10 setembro 2008

Como Obter Novas Idéias

Pietro Ubaldi entendia a mediunidade como uma busca ativa de novas idéias. Ele não se conformava em ficar passivo, esperando que um Espírito viesse lhe comunicar esta ou aquela mensagem. Queria, através de sua própria capacidade intelectual e espiritual, buscar novos conhecimentos, no sentido de viver em consonância com os princípios de uma moral elevada.

A crença de que o homem pode controlar a sua vida, por intermédio de uma força mental, é bastante antiga. Segundo o Upanishad, “O que o homem pensa, eis o que ele é; isto é um velho segredo”. Salomão disse: “O que o homem pensa, ele é”. Platão também opinou: “Minha mente é meu próprio ser. Tomar conta do meu próprio ser corresponde a tomar conta de minha mente”. No Novo Testamento há a seguinte afirmação: “Transforma-te pela renovação de tua mente”.

O ponto de partida, para a obtenção de idéias mais claras e mais justas, é a mente divina. Geralmente somos influenciados pelos livros que lemos, pelas palavras que escutamos, pela autoridade desta ou daquela pessoa. Tudo isso é uma espécie de atalho, um mapa rodoviário. Porém, para entrarmos em contato com a mente divina precisamos de um mapa espiritual, de um roteiro fornecido pelo próprio Deus. Isto se encontra em cada um de nós. E nada mais é do que as suas Leis, gravadas em nossa consciência.

A mente de Deus é um reservatório ilimitado de idéias, pensamentos e sentimentos. Todos nós podemos usufruir desse manancial de sabedoria. Há, porém, um problema: só captamos aquilo que conseguimos apreender. Como ir além, se a nossa capacidade de retenção é baixa, pequena, mesquinha e tacanha? Em realidade, não é Deus que deve se aproximar de nós, mas nós que devemos nos esforçar para elevar o nosso pensamento até Ele.

Ao buscarmos as novas idéias, convém eliminarmos todo o tipo de interdição. Não seguir o fluxo de idéias, com medo da opinião contrária dos outros, é um dos bloqueios mais comuns. Nesse caso, lembremo-nos da passagem evangélica: “A fé que não enfrenta o ridículo dos homens não é fé verdadeira”. Se a idéia captada é verdadeira e serve para nos auxiliar com segurança a nossa caminhada espiritual, não há mais razão para nos calarmos em virtude das represálias.

A criatividade pode ser conseguida de diversas formas. Alguns mestres ensinam-na pelo caminho da ambigüidade. O general S. Patton dizia: “Se você disser às pessoas aonde ir, mas não como chegar lá, vai ficar espantado com os resultados”. Eis algumas frases ambíguas que nos fazem pensar: “o ferro afunda, mas o navio de ferro flutua”; “a experiência é efeito. Não és a experiência. Se não és a experiência, podes mudar a causa e obter nova espécie de experiência”; “as únicas limitações que sofremos são impostas por nós mesmos”.

Busquemos sempre as idéias de luz. Talvez não percebamos de pronto, mas no momento oportuno obteremos o que procuramos.

São Paulo, 10/09/2008

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