11 maio 2016

Infinito e Espiritismo

Por oposição ao infinito, o finito designa algo que tem limite e pode ser medido. O infinito, por sua vez, é aquilo que não tem limites, sem fim. 

Tanto na concepção cristã como no existencialismo, a condição humana é caracterizada pela finitude. Na primeira, há uma oposição à transcendência e à perfeição divina; na segunda, pela contingência radical e sentimento do dever-morrer. 

O finito e o infinito podem ser explicados em termos de ato e potência. Finito é o que encontra limite à potência do ser. Plotino foi o primeiro a entender o infinito como não limitação da potência. Para Hegel, o infinito é a própria realidade, enquanto potência ilimitada, de realização, enquanto Absoluto.

Pergunta 2 de O Livro dos Espíritos: O que devemos entender por infinito? Resposta: "Aquilo que não tem começo nem fim: o desconhecido; todo o desconhecido é infinito". Explicação: os Espíritos se referem ao Universo. Tudo quanto nele conhecemos tem começo e tem fim; tudo quanto não conhecemos se perde no infinito, no desconhecido. 

Pergunta 3 de O Livro dos Espíritos: Poderíamos dizer que Deus é o infinito? Resposta: "Definição incompleta. Pobreza de linguagem dos homens, insuficiente para definir as coisas que estão além da sua inteligência. Deus é infinito nas suas perfeições, mas o infinito é uma abstração; dizer que Deus é o infinito é tomar o atributo de uma coisa por ela mesma, definir uma coisa, ainda não conhecida, por outra que também não o é". 

Pergunta 35 de O Livro dos Espíritos: O espaço universal é infinito ou limitado? Resposta: "Infinito. Supõem-no limitado: que haverá para lá de seus limites? Isto te confunde a razão, bem o sei; no entanto, a razão te diz que não pode ser de outro modo. O mesmo se dá com o infinito em todas as coisas. Não é na pequenina esfera em que vos achais que podereis compreendê-lo".

O Espírito Galileu, no capítulo VI de A Gênese, afirma que o espaço é infinito. "Dizemos que o espaço é infinito pela simples razão de ser impossível imaginar-se-lhe um limite qualquer e porque, apesar da dificuldade que temos para conceber o infinito, mais fácil nos é avançar eternamente pelo espaço, em pensamento, do que parar num ponto qualquer, depois do qual não mais encontrássemos extensão a percorrer".

Este tipo de reflexão leva-nos a relacionar o conhecido ao desconhecido, que é um dos princípios fundamentais da aprendizagem: aprender é passar do conhecido ao desconhecido. 


Fonte de Consulta

ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia.
DUROZOI, G. e ROUSSEL, A. Dicionário de Filosofia.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos.
KARDEC, A. A Gênese.


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