nossa memória funcionam como um banco de dados para ações futuras. A dor que o nosso vizinho sente entra em conexão com aquilo que já sentimos antes e podemos nos solidarizar com ele.

Para que o cérebro esteja sempre leve, plástico e maleável, ele precisa de novidade, dificuldade, regularidade e, também, de bons alimentos. Pense em algo rotineiro: que tipo de sensação advém? Que tal coisa é simples; que somos levados a ajustar nosso comportamento ao mais prático, àquilo que não exige muito esforço. A coisa difícil requer mais tempo, mais dedicação do intelecto, do pensamento.

O cérebro não tem necessidade de muita informação. Para ele, o que vale é a justa medida, aquela que fornece matéria prima para o seu dono, o espírito, se expressar. O cérebro é um meio, uma ferramenta de trabalho, por onde o Espírito se comunica, entra em contato com os demais seres humanos. Um cérebro oco, sem conteúdo, comunicará nada mais do que a aquilo que possui em si mesmo, que são os pensamentos superficiais, pensamentos fracos ou inautênticos, como diriam os filósofos.

Mais:

Como podemos interpretar a frase “mente sã em corpo são”? Na mente, temos os processos e atividades que, na sua maioria, são de caráter cognitivo; no corpo, as condições, os meios para ela se expressar, principalmente por meio do cérebro. Cuidar bem do cérebro ajuda enormemente a manifestação de nossa mente. 

Como relacionar cérebro e mediunidade? Quanto mais recheado for o cérebro, os Espíritos comunicantes terão mais material para poderem se expressar.

Fonte de Consulta

NICHELLI, Paolo. O Cérebro e a Mente. Tradução de Raquel Tonini Schneider. São Paulo: Edições Loyola, 2023.

 

07 junho 2023

Educa - Lição 30 de "Fonte Viva"

 “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” — Paulo. (1 CORÍNTIOS, 3.16)

O Espírito Emmanuel comentando este versículo do Novo Testamento, ensina-nos que:

Na semente minúscula, encontramos o tronco benfeitor; no coração da terra, as melodias da fonte; no bloco de pedra, as obras-primas de grande valor.

Contudo, o pomar reclama esforço ativo, a corrente cristalina pede aquedutos e a joia de escultura pede milagres do buril.

Fazendo uma analogia com o Espírito, diz que o Espírito traz consigo o “gene” da Divindade.

Acrescenta que Deus está em nós, quanto estamos em Deus. No entanto, para que a luz divina se destaque da treva humana, há um longo caminho de burilamento a percorrer.

Assim, somente o coração enobrecido pode vazar o heroísmo santificante, apenas o cérebro cultivado pode produzir iluminadas formas de pensamento, só a grandeza espiritual consegue gerar a palavra equilibrada.

Salienta, também, a função nobre da dor e do trabalho, que são os artistas celestes de nosso acrisolamento.

Dessa maneira, ao educar transformamos a irracionalidade em inteligência, a inteligência em humanidade e a humanidade em angelitude. Daí, então, o paraíso na Terra.



06 junho 2023

São Francisco de Assis

“Como pode haver tanta injustiça, tanto luxo, ao lado de tanta pobreza?”.

Seu lema: Não queria seguidores, somente viver sua vida austera e evangelizar.

São Francisco de Assis (1182-1226), religioso italiano e fundador da Ordem dos Franciscanos, filho de um rico comerciante, que fez votos de pobreza. Foi canonizado pelo papa Gregório IX dois anos depois de sua morte. É um santo venerado pela Igreja Católica como o padroeiro dos animais e do meio ambiente.

A sua conversão se deu da seguinte forma:

Quando em 1206, orava na Capela, ouviu de Deus as seguintes palavras: "Vá, Francisco, e restaure a Minha Casa!". Imaginando tratar-se de reconstruir a Capela, voltou para casa, vendeu boa parte dos tecidos do pai e entregou-se ao serviço de Deus e dos miseráveis.

Depois de algum tempo, refez esta compreensão inicial. Como vivia na opulência, deveria restaurar a igreja como instituição. A partir daí, fez votos de pobreza e começou a pregar a doutrina de Cristo.

Em suas pregações, extraia palavras das Escrituras Sagradas, empolgando a plateia que o assistia.

Importa salientar que Francisco de Assis, conhecido por sua vida de simplicidade e pobreza, dedicada à busca da paz e ao serviço aos outros, no sentido de viver em comunhão com a natureza e os pobres, foi um exemplo vivo da prática do evangelho de Jesus Cristo.

Deixou-nos esta prece, conhecida como a prece de São Francisco

Senhor, fazei-me instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido;
amar que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
É perdoando que se é perdoado
E é morrendo que se vive para a vida eterna!

Fonte de Consulta

https://www.ebiografia.com/sao_francisco_de_assis/



 

17 abril 2023

Iluminação da Consciência

O Espírito Emmanuel, conhecido mundialmente por suas comunicações por meio do médium Francisco Cândido Xavier, deixa entrever em muitas de suas mensagens o aspecto relevante da “iluminação da consciência”. Em vista disso, parece-nos que deveríamos nos deter mais pormenorizadamente sobre esse tópico, pois abre os nossos olhos para a necessidade de voltarmo-nos para nós mesmos no sentido de enfatizarmos o desabrochar do nosso progresso espiritual. 

Na pergunta 621 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec elucida-nos que a Lei de Deus está escrita na consciência do ser, e nosso papel é atualizá-la ao longo do tempo. A partir do momento que começamos a iluminá-la, vamos conhecendo com mais detalhes a lei de Deus, mais precisamente as leis naturais.

Em se tratando do Espirito Emmanuel, vejamos a variedade de frases que elabora sobre a "iluminação da consciência": "iluminação espiritual do nosso íntimo"; "iluminação interior do homem do coração e da consciência"; "iluminação dos espíritos encarnados"; "cristianização das consciências"; "iluminação das energias interiores". 

Tomemos um exemplo: nas questões 253 e 254 de O Consolador, quando trata da virtude e, consequentemente da paciência, ele nos diz que a tolerância esclarecida, que é o seu conceito de paciência, só será possível quando o individuo tiver iluminado a sua consciência; caso contrário, não poderá alcançar a plenitude do Espirito. O mesmo se dá quando ele trata da política, da esmola etc. O princípio é o mesmo, ou seja, a necessidade do esforço próprio para se iluminar interiormente.

Um Espírito comunicante, ao término de uma sessão espiritual, comentando o tema “Ajuda, e o Céu te Ajudará”, enfatiza os pontos principais para a compreensão dessa lição do Evangelho: conhecimento de si mesmo e consciência. Esses são os dois requisitos básicos para que o indivíduo tenha uma atuação aceitável no campo da sua evolução material e espiritual. Conclui que o elemento-chave é a autoconsciência, ou seja, o esforço que cada um de nós deve envidar para conhecer-se a si mesmo, no sentido de criar condições para ser chamado discípulo de Jesus.

Por mais difícil que seja a nossa existência, aprendamos a fazer com que as cosias negativas concorram para o nosso proveito. Há barulho externo, leiamos um livro, copiemos uma mensagem, escrevamos algo. O tempo perdido em lamentar a situação pode ser melhor aproveitado se usado para o nosso enriquecimento material, moral e espiritual.

 

 

05 fevereiro 2023

Efeito Inteligente e sua Causa [na Revista Espírita]

O dístico de abertura da Revista Espírita (1858-1869) é: Todo efeito tem uma causa. Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente. O poder da causa inteligente está na razão da grandeza do efeito.

Trechos sobre o efeito inteligente na Revista Espírita

Janeiro de 1859:  À S. A. o príncipe G.

“Se todo efeito tem uma causa, todo efeito inteligente deve ter uma causa inteligente. Quando vemos o braço do telégrafo produzir sinais que correspondem ao pensamento, não concluímos que ele seja inteligente, mas sim que é movido por uma inteligência. Dá-se o mesmo com os fenômenos espíritas. Se a inteligência que os produz não é a nossa, evidentemente encontra-se fora de nós”.

28 janeiro 2023

Íncubo e Súcubo

Em O livro dos Vampiros, de J. Gordon Melton, o incubus era uma figura demoníaca intimamente associada ao vampiro. Era conhecida pela hábito de invadir o quarto de uma mulher à noite, deitar-se sobre ela para que seu peso ficasse bem evidente sobre seu peito, forçando-a a fazer sexo. O succubus, a contraparte feminina do incubus, atacava os homens da mesma maneira.

A experiência objetiva de incubus/succubus foi sustentada por Tomás de Aquino no século XIII. Argumentava que crianças poderiam mesmo ser concebidas pelas relações entre uma mulher e um incubus. Acreditava que um espírito maligno poderia mudar a forma e aparecer como um succubus para o homem e um incubus para uma mulher.

Na edição de fevereiro da Revista Espírita de 1863, Allan Kardec trata desse tema, lembrando os casos de obsessão profunda. Cita as figuras de Tibério, Nero, Cláudio, Messalina, Calígula. Há certos gêneros de obsessão que não podem deixar dúvidas quanto à qualidade dos Espíritos, e são obsessões desse gênero que deram origem à fábula dos íncubos e súcubos.

Na edição de abril da Revista Espírita desse mesmo ano, Kardec volta a tratar do assunto, reproduzindo um estudo médico sobre algumas pessoas, que poderiam ser objeto desses ataques.

Eis o que foi relatado: 

“Durante a crise, o pulso e os batimentos cardíacos não estão acelerados; dá-se comumente o contrário: o pulso se concentra, torna-se fraco, lento e as extremidades se esfriam; apesar da violência da agitação e dos golpes furiosos desferidos de todos os lados, as mãos ficam geladas.

“Contrariamente ao que se vê muitas vezes em casos análogos, nenhuma ideia erótica se mistura ou parece juntar-se à ideia demoníaca. Eu mesmo me surpreendi com essa particularidade, por ser comum a todas as doentes: nenhuma diz a mais leve palavra ou faz o menor gesto obsceno. Em seus mais desordenados movimentos, jamais se descobrem e se seus vestidos se levantam um pouco quando rolam por terra, é muito raro que não os recomponham imediatamente.

“Não parece que haja aqui lesão da sensibilidade genital; assim, jamais se tratou de íncubos e súcubos, ou de cenas de feitiçaria. Todas as doentes pertencem, como demonomaníacas, ao segundo dos quatro grupos indicados pelo Sr. Macário; algumas escutam a voz dos diabos; muito mais geralmente falam por sua boca.

Este tema íncubo/súcubo pode ser encontrado: 

Capítulo XIX — "Transe e Incorporações", do livro No Invisível, de Léon Denis. Eis um trecho: "A sensualidade e a avareza subsistem nas almas inferiores. Os fenômenos produzidos por Espíritos “incubos” e “súcubos” não são imaginários e assentam em testemunhos formais; fácil negar; seria preferível observar e curar".

Capítulo VIII — "O Vampirismo", do livro Mediunidade (Vida e Comunicação), do professor José Herculano Pires. Eis o texto: "No capítulo trágico da obsessão em massa temos o tópico especial do vampirismo. Desde a mais alta Antiguidade os casos de obsessão e loucura foram conhecidos e tratados a pancadas para expulsão dos demônios causadores. Na Idade Média, como disse Conan Doyle, houve uma invasão de bárbaros, que os clérigos combatiam com afogamento das vítimas nos rios e lagos e a queima dos hereges vivos em praça pública, sobre montes de lenha a que se ateava o fogo da purificação. Nos conventos e mosteiros houve a infestação dos súcubos e íncubos, demônios libertinos que se apossavam das vítimas, homens e mulheres, para relações sexuais delirantes".

Capítulo VI — "As Almas Frágeis", do livro O Centro Espírita, do professor José Herculano Pires. Eis o trecho: "Apague-se o sexo do mundo e voltaremos aos espaços vazios de mundos mortos na mecânica fria dos tempos anteriores à Gênese. Por isso, a Historia Religiosa está povoada de íncubos e súcubos, os espíritos vampirescos que, durante a Idade Média atormentavam freiras e frades na suposta santidade dos mosteiros e conventos. E ainda hoje a ação desses espíritos se faz sentir por toda parte, em manifestações espantosas que, em geral, permanecem ocultas nos arquivos da pesquisa psíquica mundial". 


19 janeiro 2023

Amorim, Deolindo

Dados pessoais:

Nome: Deolindo Amorim. 

Nascimento: 23/01/1908. 

Homem: jornalista, escritor, sociólogo e espírita. 

Desencarne: 24 de abril de 1984 (76 anos). 

1. ASPECTOS GERAIS 

Nasceu em Baixa Grande, interior da Bahia. Foi para o Rio de Janeiro em 1929, para prestar o serviço militar obrigatório e aí ficou residindo em definitivo, casando-se com dona Delta dos Santos Amorim, sua dedicada companheira, de cujo enlace nasceram Paulo Henrique S. Amorim, Rosa Maria A. R. Valle e Marília dos Santos Amorim.

2. CONVERSÃO AO ESPIRITISMO

De religião católica, em certa época professou também o protestantismo, mas integrando-se por volta de 1932, em reuniões do C. E. Jorge Niemeyer, no Espiritismo, serviu com inexcedível dedicação, com total fidelidade a Allan Kardec, tornando-se ao longo dos anos um intérprete fiel da Doutrina Consoladora. Deolindo Amorim foi um intelectual que se dedicou ao Espiritismo, que assimilou a Doutrina integrando-se na mundividência espírita.

3. MOVIMENTO ESPÍRITA

Expositor hábil, lúcido e convincente, proferiu inúmeras palestras e conferências, uma delas sobre o "Suicídio à Luz do Espiritismo" no Instituto Pinel (Hospital de Doentes Mentais), da Universidade do Brasil, levando, assim, as idéias espíritas ao ambiente universitário não-espírita. Estampou colaboração constante em diversos órgãos do Brasil e do exterior, tendo sido também redator de Mundo Espírita (antigamente no Rio e posteriormente transferido para o Paraná) e de Estudos Psíquicos, revista que se edita em Lisboa (Portugal)

4. OBRAS

Eis alguns títulos:

Africanismo e Espiritismo (com uma edição na Argentina);

O Espiritismo e os Problemas Humanos(com uma edição na Argentina);

Espiritismo à Luz da Crítica;

Espiritismo e Criminologia;

O Espiritismo e as Doutrinas Espiritualista;

Extraído do livro Recordando Deolindo Amorim, de CELSO MARTINS. Capivari, Gráfica e Editora do Lar/ABC do Interior, 1989.