24 junho 2015

Doutrina Espírita

Foto“Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.” Paulo (Tito 2,1)

Doutrina – conjunto de teorias, noções e princípios, constituindo o fundamento de uma ciência, de uma filosofia, de uma religião etc. Doutrinário – pessoa que obedece rigidamente aos princípios da própria doutrina, dando mais valor à teoria do que à prática. Doutrina Espírita – conjunto dos princípios codificados por Allan Kardec.

A Doutrina Espírita surgiu a partir da publicação de O Livro dos Espíritos, em 1857. A ideia espírita vem de longa data. Allan Kardec, por exemplo, na Introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, diz que Sócrates e Platão foram os precursores do Espiritismo. No tocante às revelações, o Espiritismo aparece como a terceira revelação divina, tendo a de Moisés e de Jesus, respectivamente, como primeira e segunda.

A Doutrina Espírita, um marco no progresso da humanidade, apresenta-se de modo singular, ou seja, é ao mesmo tempo FILOSOFIA, CIÊNCIA e RELIGIÃO. Como entender? Qualquer matéria pode e deve ser analisada sob esses três aspectos. Pender para um dos lados, pode dificultar a compreensão mais exata da referida matéria. 

A filosofia espírita apresenta-se como um delta, uma síntese de todo o processo histórico, mas tendo as suas interpretações próprias, alicerçadas nos princípios doutrinários. A ciência espírita procede da mesma forma que as ciências naturais, com a diferença de utilizar as percepções extra-sensoriais. Como doutrina filosófica, o Espiritismo tem consequências religiosas, pois toca em Deus, alma e vida futura, fundamentos de todas as religiões. Não é, porém, uma religião constituída, visto que não tem culto, nem rito, nem templo e nem sacerdotes.


Toda ideia nova tem os seus contraditores; o Espiritismo não fugiu à regra. No âmbito dos ensinamentos espíritas, Allan Kardec observa que a maior parte das objeções que se faz à doutrina provém de uma observação incompleta dos fatos e de um julgamento precipitado. Num dos seus diálogos com o crítico, em O Que É o Espiritismo, diz:  "Se o Espiritismo é uma falsidade ele cairá por si mesmo; se, porém, é uma verdade, não há diatribe que possa fazer dele uma mentira".

O Codificador do Espiritismo deixa bem claro que os ensinamentos – contidos em suas obras – não são seus, mas expressão fiel das comunicações dos Espíritos superiores, desejosos de auxiliar a nossa evolução espiritual. Entre os seus princípios fundamentais estão: Existência de Deus, Reencarnação, Mediunidade, Lei de Causa e Efeito, Pluralidade dos Mundos Habitáveis etc.

Para conhecer a Doutrina Espírita, o adepto deve debruçar-se sobre as obras básicas e as complementares. Sem isso, não poderá divulgá-lo a contento. As Obras Básicas são: O Livro dos Espíritos (1857), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865) e A Gênese (1868). Entre as Obras Complementares estão os escritos de Gabriel Delanne, Léon Denis, Camille Flammarion, J. Herculano Pires e Edgar Armond. Incluem-se, também, as obras mediúnicas de Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco e outros.

O divulgador do Espiritismo deve tomar o devido cuidado em separar o que é doutrinário daquilo que não o é. Falamos naturalmente sobre os "chacras", o "corpo astral", o "fogo serpentino" e o "carma" sem nos darmos conta de que essas palavras foram extraídas da filosofia esotérica. Para o professor Ari Lex, ferrenho defensor da pureza doutrinária do Espiritismo, deveríamos usar o termo "atmosfera psíquica" e não "aura", como habitualmente o fazemos. 

Tenhamos o devido cuidado na divulgação da Doutrina Espírita. Antes de fazê-lo, debrucemo-nos pacientemente sobre os seus princípios fundamentais. Com isso, podemos pôr em prática o aviso do Espírito André Luiz: "Quando o trabalhador estiver pronto, o trabalho aparecerá".



A Doutrina Espírita na Revista Espírita 
(extraído do índice impresso)

A Doutrina Espírita na solução racional de inúmeros fenômenos morais e antropológicos - pág. 005 - 1858.

A ininterrupta marcha progressiva da Doutrina Espírita - pág. 146 - 1861.
A Doutrina Espírita pressentida em 1834 - pág. 173 - 1861.
Uniformidade da Doutrina Espírita através da linha traçada nas obras básicas - pág. 391 - 1861.

Doutrina Espírita não é provada por milagres - pág. 037 - 1862.
O que constitui a Doutrina Espírita - pág. 039 - 1862.

Como surgiu a Doutrina Espírita - pág. 277, 281 - 1863.

Como foram formulados os princípios da Doutrina Espírita - pág. 068, 100 - 1864.
A força e a autoridade da Doutrina Espírita repousam na concordância universal dos seus princípios - pág. 100 - 1864.
Todo o princípio novo da Doutrina Espírita é ensinado espontaneamente em diversos pontos ao mesmo tempo - pág. 102 - 1864.
Qual o papel de Allan Kardec na constituição da Doutrina Espírita - pág. 322, 325 - 1864.

A Doutrina Espírita muda inteiramente a maneira de encarar o mundo - pág. 036 - 1865.
O que faz a estabilidade e perpetuidade da Doutrina Espírita - pág. 038 - 1865.
A Doutrina Espírita modifica profundamente as relações sociais de indivíduo a indivíduo - pág. 039 - 1865.
A sublimidade da Doutrina Espírita amplia os atributos de Deus - pág. 072 - 1865.
Os verdadeiros espíritas serão reconhecidos pela coragem, firmeza e perseverança na defesa da Doutrina Espírita - pág. 183 - 1865.

O que dá indiscutível autoridade à Doutrina Espírita - pág. 008 - 1866.
Os termos especiais da Doutrina Espírita incluídos no Novo Dicionário Universal - pág. 028 - 1866.
A Doutrina Espírita nasceu do ensino dado pelos Espíritos - pág. 109 - 1866.
Muitas pessoas professam a Doutrina Espírita sem o saber - pág. 213 - 1866.
A Doutrina Espírita é a síntese das crenças universalmente espalhadas em todos os tempos - pág. 372 - 1866.

Sinais da contínua propagação da Doutrina Espírita - pág. 199 - 1867.
Foi a universalidade do ensino dos Espíritos que fez a Doutrina Espírita - pág. 234, 284 - 1867.
Como foi elaborada a Doutrina dos Espíritos - pág. 279 - 1867.
Razão da rápida e universal propagação da Doutrina Espírita - pág. 280, 284 - 1867.
Por que é impossível aniquilar a Doutrina Espírita - pág. 280 - 1867.
Motivo da rápida elaboração dos princípios da Doutrina Espírita - pág. 284 - 1867.
A Doutrina Espírita tem o caráter essencialmente progressivo - pág. 284 - 1867.
Por que a elaboração da Doutrina Espírita teve que ser de um só homem - pág. 282 - 1867.

Obra com resumo dos essenciais princípios da Doutrina Espírita - pág. 055 - 1868.
Como se realiza a instalação da Doutrina Espírita - pág. 066 - 1868.
Princípios fundamentais da Doutrina Espírita - pág. 182 - 1868.
A força e a coragem que a Doutrina Espírita proporciona nos momentos de aflição - pág. 321 - 1868.
Por que Allan Kardec não considera a Doutrina Espírita uma religião - pág. 357 - 1868.
Condição indispensável para assegurar a unidade da Doutrina Espírita - pág. 374 - 1868.
O caráter essencialmente progressivo da Doutrina Espírita - pág. 374 - 1868.
A Doutrina Espírita tem necessidade de uma direção central superior - pág. 376 - 1868.

A aflição e a infelicidade predispõem à crença na Doutrina Espírita - pág. 009 - 1869.

A História do Espiritismo na Revista Espírita 
(extraído do índice impresso)


Banquete de Lyon, marco da História do Espiritismo - pág. 313 - 1861.
Auto-de-Fé de Barcelona entrará na História do Espiritismo - pág. 304 e 337 - 1861.

Importância de Antigos Fatos para a elaboração da História do Espiritismo - pág. 372 - 1866.

Como deve-se dividir a História do Espiritismo - pág. 244 - 1868.

O Espírito Allan Kardec reafirma a necessidade de se fazer uma História do Espiritismo - pág. 192 - 1869.

A História do Espiritismo Moderno na Revista Espírita 
(extraído do índice impresso)


Registro para o estabelecimento da História do Espiritismo Moderno - pág. 179 - 1862.
Fatos que devem figurar na História do Espiritismo Moderno - pág. 269 - 1862.

Allan Kardec explica o que dever ser a História do Espiritismo Moderno - pág. 203 - 1863.
Os fenômenos produzidos por Home registram-se na História do Espiritismo Moderno - pág. 281 - 1863.

A História do Espiritismo Moderno será a narração da luta entre o mundo visível e o mundo invisível  - pág. 144 - 1864.
Material para a futura História do Espiritismo Moderno - pág. 320 - 1864.

Documentação para compor a História do Espiritismo Moderno - pág. 325 - 1865.



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