02 setembro 2011

Notícias Históricas: dos Samaritanos aos Terapeutas

Allan Kardec, na introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, esclarece-nos a respeito das diversas seitas que havia na época de Jesus: Samaritanos, Nazarenos, Publicanos, Peageiros, Fariseus, Escribas, Saduceus, Essênios e Terapeutas. Por seita, entendemos a separação de um corpo doutrinário, tido como ortodoxo. Daí a heresia no campo da religião.

Samaritanos. Depois do cisma das dez tribos, Samaria tornou-se a capital do reino dissidente de Israel. Para não ter que ir a Jerusalém celebrar as festas religiosas, os Samaritanos construíram um templo particular, em que só admitiam o Pentateuco de Moisés, tornando-se heréticos aos olhos dos judeus ortodoxos. Por isso, eram desprezados, anatematizados e perseguidos.

Nazarenos. Nome de uma seita herética nos primeiros séculos da era cristã. Os Nazarenos se obrigavam à castidade, à abstinência de álcool e à conservação de sua cabeleira.

Publicanos. Eram os coletores de impostos.

Peageiros. Eram cobradores de baixa categoria, encarregados principalmente da arrecadação dos direitos à entrada nas cidades.

Fariseus. Esta palavra deriva do grego pharisaios, “separados” ou “isolados”. Refere-se à seita judaica existente na Judeia nos dois últimos séculos antes de Cristo. Para eles, acostumados à controvérsia, a religião era muito mais de fachada, pois queriam apenas ostentar que a possuía em grau elevado de virtude.

Escribas. Designação aplicada aos doutores que ensinavam a lei de Moisés. Sua causa era a mesma dos fariseus, totalmente contrários à inovação.
Saduceus. Pertenciam a uma seita judia, fundada por Sadoc. Não acreditavam na imortalidade da alma, nem na ressurreição e nem nos bons e maus anjos. Eles eram os materialistas, os deístas e os sensualistas da época.

Essênios. Seita do judaísmo fundada no século II a.C. Distinguiam-se pelos costumes brandos e virtudes austeras. Seu modo de vida aproxima-se dos primeiros cristãos, levando algumas pessoas a crer que Jesus fazia parte desta seita.

Terapeutas. Ordem monástica judaica anterior à era cristã, estabelecida ao sul de Alexandria, no Egito. Tinham grande afinidade com os essênios, professando os seus costumes e virtudes.

No Novo Testamento, são frequentes o uso dessas palavras. Desconhecer a sua procedência histórica dificulta o real entendimento dos textos evangélicos.

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