18 janeiro 2024

Bilocação, por Ernesto Bozzano

O termo “bilocação” é utilizado para denominar o fenômeno supranormal em que um mesmo indivíduo aparece simultaneamente em dois lugares distintos. Na realidade, o que ocorre nesse fenômeno é a separação temporária, nos seres encarnados, entre o espírito e o seu corpo físico.

Nesta obra Ernesto Bozzano expõe, classifica e comenta os vários tipos de fenômenos de bilocação. O autor demonstra que o ser humano possui um corpo etéreo que pode, em certas circunstâncias, afastar-se do corpo físico e retornar após realizar alguma tarefa ou apenas ter feito um pequeno passeio.

O autor procura demonstrar que o fenômeno de bilocação é um dos mais propícios a evidenciar a independência da alma em relação ao corpo físico. Provado que o Espírito não está definitivamente preso ao organismo, fácil é compreender que esse espírito possa, no final da vida, desligar-se para sempre do seu envoltório carnal, para continuar a viver fora dele, nessa fase intérmina da existência, a que chamamos morte, mas que, na verdade, é simplesmente a continuação da vida e da evolução infinitas. 

Do ponto de vista do plano esquemático da presente classificação, observo que os fenômenos de “bilocação” (termo usado pelos teólogos e que sintetiza as manifestações multiformes ditas de “desdobramento fluídico”, correspondente às outras expressões de “corpo etéreo”, “corpo astral”, “perispírito”) podem subdividir-se em quatro categorias, apresentando uma importância teórica diversa:

• na primeira inscrevem-se os casos de “sensação de integridade” nos amputados e de “desdobramento” nos hemiplégicos, casos teoricamente muito mais importantes do que geralmente se supõe;

• na segunda categoria enquadram-se os casos em que o sujet percebe o seu próprio fantasma, mas conservando sua plena consciência;

• na terceira, os casos em que a consciência se acha transferida ao fantasma exteriorizado;

• enfim, na última, os casos em que o “duplo” de um vivo ou de um morto só é percebido por terceiros.

Esta é uma cópia do livro (https://www.espiritualidades.com.br/Artigos/B_autores/BOZZANO_Ernesto_Obras/BOZZANO_Ernesto_tit_Fenomenos_de_Bilocacao_Desdobramento.pdf)



06 janeiro 2024

O "Decálogo do Reino", Segundo J. H. Pires

1) Ao acordar pense no reino antes de pensar nas coisas terrenas. E ore. Peça ao jovem Carpinteiro que lhe dê forças para não se deixar fascinar pelos pequenos reinos dos homens e para amar a todos.

2) Antes de iniciar o seu dia, lembre-se e grave na sua mente que tudo o que você fizer deve ser feito em favor do reino, mesmo no seu trabalho e nas suas mínimas obrigações rotineiras.

3) Afaste do seu coração qualquer ressentimento contra quem quer que seja. Comece o dia com um sentimento de gratidão a Deus pela bênção da vida e pela bênção maior da compreensão do reino.

4) Faça ou renove o seu voto de humildade, prometendo a você mesmo não ceder ao orgulho, à vaidade, à cólera, à arrogância, à ambição, à prepotência, à violência, pois todas essas coisas conduzem aos reinos dos homens, desviando-nos do reino de Deus.

5) Prometa manter-se calmo e buscar a serenidade em todas as circunstâncias.

6) Tenha confiança na verdade. Só assim você não perderá a razão quando o injuriarem, caluniarem, disserem mentiras a seu respeito, pois compreenderá que só a verdade prevalece e que ela não necessita da força, da astúcia ou de qualquer manobra para se impor.

7) Busque a pureza: Todas as coisas são puras quando as encaramos com amor, compreensão e pureza. Não há atos impuros para o homem que mantém o seu coração puro. É nossa malícia que faz impuras as coisas de Deus. Evite sempre os excessos, que são provenientes do egoísmo, fonte da impureza.

8) Não se esqueça de que o pior dos homens é seu semelhante, seu irmão. Trate a todos com amor e justiça. Mas cuidado na Justiça, que o nosso egoísmo facilmente transforma em injustiça. E seja abundante no amor, em que somos sempre tão pobres e avaros.

9) Não roube; não aprove o roubo; não elogie o roubo; não queira possuir mais do que o necessário, porque para isso é preciso tirar dos outros e aumentar a miséria do mundo, em prejuízo da riqueza do reino; afaste-se da corrupção do século e dê o exemplo do amor e da justiça do reino.

10) Não se apresse nem se iluda, pois o reino não vem por sinais exteriores; precisamos construí-lo paciente e corajosamente no coração dos homens, pelo nosso exemplo. Amor, desapego e pureza são os instrumentos de construção do reino de Deus na Terra. Aprenda a trabalhar com esses instrumentos e você ajudará a construir o reino.  

Fonte de Consulta

PIRES, J. H. O Reino. Editora Paideia.