02 setembro 2011

Ectoplasma e Materialização

Na biologia, ectoplasma é a camada periférica hialina do citoplasma que rodeia a zona central do endoplasma. Na parapsicologia, é a substância que é liberada pelo corpo de alguns médiuns durante o transe. Para Charles Richet, é a substância fluídica que emana do corpo do médium e se presta, sobretudo, para a realização de fenômenos de efeitos físicos. Segundo o Assistente Áulus, ectoplasma é matéria em estado de condensação intermediário entre a matéria densa e a perispirítica... amorfo, mas de grande potência e vitalidade... animado de princípios criativos que funcionam como condutores de eletricidade e à vontade do médium que os exterioriza ou dos Espíritos encarnados ou não, que sintonizam com a mente mediúnica, senhoreando-lhe o modo de ser (1).

Numa sessão de efeitos físicos, constata-se a utilização de três tipos de fluidos: fluido A, representando as forças superiores e sutis de nossa esfera; fluido B, que são os recursos dos médiuns e dos companheiros que os assistem; fluido C, energias tomadas da natureza (1).

Um trabalho de efeitos físicos é realizado observando-se os seguintes aspectos: proteção do ambiente, preparação do ambiente, preparação do médium e isolação em relação aos distúrbios. No que diz respeito à proteção e preparação de ambiente, fala-se da ionização da atmosfera, combinando recursos elétricos e magnéticos. Em se tratando da preparação do médium, este é submetido a operações magnéticas destinadas a socorrer-lhe o organismo nos processos de nutrição, circulação, metabolismo e ações protoplásmicas, a fim de que seu equilíbrio fisiológico seja mantido acima de qualquer surpresa menos agradável. No que toca à isolação, os alcoólatras, por exemplo, são cercados por diversos operários espirituais, para que os princípios etílicos não prejudiquem a sessão. (1)

Em termos históricos, destacamos William Crookes, personalidade científica de sua época, que se tornou famoso pelas pesquisas realizadas entre 1870 e 1874, quando se sentiu atraído pela materialização a partir de ectoplasma emanado do corpo do médium. São clássicos os seus estudos sobre Florence Cook e as materializações de Katie King, onde obteve uma série de fotografias.

Por que hoje em dia não vemos mais fenômenos de materializações? Os trabalhos de materialização dependem de médiuns dispostos a realizá-los. Eles não são feitos para simples passatempo; devem ter uma utilidade. Antes do surgimento do Espiritismo, precisávamos de fenômenos ostensivos, no sentido de chamar a atenção para a invasão organizada que viria em seguida. Presentemente, temos muito mais necessidade de subsídios para a reformulação de nosso pensamento e da compreensão do mundo espiritual.

(1) XAVIER, Francisco Cândido. Nos Domínios da Mediunidade, pelo Espírito André Luiz. 10. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1979, capítulo 28.

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